Chegaram os Russos - Yakovlev Yak-141: Supersônico de decolagem e pouso vertical

O Comando do Norte das Forças armadas dos EUA confirmou que dois caças F-22 e um avião de AWACS Boeing E-3 levantaram voo para interceptar bombardeiros russos TU-95 perto da costa do Alasca no dia 17 de abril.

Os aviões americanos escoltaram mais de meia hora os TU-95 até os bombardeiros deixarem a zona de reconhecimento da defesa antiaérea, que se estende por 200 milhas desde a costa dos Estados Unidos. De acordo com os dados do Ministério da Defesa da Rússia, dois bombardeiros estratégicos TU-95MS da base aérea cumpriram com sucesso as missões de patrulhamento no espaço aéreo internacional sobre o Oceano Pacifico e regressaram à base Ukrainka [Região de Amur].

Os aviões voaram cerca de 5.000 quilômetros à velocidade de até 850 quilômetros por hora a a altitudes de até 10 mil metros. A duração do voo foi de mais de 7 horas.

O canal de TV Fox News notou que os dois TU-95 russos foram detectados a 450 quilômetros ao sudoeste da base da Força Aérea dos EUA Elmendorf (Anchorage) na madrugada de segunda-feira e a aproximação máxima dos aviões russos da ilha de Kodiak, na costa meridional do Alasca, foi de cerca de 161 quilômetros.

A Voz da América informa: "Os aviões russos já há relativamente muito tempo que não provocavam os militares americanos com sua aproximação às fronteiras dos EUA. O último incidente deste tipo aconteceu em 4 de julho de 2015 durante a comemoração do Dia da Independência."

Os militares dos EUA consideram este comportamento da Rússia como provocatório e interpretam como a vontade do Kremlin em mostrar ao Ocidente a sua força.

Mas afinal o que estavam fazendo os bombardeiros TU-95 a 4.000 quilômetros de sua base, perto da ilha de Kodiak?

O alvo principal é o NORAD

Anteriormente, o comandante da Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), almirante William Gortney, declarou: "A Rússia está avançando para o seu objetivo de desdobrar mísseis de cruzeiro de grande raio de alcance com equipamento convencional e com uma distância cada vez maior do alvo se lançados de bombardeiros pesados… Isso amplia o conjunto de capacidades flexíveis à disposição do Kremlin até o nível nuclear… Se essa tendência continuar, o NORAD com o tempo irá enfrentar riscos crescentes para as nossas capacidades de proteger a América do Norte das ameaças russas aérea, naval e de mísseis".

Segundo a opinião do almirante Gortney, os bombardeiros pesados e os meios de reconhecimento marítimo russos estão estudando as capacidades do NORAD e se sentem cada vez mais seguros perto das fronteiras dos EUA.

No Alasca, um quilômetro e meio ao noroeste da cidade de Anchorage, está localizada a importante base aérea dos EUA Elmendorf, que tem duas pistas e é utilizada para o transporte de tropas e cargas dos EUA ao Extremo Oriente e ao Sudeste Asiático, bem como para testes do material aeronáutico e treinamentos dos militares em condições árticas.

Aqui se encontram o comando da zona da defesa antiaérea do Alasca (Alaskan NORAD Region — ANR), o quartel-general do comando da Força Aérea no Alasca (11ª Força Aérea), uma esquadra aérea mista, destacamentos de caças da defesa antiaérea, o serviço de busca e salvamento, serviços meteorológicos e outras unidades e destacamentos. Perto se encontra a base do exército dos EUA Fort Richardson. A base unificada se chama Joint Base Elmendorf-Richardson.

Sem dúvida que objetos militares tão importantes na vizinhança não podiam ficar de fora da atenção da aviação e inteligência da Rússia.

Do Amur à Chukotka

Os bombardeiros de mísseis TU-95MS compõem a base da aviação estratégica russa. Estes aviões podem transportar mísseis de cruzeiro Kh-55 (abaixo).

O míssil de cruzeiro Kh-55SM (código da OTAN — AS-15В Kent) (abaixo) entrou em serviço em 1987 e pode atingir alvos à distância até 3000 quilômetros.O peso do míssil é de 1500-1700 quilos. Em condições de combate, o bombardeiro pode destruir várias cidades do inimigo não entrando na sua zona de defesa antiaérea.

Os pilotos da aviação de longo alcance (aviação estratégica) efetuam regularmente voos de patrulhamento aéreo sobre as águas neutras do Ártico, Atlântico e Pacifico a partir de aeródromos das suas bases e de pistas operacionais.

Atualmente, os aviões antissubmarino de longo alcance TU-142МZ (abaixo) acabaram de cumprir missões de busca, classificação, vigilância e utilização de armas contra submarinos do inimigo convencional.

Os voos dos aviões da Força Aeroespacial da Rússia são efetuados em rigorosa conformidade com as regras internacionais de utilização do espaço aéreo e não podem ser considerados nem como provocações, nem como um desafio em relação aos países vizinhos.

Além disso, o Ministério da Defesa planeja instalar legitimamente em Chukotka (a menos de 100 quilômetros do território dos EUA e a cerca de 1000 quilômetros de Anchorage) para o ano de 2018 uma nova divisão de defesa costeira.

Provavelmente, essa divisão vai receber como equipamento os mais novos sistemas de lançadores de mísseis supersônicos Bastion, sistemas tático-operacionais Iskander e sistemas de mísseis antiaéreos S-400 e se tornará um elo firme na cadeia de defesa do Extremo Oriente russo.

Um suporte seguro da aviação e meios eficientes de guerra eletrônica na área operacional de Chukotka também serão úteis. 


Fonte: Aleksandr Khrolenko

O Ministério da Defesa da Rússia deu a conhecer as principais novidades do equipamento militar que participará da Parada do Dia da Vitória, a ter lugar no dia 9 de maio, em 28 cidades russas.

A página oficial do Ministério da Defesa russo inaugurou uma nova seção dedicada às armas, munições e equipamentos que passarão pelas ruas no dia da celebração do 72º aniversário do fim da Grande Guerra pela Pátria (parte da Segunda Guerra Mundial, compreendida entre 22 de junho de 1941 e 9 de maio de 1945 e limitada às hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha nazista e seus aliados). Além disso, já se sabe que mais de 90.000 soldados participarão das cerimônias militares mais importantes da Rússia.

Como regra geral, os desfiles da Vitória são realizados em todas as cidades de acordo com o mesmo esquema. No entanto, a cada ano os organizadores introduzem algumas novidades. O desfile de 9 de maio de 2017 não será exceção.

Equipamentos árticos

Este evento será o primeiro a receber equipamentos militares projetados especificamente para o agrupamento de tropas baseado no Ártico. São sistemas de defesa antiaérea já implantados na Terra de Francisco José: sistemas antiaéreos de mísseis e artilharia de médio e curto alcance Pantsir-SA e sistemas de mísseis balísticos Tor-M2DT.

Ambos os sistemas são montados sobre a base do fora de estrada articulado de duas seções sobre lagartas DT-30 Vityaz. Esse tipo de chassi aumenta significativamente a mobilidade e a capacidade de deslocação dos sistemas de defesa antiaérea.

No âmbito dos testes, o Vityaz superou facilmente encostas quase verticais, além de obstáculos aquáticos, sem ter que diminuir a velocidade. Essas capacidades são de grande importância para operações na região ártica.

O Panstsir-SA e o Tor-M2DT serão os únicos equipamentos militares que passarão pela Praça Vermelha "disfarçados" com sua camuflagem de inverno.

Novos aviões para grandes profissionais

Os grupos de acrobacia aérea em caças de propulsão a jato encerram a cerimônia de celebração do Dia da Vitória. Os Strizhi o farão em seus tradicionais caças multifuncionais de quarta geração MiG-29, enquanto que o grupo Russkye Vityazi terá a oportunidade de mostrar seus novos caças de superioridade aérea para missões ar-ar Su-30SM. Estes últimos estão equipados com motores do tipo AL-31FP com controle do vector de impulso que permite realizar manobras acrobáticas complicadas com menos esforço.

Além disso, em 2017 a celebração em São Petersburgo contará pela primeira vez com voos de helicópteros de transporte Mi-8, Mi-26 e Mi-35, helicópteros de ataque Mi-28N e Ka-52, caças Su-27, MiG-29SMT, MiG-31BM, Su-35 e Su-34 e aviões de transporte An-12, An-26 e Tu-134.

Sistemas bálticos

Os cidadãos e visitantes da cidade de Kalinigrado poderão ver os sistemas antinavio de defesa costeira Bal e Bastion que a Frota do Báltico recebeu em meados de abril de 2017.

Estes sistemas são capazes de atingir navios de superfície com mísseis subsônicos táticos Kh-35U e mísseis hipersônicos Oniks a distâncias de até 500 km.

Lançamento de míssil Oniks por um sistema Bastion, foto de arquivo

Na opinião de muitos analistas militares estrangeiros, o trabalho conjunto dos sistemas de defesa costeira russos com os sistemas de mísseis superfície-ar e antibalísticos S-400 Triumf e os sistemas de mísseis táticos Iskander pode bloquear completamente o acesso do inimigo potencial a certas regiões do mundo.

Estreantes terrestres

A Parada da Vitória de 2017 será a primeira para os representantes do movimento patriótico da juventude Yunarmia (Exército de Jovens). A organização foi fundada em 29 de outubro de 2015, com participação do Ministério da Defesa da Rússia, da Sociedade Voluntária de Ajuda ao Exército, Força Aérea e Marinha (DOSAAF) e do Clube Esportivo Central do Exército (CSKA).

O principal objetivo do Yunarmia é despertar o interesse das gerações mais jovens para a geografia e história da Rússia e seus povos, para as vidas de seus heróis nacionais, militares e cientistas. Qualquer aluno ou clube patriótico pode se afiliar à organização.

Hoje em dia, mais de 30.000 jovens russos, entre os 11 e os 18 anos, são membros de Yunarmia. Muitos deles, tal como os soldados adultos, desfilarão nas celebrações do Dia da Vitória em Moscou, Khabarovsk, Nizhny Novgorod e outras cidades. A peça distinta de seu uniforme é a boina vermelha.

Também passarão pela Praça Vermelha, pela primeira vez, os soldados e oficiais da 61ª Brigada Independente de Fuzileiros Navais da Frota do Norte, baseada no povoado de Sputnik no distrito de Murmansk.

O novo tanque velho

Além disso, no quadro da Parada do Dia da Vitória em Moscou, será mostrada a nova versão do tanque de guerra T-72. O modelo T-72B3M foi apresentado ao público pela primeira vez em 2016.

Estas máquinas de combate são muito diferentes das versões anteriores, mesmo em seu aspecto físico. Isto se deve, principalmente, ao sistema de proteção dinâmica Relikt e às telas de grade de blindagem localizadas na grade do motor e na parte traseira da torre.

Além disso, a máquina conta com um melhor desempenho do carregador automático, um motor mais potente e um sistema atualizado de controle de fogo Kalina, que também está instalado no tanque T-14 Armata.

Rússia retirou quase metade do seu grupo aéreo que estava inicialmente instalado na base militar síria de Hmeymim, declarou o chefe da Direção Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, coronel-general Sergei Rudskoy.

"O número de organizações terroristas na Síria tem sido reduzido, permitindo, assim, a retirada de quase metade dos nossos aviões que estavam instalados na base aérea de Hmeymim", declarou Rudskoy na abertura da VI Conferência de Segurança Internacional de Moscou.

"A base em Hmeymim e o ponto de suporte em Tartus permitem conter o terrorismo não só na Síria, mas também em outros países", declarou o Estado-Maior russo.

Além disso, Rudskoy sublinhou que desde o início da operação militar na Síria, a Força Aeroespacial russa realizou mais de 23 mil voos de combate e efetuou cerca de 77 mil ataques aéreos contra as posições de militantes.

O conflito armado na Síria continua desde 2011. Segundo dados da ONU, o combate resultou na morte de 220 mil pessoas. Ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad, a Força Aeroespacial da Rússia presta apoio às autoridades do país para combater o terrorismo. Graças à ajuda russa, Damasco conseguiu se proteger e iniciar contraofensiva em direções cruciais.

Replica Russa:  China lança à água 1º porta-aviões de produção nacional

O primeiro porta-aviões de produção chinesa foi lançado à água em meio à escalada de tensões na península Coreana.

"O segundo porta-aviões chinês foi lançado à água em 26 de abril no porto de Dalian", informa a agência chinesa Xinhua. 

O Type 001A, de 315 metros de comprimento e 75 metros de largura, pesa 70.000 toneladas. O navio foi construído nos estaleiros de Dalian, um porto na província de Liaoning, no norte da China, que faz fronteira com a Coreia do Norte.Esperava-se que o porta-aviões fosse lançado à água em 23 de abril, no aniversário da Marinha do Exército de Libertação Popular, mas a cerimônia realizou-se uns dias mais tarde. 

O primeiro porta-aviões do país Liaoning foi construído na base do cruzador soviético Varyag, comprado à Ucrânia em 1998. Abaixo o Porta-aviões russo Admiral Kuznetsov.

O porta-aviões entrou em operação na Marinha chinesa em setembro de 2012. Em novembro de 2012, foram anunciados exercícios bem-sucedidos de aterrissagem de caças J-15 no convés do porta-aviões.

O caça J-15 (abaixo) foi copiado do caça russo Su-33, partindo de um lote comprado no inicio dos anos 2000 pela china.

O sistema de defesa antimíssil russo no Extremo Oriente está em alerta máximo após o lançamento de um míssil realizado pela Coreia do Norte. A Rússia monitoriza atentamente o espaço aéreo na zona controlada pela Força Aérea russa, declarou o presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação, Viktor Ozerov.

"A Rússia está monitorizando com a maior atenção o que está acontecendo na Coreia do Norte. O sistema de defesa antimíssil no Extremo Oriente está em alerta máximo. Controlamos o espaço aéreo na zona de responsabilidade da Força Aérea da Federação da Rússia", afirmou senador.

Segundo ele, Rússia entende que não é alvo de ataque dos mísseis norte-coreanos, mas toma medidas para evitar que o país possa ser inadvertidamente atingido por algum míssil.

O presidente do Comitê sublinhou que os militares russos fazem tudo o possível para impedir que os mísseis norte-coreanos atinjam o território da Rússia.

O míssil foi lançado da base aérea de Pukchang, a norte de Pyongyang, por volta das 5h30 da manhã, hora local, e teria sobrevoado de 30 a 50 quilômetros, sem ter atingido o Mar do Japão.

Para aumentar o tamanho e poder das suas forças navais, as marinhas dos Estados modernos constroem seus porta-aviões ou compram-nos a outros países. Dê uma olhada mais atenciosa aos porta-aviões mais grandiosos que estão em serviço em vários países.

Tipicamente, um porta-aviões é um navio-almirante da frota. Isso significa que a força naval é capaz de exercer seu poder aéreo em todo o mundo, não dependendo de bases militares terrestres.

O porta-aviões nuclear norte-americano USS Carl Vinson da classe Nimitz foi construído em 1975. Foi lançado à água em 1980 e comissionado dois anos depois. O navio foi nomeado em homenagem a um senador do estado da Geórgia, para assinalar sua contribuição para a Marinha dos EUA. Desde 2009, se tornou o navio-almirante do grupo 1 de ataque de porta-aviões (Carrier Strike Group 1) da Marinha dos EUA. Além das suas operações numerosas, o porta-aviões também figurou em 2001 no filme Atrás das Linhas Inimigas, realizado por Owen Wilson e Gene Hackman.

O HMS Ocean é um porta-helicópteros e navio de assalto anfíbio que pertencente à Marinha do Reino Unido. Atualmente é considerado o maior navio da Marinha Real Britânica e seu navio-almirante. Foi construído em 1994 e entrou em serviço em 1998. Apesar de em 2014 ser sujeito a uma modernização que foi estimada em £ 65 milhões (R$ 261,101 milhões), o HMS Ocean será desativado em 2018, segundo o Ministério da Defesa britânico. É provável que quando sair do serviço seja colocado à venda.

O porta-helicópteros italiano Giuseppe Garibaldi, que teve seu assentamento de quilha em 1981 e foi comissionado em 1985, é o primeiro navio italiano construído para transportar aeronaves de asa fixa. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Itália foi proibida de utilizar meios navais com aeronaves de asa fixa nacionais. Assim, o Giuseppe Garibaldi foi reclassificado como um cruzador porta-aviões. Até 1988, apenas helicópteros italianos aterrissaram no seu convés. É um fato interessante que este é o quarto navio da Marinha italiana a ser nomeado em homenagem ao general italiano e herói nacional Giuseppe Garibaldi que viveu no século XIX. O navio foi modernizado em 2003 e restruturado em 2013, mas em sua posição de navio-almirante da Marinha italiana foi substituído pelo maior e mais novo porta-aviões Cavour em 2009.

O Juan Carlos I é um navio de assalto anfíbio multifuncional espanhol. Foi construído em 2005 e batizado em homenagem a Juan Carlos I, o anterior rei da Espanha. O navio entrou em serviço em 2010. No início, o orçamento planejado foi de 360 milhões de euro (R$ 1,230 bilhões), mas no final o navio custou 462 milhões de euros (R$ 1,574 bilhões).

O INS Vikramaditya é um porta-aviões da classe Kiev modificado que entrou em serviço da Marinha da Índia em 2013. Originalmente construído como Admiral Gorshkov (ou Baku) e comissionado pela Marinha soviética em 1987, o porta-aviões permaneceu em serviço da Marinha russa durante metade da década de 1990. O porta-aviões foi comprado pela Índia em 2004 e foi sujeito a modernização. Após renovações, recebeu o nome de INS Vikramaditya, o que significa "Corajoso como o Sol" em Sânscrito.

Charles de Gaulle (R91) é o navio-almirante da Marinha da França e o maior porta-aviões da Europa Ocidental. Entrou em serviço em 2001 e se tornou o primeiro navio de superfície francês de propulsão nuclear e o primeiro, e até agora o único, de propulsão nuclear concluído fora da Marinha dos Estados Unidos. Recebeu o nome do político francês e general Charles de Gaulle. Desde fevereiro de 2017, foi significativamente modernizado.

O Admiral Kuznetsov é um porta-aviões que serve como navio-almirante da Marinha da Rússia. O navio foi inicialmente construído sob o nome de Riga, mas foi lançado sob o nome de Leonid Brezhnev, realizou testes de mar se chamando de Tbilisi e no final foi nomeado em honra do antigo comandante-em-chefe da Marinha Soviética, almirante Nikolai Kuznetsov (1904-1974). Em 2017, o navio deverá ser modernizado, o que aumentará o tempo de seu serviço para 25 anos.

O HTMS Chakri Naruebet é o navio-almirante da Marinha Real Tailandesa. É o primeiro e único porta-aviões tailandês, cujo nome significa "em homenagem da Dinastia de Chakri", a atual casa real do Reino da Tailândia. O design do navio lembra o navio espanhol Príncipe de Asturias e foi construído por um construtor naval espanhol. O porta-aviões participou de algumas operações de assistência a catástrofes naturais. Além disso, o navio realiza treinos durante um dia por mês e transporta a Família Real da Tailândia.

O ENS Gamal Abdel Nasser é um navio de assalto anfíbio e porta-helicópteros da classe francesa Mistral. O navio foi nomeado em homenagem ao antigo presidente do Egito. É interessante que é um dos dois porta-aviões da classe Mistral que estava inicialmente destinado para a marinha da Rússia. No entanto, quando a França cancelou o contrato, o Egito comprou ambos os navios em 2015. Os ENS Gamal Abdel Nasser e ENS Anwar El Sadat foram entregues à República Árabe do Egito em 2016.

O JS Hyuga é o primeiro destróier porta-helicópteros de sua classe da Força Marítima de Autodefesa do Japão. Foi construído em 2006 e entrou em serviço em 2009. O navio recebeu o nome da antiga província japonesa de Hyuga. É o maior navio construído para a Marinha japonesa desde a Segunda Guerra Mundial. A classe Hyuga são sobretudo navios de guerra antissubmarina que transportam helicópteros antissubmarino SH-60K.

O ROKS Dokdo é um navio de assalto anfíbio sul-coreano. É o navio principal da Marinha da República da Coreia. O porta-helicópteros foi lançado em 2005 e entrou em serviço na Marinha sul-coreana dois anos depois. Atualmente o ROKS Dokdo é o navio-almirante e o maior porta-helicópteros da Marinha da República da Coreia. O navio recebeu o nome do grupo de pequenas ilhas Liancourt Rocks, localizado no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste).

O HMAS Canberra é um navio da classe Canberra. É porta-helicópteros e navio-almirante da Marinha Real da Austrália desde 2014. O design do navio é semelhante ao do Juan Carlos I. O segundo navio desta classe é o HMAS Adelaide, que entrou em serviço em 2015. São os maiores navios da Marinha Real Australiana.

O Liaoning é o único porta-aviões da Marinha da China. Inicialmente, o navio foi construído para a União Soviética como porta-aviões Riga da classe Kuznetsov. Após a dissolução da União Soviética, o navio foi comprado pela China em 1998, reconstruído e entrou em serviço da Marinha do Exército de Libertação Popular da China sob o nome de Liaoning em 2012.

Os porta-aviões de fabricação chinesa Liaoning e Shandong são, de fato, 'irmãos' do legendário cruzeiro pesado soviético Almirante Kuznetsov. Porém, por que uma potência marítima tão grande como a China utiliza tecnologias soviéticas na sua indústria naval?

Segundo a opinião de vários especialistas, Pequim vai adquirindo desta maneira experiência para fabricar porta-aviões de ataque da nova geração. O analista militar Alexei Krivopalov explicou algumas razões para esta estratégia no seu artigo para a agência Ridus.

Necessidade geopolítica

Devido à sua localização geográfica, o gigante asiático utiliza ativamente suas rotas marítimas tanto para exportação de produtos de fabricação nacional como para importar hidrocarbonetos através do estreito de Malaca e do oceano Índico.

No longo prazo, Pequim vai aumentar o papel da marinha na defesa do país. De acordo com Krivopalov, a China pretende excluir a possibilidade de uso de suas águas territoriais como teatro de guerra. Além disso, o gigante asiático deseja controlar as zonas costeiras, posto que a disponibilidade de águas seguras simplifica consideravelmente o posicionamento de submarinos de cruzeiro na região.

Protegendo as costas

Pequim prevê salvaguardar as regiões costeiras do país ao incluir o estreito de Taiwan e o mar do Sul da China num complexo quadro de isolamento. Este sistema consta de numerosos pontos de lançamento de mísseis localizados ao longo da costa. Assim, a costa na região do estreito de Taiwan conta com até 2.000 mísseis, incluindo nucleares, de forma a Pequim ser capaz de controlar as bases estadunidenses em Guam, Coreia do Sul e Japão. Devido à presença dos novos sistemas de mísseis DF-21D, os navios estadunidenses da Frota do Pacífico se verão obrigados a retroceder no caso de um conflito militar com a China.

Além dos sistemas antimísseis localizados nas costas chinesas, Pequim também conta com numerosos aviões em 39 aeródromos militares. Por sua parte, os porta-aviões chineses e as aeronaves militares serão capazes de aumentar a resistência e as possibilidades de combate da chamada “frota mosquito”. Atualmente, a resistência à Armada dos EUA tem carácter secundário, de modo que as viagens marítimas se realizam com fins de treinamento e para demonstração de força.

Experiência soviética para as futuras tecnologias chinesas

Em 2015, a Armada do Exército Popular de Libertação da China contava com 21 contratorpedeiros, 56 fragatas, quatro porta-helicópteros e 107 navios de desembarque de diferentes tipos.

A quantidade exata de submarinos deste país asiático é desconhecida. Segundo o relatório do The Military Balance publicado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, abreviação em inglês), o gigante asiático dispõe de 61 submarinos, cinco deles são nucleares, enquanto que o Pentágono eleva essa quantidade para pelo menos 70.

Ao mesmo tempo, o nível técnico e militar dos navios chineses é inferior em comparação com seus análogos ocidentais. Para reverter a situação, os engenheiros e construtores chineses tomaram como referência os planos do porta-aviões soviético para serem capazes de desenhar posteriormente sua própria versão avançada do navio do projeto 1143.6.

Os riscos que enfrenta a China

O cruzador soviético Admiral Kuznetsov (abaixo) não conta com uma catapulta de vapor, necessária para lançar aviões a partir do convés do navio. Isso exclui a presença de aeronaves pesadas de alerta avançado, que não são capazes de decolar do trampolim.

Além disso, ele não conta com um deslocamento suficiente. Porém, os fabricantes chineses carecem de experiência e tecnologias para renovar o projeto de maneira tão radical.

O futuro da frota chinesa

O especialista sublinhou que a China não planeja se converter em uma potência marítima semelhante aos EUA e entrar em uma corrida armamentista no mar, posto que praticamente não tem nenhuma oportunidade contra Washington. Desta maneira, os porta-aviões chineses Liaonin e Shandong — apesar de terem algumas deficiências — são os primeiros passos dum longo caminho.

Fonte: Agência Ridus.

EUA enviam (novamente) caças para "interceptar TU-95 russos no Alasca".

A Força Aérea norte-americana, mais uma vez, enviou caças para interceptar os aviões russos na área do Alasca, informa o canal de televisão Fox News, citando fontes oficiais militares. De acordo com o canal, dois bombardeiros estratégicos russos TU-95, escoltados por dois caças Su-35c.

A Força Aérea dos EUA enviou dois caças F-22 para intercepção e escolta das aeronaves russas, que estavam patrulhando o espaço aéreo a aproximadamente 96 km a sudoeste da cidade Chariot, no estado do Alasca.

Os representantes oficiais informaram ao Fox News que os aviões russos não estavam armados e durante todo o voo cumpriram os limites do espaço aéreo internacional.

Em abril, militares norte-americanos comunicaram que os bombardeiros russos, durante quatros dias seguidos, realizaram patrulhamento aéreo na área do Alasca, frisando que o espaço aéreo dos EUA não foi violado.

Porém, as aeronaves russas entraram na zona de defesa aérea, onde os militares norte-americanos solicitam informações sobre voo militar e civil.

Bombardeiros russos TU-95 efetuaram voos durante quatros noites seguidas perto da costa do Alasca, informa o CNN.

Os EUA ainda não reagiram a este fato.

Um dia antes disso, o canal Fox News informou que caças americanos "escoltaram bombardeiros russos durante 12 minutos" perto da costa do Alasca.

O canal CNN sublinhava que os aviões russos estavam no espaço aéreo internacional. Para sua intercepção foram enviados dois caças F-22 e um avião de AWACS Boeing E-3, que efetuaram o acompanhamento de "maneira profissional e segura".

Mas tarde, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou que dois bombardeiros TU-95MS, durante o patrulhamento perto do Alasca, foram escoltados por caças F-22 das Força Aérea dos EUA.

Ministério da Defesa da Rússia publicou um vídeo do voo dos bombardeiros TU-95 acompanhados por caças SU-35C perto do Alasca.

A rota dos aviões passava sobre as águas neutrais do oceano Pacífico ao longo das ilhas Aleutas.

Segundo destaca o ministério, durante todo o voo os bombardeiros cumpriram os limites do espaço aéreo internacional e não violaram as fronteiras de outros países.

Praça Vermelha em Moscou recebe a Parada da Vitória, um evento que comemora os 72 anos da vitória sobre a Alemanha nazista.

Pela primeira vez desfilam na Praça Vermelha os equipamentos de defesa antiaérea que atualmente protegem as regiões árticas da Federação Russa

A coluna é composta por sistemas de mísseis antiaéreos Tor-M2DT e sistemas de mísseis e artilharia antiaérea móvel Pantsir-SA, montados sobre uma base de fora de estrada articulado de duas seções sobre lagartas.

Sistemas de mísseis antiaéreos Tor-M2DT na Praça Vermelha durante Parada da Vitória 2017

A coluna da 106ª Divisão de Tropas Aerotransportadas de Tula

Na praça desfila a coluna da 106ª Divisão de Tropas Aerotransportadas de Tula, comandada pelo major Petr Popov.

Um grupo de blindados de transporte de tropas Rakushka desfila pela Praça Vermelha de Moscou durante o desfile militar da Parada da Vitória em 9 de maio de 2017 em Moscou
A coluna é composta pelos novos blindados de transporte de tropas Rakushka e por veículos de infantaria anfíbios de nova geração BMD-4M.
Um veículo de infantaria anfíbio BMD-4M Sadovnitsa desfila durante a Parada da Vitória em 9 de maio de 2017 na Praça Vermelha em Moscou

O sistema de mísseis terra-ar Pantsir-S é o orgulho dos construtores de armamentos de Tula

Este é o único sistema de defesa antiaérea capaz de efetuar disparos múltiplos e simultâneos a partir do veículo em movimento. 

Uma unidade do sistema russo Pantsir-S1 é visto na Praça Vermelha de Moscou durante a Parada da Vitória de 9 de maio de 2017

Na Praça Vermelha desfila uma coluna de sistemas de mísseis antiaéreos S-400 Triumph

As características de combate dos S-400 tornam estes mísseis únicos no mundo entre os sistemas de defesa antiaérea. 

Os mísseis Triumph são capazes de neutralizar todos os meios aéreos e espaciais de ataque atualmente existentes, bem como os que ainda estão sendo desenvolvidos.

O complexo lançador de mísseis S-400 Triumph desfila pela Praça Vermelha durante a Parada da Vitória em 9 de maio de 2017

As divisões de mísseis equipadas com sistemas Yars constituem a base do grupo móvel das Forças Nucleares da Rússia

Na praça passam agora os sistemas de lançamento autônomos dos novíssimos mísseis balísticos Yars, pertencentes à 54ª Divisão de Tropas de Mísseis Estratégicos.O complexo Yars é visto na Praça Vermelha durante o desfile militar da Parada da Vitória em 9 de maio em Moscou

O desfile de equipamentos militares termina com o novo blindado Bumerang

O desfile de equipamentos militares termina com o novo blindado sobre rodas de transporte de pessoal Bumerang, com as bandeiras dos ramos das Forças Armadas da Federação da Rússia.

Veículo blindado russo de transporte de pessoal Bumerang

TOR-M2DT Sistema de mísseis antiaéreo de curto alcance para o Ártico, montados sobre o veiculo fora de estrada articulado de duas seções sobre lagartas DT-30 Vityaz, mostrado na Parada da Vitória em Moscou. 

Incrível pintura, reparem no "Urso Polar" da lateral ..

Reparem nas fotos do ensaio geral, sem os adesivos do "Urso Polar"..

Visão geral de equipamento militar na Parada da vitória em Moscou.

 

Equipamento militar apresentados em Moscou durante o "Desfile da Vitoria 2017" .

T-34:

 

Carro Blindado "Tiger-M". No fundo SPTRK-D, com dois lançadores de mísseis anti-tanque guiadas:


Como você pode ver o carro blindado é apresentado em versões com diferentes armas, como uma unidade de controle remoto "Crossbow-DM":



KAMAZ-63968 "Typhoon-K" MoD Polícia Militar:



Não deve ser confundido com o KAMAZ-63969 com a designação similar "Typhoon-K".

Visão geral de equipamento militar para a Parada da vitória em Moscovo


"Typhoon-U" (com base em "Ural")



BMP-10 B-25 "kurganets" plataforma (não BTR B-11 na mesma base)



BMP K-17 na plataforma "Boomerang"



BMP-3:



T-14



T-72B3



TRC "Iskander-M"



"Thor M2U"



Sistema de médio alcance de defesa aérea míssil "Buk-M2"



Versão ártica de SAM "Thor" - "Tor M2DT"

Armamento ZRPK "carapaça-CA"



BTR-82A com canhão de 30 milímetros 2A72 na cor ártico (ou APC-82AM em caso de modernização do BTR-80)



BTR-MDM "Shell"



BMO-4M:



ZRPK "carapaça-C"



S-400 "Triumph"



PGRK "yars" - a base dos grupos móveis das Forças Nucleares


Não foi apresentado o componente de aviação na demonstração de equipamentos militares, devido à cobertura de nuvens baixas, que não permitiria que os espectadores pudessem ver os aviões e helicópteros.

Aviões russos (Su-24 e Su-34) com armas eletrônicas a bordo podem paralisar embarcações e seus sistema de defesa de mísseis, de acordo com um artigo publicado pelo jornal britânico The Independent.

Uma ferramenta chamada ‘Khibiny’, que integra o programa russo Vesti, seria a responsável por ter desativado completamente os sistemas de defesa de embarcação de guerra norte-americana USS Donald Cook, em um encontro no Mar Negro em 2014.

O armamento eletrônico russo estava em um avião Sukhoi Su-24 e pôde “desativar todos os sistemas do navio” com “poderosas ondas eletrônicas de rádio” durante um voo a três anos, na época em que a Criméia passou a compor o território russo.

“Você não precisa ter armas caras para vencer [uma guerra], uma poderosa interferência rádio-eletrônica é o suficiente”, informou o programa russo, segundo o The Independent.

À época, a Marinha dos Estados Unidos confirmou que houve um encontro entre a embarcação e duas aeronaves do modelo Sukhoi Su-24 no Mar Negro. Todavia, os militares norte-americanos destacaram que o navio podia plenamente se defender de qualquer ataque. Abaixo, vôos repetidos dos SU-24 perto do USS Donald Cook.

Abaixo,  Su-24 próximos ao USS Porter no Mar Negro

O jornal The Independent destaca ainda não saber o motivo pelo espaço de três anos entre o ataque com o Khibiny e a divulgação da informação, justamente em um momento em que as relações entre Rússia e Estados Unidos não vão nada bem. Abaixo USS Donald Cook (DDG 75).

O recente encontro entre o Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o ministro de Relações exteriores russo Sergei Lavrov mostrou que os dois países apresentam muitas discordâncias, mais notoriamente em relação ao conflito na Síria e às tensões com a Coreia do Norte.

Modelo: Suchoi Su-24MK Fencer 1:48 Trumpeter - Modelista: von Ivan Aceituno 

Segundo especialista, Rússia está usando conflito para elevar nível de seu exército e testar armamento.

Durante o desfile do Dia da Vitória, realizado na última terça-feira (9) na base aérea em Kheimim na Síria, militares russos mostraram um novo avião de reconhecimento Beriev A-50.

Segundo a imprensa russa, os aviões chegaram à base aérea na Síria em abril para reforçar o trabalho de outra aeronave de reconhecimento russa, o Tupolev Tu-214R (abaixo).


Esses equipamentos pertencem a duas categorias diferentes de aviões de reconhecimento: o radioeletrônico (A-50U) e o optoeletrônico (TU-214R).


"O objetivo do Beriev A-50 é controlar o espaço aéreo dos países vizinhos. O radar do A-50U tem um alcance de 800 quilômetros e pode controlar até 300 alvos ao mesmo tempo. O Tu-214R vai detectar os guerrilheiros do Estado Islâmico e transferir suas coordenadas à sede", explica o professor da Academia de Ciências Militares, Vadím Koziúlin.


Segundo ele, os sistemas de radiolocalização baseados na base aérea de Kheimim não são suficientes para controlar completamente as movimentações na área.

"Por isso, a Rússia está usando todos os sistemas de reconhecimento, entre eles os de aviação e os satélites militares", completa.

Outros objetivos 

Mas, para outros analistas militares, as aeronaves foram enviados à Síria não apenas para realizar missões militares.


"É preciso entender que, no caso de uma guerra em grande escala, todos os tipos de tropas devem estar preparados para cumprir suas missões. A melhor maneira de aprimorar as habilidades é treinar em missões militares reais", diz o analista militar do jornal Izvêstia, Dmítri Safonov.



Para ele, a Rússia está usando o conflito na Síria para elevar o nível de formação dos militares e testar os novos sistemas de armas em condições de guerra.

Os porta-aviões de fabricação chinesa Liaoning e Shandong são, de fato, 'irmãos' do legendário cruzeiro pesado soviético Almirante Kuznetsov. Porém, por que uma potência marítima tão grande como a China utiliza tecnologias soviéticas na sua indústria naval?

Segundo a opinião de vários especialistas, Pequim vai adquirindo desta maneira experiência para fabricar porta-aviões de ataque da nova geração. O analista militar Alexei Krivopalov explicou algumas razões para esta estratégia no seu artigo para a agência Ridus.

Necessidade geopolítica

Devido à sua localização geográfica, o gigante asiático utiliza ativamente suas rotas marítimas tanto para exportação de produtos de fabricação nacional como para importar hidrocarbonetos através do estreito de Malaca e do oceano Índico.

No longo prazo, Pequim vai aumentar o papel da marinha na defesa do país. De acordo com Krivopalov, a China pretende excluir a possibilidade de uso de suas águas territoriais como teatro de guerra. Além disso, o gigante asiático deseja controlar as zonas costeiras, posto que a disponibilidade de águas seguras simplifica consideravelmente o posicionamento de submarinos de cruzeiro na região.

Protegendo as costas

Pequim prevê salvaguardar as regiões costeiras do país ao incluir o estreito de Taiwan e o mar do Sul da China num complexo quadro de isolamento. Este sistema consta de numerosos pontos de lançamento de mísseis localizados ao longo da costa. Assim, a costa na região do estreito de Taiwan conta com até 2.000 mísseis, incluindo nucleares, de forma a Pequim ser capaz de controlar as bases estadunidenses em Guam, Coreia do Sul e Japão. Devido à presença dos novos sistemas de mísseis DF-21D, os navios estadunidenses da Frota do Pacífico se verão obrigados a retroceder no caso de um conflito militar com a China.

Além dos sistemas antimísseis localizados nas costas chinesas, Pequim também conta com numerosos aviões em 39 aeródromos militares. Por sua parte, os porta-aviões chineses e as aeronaves militares serão capazes de aumentar a resistência e as possibilidades de combate da chamada “frota mosquito”. Atualmente, a resistência à Armada dos EUA tem carácter secundário, de modo que as viagens marítimas se realizam com fins de treinamento e para demonstração de força.

Experiência soviética para as futuras tecnologias chinesas

Em 2015, a Armada do Exército Popular de Libertação da China contava com 21 contratorpedeiros, 56 fragatas, quatro porta-helicópteros e 107 navios de desembarque de diferentes tipos.

A quantidade exata de submarinos deste país asiático é desconhecida. Segundo o relatório do The Military Balance publicado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, abreviação em inglês), o gigante asiático dispõe de 61 submarinos, cinco deles são nucleares, enquanto que o Pentágono eleva essa quantidade para pelo menos 70.

Ao mesmo tempo, o nível técnico e militar dos navios chineses é inferior em comparação com seus análogos ocidentais. Para reverter a situação, os engenheiros e construtores chineses tomaram como referência os planos do porta-aviões soviético para serem capazes de desenhar posteriormente sua própria versão avançada do navio do projeto 1143.6.

Os riscos que enfrenta a China

O cruzador soviético Admiral Kuznetsov (abaixo) não conta com uma catapulta de vapor, necessária para lançar aviões a partir do convés do navio. Isso exclui a presença de aeronaves pesadas de alerta avançado, que não são capazes de decolar do trampolim.

Além disso, ele não conta com um deslocamento suficiente. Porém, os fabricantes chineses carecem de experiência e tecnologias para renovar o projeto de maneira tão radical.

O futuro da frota chinesa

O especialista sublinhou que a China não planeja se converter em uma potência marítima semelhante aos EUA e entrar em uma corrida armamentista no mar, posto que praticamente não tem nenhuma disputa séria contra Washington. Desta maneira, os porta-aviões chineses Liaonin e Shandong — apesar de suas deficiências — são os primeiros passos dum longo caminho.

Fonte: Agência Ridus.

Porta-Aviões russo Almirante Kuznetsov será renovado e terá novas armas

A Marinha russa vai iniciar em breve a modernização do porta-aviões Admiral Kuznetsov - o principal da frota naval russa.

Segundo fonte no complexo militar-industrial, que não quis ser identificada, os sistemas de mísseis Granit, considerados fisicamente e moralmente obsoletos, serão substituídos por sistemas de lançamento universal 3S14, capazes de lançar mísseis de cruzeiro Kalibr-NK, mísseis supersônicos Oniks e mísseis hipersônicos Tsirkon. A troca é vista de forma positiva por especialistas em defesa.

"A Rússia tem menos navios que podem formar um grupo de apoio e garantir a segurança dos porta-aviões do que os Estados Unidos. É por isso que os militares decidiram instalar novas armas ofensivas no próprio porta-aviões", disse o analista militar da agência de notícias TASS, Víktor Litôvkin.

Além das armas, os especialistas pretendem renovar os motores e todos os equipamentos eletrônicos do porta-aviões.

"Queremos modernizar a área do convés para garantir a segurança de decolagem e pouso dos caças”, declarou a fonte à agência de notícias TASS.

O grupo de ataque aéreo do Almirante Kuznetsov continuará a ser composto pelos caças MiG-29K/KUB e Su-33 e helicópteros multifuncionais Ka-27 e Ka-31.

No final do ano passado, dois caças caíram no Mediterrâneo ao pousarem no porta-aviões. Nos dois casos os acidentes foram causados por problemas nos cabos de desaceleração, usados para ajudar a parar as aeronaves.

O maior problema do Almirante Kuznetsov

Para especialistas militares, o maior desafio no processo de modernização do Almirante Kuznetsov é o motor, considerado desatualizado.

"Não sabemos o que os técnicos vão descobrir durante o diagnóstico do Almirante Kuznetsov. Os engenheiros terão que decidir o que fazer com o motor: modernizá-lo para que o porta-aviões possa servir durante mais alguns anos antes de parar por completo ou substituí-lo por um novo, o que exigirá a reconstrução de todo o navio", disse à Gazeta Russa o editor-chefe da revista Arsenal Otêtchestva, Víktor Murakhôvski.

Segundo ele, a troca do motor vai deixa o navio parado nas docas por vários anos, além de ter um custo muito elevado.

Outro ponto são os rumores de que o governo russo está prestes a iniciar a construção de um novo porta-aviões, o Shtorm (Project 23000E) (abaixo). Mas os planos ainda não foram confirmados. 

"O Shtorm custa dez vezes mais do que a modernização do Kuznetsov. Simplesmente não há dinheiro suficiente para esse projeto, além disso, não vejo muita necessidade nesse tipo de navio hoje", completou.

Caça russo repele avião militar dos EUA que sobrevoava o mar Negro

No último dia 9 de maio, um caça Su-30 russo obrigou um avião de reconhecimento P-8A Poseidon norte-americano a deixar o espaço aéreo russo. Embora criticado por acrobacias, ato foi visto como ‘padrão’ entre as partes.

O caça russo Su-30 realizou uma série de manobras acrobáticas a seis metros do Poseidon P-8A e forçou o avião estrangeiro a deixar o espaço aéreo russo. Mais tarde, o Ministério da Defesa russo descreveu as acrobacia do piloto como uma “saudação”.

Código de conduta

As normas de conduta aérea definem que, em situações semelhantes à descrita acima, os caças devem se aproximar das aeronaves de reconhecimento (com as pontas das asas de ambos os aviões bem próximas) e voar paralelamente a elas, explica o ex-comandante de aviação naval da Marinha russa, o coronel-general Vladímir Deineka.

“No ano passado, houve um incidente quando um Su-27 simulou um ataque de míssil contra um avião da Otan sobre o mar Báltico. O avião russo alcançou a aeronave estrangeira, virou de ‘barriga’ para ele, expondo seus mísseis, e então seguiu o voo para longe. Isto é o que se chama uma escolta aérea”, disse o colunista de defesa do jornal “Izvêstia”, Dmítri Safonov, à Gazeta Russa. “Assim, o caça mostra que no caso de ações agressivas está pronto para atacar.”

Em outra ocasião, bombardeiros estratégicos Tu-95 que voavam próximos ao Alasca foram escoltados por caças F-16 americanos – que poderiam usar armas se os aviões russos mudassem de rumo e entrassem no espaço aéreo dos EUA.

“Se uma aeronave entrar no espaço aéreo de outro país, ela será forçada a pousar: um caça poderia abatê-los, mas é improvável que use mísseis, uma vez que poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial”, acrescentou Safonov.

Deineka relembra ainda que Moscou e Washington assinaram um acordo em 1972 que estabelece regras para a prevenção de incidentes aéreos.

“Um piloto que estiver sendo pressionado por caças deve entender em que situação tem o direito legal de responder para evitar um conflito militar, ou em que situações deve se dispersar ou aterrissar a aeronave", diz o coronel-general.

Missão cumprida

Os pilotos russos não têm permissão para obstruir um navio no mar ou um avião no ar, segundo o analista militar da TASS, Víktor Litóvkin.

“Realizar acrobacias aéreas ao lado de outro avião não é nada mais do que bravata militar”, diz Litóvkin, acrescentando que os caças supermanobráveis Su-30 deram aos pilotos oportunidades que nenhum outro avião no mundo oferece. “É por isso que, às vezes, eles perdem a cabeça e se deixam levar”, completa o observador.

No entanto, segundo Litóvkin, em termos técnicos, o piloto não violou qualquer regra de conduta, uma vez que cumpriu sua missão de combate.

“O piloto ‘empurrou’ o avião estrangeiro para fora de seu território, não perdeu sua aeronave, não provocou um conflito e voltou para a base. Essa é a primeira tarefa de um caça interceptador. Eu não sei ao certo se os pilotos ganham um bônus em casos como esse, mas, em geral, é um plus para o piloto”, acrescentou o analista.

No limite da normalidade

Durante os anos do governo Barack Obama, a Rússia e os EUA sofreram diversas críticas mútuas por incidentes semelhantes. Com a mudança do clima político, “essas situações não geram mais uma onda de indignação entre os militares”, diz Safonov.

O porta-voz do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, Ashley Peck, por exemplo, chegou a declarar que as ações dos bombardeiros russos sobre o Alasca foram “profissionais e dentro do código de conduta aérea”.

“Trump defende as relações de parceria, enquanto a administração Obama qualificava a Rússia com principal ameaça à paz. Todas as acusações mútuas durante incidentes como esses eram exclusivamente destinadas a formar um ou outro ponto de vista. Ainda bem que agora o nível de agressão diminuiu”, conclui Safonov.

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Por que os EUA ainda utilizam tecnologia militar soviética

Um avião de combate da Força Aérea dos EUA (USAF) foi visto praticando combate aéreo contra um Sukhôi Su-27 russo sobre o território de Nevada. Embora o fato não tenha sido confirmado, existem, na verdade, diversos modelos Su-27 nos EUA, bem como outros exemplares do aparato militar soviético obtidos não oficialmente. Abaixo Su-27s US NAVY

Em Novembro de  2016 dois Su-27P estiveram envolvidos em exercícios de treinamento de combate aéreo com F-16, da Força Aérea norte-americana, sobre os céus de Nevada, no oeste dos EUA, informou o britânico “The Daily Mail”, citando uma testemunha local.

Abaixo, EUA compraram diversos modelos Su-27 da Bielorrússia e da Ucrânia nas décadas de 90 e 2000 e operavam em 2009 por uma empresa privada, ambos já foram re-vendidos.
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Todas as indicações no cockpit foram traduzidas para Inglês.


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O fotógrafo amador tirou fotos do acontecimento, em 8 de novembro de 2016, e insiste que o adversário do F-16 era um caça de assento único de produção russa. Segundo o jornal, poderia se tratar de um dos vários Su-27 comprados na ex-URSS. Abaixo Su-27 Ucraniana (ideia para diorama)

Cão de briga

A dogfight, como é conhecida modalidade de combate aéreo em que a aproximação é efetiva (de poucas dezenas ou centenas de metros), ocorreu a 6.000 metros de altura.

“É universalmente aceito agora que, com as novas armas de precisão, não há mais qualquer necessidade de se envolver em dogfights, porque o adversário pode ser seguramente atingido à distância”, disse à Gazeta Russa o analista militar do jornal “Izvêstia”, Dmítri Safonov. “Mas o combate aéreo permite aos pilotos aperfeiçoar suas habilidades, e testar as capacidades de seus aviões e os dos inimigos simulados.”

Segundo Safonov, os EUA compraram equipamentos militares russos de ex-regiões soviéticas. Em 1997, por exemplo, Washington adquiriu 21 caças MiG-29 da Moldova para impedir que as máquinas caíssem nas mãos de iranianos.

Modelos Su-27 também foram comprados da Bielorrússia e da Ucrânia entre meados das décadas de 1990 e 2000 para atuarem como “agressores” durante os treinamentos de pilotos da USAF.

“Todos esses aviões foram adquiridos extraoficialmente para serem posteriormente estudados por especialistas americanos”, explicou Safonov. “A razão para isso foi o crescente número de Su-27s em operação em todo o mundo. As forças armadas de um país precisam saber pontos fracos e fortes de um inimigo em potencial”, completou.

Além da Rússia, outros países como Índia, Malásia, Venezuela, Argélia contam oficialmente com caças Su-27s em seus arsenais.

Camuflagem ou paranoia?

O USAF virou manchete no segundo semestre de 2016, quando o jornalista canadense Christian Borys publicou no Twitter fotografias de caças F/A-18 em um padrão de camuflagem normalmente aplicado aos bombardeiros Su-34 da Força Aérea Russa (abaixo)

"A diferença entre os dois tipos é que o F/A-18 tem uma asa dobradiça e dois estabilizadores gêmeos verticais – os estabilizadores do Su-34 são paralelos”, explica Vadim Koziulin, professor da Academia de Ciências Militares de Moscou.

“Se filmado do chão com equipamento amador, é impossível distinguir os dois modelos; isso pode ter sido o caso em Nevada também”, acrescentou.

Além disso, repintar aeronaves é, segundo Koziulin, uma prática normal na USAF para fins de treinamento com simulação.

O editor-chefe da revista da “Defesa Nacional”, Ígor Korotchenko, descarta, porém, qualquer “teoria da conspiração”. “Em condições de combate real, a camuflagem visual é inútil contra os radares tanto russos como estrangeiros, pois eles identificam o tipo de aeronave por sua assinatura”, garante o observador.

Tanques à venda

No passado, apenas armas pequenas russas e soviéticas eram vendidas pelos traficantes nos EUA. Hoje em dia, porém, são comercializados até tanques soviéticos.

De acordo com a publicação “National Interest”, um tanque T-72 russo desarmado que, embora totalmente equipado, não pode ser usado para combate, foi comprado no país pelo equivalente a US$ 50.000. O cliente, no entanto, só receberá o veículo militar após obter as autorizações necessárias das autoridades dos EUA.

A maior parte desse material bélico da URSS é proveniente da Europa Oriental, que herdou um grande estoque de blindados e outros sistemas da época da Guerra Fria.

Empresas privadas, como a Redfish e a Century Arms, compram tanques encostados por preços baixos, transportam os veículos para os EUA, extraem os canhões e customizam os blindados conforme as exigências do cliente. Esse processo inteiro leva cerca de dois meses.

Além de tanques e armas de pequeno calibre, essas companhias oferecem ainda outros tipos de blindados soviéticos para transporte de pessoal e terrenos acidentados.

21 de maio: Dia da Frota do Pacífico da Marinha russa

A Frota do Pacífico (em russo: Тихоокеанский флот, translit.: Tikhookeanskiy flot) é parte da Marinha da Rússia estacionada no Oceano Pacífico, que antigamente patrulhava as fronteiras do Extremo Oriente da União Soviética.

O quartel general da frota localiza-se em Vladivostok e inúmeras bases estão localizadas na região de Vladivostok.

Outra importante região de base da frota é Petropavlovsk-Kamchatski na Baía de Avacha, na península de Kamchatka com uma grande base de submarinos em Vilyuchinsk, na mesma baía.

Nos anos soviéticos, a Frota do Pacífico também era responsável pela administração e direção operacional do 8º Esquadrão do Oceano Índico da Marinha Soviética e de pontos de suporte técnico naval localizados em nações na bacia do Oceano Índico, tais como as indústrias de Socotorá.


21 de maio de 1731 durante o reinado de Anna Ivanovna foi estabelecido Okhotsk como porto militar - a primeira unidade naval russa permanente no Extremo Oriente.

Navios e embarcações do porto de Okhotsk eram o elo inicial na origem das forças navais do Império Russo no Extremo Oriente, que desempenhou um papel decisivo no sentido de garantir a proteção dos seus interesses na região e, posteriormente, transformados em Frota do Pacífico

 

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