Piper L-4 (1ª ELO) Pintura?

ao que parece sim,   já que vinham de  estoques  americanos  e não era comum serem  camuflados  , até onde me  lembro  das imagens (não sou  FABIANO e  não me  atrevo me julgar  como um FEBIANO) ....o  diabo é  saber  qual  tipo/marca de tinta  ou tonalidade  de olive  drab  ( e  olive drab é coisa  que  é discutida até  hoje e   ao que parece  o serão "ad secula seculorum"   ou  "ad  aeternum" - -ou  chulamente   "ad  nauseum"), também se  considerarmos   que se queira usar para  representar a pintura de um avião  novo ou mais desgastado ,  se vai mais ou menos wheatering .....  e não vamos nem entrar no mérito  se vai ter efeito escala  se  ao  avião é em  1:72  ou  1:32  ou eventualmente  um  1:48.. vais montar como "lully" conforme a  nose art???....

escolha uma  tonalidade e de  um desgaste  que lhe agrade  e boa montagem, sem maiores fatores de ansiedade .......  vamos seguir com sua  montagem  e  aprender  algo  a  mais  destes "observadores/artilheiros"  que  tiveram  um papel vital  e frequentemente esquecido na campanha da itália  e  que  sem ele a artilharia ficaria  cega e  a infantaria órfã....

(não estou com as fontes mas tinha saído  em revista de plasti - military modeler  se  não me engano - algumas correções a serem feitas na escala  1 32, mas infelizmente  o velho pc e as fontes já se  foram há séculos ....)

.plastiresiabços - - -paulo r  morgado sp - sp 

Uma das dúvidas era se o Piper teve uma pintura de cor única, todo Olive Drab como o do museu. Segundo esse livro indicado por um amigo:

os Pipers eram pintados em duas cores, o Olive Drab e o Neutral grey. É citado essa referência "em alguns casos, manchas em Verde Oliva nos bordos de ataque e fuga das asas", mas se você observar as fotos dos da ELO vai ver que não tem essas manchas.

Conversei com o Alvarenga e ele me disse que a pintura do avião do Musal está errada, o certo era o padrão americano de duas cores.

Rogerio77 posted:

Quem poderia responder com conhecimento de causa seria o Gilson da FAB, ele participou da restauração de um L-4. O problema é que ele é mais um sumido da WK ...

Olha, eu não sou a pessoa mais indicada pra resolver isso aí, não. Na época, consultamos fotos do acervo do Sr. Rady, um dos membros da antiga ABAAC (Associação Brasileira de Aeronaves Antigas e Clássicas).  Nas fotos não dava para perceber diferenças entre as cores (cinza e verde). Então resolvemos pintar o avião todo de verde com marcações americanas (a FAB não deixou pintar as insígnias brasileiras).  Eu acho que o correto é pintar os aviões da 1ª. ELO no padrão americano: cinza por baixo.

O L-4 restaurado é esse aí, embaixo (não sei quem é o atual proprietário). O registro original dele é USAAF Serial no. 42-36734. Voei nele algumas vezes e pude “pilotá-lo” um pouquinho. O Guilherme Sandrin pintou a pin-up que, em virtude de não termos referências, não ficou correta. Posteriormente achamos o desenho original  que foi pintado no avião do Joel Clapp (mostrado na ilustração postada pelo Luciano: ruivinha de vestido preto), mas não chegamos a corrigir. 

Em tempo (e por curiosidade): o avião do Musal não é um L-4. É um J-3 modificado. O avião com o qual tive contato é um L-4A autêntico e foi restaurado com peças originais compradas na Wag-Aero (USA). Algumas modificações (mais na parte de rádio/comunicação) tiveram que ser feitas em virtude de atender as normas vigentes para que pudesse voar. Foi registrado como "Experimental" (daí a matrícula PT-ZPA).

Eu tenho um livro aqui que foi lançado no Brasil a muitos anos atrás chamado FAB na Segunda Guerra Mundial 1GAvCa e 1 ELO do Luciano Monteiro.

Esse livro trazia uma folha de decalques no estilo dos livros da Kagero. Pois bem, no esquema de pintura para as aeronaves do 1 ELO está descrito como todo Olive Drab mas não especifica nenhum FS.

Veja essas duas fotos que ilustram bem a parte inferior do avião:

Piper L-4H Grasshopper "Brasil" da 1ª ELO na Italia, 1945

 

Espero ter ajudado.

Plastiabraços

Paulo

Felipe C. Miranda posted:

Essa insignia USAF no avião restaurado está fora de padrão, as barras estão mais largas que o correto...

Sim. Fizemos o projeto gráfico mas não fomos nós que pintamos.

Havia uma pasta (nem sei com quem ficou) com cópias das fotos. Inclusive o avião do Clapp posteriormente recebeu a inscrição "Luly" do lado direito e também a inscrição "Conserve-me voando" na carenagem do motor (lado direito parte de baixo). 

 

ArmouredSprue posted:

Eu tenho um livro aqui que foi lançado no Brasil a muitos anos atrás chamado FAB na Segunda Guerra Mundial 1GAvCa e 1 ELO do Luciano Monteiro.

Esse livro trazia uma folha de decalques no estilo dos livros da Kagero. Pois bem, no esquema de pintura para as aeronaves do 1 ELO está descrito como todo Olive Drab mas não especifica nenhum FS.

Veja essas duas fotos que ilustram bem a parte inferior do avião:

Piper L-4H Grasshopper "Brasil" da 1ª ELO na Italia, 1945

 

Espero ter ajudado.

Plastiabraços

Paulo

O livro é de minha autoria. Nessa época não tinha acesso as informações que se consegue hoje. Estou procurando revisar alguns pontos do livro e a questão do Piper é uma delas. Ao que obtive de informação o correto é a pintura em duas cores, como o padrão americano.

 

O livro é de minha autoria. Nessa época não tinha acesso as informações que se consegue hoje. Estou procurando revisar alguns pontos do livro e a questão do Piper é uma delas. Ao que obtive de informação o correto é a pintura em duas cores, como o padrão americano.

Luciano, meu nobre.

Primeiramente, parabéns pelo livro (comprei dois exemplares).

1 - O tema 1a. ELO infelizmente ainda foi pouco explorado, por isso as muitas dúvidas. Ainda carecemos de uma obra completa e definitiva sobre este assunto. É uma página da nossa história que precisa ser escrita e conhecida e você já deu os primeiros passos neste sentido.  Tenha paciência, pesquise bastante. Tem o Alvarenga, o Kasseb, o Musal, o próprio FCM (que é ótimo de pesquisa), o Fernando Estanislau (que é preciosista nos detalhes), o Dinarte, etc.  Muita gente boa que pode ajudar. Infelizmente a ABAAC não existe mais e, com a minha passagem para a reserva, perdi contato com os poucos que poderiam auxiliar de alguma forma (eles têm muitas fotos).

 

2 - Como o Estanislau disse, no bordo de ataque da asa (principalmente perto do pára-brisa) vemos claramente a junção de duas cores diferentes, o mesmo acontecendo próximo ao local do escapamento. Acho que esta questão das cores está resolvida. Outra (opinião minha): o olive drab deve ser o mesmo dos P-47. O americano era muito prático e pintava tudo com ele (jipe, capacete, pá, picareta). Por curiosidade, no avião que restauramos (que não serve de referência pra nada), usamos uma amostra da tinta usada no P-47 cedida pelo Musal (ele usa a mesma tinta do B-4).  O cinza também deve ser o mesmo dos P-47 (padrão). 

 

Grande abraço!

Claudio Moura posted:

 Gilsão, não consigo ter certeza dessa divisão de cores que vc cita... a claridade por conta do sol no bordo de ataque me deixa na dúvida.

Perfeito, Cláudio. Então tem que se pesquisar mais. Entrar em contato com as pessoas. Com muita calma. Lembro que na época que estávamos mexendo no ZPA, o então Major Dias conseguiu conversar por telefone com o Joel Clapp (acho que ele morava no RJ) e explicou que estávamos fazendo a Luly. Ele ficou surpreso mais não pode ver o avião (com certeza, hoje já é falecido). De certa forma sabemos os nomes dos pilotos do Grupo de Caça e seus aviões, mas conhecemos muito pouco sobre os pilotos da ELO. Está na hora de alguém fazer um trabalho sério e detalhado sobre isso. Mas é trampo, o Luciano vai ter que sair a campo e ter paciência.  Como exemplo, o João Paulo só pra desenvolver a pesquisa do livro do Tucano, demorou quatro anos.

Lembrei de um nome: Coronel Camazano. Ele tem muita coisa sobre a história da FAB.

Deve ter alguma coisa também nos volumes da História Geral da Aeronáutica Brasileira, do INCAER. Eu tenho os livros, o que falta é tempo pra pesquisar.

Gilson posted:
Claudio Moura posted:

 Gilsão, não consigo ter certeza dessa divisão de cores que vc cita... a claridade por conta do sol no bordo de ataque me deixa na dúvida.

Perfeito, Cláudio. Então tem que se pesquisar mais. Entrar em contato com as pessoas. Com muita calma. Lembro que na época que estávamos mexendo no ZPA, o então Major Dias conseguiu conversar por telefone com o Joel Clapp (acho que ele morava no RJ) e explicou que estávamos fazendo a Luly. Ele ficou surpreso mais não pode ver o avião (com certeza, hoje já é falecido). De certa forma sabemos os nomes dos pilotos do Grupo de Caça e seus aviões, mas conhecemos muito pouco sobre os pilotos da ELO. Está na hora de alguém fazer um trabalho sério e detalhado sobre isso. Mas é trampo, o Luciano vai ter que sair a campo e ter paciência.  Como exemplo, o João Paulo só pra desenvolver a pesquisa do livro do Tucano, demorou quatro anos.

Lembrei de um nome: Coronel Camazano. Ele tem muita coisa sobre a história da FAB.

Deve ter alguma coisa também nos volumes da História Geral da Aeronáutica Brasileira, do INCAER. Eu tenho os livros, o que falta é tempo pra pesquisar.

 Tenho o kit e o decal mas ainda não estava na fase de pesquisa.... vou ver se encontro algo além do que temos e, se possível, achar pinturas de algum L-4 no mesmo teatro de operações de esquadrões norteamericanos que possam esclarecer esta questão do Neutral Grey.

Obrigado Gilson. Quanto a coloração não tenho mais dúvida, ele era em duas cores mesmo ou ainda alguns aviões podem até ser em três cores.

Um texto que um amigo no EUA me mandou:

" Liaison Aircraft  Colours, Camouflage and Markings

Basic Colour Scheme
In conformity with Air Corps Board Specification 24114 issued in October, 1940, light observation/liaison aircraft were painted Dark Olive Drab Shade No 41 on all upper and side surfaces (including wing struts and landing gear) and Neutral Gray Shade No 43 on wing, fuselage and horizontal stabilizer undersurftlces. A slight overspray softened the demarcation and no Neutral Gray was to be visible from above (displaced 30 degrees from the vertical).
In 1942 a Technical Order Revision (T/O 07-I-I) permitted the use under certain conditions of Medium Green 42 in lieu of Olive Drab 41, but it is doubtful if any liaison aircraft were so finished. Medium Green 42 was also specified for a Camouflage scheme, introduced in 1942 and intended to 'soften' the edges of OD-painted surfaces. This 'Camouflage', as it was officially termed, took the form of Medium Green 42 applied in an irregular pattern around the fin and rudder and on the upper edges of wing and tail surfaces. The pattern varied in width from 0 to 20 per cent of the appropriate chord and a slight overspray was specified. As this was introduced after L-I production had ceased, it was not a factory finish on this type and there is no evidence that liaison aircraft already in service were retroactively painted. Although Olive Drab with Medium Green 'edging' remained a standard finish on liaison aircraft until the end of the war, photographs show that it was discontinued on some L-5Bs and later variants.
In 1943 standardisation between the USAAF, AGF and US Navy led to the adoption of the universal ANA range of colours, including ANA 613 Olive Drab. The new colours were broadly similar to the old, but the new OD was more in line with that previously used by ground forces to a Corps of Engineers specification. The well known fading properties of Olive Drab 41 were only slightly improved with the introduction of the new ANA colour, which was inclined to fade to a lighter greenish-grey shade rather than the muddy- or brownish-green of the original OD. However, factory and air force stockpiling resulted in the continued use of the older finishes until well into 1944 and possiblylater.
In early 1945 an overall silver finish was
adopted on some L-Is, L-5s and L- 4s servingwith USAAF units in the UK, the repaint bingcarried out locally. Aircraft serving with ArmyGround Forces retained their ODlMediumGreenlNeutral Gray camouflage finish.

National Insignia

Before the first liaison aircraft arrived in Britain,the US National Insignia was simplifed toa five-point star in Insignia White 46 on a discof Insignia Blue 47. It was carried above theleft wing, below the right wing, and on bothsides of the fuselage. In 1942 some UK-basedUSAAF aircraft carried a yellow surround tothe fuselage insignia and this was alsoadopted by L-4s taking part in the North Africanlandings. Revision AN-I-9a of 28th June1943, introduced the horizontal white 'bar',the entire insignia having a red surround orborder, but this was short-lived for on 14thAugust 1943, the border was changed to InsigniaBlue 47 (a very dark colour, almost black)in accordance with AN-1-9b."

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