Resposta to "Tópico fechado."

Originally Posted by Rogerio77:

Porque ninguém está com um FAMAS ? 

 

O FAMAS foi originalmente concebido para receber a munição M193, mas (esse mas é importante), devido a maneira específica de trabalho de Famas (lever delayed blowback), a qualidade do estojo é muito importante, porque é o estojo que vai ter que suportar a energia gerada pelo disparo, que sera utilizada para mover todo o conjunto do ferrolho.

 

Durante os testes preliminares em 1973-74) , ocorreram vários incidentes porque o estojo das munições não eram fortes o suficiente e explodiam. Então se decidiu criar um novo estojo, um alta qualidade, mas mais caro, cerca de 2 a 3 vezes o custo de um estojo padrão, Até ai nenhum problema, pois a França tinha seu próprio fabricante de munições, Luchaire, que mais tarde foi mesclado com o GIAT(Hoje, NEXTER) no ano 80. A França continuou não adotando uma arma nos padrões OTAN, mas sim uma arma a “francesa”, então se manteve a adoção da FAMAS, em 1978, compatível apenas com a munição francesa.

 

Dois anos após a adoção da FAMAS, a OTAN adota uma nova munição SS109, que necessitava a troca/modificação do cano, mas a França decidiu não modificar a Famas, que estava com a produção a todo vapor.

 

No inicío dos anos 90, a GIAT produziu uma versão modernizada do FAMAS, o G2, utilizando carregadores tipo Stanag e cano otimizado para a munição SS109, mas esta versão foi adotada somente pela marinha francesa e em quantidades limitadas, a idéia era de substituir o modelo F1, mas cortes no orçamento impossibilitaram os planos.


Após o fim da guerra fria a GIAT decidiu interromper a produção de munições de pequeno calibre, sem pensar na possível consequência para o exército francês. O exército francês fez alguns teste com o a SS109, mas resultados de precisão eram tão ruins (dispersão de 30 cm com alvos a 50 m) que era impossível utilizar no FAMAS F1, sem alterar o cano. Esta mudança só chegou com a introdução do sistema FELIN, Com isso exército francês lançou a RFP internacional para compra de munição. Se eu não me engano a França ainda importa munições de pequeno calibre.

 

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DIAGRAMA:

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EXPLICAÇÃO DO DIAGRAMA:

 

Inicialmente, a munição J está na culatra e o martelo H está engatilhado. Quando o gatilho é puxado, o martelo H é liberado e acerda o fundo do ferrolho A e o percursor E, que atinge a base do cartucho J, acionando a espoleta que deflagra o propelente. À medida que o projetil percorre o cano, o estojo deflagrado J agora empurra de volta o ferrolho A, que por sua vez, transmite a força para a alavanca B, a alavanca B gira sobre o eixo C e move o conjunto do ferrolho D mais rápido do que ferrolho A, essa vantagem é aplicada ao peso de D, uma força extra deve ser aplicada inicialmente em A para movê-lo, Enquanto B está girando, o ferrolho se move para trás muito mais lento do que D e, por portanto, a culatra fica praticamente fechada. Uma vez que B alcançou uma posição horizontal, deixa de funcionar como uma alavanca e depois ambos A e D se movem para trás com a mesma velocidade, abrindo a culatra. O estojo J também segue A para trás e é ejetado.

 

O movimento para trás da também comprime uma mola de recuo no tubo G e também arma martelo H no caminho de volta. O mecanismo F prende o martelo H depois que é engatilhada e enquanto o ferrolho está se movendo para trás. O ferrolho se move para trás continuando a comprimir a mola G, até que é parado por G e por uma alavanca e mola adicional K na parte de trás da arma. Estes dois então empurram para a frente o ferrolho que apanha uma munição no carregador e move-o para a câmara.


Desde que esta ação usa o princípio de alavancagem entre A e D, o peso de A e D pode ser relativamente leve, uma vez que a alavancagem é o que fornece a força que move o conjunto do ferrolho para trás.

 

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