Bf 109G-6 Tamiya 1/48

Fernando Estanislau posted:

"mas dai a dizer que eles não apareciam no avião real vai uma enorme diferença" - não consegue interpretar texto, e ainda inventa?

Eu não disse que os rebites e frestas eram selados pelo mesmo motivo dos P-51, Eu disse que eram feitos à semelhança: massa, primer, lixa, etc. e isso é verdade. 

Não disse que rebites não aparecem, disse que não é preciso colocar os rebites no Bf109, pelo mesmo motivo acima. Como também não é adequado fazê-lo na asa do P-51. Quem quiser fazer, que faça, mas que não é adequado, não é.

E aí você vai ficar catando fotos de exceções nos livros e publicando aqui, e ainda inventando o que o outro disse pra justificar seu argumento, que mais uma vez, aliás, está errado? 

Você vê uma foto de um avião onde aparecem alguns rebites e vem me dizer que fazer isso aqui é que está certo?

Pois eu olho pra essa asa (nesse kit erraram até a escala) e penso que ainda bem que temos Tamiya nesse mundo...

"Eu não disse que os rebites e frestas eram selados pelo mesmo motivo dos P-51, Eu disse que eram feitos à semelhança: massa, primer, lixa, etc. e isso é verdade" 

Desculpe Fernando, mas de onde vem esta informação? De qual manual técnico de manutenção aeronáutica vem a informação de massa e lixa em rebites? Gostaria de saber a fonte pois durante o pouco que estudei e trabalhei com manutenção aeronáutica nunca ouvi nem ví nada parecido.Massa em emendas de algumas chapas é algo pouco comum mas usado, agora, em rebites?!? Com qual propósito????

Augusto posted:

Colocar fotos aqui ficou absurdamente trabalhoso, então vão só algumas, todas tiradas de um único livro. Deve ser um livro de exceções.

  

KKKKKKKKKKKKKKKK Desculpa a risada, Fernando, mas essa foi uma das ironias mais irônicas (vixe!) que vi por aqui. Dá uma no fígado dele!  

Mas, falando sério, sou muito mais fã de aviões americanos, acho os aviões japoneses mais bonitos em muitos casos, não considero o 109 o suprassumo da aviação, mas sou obrigado a reconhecer que essa saracura de pernas tortas com o bico aberto ficou legal (deixa eu correr antes que o Brettas chegue...). Tô até achando que acabo pegando um pra fazer nessa escala por conta desse detalhe. Afinal, de que valeriam os P-47 e os P-51 se não tivessem alvos para poder brincar? Vai ficar legal um desses todo tremendo ao lado de um predador na coleção.

Já sabem algo sobre as vendas?

Richtoffen, respondendo sua pergunta  eu tenho aqui os dois livros Luftwaffe Camouflage and Markings 1933-1945 publicados pela Classic Colors. 

na página 34: "excess sealing material used on riveting lines was to be immediately removed; wet grinding or harsh grinding of joints was only to be undertaken with the permission of RLM-GL/C-E2 VII."

na página 35, também citando o que contém documento da época: "The final section of the work gave a two-page summary of all 32 lacquers, and 19 thinner, spreader, filler paste and tape numbers in use, their application, the supplier and, where appropriate, any special notation"

Citações como essa, mais as fotos dos aviões recém pintados (e lisiiiinhos), na página 40 e 41, mais a enorme quantidade de fotos de época, me fazem crer e afirmar que esse processo existia. 

Agora, se me permite divagar, isso não é nada assim tão exotérico, era de conhecimento geral que uma superfície lisa era necessária para melhor performance ds aviões, e em várias forças aéreas, em vários aviões.

Já assistiu aquele vídeo oficial ensinando a pintar um Spitfire e um Mosquito? Lá está o sujeito passando massa, e se você vê o Spitfire que a Eduard lançou também o que não falta é furinhos... estamos vivendo a era da ferrugem e dos furinhos, está na moda! ...até mesmo o P-51 da Meng tem a asa inteiramente marcada por eles! 
Você podem achar que tá certo, eu acho que é inadequado. Por isso achei ótimo o kit da Tamiya seja liso, se eu quiser por rebiteas nas áreas desgastadas, eu posso. Eu acho porém, mais importante que as formas estejam corretas, os detalhes também.

Minha vez de perguntar, o curso de manutenção de aeronaves que você fez tinha lá um tópico de história da manutenção? Porque evidentemente você não espera que se faça procedimentos hoje em dia exatamente como se fazia mais de 70 anos, certo? Os materiais devem ter evoluído.

...

Oswaldo, a ironia diverte, mas não educa. Essa serviu para pegar o augusto em (mais um!) erro de metodologia. Como eu disse, pinçar as provas que convém é procedimento questionável, quantas fotos de Bf109 tem no livro de onde ele tirou aquelas, pra dizer que não são exceção? 

Como eu escrevi acima, pra mim pesquisa e conhecimento são feitos de outro jeito...

Pra mim o engraçado mesmo foi a postagem logo de uma foto de avião que fora lixado, o Brettas merecia uma medalha. :-D

 

oswaldo antonelli posted:
Fernando Estanislau posted:

 

Pra mim o engraçado mesmo foi a postagem logo de uma foto de avião que fora lixado, o Brettas merecia uma medalha. :-D

 

Acho essa a fonte mais confiável sobre saracuras que existe no mundo, sabe tudo esse "minino"!

Concordo, mas neste caso ele estava errado, quando eram repintados os aviões alemães não eram lixados, para retirar a pintura era usado um solvente próprio para a retirada da tinta.

 

Massa em emendas de algumas chapas é algo pouco comum mas usado, agora, em rebites?!? Com qual propósito????

Os rebites não eram emassados para que a superfície ficasse lisa, por isso mesmo eram visíveis sob a camada de tinta. A função desta pasta era outra, funcionavam como uma proteção contra oxidação, esta sim poderia causar arrasto (segundo eles). A pasta era inserida nos buracos dos rebites de forma a fornecer esta proteção já que no processo de  fabricação os rebites não recebiam um tratamento contra corrosão.

 
Augusto posted:
oswaldo antonelli posted:
Fernando Estanislau posted:

 

Pra mim o engraçado mesmo foi a postagem logo de uma foto de avião que fora lixado, o Brettas merecia uma medalha. :-D

 

Acho essa a fonte mais confiável sobre saracuras que existe no mundo, sabe tudo esse "minino"!

Concordo, mas neste caso ele estava errado, quando eram repintados os aviões alemães não eram lixados, para retirar a pintura era usado um solvente próprio para a retirada da tinta.

 

O trem ficou longo!

O que eu disse foi:

Augusto, você vai encontrar rebites nos 109s, mas eram como o Fernando escreveu acima, "selados". Na foto acima, eu conheço essa aeronave, ela está passando por um processo de lixamento, por isso os rebites aparecem bem visíveis.

Eu prefiro sem os rebites, como disse lá no Harpias, as empresas fazem furos e não representam os rebites. Por isso a maioria dos modelistas tem transformado o 109 em tabuleiro de xadrez, pois acham que devem escurecer cada rebite, além de clarear o interior do painel.”

"A máquina que eu disse que conhecia acima, pertencia ao 2./"Ergänzungsjagdgruppe Ost" "schwarze 1" e era um Bf 109F-2 e foi lixado para receber uma nova pintura. 

Não posso afirmar se este F-2 acima passou por lixamento, porém o triangulo C3 de abastecimento está limpo e foi aplicado sobre a sujeira. Pode ter recebido lixa sim, mas era a " exceção"  

Tenho centenas de fotos de close da fuselagem do 109 e na maioria esmagadora os rebites não são visíveis."

Sobre a máquina de Budenhagen:

"Esse processo era visto até em campo. Lt. Horst Budenhagen do JG 3 selando seu pássaro. "

Eu não disse isso. Eu não sei se era procedimento padrão lixar e pintar em campo, nem sei como esse processo era feito, meu interesse é no 109 (dados técnicos, JG, pilotos), mas tenho fotos em livros que isso podia ser feito em campo e era o que está na legenda de Budenhagen.

Concordei com Fernando sobre o procedimento de fábrica e como eu disse acima, tenho centenas de fotos em livros e no meu arquivo que mostram isso. Posso ficar colocando aqui todas as fotos, TODAS, e vai ver que na grande maioria os rebites não aparecem.

Respeito você, sei que é um excelente modelista e tem um grande conhecimento, mas acho que você iniciou a discussão de forma errada, ironizando, e não vou ficar discutindo se eu entendo que era diferente do que você acha. É o seu direito. Acho bacana discutir sobre o 109, adoro, mas ficar no jogo de gato e rato... tô fora!

Sobre o modelo Tamiya, eu acho ótimo que não tenha rebites, pois assim eu posso representá-los quando achar melhor diante das referências que tenho. Prefiro assim a ter que ficar refazendo os rebites depois da lixa.

Augusto posted:

Massa em emendas de algumas chapas é algo pouco comum mas usado, agora, em rebites?!? Com qual propósito????

Os rebites não eram emassados para que a superfície ficasse lisa, por isso mesmo eram visíveis sob a camada de tinta. A função desta pasta era outra, funcionavam como uma proteção contra oxidação, esta sim poderia causar arrasto (segundo eles). A pasta era inserida nos buracos dos rebites de forma a fornecer esta proteção já que no processo de  fabricação os rebites não recebiam um tratamento contra corrosão.

 

Proteção contra a oxidação, ok.

Augusto posted:

esta sim poderia causar arrasto (segundo eles). A pasta era inserida nos buracos dos rebites de forma a fornecer esta proteção já que no processo de  fabricação os rebites não recebiam um tratamento contra corrosão.

Aí não, bicho. Se tem corrosão a ponto de causar arraste, este avião não poderia estar voando. Provavelmente a explicação é outra, como causar corrosão também na chapa da asa e determinar sua troca. 

Estes caras que escrevem sobre dados históricos podem entender muito de dados e referências, mas quando passam a dar explicações técnicas, a coisa fica feia.

E sim, vi que você escreveu "segundo eles". Minha crítica é a eles, não ao que você postou..

 

Respeito você, sei que é um excelente modelista e tem um grande conhecimento, mas acho que você iniciou a discussão de forma errada, ironizando, e não vou ficar discutindo se eu entendo que era diferente do que você acha. É o seu direito. Acho bacana discutir sobre o 109, adoro, mas ficar no jogo de gato e rato... tô fora!

Brettas o respeito é mutuo, não conheço ninguém que entenda tanto do assunto como você. Desde o inicio acho que a minha frase foi mal interpretada, não era uma critica, era uma brincadeira. Dizendo de outra forma, como o kit não tem os rebites o contadores vão ficar tristes , não vão ter o que contar (carinha sorrindo). Não estava criticando o kit. Nem monto nesta escala.

O fato é que duas coisas me incomodam, existem fotos , e não é difícil acha-las, que mostram claramente os rebites mesmo por baixo da pintura de acabamento, e a explicação que os rebites eram emassados para melhorar a aerodinâmica, não fazia sentido. Agora esta claro que não era esta a intenção.

No entanto aceito o seu puxão de orelhas, abusar de ironias não ajuda a discussão (ainda que não tenha sido o único), me deixei levar, peço desculpas por isso e prometo me ater apenas aos argumentos objetivos daqui para frente.

 

 

Estes caras que escrevem sobre dados históricos podem entender muito de dados e referências, mas quando passam a dar explicações técnicas, a coisa fica feia.

E sim, vi que você escreveu "segundo eles". Minha crítica é a eles, não ao que você postou

Pois é Sheriff, mas neste caso, segundo o livro, quem afirmou isso foi o fabricante da tal pasta. Também achei muito estranho, por isso a ressalva.

 
Augusto posted:

Estes caras que escrevem sobre dados históricos podem entender muito de dados e referências, mas quando passam a dar explicações técnicas, a coisa fica feia.

E sim, vi que você escreveu "segundo eles". Minha crítica é a eles, não ao que você postou

Pois é Sheriff, mas neste caso, segundo o livro, quem afirmou isso foi o fabricante da tal pasta. Também achei muito estranho, por isso a ressalva.

 

Esta informação está no manual do fabricante da pasta ou o autor cita o fabricante da pasta como autor da frase?

Se o manual do fabricante da pasta diz isso, entendo porque a Alemanha perdeu a guerra....

Sidney posted:
Augusto posted:

Estes caras que escrevem sobre dados históricos podem entender muito de dados e referências, mas quando passam a dar explicações técnicas, a coisa fica feia.

E sim, vi que você escreveu "segundo eles". Minha crítica é a eles, não ao que você postou

Pois é Sheriff, mas neste caso, segundo o livro, quem afirmou isso foi o fabricante da tal pasta. Também achei muito estranho, por isso a ressalva.

 

Esta informação está no manual do fabricante da pasta ou o autor cita o fabricante da pasta como autor da frase?

Se o manual do fabricante da pasta diz isso, entendo porque a Alemanha perdeu a guerra....

"Perguntado, um membro da Herberts (fabricante), declarou o fato de que a prevenção da corrosão em metais de liga leve produziam uma significativa prevenção na redução da perda de velocidade, um avião não protegido capaz de 700 km/h perderia cerca de 50 km/h devido ao arrasto provocado pela corrosão."

Neste paragrafo o autor falava sobre a aplicação da pasta nos rebites. Começo a achar que ele fez alguma confusão, talvez o que o técnico tenha querido dizer é que um avião, na sua totalidade, emendas de chapas além dos rebites, sem proteção contra corrosão sofresse este problema. Este paragrafo para mim ficou meio estranho.

A noite vou reproduzir todo o texto.

 

 
Augusto posted:
"Perguntado, um membro da Herberts (fabricante), declarou o fato de que a prevenção da corrosão em metais de liga leve produziam uma significativa prevenção na redução da perda de velocidade, um avião não protegido capaz de 700 km/h perderia cerca de 50 km/h devido ao arrasto provocado pela corrosão."

Neste paragrafo o autor falava sobre a aplicação da pasta nos rebites. Começo a achar que ele fez alguma confusão, talvez o que o técnico tenha querido dizer é que um avião, na sua totalidade, emendas de chapas além dos rebites, sem proteção contra corrosão sofresse este problema. Este paragrafo para mim ficou meio estranho.

A noite vou reproduzir todo o texto.

Como sabe, sou da área técnica - assim como você. Portanto, é mais do que comum -  é até esperado - que você fale alhos e entendam bugalhos, especialmente quando o interlocutor não é do ramo.

Creio que há uma diferença entre a falta de vedação causar corrosão e o produto de corrosão formado influir no arraste aerodinâmico do avião.

Você consegue imaginar os produtos de corrosão se avolumando na asa do avião, a ponto de afetar o arraste, e o pessoal da manutenção olhando e pensando "bai cair mas eu non gosta desta sujeita mesmo!"?  

Augusto posted:

Massa em emendas de algumas chapas é algo pouco comum mas usado, agora, em rebites?!? Com qual propósito????

Os rebites não eram emassados para que a superfície ficasse lisa, por isso mesmo eram visíveis sob a camada de tinta. A função desta pasta era outra, funcionavam como uma proteção contra oxidação, esta sim poderia causar arrasto (segundo eles). A pasta era inserida nos buracos dos rebites de forma a fornecer esta proteção já que no processo de  fabricação os rebites não recebiam um tratamento contra corrosão.

 

Não sei Augusto, mas tenho impressão que há "achismo" de mais e razão de menos na maioria dos livros. Corrosão causar arraste?? Aí já não é corrosão, é podridão total. O problema crítico em corrosão nos aviões não tem nada à ver com arraste e sim com falha estrutural, principalmente porque na maioria das vezes a corrosão ocorre de dentro para fora. Mas olhando fotos de alguns aviões daquela época, consigo concluir que preocupação com corrosão não era assim tão séria. Olhe os porões de roda do 262. Nem cromato de zinco recebiam em área tão exposta à corrosão, e a meu ver tão crítica. Temos dezenas de exemplos de modelos de aviões da decada de 30 e 40, que voavam somente no metal natural - P-51 , P-40, P-38 e outros - e que não percebemos nenhum rebite escuro por problema de corrosão. Corrosão esta que deveria atingir toda a superfície do rebite e ficar evidente, não acha? Há dezenas de warbirds voando e que carregam os rebites originais aos montes em suas fuselagens, rebites com 80 anos em excelente estado ainda. Quantos C-47 e DC-3 voam perfeitamente por aí, carregando boa parte de seus rebites originais e que estão perfeitos?

Imagem relacionada

 Selar rebite um a um só ví em tanques de combustível estruturais, Nem fuselagem pressurizada isto é usado

Resultado de imagem para 777assemblyline061-660x440.jpg

 

Um tanque estrutural. Dá para ver, principalmente na parte interna o selante saindo pelo rebite (pontos pretos)

Resultado de imagem para 777assemblyline061-660x440.jpg

 

Exatamente o mesmo avião, mas na fuselagem rebites sem selante. Não tem nada à ver com corrosão ou aerodinâmica selar ou não rebite. Até hoje rebite não recebe tratamento superficial anti corrosivo. O que diferencia um rebite do outro é a sua composição química

Rich

A explicação do livro faz algum sentido, se estiver correta, vou colocar o texto completo a noite. Segundo o texto os rebites usados nos aviões alemães, salvo alguma exceções, não recebiam o tratamento contra corrosão, no caso fala e anodização ( o Sheriff pode dizer melhor sobre a pertinência disso) , devido a escassez de energia elétrica. Isso justificava o uso da pasta como uma proteção contra corrosão. Até ai pode ser, mas dizer que isso visava evitar problemas  no arrasto é que não faz sentido para mim.

 
Augusto posted:

Rich

A explicação do livro faz algum sentido, se estiver correta, vou colocar o texto completo a noite. Segundo o texto os rebites usados nos aviões alemães, salvo alguma exceções, não recebiam o tratamento contra corrosão, no caso fala e anodização ( o Sheriff pode dizer melhor sobre a pertinência disso) , devido a escassez de energia elétrica. Isso justificava o uso da pasta como uma proteção contra corrosão. Até ai pode ser, mas dizer que isso visava evitar problemas  no arrasto é que não faz sentido para mim.

 

Anodizar é fazer crescer a camada de óxido de alumínio, usando o princípio da pilha galvânica e colocando a peça a ser anodizada (de alumínio, claro) como anodo da pilha.

Para tal, você usa um retificador para fazer a corrente circular entre o anodo e o catodo. Sem energia elétrica, nada de retificador, nada de camada anodizada.

Aproveitando o embalo: função primária de primer é dar aderência entre o substrato e o acabamento. Se ele tem propriedades anticorrosivas é um plus, mas a função que justifica sua aplicação é garantir a aderência da tinta a ser aplicada no substrato. Portanto, certamente em cima da chapa de alumínio era aplicado um primer. Qualquer coisa entre a chapa e o primer só se fosse um promotor de aderência, um processo de conversão (fosfatização, cromatização) para melhorar ainda mais a aderência ao metal. Já em cima do primer pode vir a tinta intermediária, a tinta de acabamento ou mesmo a tal famigerada "pasta de vedação".

Augusto posted:

Rich

A explicação do livro faz algum sentido, se estiver correta, vou colocar o texto completo a noite. Segundo o texto os rebites usados nos aviões alemães, salvo alguma exceções, não recebiam o tratamento contra corrosão, no caso fala e anodização ( o Sheriff pode dizer melhor sobre a pertinência disso) , devido a escassez de energia elétrica. Isso justificava o uso da pasta como uma proteção contra corrosão. Até ai pode ser, mas dizer que isso visava evitar problemas  no arrasto é que não faz sentido para mim.

 

Faz sentido. Talvez explique o motivo disto...

Resultado de imagem para 262 metal natural

 

 

 

Sidney posted:

Aproveitando o embalo: função primária de primer é dar aderência entre o substrato e o acabamento. Se ele tem propriedades anticorrosivas é um plus, mas a função que justifica sua aplicação é garantir a aderência da tinta a ser aplicada no substrato. Portanto, certamente em cima da chapa de alumínio era aplicado um primer. Qualquer coisa entre a chapa e o primer só se fosse um promotor de aderência, um processo de conversão (fosfatização, cromatização) para melhorar ainda mais a aderência ao metal. Já em cima do primer pode vir a tinta intermediária, a tinta de acabamento ou mesmo a tal famigerada "pasta de vedação".

Xerife, concordo em partes. Acho que a função básica é proteção, a aderência que é o "plus"....rsrsr. Os aviões internamente ficam somente no primer... E olha que é muito peso extra só de primer. Informações deste fabricante:

"Intensify the rust protection of the 7400 System with Rust-Oleum High Performance 7400 System Zinc Chromate Primer. This modified alkyd primer is a powerful rust inhibitor and can be applied in between coats to further shield against rust.

  • Contains special rust-inhibitive pigments
  • Can be applied to lightly rusted surfaces, as well as clean/previously painted surfaces
  • Two-year rust-proof guarantee—maximum corrosion protection
  • Meets USDA requirements for incidental food contact; accepted for use in federally registered Canadian food facilities"

http://www.rustoleum.com/produ...nc-chromate-primers/

 

Aqui da PPG...

"SPEEDHIDE® INT/EXT ZINC CHROMATE METAL PRIMER:

Recommended for properly prepared aluminum, and ferrous metal, SPEEDHIDE® Zinc Chromate Metal Primer can be used on both interior and exterior surfaces. This product provides resistance to normal atmospheric corrosive action and is recommended as a field applied primer coat or intermediate coat. For metal substrates 

https://www.ppgpaints.com/prod...hromate-metal-primer

Richthofen/Lourival, a diferença é que todo primer tem que promover a aderência da tinta que virá a ser aplicada ao substrato, mas nem todo primer tem que oferecer proteção contra a corrosão.

Eu não disse que ele não tem ou é usado nesta função. Claro que tem; na verdade, a maioria das tintas de fundo (primers) para metais acaba incorporando a função de proteção primária contra a corrosão, até porque em muitos casos não haverá uma tinta de acabamento,  como no exemplo que você deu. Outro exemplo comum é a construção civil, onde é usual ver as partes metálicas pintadas com uma tinta de fundo marrom avermelhada (tinta epóxi de fundo pigmentada com óxido de ferro), pois a tinta de acabamento só será aplicada algum tempo depois e a tinta de fundo irá proteger o substrato até lá.

O fato é que todo primer tem que garantir a aderência, mas nem todo primer é um anticorrosivo. Veja aqui.

No entanto, quando é para ter desempenho anticorrosivo para valer, você nunca fica só no primer - você coloca uma camada intermediária ou de acabamento, muito mais espessa, que vá garantir o desempenho do esquema de pintura aplicado. Ficar só no primer é porque não será exposto à exposição severa ou não durará o suficiente para valer a pena investir na pintura, pois não durará o mesmo que o esquema de pintura duraria.

Veja: O Mr Surface da Gunze é um primer. Você aplica em cima do plástico, das peças metálicas, de tudo, não? Ele tem alguma função contra a corrosão? Para que você usa ele?

[   ]s

Sidney

 

RodrigoBM posted:

Estou anotando as partes úteis todas deste tópico. Mas o que que eu quero mesmo é colocar as mãos no 109 da Tamiya.

Acho que isso ainda vai demorar, a Tamiya diz que ainda é um protótipo,e  o fato das pequenas entradas de ar no bico e do canos das metralhadoras, não sarem vazados dá e entender que ainda não são as peças definitivas.

 
Augusto posted:
RodrigoBM posted:

Estou anotando as partes úteis todas deste tópico. Mas o que que eu quero mesmo é colocar as mãos no 109 da Tamiya.

Acho que isso ainda vai demorar, a Tamiya diz que ainda é um protótipo,e  o fato das pequenas entradas de ar no bico e do canos das metralhadoras, não sarem vazados dá e entender que ainda não são as peças definitivas.

 

QUE HORROR ISSO. 

Pessoal,

Então só falta, além de vazarem as metralhadoras, colocarem uma montanha de rebites 

Kkkkkkk....Desculpem mas não resisti...Não monto aviões há décadas mas 109s sempre me atraem, tanto que estou acompanhando este tópico com extremo interesse 

PlastiAbraços

Tirado do Luftwaffe Camouflage and Markings 1933-1945 pág 85

Neste caso a tinta era limpa com um detergente próprio, a pasta era aplicada sobre as  juntas das chapas e finalmente as novas cores eram aplicadas sobre a tinta anterior. Este procedimento explica aquela foto do Brettas em que o cara esta espalhando a pasta nas juntas sobre a pintura existente, provavelmente aplicar um nova pintura seria o passo seguinte. 

 

 

Vejam bem...

Eu estava procurando um close de uma fuselagem de P47 para mostrar os rebites e tirar uma do Brettas, aí me deparo com essa foto, observem as duas linhas verticais de rebitagem, desalinhadas. 

Imaginem bem, isso deve ser para poder fixar em algum montante  como o da foto abaixo (que não sei o nome correto, agradeceria se alguém pudesse dizer qual é).

Pergunto: o que aconteceria se alguém representasse isso num kit, qual a impressão que se teria em um open?

Vcs conhecem alguma marca que representa os rebites dessa forma em um kit?

Acredito que isso deva ocorrer na rebitagem de outros tipos de aeronaves, ou estou enganado?

Se eu entendi Oswaldo, o que eu faço é o seguinte:

- Nesta foto que você postou, a representação ideal (na minha opinião) é executar o rebitamento do kit com um rebitador. Atenuar um pouco a profundidade com um primer e lixa. Após a pintura em alumínio, realizar um wash. Nesse caso, você pode observar que ouve acúmulo de impurezas no entorno dos rebites e, somado a isso, um overstress nas chapas. Pode notar que os rebites chatos não estão completamente rentes nas chapas de cobertura. Essa representação com pequenos furos ficaria melhor do que pequenos rebites em alto relevo. Minha opinião.

Por isso que eu digo: cada aeronave é um caso. Varia de avião para avião, escala pra escala, e outro pacotão de variáveis.

Eu concordo com o Fernando sobre este caso aqui (novo 190 da Eduard):

Todos os rebites são representados por buracos. "Fica saltando aos olhos". Observem estas fotos tiradas em um museu na África do Sul:

Na parte inferior da asa, se nota um overstress e em alguns pontos acúmulo de sujeira nesses rebites. Na fuselagem, quase nada de rebites.

Só em algumas partes onde a chapa está mais amassada é possível notar os rebites. E se a superfície é escura, esquece.

Agora esse Spit, como é alumínio, é possível ver os rebites:

E aqui um 109, onde há rebites altos. Mas para representá-los, seria a opção de alto relevo:

E aqui outra foto. Com a superfície limpa e sem reflexo, não se notam os rebites.

Resumindo: a moda do momento é representar rebites desta forma. Em alguns casos até ok, mas na maioria tem sido um exagero. Mas é possível de se contornar com primer e um wash mais leve.

Bom, é papo pra muita cerveja ..

Voltando ao assunto dos rebites, ainda do mesmo livro página 83

Para preencher os buracos dos rebites (For filling rivets holes) , uma pasta de secagem rápida baseada em Polyviniyl Chloride (mantive o original)  era suprida pela firma Herberts, um produto similar, baseado em chloropolyvinyl chloride (mantive o original) , vinha da Herbig-Haarhaus. A adesão do filler ao metal e das subsequentes camadas do laquer (mantive o original) sobre o filler  era extremamente boa.

Ai vem o trecho quer já coloquei aqui sobre a corrosão e o arrasto.

Segue o texto

O processo alternativo de anodizar o metal foi implementado, mas a escassez de energia elétrica do  tempo de guerra impediu a sua adoção em larga escala, sendo a maior parte do emprego restrita as superfícies internas em aviões marítimos ou tropicais.

 

O que achei curioso foi este negócio de preencher o buraco do rebite, andei dando uma pesquisada, e pode ser, não posso afirmar isso, que 109 usasse rebites de repuxo, algo parecido com o conhecido rebite POP. Ao ser finalizado ele deixa um furo no cento, onde a haste se parte, e este seria o furo a ser preenchido. Achei um filme muito interessante sobre a fabricação do Bf-108, e nesta cena parece que os rebites são mesmo de repuxo. Já que era o mesmo fabricante/projetista, pode ser o mesmo processo usado no 109.

 
 

Obviamente, existem vários tipos de rebites, com seus formatos peculiares e funções específicas, indo desde os "boleados", até os "faceados" (escareados). Os rebites geralmente são manufaturados em liga de metal com DDP  neutro, a fim de minimizar a pilha corrosiva por acumulo de eletrólito entre os materiais nos quais faz a junção. Os rebites escareados ficam faceados com a superfície onde são colocados. Uma camada de primer + tinta é o suficiente para cobrí-los por completo e torná-los pouco visíveis (ou invisíveis). Acontece que a estrutura do avião "trabalha" em vôo, quebrando a fina camada de primer/tinta na junção e formando uma pequena fenda onde a sujeira fica acumulada, dando visibilidade ao rebite.  Claro, cada caso é um caso e a gente não sabe que tratamento a anv recebeu no T.O. (tudo depende do que se tem à mão e do uso do avião).

Aliás, a construção do 109 não difere em nada dos de construção semelhante atuais. Estrutura monocoque. Devia ser bem leve e frágil, principalmente na região da cauda. Quase descartável.

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