Excelente referência sobre operações em porta-aviões - Royal Navy.

Show de bola! Devia ser um perigo servir no convés de um porta aviões.

Dá pra ver também que o Swordfish é tão lento que se o porta aviões acelerar mais um pouco ultrapassa o avião. A velocidade dele deve ser uns 20 nós ou menos acima da velocidade do navio, incrível.

Eu sempre me espanto com as soluções mecânicas (e bem pouco ortodoxas) que os ingleses encontravam para resolver os seus problemas técnicos. Havia um dos meus professores que era fã dessas "gambiarras". Era muito difícil encontrar um projeto com linhas simétricas e que não demandassem uma grande mão de obra para executar.

Observando a tripulação do Swordfish encarapitada no avião é preciso admitir que era necessário um grande destemor para cumprir as missões. Há um relato do ataque feito ao Bismarck em que um dos tripulantes havia se projetado para fora do cockpit (e para baixo) para observar as ondas e determinar o momento da soltura do torpedo. Coisa de maluco!

No ataque à base naval de Taranto também houve uma dose cavalar de coragem e determinação por parte das tripulações aéreas. Tiveram problema até de contaminação de combustível, além de outras coisas "normais".

Quando não se tem as melhores armas é necessário ter bons colhões!

As versões navais do Hurricane e do Spitfire me parece que não foram muito usadas (ou não existiram em grande número). Os porta-aviões de escolta levavam os Martlet (Wildcat), preferencialmente.

Mais uma vez, valeu pela postagem Paulors!

Abraços,

Gelson

Lembrei de mais uma coisa. É inglesa a engenhosa idéia de fazer a pista de pouso dos porta-aviões na diagonal (pós-guerra). Este expediente possibilitava que o mesmo pudesse lançar as aeronaves pela proa e recolher pela pista diagonal sem por em risco os aviões já pousados, como acontecia na pista longitudinal.

Sem dúvida, eram naves muito bonitas.

Abraços,

Gelson

Sobre as operações embarcadas eu tenho um livro do Eric Brown muito bom (Wings of Weird and Wonderful). Ele conta como ele gostava do Martlet nas operações embarcadas. Além disso ele fez os trials de dezenas de aviões em operações em porta aviões (inclusive pousos em convés de borracha com um Vampire sem trens de pouso). Riquíssima fonte de informação. No livro ele elencou os melhores aviões que ele voou como o Spitfire, Fw-190, Ju-88, Zero e Martlet. Recomendo demais esse livro, tem fotos belíssimas.

Os porta-aviões ingleses são realmente muito atraentes, chegando a ser belos de tão feios, especialmente os mais antigos. Para o modelista são um show. A Flyhawk já lançou aquela excrescência batizada de Hermes. Agora vem o Illustrious. O Ark Royal teve várias edições recentes. E torço de joelhos para o trio Glorious, Furious e Courageous. Existem em resina, mas comenta-se que a Flyhawk tem eles na lista. Tem ainda o Eagle. É uma festa para os olhos.

Voar em um biplano forrado com tecido em combate moderno era realmente coisa para macho. Por exemplo, como no ataque ao Scharnhorst, Gneisenau e Prinz Eugen durante a operação Cerberus. Segundo relatos, os FW-190 que atacaram os Swordfish (voando sem escolta) tiveram que descer o trem de pouso para reduzir a velocidade e permitir o ataque aos lentos biplanos.

cerberus

Os ingleses, do meio para o final da guerra, usaram muito os aviões navais fabricados pelos EUA - Wildcats (Martlets), Avengers e Corsairs. Aliás, foram os ingleses que descobriram a melhor forma de usar o Corsair operacionalmente. Quanto este entrou em serviço na US Navy sofreu muitos acidentes no pouso, especialmente em função da falta de visão para frente e abaixo. Acabou sendo relegado para uso a partir de bases terrestres, pelos Marines, sendo substituído pelo Hellcat. A Royal Navy fez algumas modificações e acabou tornando o Corsair um sucesso. Tanto que ele voltou a ser usado nos porta-aviões da US Navy, enquanto o Hellcat foi desaparecendo.

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Fotos (1)

O Minas era um porta-aviões leve da classe Colossus. Essa classe foi projetada na década de 40, como um tipo intermediário entre os grandes (e caros) porta-aviões de esquadra e os pequenos porta-aviões de escolta. A mesma teve 16 navios, com oito efetivados conforme o projeto original, dois convertidos para manutenção de aeronaves e seis modificados para receber jatos, constituindo uma nova classe - Majestic.

Eles foram projetados para operar uns três anos, mas acabaram durando bem mais, sendo usados pelo Brasil, Argentina, Índia, Holanda, França, Canadá e Austrália. O nosso Minas era o porta-aviões mais antigo em atividade na data em que pendurou as chuteiras.

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A - M - O porta-aviões ingleses.

Se não fosse questão de contenção de gastos e já ter cerca de uns 50 kits de porta-aviões ou similares, já teria embolsado o Hermes. Mas com certeza não resistirei (e para quê) ao Eagle e um dos irmãos "ious".

Tenho atualmente mais livros físicos sobre PA's que de japas e yankees.

Exatamente meu amigo. O espaço sempre está em falta e a busca de soluções parece ser constante. Sendo assim, a  operação desses navios é um espetáculo.

Por exemplo, veja essa solução para aumentar o espaço para estacionamento das aeronaves,  o outrigger - uma barra que permite projetar a aeronave para fora do convés de vôo, apoiada na bequilha.

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outrigger 1outrigger 2outrigger 3

 

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Fotos (3)

Tinha visto mas não lembrava o termo técnico, os caras devido às necessidades tinham que buscar muita criatividade mesmo.

Li certa vez que até MIdway, os americanos lançavam primeiro os torpedeiros, depois os de mergulho e por último os caças, o que se explica de certa maneira o desastre com os VT, prIncipalmeInte os famosos VT-8 que acabaram colaborando para a vitória.

A partir dessa época  mudaram a tática, os caças iam na frente para abrir caminho para os bombardeiros agirem com mais eficiência e segurança.

Abçs,

 

 

Em Midway os americanos ainda não haviam aprendido a combinar os diversos tipos de aeronaves em um único ataque (tipos diversos com velocidades diversas). Dessa forma os aviões seguiram em grupos menores, sem coordenação entre si. Por obra do destino isso acabou ajudando a US Navy, pois o massacre dos torpedeiros, que chegaram antes, consumiu a proteção de caças da esquadra japonesa e deixou a área mais ou menos livre para os bombardeiros de mergulho.

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Mais uma gambiarra inglesa, esta vendo este "bacalhau " aqui na foto, sabe para que serve?

Eu estava visitando o museu da FAA e Yeovilton, parado bem em frente ao Corsair, ai um senhor parou ao meu lado e perguntou se eu queria saber um pouco mais do avião, usava uma camisa do museu. Depois soube que  são engenheiros e técnicos navais, aposentados, que prestam serviço voluntário no museu, e caso você queira, podem te contar histórias muito interessantes sobre tudo que tem lá. Claro que eu aceitei, e a primeira coisa que ele me explicou foi o motivo deste apêndice no bordo de ataque da asa.

Como acho que a maioria da turma aqui sabe, e já foi dito, os americanos consideraram o Corsair muito perigoso para uso nos PA devido a baixa visibilidade no pouso, o comprimento do nariz impedia a visão. Os  ingleses resolveram isso fazendo o avião inclinar um pouco para o lado, abaixando a asa esquerda e com isso melhorando a visão do piloto. E ai é que entra o tal apêndice, ao abaixar uma das asas o Corsair tinha tendência e entrar em spin e perder o controle, só que os ingleses descobriram que colocar este pequeno adendo no bordo de ataque direito impedia o efeito indesejado, mantendo o avião seguro.

Só uma das varias histórias que ouvi naquele dia. Se tiverem a oportunidade de ir ao museu, não deixem de ouvir estes caras, são a melhor parte da visita.

 http://www.fleetairarm.com/default.aspx

 

 
 

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