Chegaram os Russos - Rússia deixará OTAN sem aviões cargueiros devido às sanções

Gato e Rato:   Submarinos russos "caçaram" submarino britânico no Mar Mediterrâneo quando este tentava lançar mísseis Tomahawk em instalações na Síria.

Submarinos russos, apelidados pela OTAN de "buracos negros" por sua indefinição por radar, jogavam gato e rato com um submarino britânico no leste do Mediterrâneo. Abaixo, HMS Astute, um dos seis submarinos britânicos da classe Astute, com base na base naval de Clyde.

Segundo o jornal The Times , o Submarino da Marinha britânica deveria lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk em instalações localizadas na Síria. No entanto, o submarino teve que "correr" de um lugar para outro por causa de "um, e possivelmente dois" submarinos da classe "Varshavianka" Project 636.3.

De acordo com a publicação, além dos submarinos, duas fragatas russas e uma aeronave anti-submarina caçavam atrás do submarino da frota real. Durante vários dias os ingleses manobraram fugindo dos submarinos e aviões russos.  Abaixo Anti-submarino Tu-142 e Ilyushin Il-38.

Como resultado, o submarino não conseguiu cumprir a missão de combate e não participou do ataque à Síria.

Todas essas histórias desse ataque estão parecendo, cada vez mais, que os russos o aproveitaram para testar seus equipamentos em situação real de combate contra as forças da OTAN. E, claro, colher um bocado de informações a respeito dos recursos tecnológicos de seus "inimigos", que estão passando de graça essas informações, feito patos.

fernando frota melzi posted:

Armando, isso vale pros dois lados. Não há patos nessa história, mas sim, como disse o Castro, um jogo de gato e rato, onde hora um é o gato, e depois passa a ser o rato. E eles estão envolvidos nesse xadrez há décadas.

 

Desde o auge da Guerra Fria..... concordo, faz parte para os dois lados. Ambos utilizam as missões para obtenção de informações impossíveis em condições de paz.

Abraços

Armando Vieira posted:
fernando frota melzi posted:

Armando, isso vale pros dois lados. Não há patos nessa história, mas sim, como disse o Castro, um jogo de gato e rato, onde hora um é o gato, e depois passa a ser o rato. E eles estão envolvidos nesse xadrez há décadas.

 

Desde o auge da Guerra Fria..... concordo, faz parte para os dois lados. Ambos utilizam as missões para obtenção de informações impossíveis em condições de paz.

Abraços

Isso sem falar na ostentação do poderio bélico para a restalha do mundo!!!

Para refletir:

Rússia desarmou a questão das armas químicas antes que ela pudesse ganhar força, fazendo com que Assad entregasse seu estoque de produtos químicos e desmantelasse suas instalações sob vigilância internacional anos atrás. 

Porque Assad iria agora; num momento em que ele está ganhando em todas as frentes usando armas convencionais, arriscar tudo usando armas químicas contra seu próprio povo? Essa proposição absurda de que ele usou armas químicas simplesmente mendiga a crença e foge contra todo o julgamento correto.

Alias, qual o objetivo de colocar o USS Donald Cook a 100 km da costa de Tartus?  

Isso realmente não faz sentido, o USS Donald Cook  possui mísseis Tomahawkcom alcance de cerca de 2.500 km. Poderia estar do outro lado do Mediterrâneo e ainda atingir alvos dentro da Síria sem se colocar em perigo de mísseis terra-a-terra baseados em Tartus. Seria um alvo provocativo?

O certo é que os "mísseis espertos" dos EUA estão garantindo grandes vitórias para a Rússia em muitas frentes, como o incremento da popularidade das armas russas. Por outro lado, veremos que as sanções antirrussas só aumentarão,  buscando equilibrar perdas nos EUA e seus aliados.

Para quem não leu e ainda se ilude com as posturas abobalhadas e desconexas das duas "superpotências" mundiais.

Deu ontem no The Guardian...

 

Três empresas belgas devem comparecer em maio à justiça por "declaração falsa", pois não informaram as autoridades sobre a exportação para a Síria de um produto químico que pode ser usado para produzir o gás sarin.

O produto é o isopropanol que, em uma concentração de 95%, é submetido a uma licença especial de exportação porque pode ser utilizado para fabricar armas químicas, entre elas o gás sarin. O regime sírio de Bashar al-Assad o teria utilizado durante o conflito na Síria.

Alertada pela Alfândega, a justiça belga suspeita que as três empresas do setor químico e de transportes não cumpriram com suas obrigações ao não declarar que exportavam este produto para Síria e Líbano, informou a porta-voz do ministério das Finanças.

O isopropanol, que também é utilizado habitualmente como um solvente para pintura, "não aparecia na declaração" da Receita belga, o que justifica a demanda apresentada por "declaração falsa", explicou Florence Angelici.

Uma audiência está programada par 15 de maio em um tribunal da Antuérpia.

De acordo com a revista Knack, as empresas teriam exportado 168 toneladas de isopropanol para Síria e Líbano entre 2014 e 2016.

As três empresas - a química A4E Chemie, a intermediária Anex Customs e a transportadora Danmar Logistics - alegam que agiram de boa fé, segundo a revista.

 

As companhias afirmaram ignorar que a legislação sobre determinados produtos mudou em 2013 e garantem que seus clientes eram empresas privadas da Síria e do Líbano, responsáveis por produzir tinta e verniz.

Washington considera que as forças sírias utilizaram cloro e gás sari durante o suposto ataque químico contra um reduto rebelde em 7 de abril na cidade de Duma. Em resposta, Estados Unidos, França e Reino Unido bombardearam alvos sírios no fim de semana.

O gás sarin a base de isopropanol, vetado pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), também teria sido utilizado em abril de 2017 em Khan Sheikhun, nordeste da Síria, onde morreram mais de 80 pessoas.

 

E com o dinheiro de quem essas 168 toneladas de isoprapanol foram compradas? Do Assad?

Tudo isso para tintas e vernizes? Na Síria e Líbano?

Ah, tá! Já entendi...

 

Pelo andar da carruagem, a China vai ultrapassá-los, militarmente, antes de 2030.

Quem viver... verá.

Abs.

Berliner posted:
ArmouredSprue posted:

Tio Sam tem que gastar os tomahawk, afinal esses mísseis tem data de validade.....

Eles têm de serem gastos e principalmente repostos... qual o custo atual de um tomahawk ? Um milhão de dólares? 

O custo unitário é de $ 1.87 milhões de dólares 

Especialista militar desvenda como Rússia usa mísseis dos EUA recolhidos na Síria

Os militares russos, graças a dois mísseis de cruzeiro que não chegaram a explodir durante o ataque dos EUA e foram entregues pela Síria a Moscou, poderão saber as últimas elaborações ocidentais e aperfeiçoar seu sistema de defesa e luta radioeletrônica, opina o especialista militar Viktor Murakhovsky.

Antes, a mídia com referência a uma fonte no Ministério da Defesa sírio, comunicou que dois mísseis de cruzeiro norte-americanos que não explodiram durante o ataque contra a Síria em 14 de abril foram recolhidos pelo exército sírio e entregues aos militares russos. O transporte dos mísseis da Síria para a Rússia foi efetuado em 18 de abril. Abaixo supostas partes de um míssil Tomahawk foram encontradas perto de Tartus na província de Latakia:

Ministério da Defesa da Rússia: Apenas 23 dos 59 mísseis Tomahawk atingiram seu alvo na SíriaMinistério da Defesa da Rússia: Apenas 23 dos 59 mísseis Tomahawk atingiram seu alvo na SíriaMinistério da Defesa da Rússia: Apenas 23 dos 59 mísseis Tomahawk atingiram seu alvo na Síria

"Estas descobertas podem ser muito úteis para o nosso país. Os especialistas russonão copiam as armas ocidentais, já que temos a nossa própria linha de elaborações, mas será interessante para eles conhecer as últimas elaborações do Ocidente nesta esfera. Alguns mísseis usados durante o ataque contra a Síria já não eram novos, e alguns foram utilizados pela primeira vez", disse Murakhovsky.

Ele esclareceu que os mísseis usados pela França e Reino Unido foram elaborados recentemente. O míssil norte-americano Tomahawk Block IV, que foi empregado no ataque, também pode ser interessante, acha Murakhovsky.

"Também seria curioso olhar para o míssil estadunidense que foi usado pela primeira vez pelos EUA em combate — o JASSM-ER (abaixo). O exame destes mísseis pode ajudar a Rússia a aperfeiçoar os seus próprios sistemas antiaéreos e de guerra radioeletrônica. Poderemos ficar a conhecer em detalhe as novíssimas elaborações ocidentais, os construtores terão interesse em ver estes mísseis", concluiu o especialista.

Caças franceses apresentam problemas durante ataque à Síria.

Força Aérea e navios da França conseguiram lançar somente 12 de 16 mísseis no ataque à Síria, segundo reportagem da revista francesa Le Point.

"Dos 10 mísseis Scalp-EG que estavam programados, apenas 9 foram lançados. O problema foi do míssil ou do avião? Não sabemos isso, está decorrendo uma inspeção técnica para determinar a causa", cita a publicação as palavras de um representante da Força Aérea Francesa. Abaixo Rafale M Fighter Onboard Charles de Gaulle Aircraft Carrier

A operação da França na Síria envolvia no total cinco caças Rafale, cada um equipado com dois mísseis.

Além disso, houve problemas também no lançamento de mísseis de cruzeiro a partir das fragatas polivalentes. O comando francês planejou seis tiros, mas apenas três foram disparados.

Rússia deixará OTAN sem aviões cargueiros devido às sanções

A companhia aérea russa de transporte de carga Volga-Dnepr não transportará mais cargas pesadas da OTAN com cargueiros An-124 Ruslan, relatou a revista francesa Challenges.

É reportado na mídia que a interrupção do transporte se trata de uma resposta às sanções impostas pelo Ocidente a Moscou.

Segundo a publicação, a Ucrânia também tem Ruslan, entretanto, "seu parque aeronáutico é menor, o preço de voo é muito mais caro e a confiabilidade em Kiev é uma preocupação crescente".

No total, há 20 aeronaves An-124 em operação em todo o mundo. A única alternativa para o transporte de cargas pesadas seria a aeronave militar Airbus A400M capaz de levantar 25 toneladas de carga. De qualquer modo, a medida de peso é inferior às 100 toneladas de cargas que a aeronave de concepção soviética consegue transportar.

Há também a opção de usar a aeronave norte-americanBoeing C-17 Globemaster III com capacidade de 77 toneladas, mas seria necessário refazer a infraestrutura do aeroporto francês para viabilizar a logística.

A União Europeia, EUA e outros países introduziram medidas restritivas contra a Rússia em 2014, relacionando-os à anexação da Crimeia e depois ao conflito no sudeste da Ucrânia.

Em resposta, Moscou impôs proibição sobre a importação de produtos de vários países apoiadores das sanções antirrussas. Moscou tem alegado repetidamente que toda a responsabilidade em relação a Donbass é de Kiev. E insiste que o procedimento de anexação da Crimeia atende todas as normas do direito internacional.

Posteriormente, a própria empresa Volga-Dnepr confirmou que não participará do concurso da OTAN para transporte de cargas militares.

É reportado na mídia que a interrupção do transporte se trata de uma resposta às sanções impostas pelo Ocidente a Moscou.

Segundo a publicação, a Ucrânia também tem Ruslan, entretanto, "seu parque aeronáutico é menor, o preço de voo é muito mais caro e a confiabilidade em Kiev é uma preocupação crescente".

Castro.

Com o colapso da União Soviética, muitas aeronaves ficaram onde estavam baseadas, lembro que havia uma república que tinha ficado com uns TU-160 e depois venderam para a Russia pois não tinha sentido ficar com eles, os Antonovs foram todos para a Russia ou ficou algum na Ucrânia ? Os Ucranianos e russos atualmente usam armamento de ambas as fontes, mas como não estão se bicando como fica o fornecimento de peças de um para o outro ou de outros veículos como tanques e caminhões ? Seria legal saber quem fabrica o quê e para quem vende dentro do cenário da falecida URSS.

Abs.

 

 

Alexandre Oliveira posted:

Castro.

Com o colapso da União Soviética, muitas aeronaves ficaram onde estavam baseadas, lembro que havia uma república que tinha ficado com uns TU-160 e depois venderam para a Russia pois não tinha sentido ficar com eles, os Antonovs foram todos para a Russia ou ficou algum na Ucrânia ? Os Ucranianos e russos atualmente usam armamento de ambas as fontes, mas como não estão se bicando como fica o fornecimento de peças de um para o outro ou de outros veículos como tanques e caminhões ? Seria legal saber quem fabrica o quê e para quem vende dentro do cenário da falecida URSS.

Abs.

 

 

Alexandre,

Muito boa observação. Realmente os Tu-160 estavam em uma base na Ucrânia quando ouve a queda da União Soviética, apos anos de indefinição, alguns foram até destruídos e outros restantes vendidos (ou permutados) para Rússia.

Alguns navios, como Pyotr Veliky (Pedro, o Grande, em russo), o maior cruzador do mundo e nau capitânia da Frota do Norte da Rússia, fugiu a noite com luzes apagadas para não ficar na Ucrânia, pois estava lá na queda Soviética.

Hoje, comentando por cima, muitas peças de veículos russos são fabricados na Ucrânia e vice-versa. A Antonov (não a Tupolev), passa por dificuldades, e muitos engenheiros cogitam em ir para Rússia ou já foram e iniciaram produção.

No papel, a força aérea de Kiev possuía uma impressionante linha de 507 aviões de guerra soviéticos e 121 helicópteros armados, incluindo 42 caças Su-27 e 80 MiG-29, 143 aeronaves Su-24 e 46 Su-25, 48 Helicópteros de caça Mi-24,  bombardeiros estratégicos Tu-160 (cerca de 20) + Tu-95 (cerca de 27) ,  Tu-16, Tu-22 i Tu-22M

Mas, na realidade, a maioria das aeronaves estava em condições materiais terríveis, tendo estado inativas por meses, anos ou até décadas. Apenas 16 Su-27s, 24 MiG-29s, 35 Su-24s e 24 Su-25 estavam em voo no momento da separação da Crimeia. 

 Mas também fiquei curioso e vou buscar mais informação, certamente são inúmeros veículos, navios e aeronaves, civis e militares.

Abs

Castro

Após a Segunda Guerra, os Estados Unidos e, mais modernamente, a China, para ter acesso rápida à áreas de interesse econômico e militar, recorreram à alternativas logísticas para manter equipamento militar pesado aos alcance das mãos dos seus militares.

Nos anos subsequentes ao fim da guerra, os EUA passaram a manter em diversas bases no Japão, Filipinas e Austrália, grande quantidade de homens, tanques, carros blindados e munições, além de criar portos e instalações de manutenção de águas profundas para seus navios de maior tonelagem, leia-se encouraçados e porta-aviões.

Por esses canais, eles puderam responder rapidamente ao desafio coreano, vietnamita, iraquiano e afegão.

Antecipando a perda de bases nas Filipinas, Japão e Austrália, os EUA criaram a gigantesca base de Diego Garcia em 1971 e, mais recentemente, por Acordo de Defesa Comum, assinado em 1992, receberam uma base aérea de US$1.1 bilhão doada pelo governo do Catar, posicionando ali homens, ao redor de 10.000, e material pesado, em nível de uma brigada blindada. Foi também criado um gigantesco conjunto de armazéns de material e munições em Doha e abertas áreas para exercícios militares combinados, tudo isso na frente do Irã.

A partir desse enclave, em diversas ocasiões, houve o emprego temporário de unidades expedicionárias aéreas americanas para reforçar a cobertura dos porta-aviões americanos no Golfo, bem como voos rotineiros de aviões patrulha.

 

A China segue, embora mais discretamente, padrão semelhante, mas com outro objetivo em mente.

Ao formar as ilhas da discórdia, criando pontos de atrito com Vietnã, Filipinas, Brunei, Malásia e Taiwan, a China, na verdade, estava botando uma tranca marítima nas suas rotas comerciais e, pelo nível de comprometimento material no pequeno atol, claramente não vai mais sair de lá. Ao mesmo tempo, montava o seu grande porto de águas profundas em Sri Lanka, propiciando, ao assumir a cessão da área por 99 anos, um lugar estratégico para posicionar Grupos de Combate Navais que protegerão suas rotas comerciais através do Índico e Canal de Suez, o que reforçou ainda mais, em 2017, pela criação de uma base aeronaval em Djibuti.

 

Assim, sabendo-se que o mercado de transporte aéreo militar pesado é muito limitado, justamente por ser militar e exigir aeronaves que existem em número limitado, o que pode se depreender da negativa russa em ceder aviões para transporte da OTAN é mais um jogo de cena do pequeno títere russo que, a semelhança do seu parceiro americano, parecem continuar não entendendo as mudanças pelas quais o mundo está aceleradamente passando...

Quem viver... verá.

Uma pequena correção.

Esses aviões de carga são (foram) construídos pela Antonov, que fica em Kiev, na Ucrânia. Os aviões são construídos em Karkov (Ucrânia) e Novosibirsk (Russia). O curioso é como ficou isso depois do conflito entre os dois.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonov

Já a Tupolev fica em Moscou.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tupolev

Há ainda a Iliushin, também em Moscou.

https://es.wikipedia.org/wiki/Iliushin

Na época da URSS, essas empresas funcionavam como escritórios de projeto que se especializaram em segmentos definidos.

Valls

 

Valls posted:

Uma pequena correção.

Esses aviões de carga são (foram) construídos pela Antonov, que fica em Kiev, na Ucrânia. Os aviões são construídos em Karkov (Ucrânia) e Novosibirsk (Russia). O curioso é como ficou isso depois do conflito entre os dois.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonov

Já a Tupolev fica em Moscou.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tupolev

Há ainda a Iliushin, também em Moscou.

https://es.wikipedia.org/wiki/Iliushin

Na época da URSS, essas empresas funcionavam como escritórios de projeto que se especializaram em segmentos definidos.

Valls

 

Valeu Valls 

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