vi na  nete  e com  um  comentário interessante que reproduzo ao  final

lateraltraseira

frente

 

Quem têm defendido a adaptação da torre TORC 30 no blindado Cascavel 6x6, certamente não conhece o projeto dessa torre ARES, ou não entende nada sobre blindados, e isso sem entrar na questão de conceito operacional, que vou abordar em outra postagem futuramente.

A TORC 30 não têm escotilhas sobre a torre, para acesso e/ou evasão da tripulação, então têm a opção de sair todos os 3 tripulantes pela escotilha do motorista, ou, como me disse um funcionário da ARES durante a LAAD,que não quis que fosse identificado, seria necessário abrir uma porta lateral na blindagem do Cascavel para permitir um acesso mais fácil da tripulação.

Original Post

Que gambiarra! 

Não é a mesma torre usada pelo Puma alemão. Eles optaram pelo calibre 30 na torre do Puma, ao invés do 40 usado no CV 90, justamente por não ter a necessidade frequente de remuniciar a arma, uma vez que ela é operada remotamente.

Pelo amor de Deus, existem trocentos fabricantes de veículos modernos e bem melhor protegidos e blindados que podem ser plataformas úteis para várias aplicações.

Deu para o Cascavel!

Bom dia, Moisés!

Já que o Puma foi mencionado (ou a sua torre).

O Puma pesa na sua versão melhor blindada 43 toneladas e eles fizeram a opção pelo canhão de 30mm pelos dois motivos citados, diminuição do peso e maior quantidade de munição transportada pois a preferência inicial era pelo canhão Bofors de 40mm.

O Puma tem peso muito maior do que, por exemplo, o Leopard 1A5 usado pelo EB. Isso porque foi dada prioridade para a proteção blindada devido à complexidade dos modernos campos de batalha.

Agora, investir uma grana alta para usar uma torre como a Torc30 (Elbyt) numa carcaça ultrapassada que pouco ou nada pode fazer num moderno campo de batalha é quase criminoso! O Cascavel com torre e tudo pesa em torno de 12 toneladas!

Que blindagem ele deve possuir com todo este peso?

Estas torres deveriam estar sendo compradas para equipar os Guaranis que, até onde eu sei, não passaram de meia dúzia adquiridas até agora.

Gambiarras à parte isto deve ser apenas uma ideia de vendedor surgida numa noite mal-dormida. Espero que fique somente nisso.

Abraços,

aqui, santo de casa nunca fez milagre, e não é agora que vai fazer.

Vi essa tosse na LAAD 2019 e entendo que se trata de um veiculo experimental, desenvolvida pelo CTex. , possivelmente com alguma tecnologia de fora. Algo válido para se desenvolver conhecimento técnico local.

Utilizaram um Cascavel como veiculo base justamente porque é o único veiculo que o EB tem em quantidade disponível, o que é também válido.

O que sempre se esquece (geralmente por desconhecimento) são as características originais do Cascavel. Um erro usual também nos muitos países que ainda os têm, justamente por sua simplicidade e eficácia. (vide a Líbia, onde quase cinquenta anos depois, ele ainda é efetivo para a função que foi proposto e construído).

Certamente todos sonham com um EB com Leos 2A7, Pumas e etc. Ou talvez M1's. Mas isso está fora da realidade. É só perguntar para quem têm a obrigação de manter os Leos I, não fosse o contrato da Kraus Maffei.

Quanto ao Guarani, o único comentário é ele com essa torre. Se sem ela já fica muito alto, imagino com ela.

Valls

Rogerio77 posted:
Moisés posted:

 Quanto ao Puma se cogitou que o veiculo poderia se tornar a base para um mtb tropical...

TAM II, a missão ? 

Bem, seria mais ou menos isso... Li na Edição 132, da Segurança e Defesa, na matéria Carros de Combate no EB: Encruzilhada sobre a opção de se comprar os Leo 2A4 ou se partir para uma solução nacional, com a KMW do Brasil estando disposta a juntamente com o EB "a desenvolver uma VBCCC sob medida para a necessidade nacional". O texto finaliza a matéria de que uma forma de acelerar  este desenvolvimento e diminuir os custos seria o de tomar como base o chassi de uma viatura já existente, similarmente ao que aconteceu com o projeto do TAM, com base no chassi do Marder...

Seria algo interessante pra começar pelo menos.  Mas as incertezas são muitas.

Se nos anos 80 não se deu prosseguimento aos projetos do Osorio e do Tamoio, será que se conseguirá recuperar este gap?

 

essas "joint ventures" já são bem manjadas. 

essas empresas estrangeiras têm projetos prontos e encalhados ou que são muito caros, e precisam arrumar compradores para diluir esse custo. o desenvolvimento do puma chegou a 4,4 bilhões de euros, e cada veiculo (pelado) custa quase 9 milhões de euros. 

agora mesmo estão procurando compradores para conseguir isso. a última noticia é uma suposta venda de mais de 100 para a romênia. 

o TAM é uma VTT disfarçada de MBT.

no caso brasileiro se receberia um projeto pronto (vide o guarani), com as características já definidas, com um custo maior do que o EB poderia assumir, e, pior, com todos os componentes tendo que ser importados. um filme já manjado.

Valls

Não há Leos 2A4 disponíveis no mercado. Havia sim, dez anos atrás, quando o EB optou pelos Leo 1A5. Lotes ótimos de 2A4, como os que os holandeses venderam, foram adquiridos por outros países em excelentes condições.

Hoje não há mais Leos 2A4s disponíveis no mercado e as fontes que afirmam que o EB irá adquirilos não sabem explicar de onde viriam.

Desenvolver um MBT, então, é como a história do porta-aviões. Ficaria caríssimo, demoraria um século e quando ficasse pronto estaria defasado e o EB não teria grana para comprar - alguém já ouviu esta história?

Há no momento três cartas na mesa:

  • fazer o upgrade dos Leo 1A5, dos quais não há mais peça de reposição no mercado há anos. Seria necessário que trocar um monte de coisas, incluindo aí o motor. Ficaria caríssimo, continuaríamos com um tanque de blindagem fraca para os padrões atuais (pq nela não seria mexido) e vale lembrar que contrato de manutenção da KMW com o exército brasileiro termina em 2027;
  • pegar um lote de M1A1s (120 mm) oferecidos pelos americanos, estocados no deserto, botar para rodar e pagar com o financiamento FMS a perder de vista;
  • abrir mão de ter um MBT.

 Nenhuma das opções é ok, mas a que era, a aquisição dos Leo 2A4, deixou de ser há anos. This ship has sailed.

[   ]s

Sidney

Valls posted:

essas "joint ventures" já são bem manjadas. 

essas empresas estrangeiras têm projetos prontos e encalhados ou que são muito caros, e precisam arrumar compradores para diluir esse custo. o desenvolvimento do puma chegou a 4,4 bilhões de euros, e cada veiculo (pelado) custa quase 9 milhões de euros. 

Exato.

agora mesmo estão procurando compradores para conseguir isso. a última noticia é uma suposta venda de mais de 100 para a romênia. 

o TAM é uma VTT disfarçada de MBT.

YEP. Os hermanos que o digam.

no caso brasileiro se receberia um projeto pronto (vide o guarani), com as características já definidas, com um custo maior do que o EB poderia assumir, e, pior, com todos os componentes tendo que ser importados. um filme já manjado.

Né? Não vale a pena ver de novo...

Valls

Sidney posted:

Não há Leos 2A4 disponíveis no mercado. Havia sim, dez anos atrás, quando o EB optou pelos Leo 1A5. Lotes ótimos de 2A4, como os que os holandeses venderam, foram adquiridos por outros países em excelentes condições.

Hoje não há mais Leos 2A4s disponíveis no mercado e as fontes que afirmam que o EB irá adquiri-los não sabem explicar de onde viriam.

talvez de terceira ou quarta mão...... 

  • pegar um lote de M1A1s (120 mm) oferecidos pelos americanos, estocados no deserto, (reformar) e botar para rodar e pagar com o financiamento FMS a perder de vista

 

os iankes venderiam um 120 para nós ?   no deserto tem um monte de 105, que não traria vantagem adicional, fora dos problemas logísticos que traria.

vejo dois problemas graves nisso (entre outros) se ocorresse: o primeiro é a motorização, a tal da turbina Avco Lycoming, que não é mais fabricada e consome "toneladas" de gasolina de boa qualidade, e o EB padronizou o diesel.

e o outro é o canhão de 120mm,

ambos fora da cadeia de suprimento do EB.

 Sidney

seria lindo de ver no desfile de 7 de setembro, mas só isso.

Valls

Valls posted:
Sidney posted:

Não há Leos 2A4 disponíveis no mercado. Havia sim, dez anos atrás, quando o EB optou pelos Leo 1A5. Lotes ótimos de 2A4, como os que os holandeses venderam, foram adquiridos por outros países em excelentes condições.

Hoje não há mais Leos 2A4s disponíveis no mercado e as fontes que afirmam que o EB irá adquiri-los não sabem explicar de onde viriam.

talvez de terceira ou quarta mão...... 

De onde?

  • pegar um lote de M1A1s (120 mm) oferecidos pelos americanos, estocados no deserto, (reformar) e botar para rodar e pagar com o financiamento FMS a perder de vista

 

os iankes venderiam um 120 para nós ?   no deserto tem um monte de 105, que não traria vantagem adicional, fora dos problemas logísticos que traria.

Esta é a oferta deles. M1A1 com canhão de 120 mm. No deserto também tem um monte de 120 mm - o Marrocos comprou 200. E os blindados mais modernos usam este calibre, não? 

vejo dois problemas graves nisso (entre outros) se ocorresse: o primeiro é a motorização, a tal da turbina Avco Lycoming, que não é mais fabricada e consome "toneladas" de gasolina de boa qualidade, e o EB padronizou o diesel.

É a primeira vez que escuto falar que não tem peça para blindado americano. Você tem alguma fonte sobre isso? No mais, consome toneladas de qq coisa, foi feita para ser multicombustível. 

e o outro é o canhão de 120mm,

ambos fora da cadeia de suprimento do EB.

O Gripen tem uma cadeia de suprimentos totalmente diferente do F-5. Vamos manter o F-5 então? O próprio Leo 2A4 é outro tanque, totalmente diferente do Leo 1A5. E com canhão de 120 mm. Descartamos esta opção também porque a cadeia logística do EB não atende?

É simples: ou muda a logística para ter armamentos modernos ou viramos uma guarda de fronteira e abrimos mão de ter MBTs.

seria lindo de ver no desfile de 7 de setembro, mas só isso.

Respeito, mas discordo. O que seria factível, em sua opinião?

Rapaz, o negócio está feio... Com esta coisa de não termos questões fronteiriças, foi-se empurrando com a barriga o desenvolvimento do MBT made of brazil e agora nem os planos originais do Osório sem tem mais para recomeçar... Seria viável?https://warfare.com.br/wtm/edi...nque-brasileiro.html

 Ah, até os SK-105 dos FNs estão parados...

https://www.forte.jor.br/2018/...ao-fora-de-operacao/

 

Sidney posted:
Valls posted:
Sidney posted:

Não há Leos 2A4 disponíveis no mercado. Havia sim, dez anos atrás, quando o EB optou pelos Leo 1A5. Lotes ótimos de 2A4, como os que os holandeses venderam, foram adquiridos por outros países em excelentes condições.

Hoje não há mais Leos 2A4s disponíveis no mercado e as fontes que afirmam que o EB irá adquiri-los não sabem explicar de onde viriam.

talvez de terceira ou quarta mão...... 

De onde?

  • pegar um lote de M1A1s (120 mm) oferecidos pelos americanos, estocados no deserto, (reformar) e botar para rodar e pagar com o financiamento FMS a perder de vista

 

os iankes venderiam um 120 para nós ?   no deserto tem um monte de 105, que não traria vantagem adicional, fora dos problemas logísticos que traria.

Esta é a oferta deles. M1A1 com canhão de 120 mm. No deserto também tem um monte de 120 mm - o Marrocos comprou 200. E os blindados mais modernos usam este calibre, não? 

vejo dois problemas graves nisso (entre outros) se ocorresse: o primeiro é a motorização, a tal da turbina Avco Lycoming, que não é mais fabricada e consome "toneladas" de gasolina de boa qualidade, e o EB padronizou o diesel.

É a primeira vez que escuto falar que não tem peça para blindado americano. Você tem alguma fonte sobre isso? No mais, consome toneladas de qq coisa, foi feita para ser multicombustível. 

e o outro é o canhão de 120mm,

ambos fora da cadeia de suprimento do EB.

O Gripen tem uma cadeia de suprimentos totalmente diferente do F-5. Vamos manter o F-5 então? O próprio Leo 2A4 é outro tanque, totalmente diferente do Leo 1A5. E com canhão de 120 mm. Descartamos esta opção também porque a cadeia logística do EB não atende?

É simples: ou muda a logística para ter armamentos modernos ou viramos uma guarda de fronteira e abrimos mão de ter MBTs.

seria lindo de ver no desfile de 7 de setembro, mas só isso.

Respeito, mas discordo. O que seria factível, em sua opinião?

opinião cada um tem a sua. no caso dos aviões a quantidade é muito menor e a utilização diferente.

peças existem mas a questão é o fornecimento. a questão da turbina - a fabrica não existe mais e a manutenção é feita com peças estocadas em Anniston. e ela não queima diesel.

https://books.google.com.br/bo...0turbine&f=false

e por fim, o link do Moises sobre os SK da Marinha é ilustrativo.

Valls

O contrato de manutenção da KMW com o EB termina em 2027. A partir daí, além de não ter peças para o Leo 1A5, não tem manutenção. 

Querer manter o Leo 1A5 andando custará uma fortuna, e nos fará proprietários da versão M-41 do século 21. Mas, como dito, opinião cada um tem a sua.

Sidney

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