Bf 109G-6 Tamiya 1/48

Sidney posted:
RodrigoBM posted:
Sidney posted:
Brettas posted:
Sidney posted:

O que era usado para selar os rebites?

Nõ me lembro do nome da massa, mas o Mansur comentou sobre isso certa vez. Vou ver se acho.

Então o avião era todo repintado após a aplicação da massa, correto?

A massa era antes do primer, correto? Depois???

Acho que não havia primer Rodrigão. Veja na foto que o Brettas postou que o avião já está camuflado e com as marcações. Aplicar primer e depois tinta ia aumentar o peso do avião desnecessariamente. Se a tinta a ser aplicada é a mesma que já está no acabamento, não precisa de primer. Imagino que nas regiões de rebites também não precise.

Primer era feito nas áreas de tecido entes de receber a camuflagem. Tem uma boa foto de um 110 mostrando o "vermelhão" nos tecidos.

No "Luftwaffe Camouflage and Markings 1933-1945" , na página 40, tem uma foto dos 109 sendo construidos e na legenda diz "zinc chromate metal primer finish"


Na foto no livro as fuselagens estão cinzas, não esse tom amarelado, e estão todos lisinhos que dá gosto.

Ainda bem que temos essas publicações, a pesquisa dá o contexto.
Porque se alguém inventa de justificar encher o kit de furinhos por causa de umas fotos de aviões lixados ou desgastados na área onde o piloto e mecânicos sobem e andam pra lá e pra cá, a gente pode ler sobre como eram fabricados e entender o que acontecia... 

Imagine se a moda pega, alguém poderia justificar vender kits sem o nariz do avião, vendo fotos assim:

 Quem sabe a Eduard? :-D

Com a Tamiya na área a concorrência será boa, quem ganha com isto somos nós plastimodelistas.....ainda é gritante a falta de novos kits das versões finais como Bf-109G-10 e Bf-109K-4 e as versões AS...

O pessoal falou de F-4 Phantom  da Tamiya na 1/48, será ?? Vão bater de frente com os ótimos Academy e SWS ??

RodrigoBM posted:
Brettas posted:
Sidney posted:

PS - Há rumores que há outro avião 1/48 saindo do forno da Tamiya. Façam suas apostas.

Um "Emil" novo!

Seguinte macacada. Só entrei aqui pra dizer que vou comprar um monte. Vai que a Tamiya fecha ou o estireno acabe etc.

Pois é, pois é.... um, ao menos,  virá para casa....

Carlos. posted:

E o 109G 1/48 da Zvezda.........é ruim?

Na Luckymodel tá em promoção, $9,99 + envio.

Brettas pode falar com mais propriedade, pois montou um, mas não é ruim não. Acredito que está no nível dos lançamentos mais recentes do mercado.

Não saberia dizer como monta, mas tem um bom nível de detalhamento.

Carlos. posted:

E o 109G 1/48 da Zvezda.........é ruim?

Na Luckymodel tá em promoção, $9,99 + envio.

É um kit fácil de construir com ótimos detalhes e o que melhor representa um G-6 na sua forma, mas tem alguns probleminhas:

1. Você só poderá construir um G-6 WNF e Mtt. Reg, o Erla ficou de fora.

2. Aquelas duas entrada de ar de resfriamento na carenagem do motor e do tambor de óleo estão com tamanho diferentes e uma delas tem a boca fechada. 

3. A bolha da culatra e fita dos cartuchos da MG 131 não tem uma boa representação. Foi dividida em duas peças e falta detalhes como a dobra em meia lua que fixa a peça a fuselagem. O Eduard representou bem isso. 

4. Representação ruim da entrada de ar do Charger.

Tem outros probleminhas, mas que passam. 

Zvezda x Eduard, juntando erros e acertos daqui e dali, são equivalentes o que pesaria na minha compra seria os acessórios que acompanham o modelo. O Zvezda é imbatível, são muito melhores do que o Eduard.

Um abraço.

 

Vou lhes contar uma coisa, ver que a Tamiya caprichou a ponto de fazer o nariz do kit ser possível de ser desmontado e remontado com motor aberto, tudo seguro por ímãs, e ainda por cima DEPOIS do modelo pronto, ao gosto do modelista, quase enche meus olhos de lágrimas.

Isso só havia sido feito por ela na escala 1/32! 

Uma coisa que eu gosto demais na Tamiya: você espera uma certa qualidade e eles lhe entregam mais.

:-D

 

Sidney posted:

É um kit Tamiya, molde novíssimo, na escala 1/48, de um dos aviões mais famosos da WW2. Dizer que não vai vender é uma asneira muito grande.

Vão descer até ETs aqui. “E aí queridos, vieram dominar a terra e aniquilar os humanos?” “Não fera, a gente viemos comprar os novos 109 da Tamiya.”

 

Caras, olhar por fotos e falar que um avião não tem rebites, realmente é passível de erro.

Concordo plenamente com o Richthofen. Trabalhei como engenheiro numa empresa do ramo aeronáutico e também já vi de perto alguns 109s em museus. Os rebites aparecem. De formas variadas eles aparecem. E não confundam janelas de acesso!!

O que acho errado é a forma como as empresas representam os mesmos nos kits. Por isso prefiro kits sem rebites, pois os trato da melhor forma representativa. E isso depende muito até da escala.

Concordo que hoje os kits parecem uma peneira e cheio de furos. E ainda são piorados e muito quando o modelista realiza um wash excessivo.

E aqueles rebites em alto relevo de antigamente?? Eram muito exagerados. Tratar um meio termo entre baixo e alto relevo e uma engenharia bacana na injeção seria o top.

Que venha esse belo Tamiya!!! 

Zarichta e Richtoffen, o único jeito que existe pra saber como as coisas eram no passado, até onde eu sei, é fotografia, documento e testemunho de pessoas que estiveram envolvidas naquele fato naquele momento. Nenhum desses é infalível, todos tem que ser colocados em perspectiva e relacionados uns com os outros para tentar se aproximar da verdade.

A mim parece que comparar como se contruía um avião nos anos 1930/40 com como se faz um caça ou avião de passageiros moderno é comparar bananas com laranjas. E sabe-se lá que tipo de restauração foi feita no museu...

O caso, é que está na moda encher os kits de furinhos, e pra escala 1/48 na minha opinião não fica muito adequado, perceba que se você viu os rebites no avião real é porque a foto estava muito amplidada na tela do computador. Aí pode-se ver até amassados, arranhados - kit deveria vir com amassados também, stress de chapa, etc? Isso depende do gosto do freguês, e a busca por mais detalhes em cada kit lançado parece apontar para essa direção.

Eu entendo o exagero. Por exemplo, quando começaram a fazer pneus distorcidos pelo peso dos aviões, muita gente achou que era "realístico", mas teve outros que reclamaram,  inclusive mecânicos que trabalharam naqueles aviões, dizendo que estava exagerado, um pneu tão vazio lhes renderia uma reprimenda. Parece que a moda agora estabilizou, estão mais sutis.

Eu não tenho nada contra rebites, o que eu tenho contra é encher o kit de furinhos fora de contexto, e contexto pra mim (pesquisa, discussão, aprendizado) é o que tem de mais legal no plastimodelismo.

Infelizmente,  a maioria dos plastimodelistas baseiam suas montagens em kits de outros modelistas, em vez de pesquisar o avião real, na época própria, no ambiente próprio, e por aí vai...

 

Fernando Estanislau posted:

Zarichta e Richtoffen, o único jeito que existe pra saber como as coisas eram no passado, até onde eu sei, é fotografia, documento e testemunho de pessoas que estiveram envolvidas naquele fato naquele momento. Nenhum desses é infalível, todos tem que ser colocados em perspectiva e relacionados uns com os outros para tentar se aproximar da verdade.

A mim parece que comparar como se contruía um avião nos anos 1930/40 com como se faz um caça ou avião de passageiros moderno é comparar bananas com laranjas. E sabe-se lá que tipo de restauração foi feita no museu...

O caso, é que está na moda encher os kits de furinhos, e pra escala 1/48 na minha opinião não fica muito adequado, perceba que se você viu os rebites no avião real é porque a foto estava muito amplidada na tela do computador. Aí pode-se ver até amassados, arranhados - kit deveria vir com amassados também, stress de chapa, etc? Isso depende do gosto do freguês, e a busca por mais detalhes em cada kit lançado parece apontar para essa direção.

Eu entendo o exagero. Por exemplo, quando começaram a fazer pneus distorcidos pelo peso dos aviões, muita gente achou que era "realístico", mas teve outros que reclamaram,  inclusive mecânicos que trabalharam naqueles aviões, dizendo que estava exagerado, um pneu tão vazio lhes renderia uma reprimenda. Parece que a moda agora estabilizou, estão mais sutis.

Eu não tenho nada contra rebites, o que eu tenho contra é encher o kit de furinhos fora de contexto, e contexto pra mim (pesquisa, discussão, aprendizado) é o que tem de mais legal no plastimodelismo.

Infelizmente,  a maioria dos plastimodelistas baseiam suas montagens em kits de outros modelistas, em vez de pesquisar o avião real, na época própria, no ambiente próprio, e por aí vai...

 

É bem esse ponto Fernando: o exagero. E quando a moda pega ....

E outro ponto muito importante é a questão das referencias. Muitos modelistas irão afirmar que "é assim" porque o modelo do fulano está assim. Isso é chato pacas.

E o pior é que isso tem acontecido muito nessa onda de fotos colorizadas. Tem gente afirmando que a cor era assim porque na foto está assim. E a maldita foto era colorizada ...

Na minha opinião, modelismo é isso mesmo: pesquisa, discussão, aprendizado. É papo pra muita cerveja! 

Augusto posted:

Quer dizer que só se viam os rebites em aviões desgastados e sem manutenção? Como nesta superfície espelhada ai? 

 

Se via sim Augusto, mas acho que o pessoal está comentando é o exagero com que as fábricas tem representado os mesmos.

É por isso que eu prefiro que o kit não venha com rebites. Ainda mais em um kit 1/72.

Zarichta posted:
Augusto posted:

Quer dizer que só se viam os rebites em aviões desgastados e sem manutenção? Como nesta superfície espelhada ai? 

 

Se via sim Augusto, mas acho que o pessoal está comentando é o exagero com que as fábricas tem representado os mesmos.

É por isso que eu prefiro que o kit não venha com rebites. Ainda mais em um kit 1/72.

Eu concordo que os rebites não são bem representados, e que muitos pioram as coisas ressaltando a representação com efeitos exagerados, mas dai a dizer que eles não apareciam no avião real vai uma enorme diferença.

 

Outro problema é dizer que os rebites eram emassados como eram no P-51, dizer isso é um completo desconhecimento dos motivos.

O P-51 foi o primeiro avião de produção em que se procurou aumentar o fluxo laminar sobre a asa, mudando seu perfil aerodinâmico. Até ele todos usavam mais ou menos o mesmo perfil em que o descolamento da camada limite acontecia  a uma distancia do bordo de ataque da asa entre 5 e 20% do comprimento da corda, já com o novo perfil os projetistas esperavam que o fluxo laminar ocorresse após percorrer  50 a 75 % do comprimento da corda. O fluxo laminar causa muito menos arrasto que o fluxo turbulento.

O problema é que fluxos laminares são muito instáveis, sendo facilmente tornados turbulentos por imperfeições na superfície de contato.  Assim para diminuir este efeito os projetistas sugeriram que as emendas sobre as asas do P-51 fossem emassadas, de forma a que as imperfeições das junções não interferissem no fluxo.

Como se pode ver, fazer o que o Bretas mostrou, nas asas de um 109, principalmente na parte de trás, seria inócuo, tendo apenas um valor para melhorar a moral do piloto, sem nenhum ganho aerodinâmico.  Ao contrário,só fazia aumentar o peso do avião. Se isto não era só feito no campo, mas também na fabrica, então os engenheiros alemães não eram assim tão bons como se pensa.

Vale lembrar que mesmo no P-51 não se atingiu o esperado, pois somente o efeito da chapa, ligeiramente ondulada, é suficiente para desestabilizar o fluxo laminar.

Para quem gosta do assunto este livro é muito bom, mas precisa de algum conhecimento de mecânica dos fluidos para entender tudo.

O único senão, é que dá uma importância exagerada aos feitos americanos, deixando os outros países em um afastado segundo plano.

 

"mas dai a dizer que eles não apareciam no avião real vai uma enorme diferença" - não consegue interpretar texto, e ainda inventa?

Eu não disse que os rebites e frestas eram selados pelo mesmo motivo dos P-51, Eu disse que eram feitos à semelhança: massa, primer, lixa, etc. e isso é verdade. 

Não disse que rebites não aparecem, disse que não é preciso colocar os rebites no Bf109, pelo mesmo motivo acima. Como também não é adequado fazê-lo na asa do P-51. Quem quiser fazer, que faça, mas que não é adequado, não é.

E aí você vai ficar catando fotos de exceções nos livros e publicando aqui, e ainda inventando o que o outro disse pra justificar seu argumento, que mais uma vez, aliás, está errado? 

Você vê uma foto de um avião onde aparecem alguns rebites e vem me dizer que fazer isso aqui é que está certo?

Pois eu olho pra essa asa (nesse kit erraram até a escala) e penso que ainda bem que temos Tamiya nesse mundo...

Achei excelente os detalhes dessa foto, corrigindo o que outros modelos não fizeram, principalmente nos slats e flaps.

Eu estou realmente ansioso para colocar minhas mãos nesse modelo. 

Sobre venda, se for realmente bacana como nas fotos e com a engenharia que a empresa sempre teve, vai vender muito. Da minha parte a Tamiya pode ficar tranquila!  

Você vê uma foto de um avião onde aparecem alguns rebites e vem me dizer que fazer isso aqui é que está certo?

Eu disse isso? Só quem falou no kit da Eduard até agora foi você ( o tópico aqui é sobre o kit da Tamiya). Esta sua fixação com a Eduard é meio estranha, eles te fizeram algum mal?

O engraçado é que parece que as exceções são mais comuns que a regra, e sobre  aparte polida que mostra os rebites? Nenhum comentário? Segundo você só devia aparecer em aviões mal conservados.

 

Não disse que rebites não aparecem

Hummm...

Ok, então me explica o que você quis dizer com isso:

Bf109 tinham os rebites e as juntas selados, à semelhança das asas do P-51.

a) Eram selados, mas ainda assim apareciam, e então eu estou certo

b) Eram selados e  por consequência não apareciam, como você quis demonstrar com as fotos que postou, dizendo portanto que os rebites não aparecem.

Você esta me parecendo meio confuso, mas como esta as lágrimas, vou te dar um desconto.

 

O procedimento de fábrica é uma coisa, o que acontece em campo é outra coisa.
O rebite pode aparecer por uma profusão de fatores, mas o mais comum - a não ser que você cuidadosamente pince as fotos que quiser, não é isso que você tem feito? - é que não apareça! 

Por isso na minha opinião não se deve encher o kit de furinhos, como ja expliquei.

Agora, pesquisa e conhecimento não é feita assim, né augusto? ...vc escolhe as provas que quiser, só elas, e baseia nelas o seu (falho) argumento??? 
É como ter certeza que sua mulher não lhe trai, porque afinal de contas ela lhe traz um bombom todos os dias. ( ! )


"O engraçado é que parece que as exceções são mais comuns que a regra, e sobre  a parte polida que mostra os rebites"

Pelos céus! O que vc acha que acontece com a tinta quando ela é POLIDA? Ela afina! E se afina acha que não mostra o que está por baixo?
Você justifica seu ponto mostrando aviões lixados, partes de manutenção intensa, e agora polimento!!! É sério, isso ??? 

Valei-nos nossa senhora do estireno! 

"Esta sua fixação com a Eduard é meio estranha, eles te fizeram algum mal? "
  - A sua eu entendo direitinho, como é mesmo a piada do urso? :-D

Pelos céus! O que vc acha que acontece com a tinta quando ela é POLIDA? Ela afina! E se afina acha que não mostra o que está por baixo?

Vamos ver se eu entendi

Os alemães colocavam uma massa para selar os rebites, colocavam o primer e pintavam o avião.

Agora você vem e diz que se polir a tinta de acabamento o rebite aparece! Mas como? O rebite não estava selado com uma massa? Como pode aparecer simplesmente por polir a pintura?  Cadê a massa Fernando?

Acho melhor parar por aqui, como dizia minha santa avozinha, que Deus a tenha, não se fala de corda em casa de enforcado.

 

 

 

 

Estava procurando imagens para dar uma olhada no radiador e confirmar a forma do mesmo. Eu disse no Harpias que eles acertaram em fazer todo o conjunto numa única peça, diferente do Zvezda cuja peça da cobertura do radiador vem separada. Pelo visto a Tamiya acertou no formato da cobertura, assim como a Zvezda. A Eduard errou em todas as versões, do F-2 ao G-6.

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