Outro artigo do Steve Brown que trata sobre os contadores de rebites (rivet counters).  De novo fiz a tradução "tosca" mas o essencial está aí.

Se quiserem ler no original:
(http://www.scalemodelsoup.com/...s-model-is-crap.html)

Abrssssss,
A Raguenet

 

Esta é a minha história sobre como eu aprendi a amar os contadores de rebites. É um caminho que passa pela raiva, irritação, aceitação, apreciação e carinho.

Nosso hobby é como qualquer outro hobby de interesse específico. Nós atraímos todos os tipos de pessoas. Há os participantes casuais. Há os entusiastas. Existem os fanáticos. E tudo misturado. Eu sei que não é uma surpresa em ouvir isso, mas é importante reconhecê-lo enquanto enveredamos pelo caminho coberto de sprues em direção à luz divina do modelismo em escala e ao amor incondicional destes elitistas e contadores de rebites.

No ano passado, houve um tópico no ARC, (http://www.arcforums.com/forums/air/) onde os modelistas discutiram os méritos da adesão à IPMS, e uma das críticas muitas vezes feitas à organização é com o elitismo que alguns modelistas encontraram. Eu também percebi isso, mas meu senso de humor me ajuda a superar esses momentos, mesmo quando eu quero pegar um desses elitistas pela garganta.

Por exemplo, eu estava em um concurso há muitos anos, atrás da sala de competição com um amigo e logo estava conversando em um círculo de modelistas que ele conhecia. Um deles era um especialista bem conhecido e respeitado que eu nunca tinha visto antes. Em um determinado momento, ele me puxou para a mesa atrás de nós, apontou para um modelo e passou a me dizer o que estava errado com ele. Só um minuto... eu nunca tinha visto esse cara antes na vida e não houve nada na conversa do grupo que pudesse ter desencadeado a razão para que ele fizesse aquilo. Fiquei surpreso. Fiquei sem palavras. Eu teria ficado menos surpreso se ele tivesse me mostrado uma tatuagem de um triciclo na parte interna da coxa. E se aquele modelo fosse meu? E se tivesse sido o primeiro kit construído por um menino de 14 anos? Esse cara, tão experiente, não tinha absolutamente nenhum tato. Ele poderia representar muito bem como o garoto-propaganda desse elitismo que muitas pessoas reclamam.

Mais recentemente, nos últimos meses, notei eu havia uma série de discussões controversas em vários fóruns onde modelistas ocasionais e contadores de rebites estavam debatendo a precisão e o subseqüente valor de novos kits. Você pode encontrar os contadores de rebites apontando para todos os erros, grandes ou pequenos, e junto com eles aqueles modelistas ocasionais expressando o seu descontentamento e proclamando: "Parece um Periland-Hawthwait Gumbat Mk. IV".  Aqui estão alguns deles:

O DML M103 no site da Armorama (http://www.armorama.com/module...id=219229&page=1)

O Trumpeter T-38 no site da ARC (http://www.arcforums.com/forum...-148-trumpeter-t-38/)

O F-15 B/D no site da ARC (http://www.arcforums.com/forum...heir-148-f-15bd-kit/)

Na minha experiência, a maioria dos modelistas são boas pessoas que gostam de construir kits para relaxar ou para satisfazer o seu interesse em caças a jato da Guerra Fria, blindados alemães, destróieres da Segunda Guerra Mundial, trolls de 28mm ou o que quer que seja. Mas os elitistas existem em todos os lugares, independente de quão mais estranho seja o assunto que você goste. Você gosta de vinho? Você encontrará enófilos que não comprarão nada além do vinho francês. Você é um conhecedor de chocolate? Meu melhor amigo vai rir de você se você mencionar para ele o Godiva ("bala" é como ele chama). Você é um cara que gosta de carros? Não tenha um de câmbio automático como eu, porque os elitistas de carros esportivos vão rir da tua cara.

Então, o que fazemos com essas pessoas? Nada. Você não pode mudar as pessoas, então para preservar sua sanidade você deve encontrar uma maneira de aceitar suas contribuições para o hobby.

Aprendi a adorar os elitistas e você também deveria fazê-lo. Olha só:  os "especialistas" no hobby de modelismo em escala não são historiadores remunerados. Eles não são engenheiros profissionais. Geralmente são historiadores autodidatas e entusiastas que estão simplesmente ansiosos para compartilhar o que aprenderam. Eles passam uma boa quantidade de tempo estudando novos kits, comparando-os com fotografias ou desenhos em escala e, geralmente, oferecendo análises educadas das discrepâncias que encontraram. Eu acho que é bastante generoso da parte deles e fico feliz que eles estejam dispostos a fazê-lo.

Seu desafio é então ler as críticas e aproveitar o máximo. As asas do Sea Venom da Cyber Hobby são muito longas?  Você então deve considerar se você pode viver com essa imprecisão se quiser um Sea Venom em sua coleção. As rodas do Merkava da Academy não estão alinhadas corretamente? Você deve considerar se isso é de importância extrema para você. Se os erros não o incomodarem, não deve ser muito difícil simplesmente clicar no botão Voltar no seu navegador e encontrar outra coisa para ler. Não temos que castigar os contadores de rebites por oferecerem uma crítica (justa) de um modelo. Claro, alguns são fanfarrões arrogantes como o cara que encontrei, mas fazer o que? Não os deixe arruinar sua diversão no hobby. Ou mesmo por causa de um copo de vinho de garrafão.

Aceite este chato!

 

Original Post
ARaguenet posted:

 

1 - Então, o que fazemos com essas pessoas? Nada. Você não pode mudar as pessoas, então para preservar sua sanidade você deve encontrar uma maneira de aceitar suas contribuições para o hobby.

2 - Aprendi a adorar os elitistas e você também deveria fazê-lo.

 

3 - Olha só:  os "especialistas" no hobby de modelismo em escala não são historiadores remunerados. Eles não são engenheiros profissionais. Geralmente são historiadores autodidatas e entusiastas que estão simplesmente ansiosos para compartilhar o que aprenderam. 

 

 

Algumas observações...

1 - Correto. Quem quiser ser contador de rebite, que seja. Cada um faz do hobby o que quiser, pois antes de mais nada é ou deveria ser um hobby. Acho mesmo que deve se tirar o melhor proveito do conhecimento que eles tem. Se a pessoa vai ou não modificar sua maneira de montar por conta da informação recebida, aí é de cada um.

2 - Nevermind. Eu aceito-os, como aceito quem não pinta o kit ou monta sem detalhar ou corrigir erros, pelo mesmo motivo colocado acima: cada um faz o que quer do hobby. Antes de mais nada é preciso ter senso crítico diante da inundação de informações que temos com a expansão da internet.

3 - Errado. Bem errado. Existem papas do hobby, como o Steve Zaloga, que ganham dinheiro - muito dinheiro - vivendo disto. Temos modelistas aqui no fórum que presenciaram a baixaria que rolou em um fórum no exterior, quando ele montou o Char B da Tamiya e o Marcos Serra mostrou que um detalhe dele estava errado - ele confundiu uma tomada com uma lanterna, ou coisa que o valha. Zaloga tentou desqualificar o Serra (afinal, ele vende livros, se perde a credibilidade a fonte de renda já era) até que apareceu um francês dizendo que o pai dele tinha servido naquele batalhão e que o Serra estava certo. Sabe o que aconteceu? Sumiu tópico, tudo. Deus os livre de contrariar os interesses do Zaloga...

Então, dizer que não há pessoas remuneradas nesta área é, no mínimo, desconhecimento de causa. Mesmo no Brasil, onde viver de plasti é uma coisa bem mais difícil, há quem dê aula e venda modelos montados (veja bem, não tenho nada contra), pessoas para quem ter a razão e ganhar medalha em concurso implica em ganhos financeiros - além de egos inflamados e outras coisas que quem participa conhece bem...

A meu ver, o autor do texto derrapou aí - acredito que por inocência, mas me passou a impressão de que tem uma visão "Poliana" do mundo.

Como tudo na vida, não dá para falar "todos são assim ou assado". Mesmo contadores de rebites há os legais, os "tanto faz" e os malas. E, claro, os que fazem disto uma profissão - e porque não?

[  ]s

Sidney

Sidney posted:
ARaguenet posted:

 

1 - Então, o que fazemos com essas pessoas? Nada. Você não pode mudar as pessoas, então para preservar sua sanidade você deve encontrar uma maneira de aceitar suas contribuições para o hobby.

2 - Aprendi a adorar os elitistas e você também deveria fazê-lo.

 

3 - Olha só:  os "especialistas" no hobby de modelismo em escala não são historiadores remunerados. Eles não são engenheiros profissionais. Geralmente são historiadores autodidatas e entusiastas que estão simplesmente ansiosos para compartilhar o que aprenderam. 

 

 

Algumas observações...

1 - Correto. Quem quiser ser contador de rebite, que seja. Cada um faz do hobby o que quiser, pois antes de mais nada é ou deveria ser um hobby. Acho mesmo que deve se tirar o melhor proveito do conhecimento que eles tem. Se a pessoa vai ou não modificar sua maneira de montar por conta da informação recebida, aí é de cada um.

2 - Nevermind. Eu aceito-os, como aceito quem não pinta o kit ou monta sem detalhar ou corrigir erros, pelo mesmo motivo colocado acima: cada um faz o que quer do hobby. Antes de mais nada é preciso ter senso crítico diante da inundação de informações que temos com a expansão da internet.

3 - Errado. Bem errado. Existem papas do hobby, como o Steve Zaloga, que ganham dinheiro - muito dinheiro - vivendo disto. Temos modelistas aqui no fórum que presenciaram a baixaria que rolou em um fórum no exterior, quando ele montou o Char B da Tamiya e o Marcos Serra mostrou que um detalhe dele estava errado - ele confundiu uma tomada com uma lanterna, ou coisa que o valha. Zaloga tentou desqualificar o Serra (afinal, ele vende livros, se perde a credibilidade a fonte de renda já era) até que apareceu um francês dizendo que o pai dele tinha servido naquele batalhão e que o Serra estava certo. Sabe o que aconteceu? Sumiu tópico, tudo. Deus os livre de contrariar os interesses do Zaloga...

Então, dizer que não há pessoas remuneradas nesta área é, no mínimo, desconhecimento de causa. Mesmo no Brasil, onde viver de plasti é uma coisa bem mais difícil, há quem dê aula e venda modelos montados (veja bem, não tenho nada contra), pessoas para quem ter a razão e ganhar medalha em concurso implica em ganhos financeiros - além de egos inflamados e outras coisas que quem participa conhece bem...

A meu ver, o autor do texto derrapou aí - acredito que por inocência, mas me passou a impressão de que tem uma visão "Poliana" do mundo.

Como tudo na vida, não dá para falar "todos são assim ou assado". Mesmo contadores de rebites há os legais, os "tanto faz" e os malas. E, claro, os que fazem disto uma profissão - e porque não?

[  ]s

Sidney

Perfeito, Sidney.

Abraços

Armando

Inclusive eu acredito que os "contadores de rebites", que existem de muitos níveis, são os responsáveis pela melhoria da qualidade dos kits ao longo dos tempos, metendo o pau em kits errados e dessa forma acenando que existe espaço no mercado para um novo kit, menos errado que aquele que já existe.

O resultado disso é tão diverso para os fabricantes quanto é para os modelistas, enquanto há fabricantes atentos ao feed-back do mercado, há outros que parecem se lixar para comentários.  Não fosse isso não veríamos kits novos sendo lançados muito menos precisos que kits antigos similares, há décadas no mercado.  Coisa que por exemplo, é comum ver de um certo fabricante chines...  

Mas que por outro lado é um dos mais prolíferos em lançamentos, o que nos brinda com kits que até pouco tempo só existiam nos nossos sonhos, e muitos achavam que não viveriam pra ver em plástico.  Daí conforme dito, vai de cada um o quanto aceitar dos possiveis erros presentes nos kits para olhar para o modelo "X" e ver nele uma representação suficiente do objeto real, muitas vezes na base do "é esse aí ou nada"...

No geral eu classifico os "contadores de rebites" como aquele "mal necessário".

normal, eu tenho quase 2 anos de hobby e tenho digamos a mente mais "aberta", ja presenciei algumas bobagens dita por modelistas experientes, digamos que eu sem saber fui montar um kit x e fiz pesquisas em vez de consultar outros modelistas ou ver outras montagens, ai veio um modelista com mais que 4 decadas de experiencia e diz que tal detalhe esta errado é assim ou assado.. ai eu fui ver se errei e nao, inclusive um piloto confirmou que eu estava certo... adiantou? nao, nao adianta argumentar...
entao o que deve fazer é montar do jeito que voce acha que esta certo e se aparecer os "experts" criticando azar deles, simplesmente ignorar..

o que mais acontece nesse hobby é o famoso maria vai com as outras...um cara faz errado e todos tomam como referencia afinal o dito é um expert, sumidade, referencia ou coisa que o valha, e todos copiam e fazem igual, ai depois de um tempo o errado torna-se o certo...

 

 

Eu sou um contador de rebites e gostei do texto.  

Sidney, ele não escreveu assim mas eu acho que ele quis dizer que a maioria dos especialistas/contadores de rebites/historiadores não ganham dinheiro com isso.

O problema não está na escolha do que fazer, está em querer escolher o que o outro deve fazer, tanto de um lado quanto do outro.

Eu acho que existem arrogantes que contam rebites, e existem outros arrogantes que acham que qualquer coisa está certa.

Existem os chatos que acham que sabem tudo, mas também os super sensíveis que dão chilique se alguém acha defeito nos modelos deles.

Nenhum amigo meu deixou de ser meu amigo porque eu sou especialista.
MAS, aprenderam que se me perguntarem alguma coisa da minha área de conhecimento, vão escutar um comentário honesto, e aí vale aquele ditado: "todo mundo adora sinceridade até que encontra alguém sincero". Eu já costumo brincar: "Você tem certeza que quer minha opinião?" :-D

O defeito também está no dono do kit, ele pergunta "E aí, gostou?" esperando um elogio, não uma crítica. O cara vai no concurso querendo medalha, não desaprovação. E nesses tempos mimados, quanto maiores são as vaidades, mais doem as verdades.

Em inglês,mas serve como informação:

5 reasons why model kits are inaccurate

 
The newest release from Trumpihawk Boss just arrived at your doorstep and you’re excited to build it. But wait! The rivet counters on your favorite forum are lambasting the kit for its many inaccuracies. The nose is misshaped, the intakes are too high, the canopy shape resembles that of the prototype not the production variant, there are panel lines that shouldn’t be there. “It’s a caricature of the actual aircraft,” says one observer with an annoying affinity for hyperbole.


Whether you’ve learned to love rivet counters or not, you stare at the model wondering how the designers could make such obvious mistakes.

We'll I can tell you. In fact I'll give you five reasons.

Inaccurate plans


The designers may have used inaccurate plans. The manufacturers don’t always have access to the plans and schematics from the original manufacturer, so they use what they can find. For many of the aircraft, armor, ships, and cars we build there are two, three, or more sets of plans floating around out there in books, magazines, or online. The designers choose one, believing (or hoping) they’re correct. Clearly, when they’re not, mistakes in the plans are reflected in the model.

Inaccurate prototypes


The designers may have studied an inaccurate prototype. This is what happened with Eduard’s initial release of their 1/48 Bf-109G. If you followed the endless chatter online last year you may recall the model featured a bump on the wing root, which the designer dutifully included based on their analysis of a Bf-109G in a museum. It turned out that the bump was a a post-war modification. How were the designers to know that? In Eduard’s case, they didn’t find out until the kit was in our hands and modelers more knowledgable about the 109 pointed out the error. (To their credit, Eduard corrected this, and other mistakes, by re-tooling the molds and releasing a new kit.)

Lack of subject matter expertise


From the conversations I’ve had with insiders familiar with the model design process, the designers employed by the manufacturers are often design generalists. They’re not necessarily aviation or military enthusiasts like you and me. They might be designing parts for a refrigerator on Monday and designing the canopy of the upcoming Su-35 on Tuesday. They’re not familiar with the subtleties of your favorite subjects. It’s not surprising that they don’t “see” that gentle shape of the rear fuselage of the F-4 Phantom or notice the different angle of a Sherman glacis plate between the early and late variants.

When a subject matter expert is involved in a project (and we’ve recently seen a number of kits that are reviewed by modelers during the design process), there can be communication challenges. With many kits being designed in Asia or Europe there’s no guarantee the designers will be fluent in English, so when the expert sees an error in an early design image, communicating the nuance of the recommended change can be a challenge. For example, I have a basic understanding of Spanish; I know common words and phrases (and can certainly look up words I don’t know), but I’d be hard-pressed to assemble a clear, coherent explanation in Spanish of why the nose of the Trumpeter 1/72 Su-34 is wrong. And a Spanish designer might have a hard timely clearly understanding precise instructions I give him.

And I should point out that even when a third-party expert is consulted it doesn’t mean that the manufacturer will follow their guidance or that the expert is provided anything other than the CAD images.

No quality assurance


I don’t have any evidence to back up this theory, so I’d be eager to hear from anyone who can set me straight, but I have a feeling there’s no quality assurance check of the basic design of a new model prior to its going to production. The manufacturers hire designers, whether full-time or freelance, and give them the responsibility to design a model. But who checks their designs? I suspect it’s a product manager, but who’s to say that he's familiar enough with the subject to determine whether the designs are correct or not? He could look over the CAD drawings and declare, “Well, it looks like the photos of the Fruitbat Mk IIc that I’ve seen,” but would he notice that the exhausts are incorrect or the wheel hubs feature five bolt heads rather than six? Probably not. So the manufacturers release kits based on the best efforts of their designers.

The Dunning-Kruger effect


Finally, this leads me to the most likely reason your favorite model is inaccurate, the Dunning-Kruger effect. This concept suggests that we mistakenly consider ourselves to be more intelligent or to possess higher skills than we actually have. The guy who designed that inaccurate kit you bought thought it was accurate. He did the very best he could given his experience, skill, and resources available. But it turns out he wasn’t quite good enough to get everything right.

The Dunning-Kruger effect explains why you feel slighted when your model doesn't win at a contest...even though the wings weren’t aligned or you missed a seam on the stabilizer. Or why a chef at a restaurant featured on Kitchen Nightmares believes he's serving amazing food even though the restaurant is on the verge of bankruptcy because no one eats there. If Tamiya is producing the most accurate kits in the hobby, it's due in large part to their hiring the best talent.

You can read more about the Dunning-Kruger effect on Wikipedia.

In Summary...


Being aware of these factors should give you a clear understanding of just how difficult it is to produce a perfectly accurate kit.

1. Ideally the designers work from the manufacturer’s plans, and

2. They have to have access to an accurately restored prototype, and

3. They consult with subject matter experts with whom they can clearly communicate, and

4. There’s someone in the company who’s familiar with the aircraft or vehicle prototype to double-check the designers’ work, and

5. The designers are the very best in the industry and — ideally — aviation, military, naval, or automotive enthusiasts themselves.

That’s a tall order by any measure!
Fernando Estanislau posted:

Eu sou um contador de rebites e gostei do texto.  

Sidney, ele não escreveu assim mas eu acho que ele quis dizer que a maioria dos especialistas/contadores de rebites/historiadores não ganham dinheiro com isso.

Boa tentativa Fernando, mas não menospreze assim a verve literária do cidadão...  

Quando ele "quer dizer maioria", ele escreve assim:

"In my experience most modelers are good guys who enjoy building models for relaxation..."

Não é o caso da frase sobre a qual eu discorri:

"Let's face it; the "experts" in the scale modeling hobby are not paid historians. They're not professional engineers."

Adivinha qual é a formação do Zaloga? 

Já quanto a isto:

"O problema não está na escolha do que fazer, está em querer escolher o que o outro deve fazer, tanto de um lado quanto do outro."

Resume tudo. Cada um no seu quadrado, that's is the law. O resto é pura falta de aplicação disto.

[  ]s

Sidney

Fernando Estanislau posted:

Sidney, tá bom. Mas confesso que a provável ironia na sua frase "Adivinha qual é a formação do Zaloga?" está fora do meu alcance... não entendi.

Ele é formado e pós  graduado em história, atua na área e ganha grana com plastimodelismo. Ou seja, ele é, exatamente, um paid historian....

Eu traduzi o texto e abri o tópico mas isso não quer dizer que eu compartilhe com a opinião do autor.  Então o que acho? 

Baseado na minha experiência como modelista (e só agora estou começando a montar de uma maneira mais interessante embora já esteja neste círculo há mais de 30 anos) entendi o que o texto original quis dizer bem como as manifestações aqui expostas. 

Mala existe em todo lugar.  No trabalho, na família...  O problema é o famoso simancol.  Se colocarmos na equação então plastimodelismo, pior ainda.  Isso porque vira um jogo de ostentação de beleza que às vezes enoja.  O problema não é você saber mais ou não sobre um determinado avião, tanque, navio, carro... O que pega mesmo é a pessoa fazer questão de externar sua opinião e tentar mostrar que sabe tudo mesmo se você não pediu a opinião.  Se ainda a pessoa monta kits regularmente, tudo bem: ele sabe e prova através dos kits (quase) perfeitos.  Mas quando o sujeito arrota conhecimento, critica outros kits e raramente monta um kit, putz...

Eu já conheci (e conheço) estes dois tipos.  Conheço também pseudo modelistas que sabem tudo sobre o assunto mas são bem mais colecionadores de caixa do que modelistas.  E mesmo assim não se metem a criticar os kits já montados.  E conheço aqueles que montam pra c*, sabem do assunto e não criticam os dos outros.  Os próprios kits deles mostram o seu conhecimento.   Deles eu me aproximo, elogio e trocamos ideias e técnicas.  Entre este último, felizmente temos bastante tanto aqui quanto nas rodas de amigos modelistas que eu frequento.

O que acontece é que faço modelismo para mim e não para os outros.  Vários kits meus estão com defeitos.  Sei do ponto fraco de cada um.  Sei onde errei e sei que o kit original tem problemas.  Mas e daí?  Por isso acho que competições são interessantes, embora não as considere necessárias.  Mas aí vai de cada um.  Talvez tenha essa opinião pelo fato de ter presenciado, há muito tempo, em uma competição da IPMS no RJ uma briga de um modelista que não aceitou o fato dele não ter ganho o Primeiro Lugar em uma determinada categoria.  O cara ficou fulo e xingou a comissão julgadora etc e tal.  Foi o maior barraco.

Abrsssss,
A Raguenet

"uma briga de um modelista que não aceitou o fato dele não ter ganho o Primeiro Lugar em uma determinada categoria"

Eu acho graça. O sujeito rala pra montar o kit, gasta dinheiro, compra livro, pesquisa, fica naquilo por meses, sabe tudo do modelo... e aí entrega pra outra pessoa decidir se o kit dele está bom ou ruim??? ...e em troca de uma rodelinha de latão pra pendurar no pescoço?  

Eis o grande mistério da vaidade humana aplicada em concursos!

Eu tenho um consideravel numero de modelos montados,sempre foi  diversão e nunca me preocupei em cem por cento de perfeição,uns tão bons outros ruins e talvez para alguns horriveis.O plastimodelismo além de hobby é um negócio,algumas pessoas ganham grana alem dos fabricantes de kits,seja os aftermark com decais tintas pe , resina e outros que ficam a disposição de quem quer mais perfeição em seus modelos, inclusive para competições,tento fazer o meu melhor se não conseguir paciência não vou cortar os pulsos por isso.

Fernando Estanislau posted:

 

O sujeito rala pra montar o kit, gasta dinheiro, compra livro, pesquisa, fica naquilo por meses, sabe tudo do modelo... e aí entrega pra outra pessoa decidir se o kit dele está bom ou ruim???  
Eis o grande mistério da vaidade humana aplicada em concursos!

Muito bom, nunca tinha olhado por este angulo, que é um tanto quanto irônico.

Mas é uma bela de uma observação, ta aí uma coisa que vou lembrar para sempre.

Sidney posted:
ARaguenet posted:

 

1 - Então, o que fazemos com essas pessoas? Nada. Você não pode mudar as pessoas, então para preservar sua sanidade você deve encontrar uma maneira de aceitar suas contribuições para o hobby.

2 - Aprendi a adorar os elitistas e você também deveria fazê-lo.

 

3 - Olha só:  os "especialistas" no hobby de modelismo em escala não são historiadores remunerados. Eles não são engenheiros profissionais. Geralmente são historiadores autodidatas e entusiastas que estão simplesmente ansiosos para compartilhar o que aprenderam. 

 

 

Algumas observações...

1 - Correto. Quem quiser ser contador de rebite, que seja. Cada um faz do hobby o que quiser, pois antes de mais nada é ou deveria ser um hobby. Acho mesmo que deve se tirar o melhor proveito do conhecimento que eles tem. Se a pessoa vai ou não modificar sua maneira de montar por conta da informação recebida, aí é de cada um.

2 - Nevermind. Eu aceito-os, como aceito quem não pinta o kit ou monta sem detalhar ou corrigir erros, pelo mesmo motivo colocado acima: cada um faz o que quer do hobby. Antes de mais nada é preciso ter senso crítico diante da inundação de informações que temos com a expansão da internet.

3 - Errado. Bem errado. Existem papas do hobby, como o Steve Zaloga, que ganham dinheiro - muito dinheiro - vivendo disto. Temos modelistas aqui no fórum que presenciaram a baixaria que rolou em um fórum no exterior, quando ele montou o Char B da Tamiya e o Marcos Serra mostrou que um detalhe dele estava errado - ele confundiu uma tomada com uma lanterna, ou coisa que o valha. Zaloga tentou desqualificar o Serra (afinal, ele vende livros, se perde a credibilidade a fonte de renda já era) até que apareceu um francês dizendo que o pai dele tinha servido naquele batalhão e que o Serra estava certo. Sabe o que aconteceu? Sumiu tópico, tudo. Deus os livre de contrariar os interesses do Zaloga...

Então, dizer que não há pessoas remuneradas nesta área é, no mínimo, desconhecimento de causa. Mesmo no Brasil, onde viver de plasti é uma coisa bem mais difícil, há quem dê aula e venda modelos montados (veja bem, não tenho nada contra), pessoas para quem ter a razão e ganhar medalha em concurso implica em ganhos financeiros - além de egos inflamados e outras coisas que quem participa conhece bem...

A meu ver, o autor do texto derrapou aí - acredito que por inocência, mas me passou a impressão de que tem uma visão "Poliana" do mundo.

Como tudo na vida, não dá para falar "todos são assim ou assado". Mesmo contadores de rebites há os legais, os "tanto faz" e os malas. E, claro, os que fazem disto uma profissão - e porque não?

[  ]s

Sidney

Sidney, qual o fórum que aconteceu esse fato com o Serra e o Zaloga? 

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