Resposta to "No plastimodelismo, qual é até hoje o seu maior arrependimento?"

paulors posted:

Raguenet,

Vou recuar um pouco no tempo, pois comecei em meados dos anos 60. Nessa época eu comprava kits da Airfix na papelaria ao lado da escola, aqueles que vinham em sacos plásticos. Para pintar tintas Ki-Kores e aquelas da Hobbylandia em vidrinhos com rolha. Isso, rolha. Ainda tenho uns dois aqui que guardo como lembrança desses tempos. Solvente = Varsol.

Na década de 70 eu comprava nos EUA enviando dinheiro vivo dentro de cartas, conta certa, com as notas embrulhadas em papel carbono. Era enviar e aguardar chegar, sem rastreamento e sem nada. E chegavam. Nunca falhou.

Qualquer viagem ao exterior era oportunidade para ampliar o estoque de tintas e assemelhados, pois nunca se sabia quando teríamos outra chance.

Dois momentos paradisíacos nesse tempo todo, onde alimentei a impressão de viver no Primeiro Mundo - período em que as importações estavam liberadas e período do dólar a 1 real. Pena que alegria de pobre dura pouco.

[  ]s

Sim, me lembro bem desta época.  Os kits em saquinho eram muito legais.  Na real foram os primeiros kits que comparam para mim.  Se não me engano, havia uma papelaria perto da casa chamada Rozenlândia no RJ.  E lá tinham esses plastic bags kits da Airfix.  Fora os kits da Revell na escala 1/72 e que vinham em caixa de papelão (com a eterna "arte"  do P-51D pintado em tom de vermelho...) E quanto às tintas com tampa de rolha, odiava quando a gente tentava abrir e a rolha quebrava no meio!

Olhando para trás, vejo como eram rústicos esses kits.  Mas era o que a gente tinha e nem se importava pois na época era o que tinha de melhor.

E me lembro também, no meio da década de 1980, quando começaram a chegar nas papelarias as primeiras publicações da Squadron/Signal com as ilustrações do Don Greer.  Rapaz, que loucura!

Tá... chega de sessão nostalgia.

Abrsssss,
A Raguenet

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