Montagem para iniciantes - SdKfz 7 - 1/72

Augusto parabéns.
Tenho que confessar que entrei no forum com uma finalidade, montar meu compressor, para uso em madeiras, metal, desenhos e etc, mas depois desse tópico, como não me embreagar com essa cachaça.
Essa atitude só enriquece o Hobby, porque aumenta o leque de pessoas fascinadas querendo aprender e também divulgar, e com isso, maiores as chances de virerm novas lojas, produtos e consequentemente melhores preços.
Parabéns.
Desde já muito obrigado por este excelente tutorial. No entanto estou com algumas duvidas. Sendo eu um iniciado apenas utilizo pincel na pintura. Como voçê já colou todas as peças, pintando a pincel não irão ficar zonas de dificil acesso por pintar? Esse tipo de construção não serve só para quem pinta a aerografo?
Continuação de um excelente trabalho
Que bom que estejam apreciando o trabalho e peço mais uma vez desculpas pela falta de atualizações. Quase sempre eu faço esta montagem aproveitando as manhãs de sábado onde a luz ajuda nas fotos. Infelizmente tenho trabalhado quase todos os sábados e isto esta me deixando sem tempo.

A pintura eu vou fazer basicamente usando aerógrafo mas vários detalhes vão ser pintados com pincel. Sei que tem muita gente que só usa pincel e pensei mesmo em fazer este modelo usando apenas o pincel, mas como faz muito tempo que não faço isso não sei se ia ficar bom. Além disso aerógrafo é um passo quase que obrigatório para quem quer evoluir na qualidade dos modelos. Ainda assim como alguns detalhes vão ser feitos com pincel acho que vai dar para ter uma idéia de como fazer.

Aproveitando vou colocar um texto que já estava pronto.

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Bom esta parte será apenas teórica já que vou falar de alguns conceitos. Não tinha certeza se devia passar por este estágio, mas como estou sem tempo para fotos lá vai.

Desde que eu me lembro tenho ouvido que antes da pintura de deve dar uma lavada no modelo, de preferência com água e sabão neutro. O objetivo é livrar o plástico de agentes desmoldantes e outras impurezas que possam interferir com a adesão da tinta. O fato é que eu nunca lavei um kit na vida e mesmo usando tintas acrílicas, que são conhecidas pela baixa capacidade de aderência, nunca tive qualquer problema.

Neste caso meu conselho é: Lave o modelo, prudência e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém como já dizia minha santa avozinha. No entanto muito cuidado para não perder pequenas peças que podem se soltar no banho, recomendo fazer isso numa bacia ou pelo menos numa pia com tampa.

Outra coisa muito falada é o primer, então vamos entender o que é isso e para que serve. O primer é basicamente um promotor de adesão, ele permite aumentar a aderência de uma tinta a uma determinada superfície aumentando assim sua resistência.

No caso de pintura com tintas automotivas, que não aderem bem ao plástico o primer é fundamental, sem ele a pintura vai se soltar ao menor esforço. Não vou entrar em detalhes aqui, pois não é a minha praia e tem gente muito mais gabaritada aqui apara falar sobre isso.

No caso das tintas acrílicas o primer pode ser de alguma ajuda, mas dependendo da qualidade da tinta não é necessário.

No caso de tintas esmalte é totalmente dispensável.

No entanto usa-se o termo primer para descrever um outro processo que nada tem que ver com a adesão da trinta. Um efeito que se pode notar fazendo qualquer experiência é que tintas claras mostram muito mais os detalhes e, por conseguinte, os defeitos, do que tintas escuras. Então uma forma de se verificar com facilidade pequenos defeitos na montagem é dar uma primeira camada de tinta clara e fosca, ou semi-fosca, sobre o modelo, em geral um cinza claro. Isso vai ajudar a identificar pequenos defeitos principalmente se o plástico for escuro. Além disso, vai facilitar a cobertura quando se usar tintas como o amarelo e o branco que são de difícil aplicação sobre fundos escuros. Se esta tinta cinza for um primer real (promotor de adesão) melhor ainda. Deve-se apenas ter o cuidado de fazer uma camada bem fina para não encobrir pequenos detalhes do modelo sob as várias camadas de primer+tinta.

Ai vem a pergunta: Eu uso primer? Nunca.

Por que? Porque tenho uma preguiça danada, mas eu recomendo que se use. Maneiro !!!!
quote:
Ai vem a pergunta: Eu uso primer? Nunca.

Por que? Porque tenho uma preguiça danada, mas eu recomendo que se use.


É isso aí Augusto,
Também nunca usei e pelo mesmo motivo!
Costumo passar um cinza claro nas regiões onde quero ver se aconteceu algum problema. Como você explicou acima.
Aproveito aqui para lhe agradecer o apoio e a carona no domingo. Gostei muito de conhecer o pessoal da APRJ e espero revê-los em outubro.
Grande abraço,
Brettas
Finalmente de volta ao trabalho.

Descobri que durante este tempo parado um link da esteira sumiu, felizmente tinha feito um molde de silicone para esta eventualidade e fiz um link extra com JET.





Antes de começar a pintura é preciso isolar algumas áreas e para isso vou usar um produto conhecido como máscara líquida. Muitos já devem ter ouvido falar de Maskol, que é o produto importado mais conhecido fabricado pela Humbrol, no entanto existem similares nacionais bem mais em conta. Neste caso vou usar a máscara líquida da Corfix.



Estas máscaras líquidas são terríveis para os pinceis, se secar entre os pelos será uma luta para limpar depois. Um truque que aprendi aqui no fórum foi mergulhar o pincel em água com detergente antes de colocar no líquido da máscara. Isto evita que ele grude nos pelos.



Aqui uma pequena demonstração de como funciona.

Pegue o líquido com o pincel.



Espalhe uma camada generosa no local que pretende proteger.




Quando ele perder a coloração já estará seco, o que acontece em alguns minutos. Quando o serviço estiver pronto é só levantar uma das bordas e puxar.






Cuidado porque estas máscaras são frágeis, depois de aplicada sempre tome cuidado para não esbarrar nelas.

Usando a máscara protegemos o vidro e os instrumentos antes de iniciar a pintura.






Vamos então a pintura utilizando o aerógrafo. Neste caso vou usar tinta acrílica da Tamiya que considero a melhor tinta específica para o Hobby. Muito fácil de trabalhar e permite pequenos retoques sem deixara qualquer marca. Ideal para iniciantes.



O primeiro passo para uma boa pintura é usar corretamente a tinta, e a primeira coisa a fazer é misturar bem o conteúdo do pote. Repita este mantra: Misturar, misturar, misturar. E quando estiver cansado misture mais um pouco. Antes de usar a tinta todo o pigmento, aquela coisa mais grossa que fica no fundo do vidro, deve estar totalmente dissolvido. Nenhum sinal dele deve aparecer quando você tira o misturador do pote.

Como eu disse, misture.



Até que a coisa saia assim.



Agora passamos ao solvente, neste caso álcool isopropílico, que pode ser encontrado em lojas que vendem produtos químicos ou eletrônicos, é usado para limpeza de contatos elétricos. Existe um diluente próprio da Tamiya para estas tintas, mas a diferença de resultado não compensa o gasto extra.

Primeiro coloco o diluente no copo do aerógrafo




Depois vou acrescentando a tintas aos poucos sempre mexendo bem.



Até atingir uma consistência bem líquida quase como água. Ou, como alguns gostam de falar, como leite.


Obs. Se o seu aerógrafo não permite destacar o copinho como o meu, faça a mistura em um outro pote e depois coloque no aerógrafo.

Com uma tinta assim bem diluída vou usar uma pressão baixa, pouco menos de 15 lbs. Ajuste a pressão sempre com o gatilho do aerógrafo pressionado, ou seja, soltando ar. (lógico que antes de por a tinta)


Antes de usar a mistura no kit é sempre bom fazer um teste sobre alguma sucata para ver se não deu nenhum problema na diluição.

Então começamos a pintura. A dica aqui é manter o aerógrafo sempre em movimento, eu fico o tempo todo fazendo pequenos círculos, isso evita o acúmulo de tinta em um só lugar e os incômodos escorrimentos. No começo este movimento contínuo pode parece um pouco difícil, mas com o tempo você automatiza este procedimento e vai começar a fazer mesmo sem perceber.

Com a tinta assim diluída o cobrimento vai ser lento, não tenha pressa. Vá mudando a ponto de aplicação de forma a distribuir igualmente a tinta sem tentar cobrir uma única área de uma só vez.







Como se pode ver tintas acrílicas não aderem bem as partes de metal, então vamos suspender a pintura por enquanto para tratar estas aéreas antes de atingir a cobertura final.

Hora de limpar o aerógrafo, uma das tarefas mais chatas porém muito importante para quem usa esta ferramenta.

Depois de tirar todo a tinta do copo eu encho com o solvente e misturo com um pincel grosso para dissolver tudo o que já estiver meio seco ali..





Com o copo ainda cheio recue a agulha de forma a deixar o bico do aerógrafo totalmente livre, isto vai facilitar a saída de pequenos pedaços de tinta eventualmente já secos. Só então pressione o gatilho.



Depois de uma ou duas borrifadas recoloco a agulha no lugar e continuo a operação de limpeza. Repita o procedimento até que o solvente saia totalmente limpo. Controlo isso usando um pedaço de papel absorvente na frente do jato.


Algumas pessoas recomendam um procedimento chamado retrolavagem. Eu não faço isso nem recomendo fazer, mas como em quase tudo no hobby é uma questão de opção pessoal.

Continua....
Caro Augusto,

Uma dica que eu vi num folder de um fabricante de tintas, é que, quando voçê põe o solvente no copo do aerógrafo para dissolver o que ficou (sempre com pincél de cerdas macias), o importante é jogar o conteúdo do mesmo fora, sem borrifá-lo nem que tenha que fazê-lo mais de uma vez. E só quando estiver bem limpo, aí sim enchê-lo com o solvente e seguir o procedimento borrifando quantas vezes for necessário até que o líqüido saia limpo.
Segundo eles esse procedimento, apesar de cansativo asegura vida longa ao aerógrafo e seus componetes pois reduzem ao máximo a posibilidade de um corpo sólido passar pelo sistema o que pode causar o entupimento e o desgaste da agulha.
Já quanto a retro-lavagem eles à aconselham só se o solvente em questão tiver qualidades lubrificantes.
quote:
o importante é jogar o conteúdo do mesmo fora, sem borrifá-lo nem que tenha que fazê-lo mais de uma vez


Ruba

Acho que este é mesmo o procedimento correto, mas existem 3 motivos para eu não fazer assim.

1- Se você mexer bem a tinta e usar bem diluída a chance de ficar algum resíduo sólido no copo é mínima.

2- O Meu aerógrafo em particular retém aos resíduos no fundo do próprio copo.

Veja a foto:



3- Para esvaziar sempre o copo teria de ter um recipiente para receber o solvente, e seria mais uma tranqueira na minha bancada.

Dito isto acho que a sua observação é muito válida e recomendo que se faça assim como você descreveu.
Para facilitar a adesão da tinta acrílica sobre as partes em metal vou usar um primer para metais da Corfix. Ele pode ser encontrado em várias cores e eu recomendo uma cor neutra como o cinza o que vai interferir menos com a tinta de cobertura. Comprei este vermelhão nem sei porque, mas como é o que está à mão vai este mesmo.




O primer é bastante grosso e deve ser diluído com água para ficar mais fácil de aplicar usando um pincel.





Agora é deixar secar e prosseguir com a pintura.

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