As execuções no Akikaze

Execuções no Akikaze 18 de março de 1943


Em 18 de março de 1943, os japoneses executaram civis alemães suspeitos de espionagem para os aliados. O incidente começou depois que o destróier japonês "Akikaze", viajando para o reduto japonês em Rabaul, pegou os missionários alemães e civis chineses que vivem nas ilhas do Pacífico Sul de Kairuru e Manu.

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Em rota para seu destino, o capitão do navio recebeu instruções do Comando Naval para executar todo o grupo. Para fazer isso em absoluto silêncio, os japoneses levaram suas vítimas uma por uma para a parte de trás do navio para uma forca improvisada. Depois de prender os pulsos das vítimas em uma roldana, os japoneses os chicoteavam e os fuzilaram. Os corpos depois foram jogados ao mar.

Os sons do navio e o vento impediram que outras vítimas  suspeitassem do que estava ocorrendo até o último momento. Três horas depois, o japoneses eliminaram, com êxito, todos os 60 passageiros, incluindo duas crianças que ainda estavam vivas (de acordo com os próprios japoneses) quando elas foram jogados ao mar.

http://ww2today.com/18th-march...the-akikaze-atrocity

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E não foi o único caso. Quando ocuparam Wake, os japoneses capturaram civis que trabalhavam nas ampliação das instalações da ilha, incluindo as que davam apoio aos vôos da Panam. Ao contrário dos militares, 98 deles foram mantidos na ilha trabalhando. Tempos depois, em represália a um bombardeio da US Navy, eles foram executados. O mesmo aconteceu com pilotos norte-americanos abatidos próximos a navios japoneses. Após recolhidos, vários foram executados, inclusive por decapitação.

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O japão nunca respeitou o tratado de Genebra. Prova disso é o filme que retrata a história verídica da ponte do rio Kwai. Usou prisoneiros de guerra para trabalhos forças e ficou por isso mesmo.

Veja com o Japão tratou os civis chineses quando invadiu várias cidades.

Mas com diz o ditado quem planta vento colhe tempestade atômica.

Poucos nos primeiros anos do conflito. A rendição não era uma das opções preferidas. Aqueles que não morriam em combate preferiam se matar. Ou eram mortos pelos companheiros caso manifestassem a intenção de se render. 

Yamamoto, por exemplo, teve que emitir ordens proibindo o suicídio de oficiais no caso do afundamento de seus navios, já que isso privava a Marinha Imperial de pessoal experiente para tripular as novas unidades. O virtual substituto de Yamamoto, Tamon Yamaguchi, afundou com o Hiryu em Midway, apesar dos insistentes pedidos para que se transferisse para um destroyer da escolta. Perdeu-se assim, estupidamente, um dos maiores especialistas em operações aeronavais do Japão.

Outra coisa - o castigo físico de subalternos era norma entre os japoneses. Tameichi Hara, em seu livro "Japanese Destroyer Captain" narra os esforços para impedir que tripulantes do navio sob seu comando fossem esbofeteados pelos oficiais, por conta de alguma falha ou mesmo uma saudação incorreta.

beheaded

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Velho isso é da cultura dos caras, acho que melhorou muito mas pense num país em o cara tira nota baixa e se suicida ou na empresa japonesa que o diretor anda com régua de madeira e batia nos funcionários japas qdo faziam m...e eles não reclamavam, onde o cara passa 35 anos ou mais na mesma empresa e aquilo pra ele eh honra como se estivesse servindo a um samurai.

Cultural oriental é totalmente diferente da nossa. Essa é a parte que temos dificuldade de entender.

No caso do Japão à época da 2.ª GM, vc tem séculos de doutrinação das FA's dentro do código Bushido, que de uns poucos samurais que lutavam pelo seu senhor feudal, foi incorporado por aquelas quando de sua modernização qd o país se abriu para o mundo a partir de 1860, mas num modelo talvez um tanto pior, pois agora vc tinha não apenas o oficialato, mas toda a cadeia combatente imbuída dos mesmos princípios de obediência cega ao Imperador, visto como uma divindade.

Junte-se ao que o Rezende escreveu e tens o caldo completo para todo tipo de abuso e desrespeito, especialmente com inimigos. Quem já leu "Shogun" (se foi fiel à cultura representada), vai se lembrar como tratavam estrangeiros e inimigos de clãs rivais.

Eu tenho um profundo respeito pelo Japão, tenho japoneses na família e sou fã da Marinha Imperial. Dito isso, não custa lembrar que até a Segunda Guerra as suas forças armadas usaram de extrema brutalidade em vários pontos da Ásia. Aliás, começava em casa, onde personalidades e membros do governo que tentaram fazer o país trilhar rumos mais pacíficos acabaram assassinados. Yamamoto, por exemplo, por conta de suas resistências à guerra, foi ameaçado de morte. Na China (principalmente) e em outros países ocupados o comportamento do Exército Imperial foi criminoso. Uma pesquisa na web vai revelar fotos extremamente chocantes. Só que a bomba atômica transformou os caras em vítimas. Desculpem, mas os bonzinhos estavam em falta naquele canto do mundo, pelo menos antes de 1945.

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Então, Edveras, vc está certo. E Nagasaki também.

Mas nenhuma reportagem ou documentário ou algo parecido que já foi produzido cita isso, ou ao menos o faz de forma superficial, que já tenha visto nos últimos tempos.

O fato é que um artefato bélico extremamente poderoso e cruel foi posto em uso, contra uma cidade "indefesa", aonde milhares de pessoas morreram instantaneamente ou pouco depois em razão do poder devastador da bomba.

Como o Paulo disse, a bomba os transformou em vítimas de um minuto (08h44min) para outro (08h46min) do dia 6 de agosto de 1945.

Sabia-se sim de muitos dos crimes e atrocidades cometidos ao longo do conflito com civis e soldados dos países inimigos, mas a maior parte somente veio à superfície depois de finda as hostilidades. Com o passar do tempo, o "efeito" bomba atômica "obscureceu" esses atos. Veja a dificuldade para a Coréia (do Sul) fazer com que o Japão reconheça o uso de escravas sexuais entre a população feminina do país, algo que já ocorria muito antes da 2.ª GM.

Mesmo os julgamentos de crimes de guerra realizados contra os líderes japoneses foram bem menos famosos do que aqueles realizados em Nuremberg. E não esqueçamos que os responsáveis por algumas das maiores atrocidades cometidas pelo Exército Japonês, com a Unidade 731, praticamente foram deixados intocados.

Outro detalhe que observo com frequência - julgar os ataques atômicos ao Japão com os olhos de hoje e não com os de 1945. As bombas atômicas eram apenas mais uma arma, como as Grand Slam ou Tallboy dos ingleses. E o que dizer das tempestades de fogo de Hamburgo e outras cidades alemãs? E o grande ataque a Tóquio em março de 1945, com uma tempestade de fogo que matou mais gente do que em Hiroxima? Em suma, Hiroxima e Nagasaki minimizaram ou fizeram ser esquecidas desgraças ainda maiores.

Agora, desgraça mesmo seria a invasão convencional do Japão. É só tomar como base a invasão de Okinawa (20.000 militares americanos, 100.000+ militares japoneses e 100.000+ civis japoneses mortos) e fazer uma regra de três macabra. No final vamos acabar descobrindo que as bombas A salvaram vidas.

Infelizmente, é a mais pura verdade.

As pessoas acham que podem julgar o passado pelos costumes e leis atuais. Não funciona assim.

É desconhecer que a evolução da humanidade não ocorre da noite para o dia. O desconhecimento e o contra incentivo ao estudo de História levam os mais jovens a pensar que o que vêm hoje já existia qd nasceram. Costumo dizer a esses - trabalho com jovens estudantes de nível superior (Direito) com idades variando entre 18 e 22 anos - que chegamos aos dias atuais (nossa sociedade Ocidental) com seus direitos e regras sendo trabalhados efetivamente desde a Revolução Francesa. São pouco mais de duzentos anos, mas foram necessários mais de duzentos anos árduos de tentativa, erro e experimentação para estarmos aqui hoje.

 

paulors posted:

Eu tenho um profundo respeito pelo Japão, tenho japoneses na família e sou fã da Marinha Imperial. Dito isso, não custa lembrar que até a Segunda Guerra as suas forças armadas usaram de extrema brutalidade em vários pontos da Ásia. Aliás, começava em casa, onde personalidades e membros do governo que tentaram fazer o país trilhar rumos mais pacíficos acabaram assassinados. Yamamoto, por exemplo, por conta de suas resistências à guerra, foi ameaçado de morte. Na China (principalmente) e em outros países ocupados o comportamento do Exército Imperial foi criminoso. Uma pesquisa na web vai revelar fotos extremamente chocantes. Só que a bomba atômica transformou os caras em vítimas. Desculpem, mas os bonzinhos estavam em falta naquele canto do mundo, pelo menos antes de 1945.

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Falou tudo Paulo. NAQUELE MOMENTO o povo japonês estava "cego" e mergulhou fundo na mentalidade que os levou á guerra e, simplesmente, impunham aos demais sua "cultura" (deturpada, diga-se de passagem, pois levaram o Bushidô ao fanatismo religioso!) com brutalidade na medida em que simplesmente julgavam que eles deviam ter escolhido morrer lutando à se render...

 

....mas hoje, com todo o revisionismo e a falta de conhecimento da história, colocam o ataque com as bombas atômicas como um "crime de guerra"

 

agora curioso que se pesquisar mais a fundo, ambas as cidades tinham sim alvos militares!!! mas ainda persiste a "versão" que eram cidades meramente civis sem defesas ou alvos militares

Rezende, esse tb foi um componente importante na decisão de uso da bomba.

Mas não esqueçamos que desde Tarawa/Betio, a opinião pública americana ficava horrorizada com os informes sobre baixas entre as tropas americanas, que não paravam de aumentar, e isso considerando apenas a luta no Pacífico. Betio, Marianas, Peleliu, Iwo Jima, Okinawa, apenas para citar as mais importantes - e Peleliu foi um erro estratégico e de cálculo pavoroso (acreditavam que tomariam a ilha em cerca de 10 dias - levou mais de um mês, com baixas colossais entre os americanos).

E a proporção de baixas entre os japoneses, primeiro combatentes, e depois entre a população civil das ilhas originalmente ocupadas por japoneses como parte integral do Império (Marianas, Okinawa, outras menores), fez soar o alarme entre os líderes americanos que uma invasão das ilhas japonesas levaria a um banho de sangue horripilante. Calculava-se algo em torno de 500 mil japoneses mortos (o governo japonês estava preparando a população para lutar diretamente, mesmo que usando varas de bambu), e cerca de 100 mil + aliados (possivelmente ingleses e talvez australianos participariam). E seria uma invasão em duas etapas, primeiro Kyushu por volta de novembro/1945 e na primavera de 1946 Honshu. A guerra provavelmente não terminaria antes de 1947.

 

quantos japoneses se rendiam mesmo????????

 

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"During World War II, it has been estimated that between 19,500 and 50,000 members of the Imperial Japanese military surrendered to Western Allied combatants prior to the end of the Pacific War in August 1945."

https://en.wikipedia.org/wiki/..._war_in_World_War_II

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MÁRCIO PINHO
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