M1 Abrams para o exército brasileiro?

Nesta matéria publicada no site Tecnologia e Defesa, discute-se a possibilidade de que o exército brasileiro vá buscar um lote de M1 Abrams das primeiras versões no deserto americano. Vale a pena ler.

Créditos da matéria a Roberto Caiafa.

Se rolar, não há de faltar kit... aqui nesta página há uma relação de kits dele e reviews.

Original Post

Buenas,

seria um MBT interessante para equipar o EB (e até o CFN), durante o período em que o Leopard 1A5 estará chegando ao fim de sua vida útil. Até a definição de qual será o seu substituto.

Se isto acontecer acho que também deveriam ser adquiridos os M2/M3 Bradley para equipar o EB com um IFV até então inexistente. Perdeu-se a oportunidade de adquirir os Marder A3 alemães por conta da tola doutrina do EB em querer transportar um GC completo neste tipo de veículo. Serve muito bem às doutrinas dos exércitos alemão e norte-americano mas não serve à "experiente" doutrina do EB.

Vai entender...

Parabéns pela colocação do assunto. Com certeza vai render muitos kits de militaria montados. 

Abraços,

Gelson

Particularmente só acho interessante se vier como "doação", como vieram os últimos M-113 e M-109. O Abrams é movido por uma turbina que consome muito combustível, seria bem mais interessante pegar Leopard 2 de países que estão com vários deles "sobrando" por reduzirem suas despesas militares. De qualquer forma seria um salto a mais, depois de passarmos de tanques com canhão de 90 mm para 105 mm, agora, com umas décadas de atraso, chegaremos aos tanques com o 120 mm. Acredito que não haja mais Abrams com canhão de 105 mm, foram todos atualizados para o de 120 mm.

Rogerio77 posted:

Particularmente só acho interessante se vier como "doação", como vieram os últimos M-113 e M-109. O Abrams é movido por uma turbina que consome muito combustível, seria bem mais interessante pegar Leopard 2 de países que estão com vários deles "sobrando" por reduzirem suas despesas militares. De qualquer forma seria um salto a mais, depois de passarmos de tanques com canhão de 90 mm para 105 mm, agora, com umas décadas de atraso, chegaremos aos tanques com o 120 mm. Acredito que não haja mais Abrams com canhão de 105 mm, foram todos atualizados para o de 120 mm.

Rogério, não há Leopards 2 sobrando; na verdade, há um clima de rearmamento na Europa, e quem tem não vende. Além disto, os países que dispõe deles usados (Leo 2A4) e poderiam se desfazer deles no futuro possuem apenas pequenas quantidades disponíveis (50, 60) e cada lote vendido a cada um destes países é muito diferente um do outro, o que se tornaria um pesadelo de logística caso viéssemos adquiri-los de diferentes países, ao contrário dos M1s, que viriam todos de um só lote de produção.

Quanto à aquisição, conforme está citado na matéria, o Marrocos adquiriu 162 M1s junto aos EUA, pagando a modernização deles. É o que estamos fazendo com os M-109.

Vale considerar, ainda, que a planta para o Leo 1A5 não tem nada a ver com a planta do Leo 2, então não há como aproveitar as instalações que já existem no sul do Brasil para o Leo 1A5, caso comprássemos Leo 2.

Por fim, um Leo 2 atualizado custa bem caro e, ao contrário dos M1, que viriam via financiamento FMS, os Leo 2 teriam que ser pagos com uma grana que o EB simplemente não tem. 

[  ]s

Sidney

o melhor seria que podessemos adquirir os merkavas. Pois eu tenho minhas dúvidas quanto a manutenção das turbinas do M-1 Abrams, ainda mais a primeira versão. Se comprarmos isso vamos ter muitos parados por falta de peças de reposição (especialmente da turbina) aguardem.

Edveras posted:

o melhor seria que podessemos adquirir os merkavas. Pois eu tenho minhas dúvidas quanto a manutenção das turbinas do M-1 Abrams, ainda mais a primeira versão. Se comprarmos isso vamos ter muitos parados por falta de peças de reposição (especialmente da turbina) aguardem.

A questão é de onde viria a grana para comprar Merkavas.

A oportunidade dos M1s é boa porque dá para financiar tudo (a compra e a atualização dos sistemas) via FMS, a perder de vista.

Qualquer outra aquisição dependerá de $$$, e falamos de 100 a 150 tanques a um custo de 3 a 5 milhões de dólares cada.

Quanto a peças de reposição, entendo que seja mais fácil arranjar do M1 que do Merkava, em função das quantidades fabricadas de cada um deles.

O que andam comentando é que esta aquisição (em torno de 100-120 unidades) seria para substituir os M60s e os Leo 1A1 em operação e equipar as unidades que faltam MBTs, os Leo 1A5 , por enquanto, continuariam em operação.

Se optarem pela aquisição de Abrams, o ideal seria a versão M1A1 com canhão de 120mm, acho uma tremenda besteira adquirir as versões iniciais de canhão 105mm, mesmo sabendo que é o calibre utilizado pelo EB atualmente...enfim...vamos aguardar.....

 

Plinio Júnior posted:

O que andam comentando é que esta aquisição (em torno de 100-120 unidades) seria para substituir os M60s e os Leo 1A1 em operação e equipar as unidades que faltam MBTs, os Leo 1A5 , por enquanto, continuariam em operação.

Se optarem pela aquisição de Abrams, o ideal seria a versão M1A1 com canhão de 120mm, acho uma tremenda besteira adquirir as versões iniciais de canhão 105mm, mesmo sabendo que é o calibre utilizado pelo EB atualmente...enfim...vamos aguardar.....

 

Sim, não há como desativar os Leo 1A5, seria feita uma aquisição de M1s para complementar nossas necessidades contando com o que já temos. O pessoal do exército chegou a ir ver Leos 1A5 italianos e suiços, mas a condição deles não agradou.

Não sei se desativarão os M-60s por enquanto. Fico imaginando se não seria uma opção para equipar os fuzileiros, substituindo os SK105. O M-60 ainda dá um caldo, sendo usado por muitos países. Para o contexto da América do Sul, acho que ainda vale a pena mante-los em operação, se conseguirmos um número mínimo operacional.

Plinio Júnior posted:

Concordo contigo Sidney, os M-60s do EB seriam uma boa opção para os Fuzileiros em substituição aos SK-105s ou então os fuzileiros poderiam embarcar na aquisição de Abrams do EB e pegar um lote para eles, é uma possibilidade..

Sim, é uma possibilidade, mas considerando que precisamos de muitos tanques e temos pouca grana, se os M-60 puderem ser utilizados pelos fuzileiros dá para direcionar mais M1s para o exército.

Acho q perdemos uma boa oportunidade qdo os alemães nos ofereceram os Leo 2. São plataformas que podem receber upgrades e se manterem operacionais por muito tempo. E muitas dessas upgrades poderiam ser feitas aqui mesmo em conjunto com as instalações da KMW no RS. Capacidade para tal temos.

Qto ao Abrams acho um blindado sofisticado demais e q tem um motor com um apetite voraz por combustível e manutenção cara e complicada o q vai de encontro as condições do país. Penso ser temerário adquirir tais equipamentos. A não ser que se trocasse a turbina por um outro motor.  Já ajudaria.

Com a palavra, os especialistas.

Abraço a todos.

Se esta versão antiquada do Abrams for aquela que acabou rebocada pelo Osorio... Talvez fosse o caso de revisar nosso projeto e partir para uma opção modernizada, feita aqui mesmo, tecnologia nós temos (ou tivemos)...

Um Osório II, com instrumentação atualizada e mais alguns upgrades, porém com mecânica menos sofisticada, talvez representasse um investimento inicial alto, porém no longo prazo, uma manutenção baixa.

Quero ver, quando a turbina de uns destes Abrams travar, quem vai dar manutenção nisto? Simplesmente não existe aqui, teria de partir quase do zero com um custo exorbitante, provavelmente com material, maquinário e até pessoal todo importado dos EUA, ou talvez  despachar o motor para conserto lá?

Sei não, se estes Abrams fossem tão fabulosos assim, como aparentemente custam quase nada? Não deviam ter filas de Países de terceiro mundo interessados também? Quando a esmola é muita...

Estranho deste tópico estar sendo comentado há tanto tempo e ninguém ter levantado esta alternativa.

Se já usamos, reformamos e desenvolvemos blindados aqui, qual o problema?

PlastiAbraços

Destino posted:

Acho q perdemos uma boa oportunidade qdo os alemães nos ofereceram os Leo 2. São plataformas que podem receber upgrades e se manterem operacionais por muito tempo. E muitas dessas upgrades poderiam ser feitas aqui mesmo em conjunto com as instalações da KMW no RS. Capacidade para tal temos.

Qto ao Abrams acho um blindado sofisticado demais e q tem um motor com um apetite voraz por combustível e manutenção cara e complicada o q vai de encontro as condições do país. Penso ser temerário adquirir tais equipamentos. A não ser que se trocasse a turbina por um outro motor.  Já ajudaria.

Com a palavra, os especialistas.

Abraço a todos.

Concordo que perdemos o bonde do Leo 2A4, mas agora já era. Atualmente não existem Leo 2 de segunda mão disponíveis no mercado, quem tem não vende. Já Leos 2 novos simplesmente não temos condição de adquirir.

Sobre a planta da KMW: ela foi montada para dar manutenção nos Leo 1A5, e não tem praticamente nada que sirva para os Leo 2A4. Portanto, seria necessário montar outra planta para eles, se houvessem disponiveis no mercado. Como não tem, este é um caminho sem saída, lembrando que nossos Leo 1A5 tem uma vida útil de apenas mais dez anos. 

Sobre o Abrams, vou responder ali embaixo para o Rubens.

Rubens posted:

Se esta versão antiquada do Abrams for aquela que acabou rebocada pelo Osorio... Talvez fosse o caso de revisar nosso projeto e partir para uma opção modernizada, feita aqui mesmo, tecnologia nós temos (ou tivemos)...

Não é a mais antiga, A versão oferecida é a M1A1, com canhão de 120 mm. É muito superior ao Leo 1A5 e comparável ao Leo 2A4.

Um Osório II, com instrumentação atualizada e mais alguns upgrades, porém com mecânica menos sofisticada, talvez representasse um investimento inicial alto, porém no longo prazo, uma manutenção baixa.

Rubão, não temos escala para produzir um MBT moderno. Vamos montar uma linha para fabricar 200, 250 unidades? Além disso, não sei se sabe, mas não há um projeto completo do Osorio. Foi feito o mínimo possível de projeto para poderem fabricar as duas unidades que conhecemos, e uma é diferente da outra, Soma-se a isto o fato de que, em que pese a capacidade admirável da Engesa em fabrica-lo, digna de louvor, há que se lembrar que era montado a partir de uma série de componentes importados, tal como hoje são feitos os aviões da Embraer, Assim, em termos de um MBT atual, não existe manutenção barata, uma vez que tudo neles é caro. Um MBT atual hoje custa algo entre 7 e 10 milhões de dólares... o M1A1, após upgrade, custaria US$ 2 milhões a unidade.

Quero ver, quando a turbina de uns destes Abrams travar, quem vai dar manutenção nisto? Simplesmente não existe aqui, teria de partir quase do zero com um custo exorbitante, provavelmente com material, maquinário e até pessoal todo importado dos EUA, ou talvez  despachar o motor para conserto lá?

Bem, só posso te falar do que li em fóruns especializados. O pessoal comenta que por um lado a manutenção de uma turbina não é um bicho de sete cabeças, e por outro lado, um motor diesel MTU de 12 cilindros , como o que equipa o Leo 2, é de manutenção complicada e não temos capacidade de fazer aqui atualmente, No mais, a turbina do Abrams sai inteira, então você troca por outra e faz a manutenção da que retirou depois,

Sei não, se estes Abrams fossem tão fabulosos assim, como aparentemente custam quase nada? Não deviam ter filas de Países de terceiro mundo interessados também? Quando a esmola é muita...

E tem... Veja esta.....  foram doados pelos EUA e o upgrade foi pago via FMS, o BNDS militar dos americanos.

Estranho deste tópico estar sendo comentado há tanto tempo e ninguém ter levantado esta alternativa.

Se já usamos, reformamos e desenvolvemos blindados aqui, qual o problema?

O de sempre: grana. No caso de comprar dos M1A1 americanos, passamos o "cartão de crédito FMS" e vamos pagando aos poucos. A alternativa, seja qual for, exige uma $$$ que não temos.

Vale ainda lembra o caso dos VBTP-MR Guarani 6x6: não desenvolvemos, mas adaptamos um projeto da Iveco que já existia. Está com a produção atrasada, já teve uma diminuição no pedido inicial e sem vendas externas.

Não me entenda mal: acho uma iniciativa louvável e sou favorável a seu desenvolvimento, mas se uma viatura destas, muito mais simples, gera tanto perrengue, imagina para projetar e construir um MBT atual. 

PlastiAbraços

Abração

Sidy

 

Rogerio77 posted:
Sidney posted:

E agora os italianos ofereceram 200 Centauros B1

https://www.forte.jor.br/2019/...ca-tanques-centauro/

Resultado da extradição do Battisti, veja aqui. Só acho que, neste caso específico, está muito caro para nossa realidade.

Mesmo assim, se fosse adquirir este ótimo CCR, penso que seria também ótima opção para substituir os SK105 dos Fuzileiros.

Rogério, só uma torre destas custa mais de um milhão de dólares. Fabricar a versão nacional, o Guarani 8x8, ia custar cerca de 3 milhões cada. Pagar 500 mil/unidade não está mal.

Ideal seria fabricar o Guarani 8x8, mas as entregas do 6x6 já estão patinando...

No mais, a título de comparação, o Brasil pagou quase 100 milhões por cada H225 Caracal...  ou seja, um Caracal a menos paga estes 200 Centauros....

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