Resolvi fazer este GB da forma mais didÁtica possÍvel, passando informaÇÕes mais claras e descrevendo melhor cada passo. Vai ser mais voltado para os iniciantes, então me perdoem os que jÁ conhecem o que vai ser dito.

O Kit inscrito no GB serÁ acompanhado de um canhão 88 mm Flak 18, jÁ que os dois formavam uma dupla das mais conhecidas da segunda guerra.

Os modelos



Algumas fotos de referÊncia para quem não conhece.








[

Original Post
O primeiro passo para se montar um modelo é tirar as peças das arvore. Pode parecer estranho, mas fazer isto corretamente vita um monte de problemas e trabalho desnecessário.

O método mais conhecido e que todo iniciante usa é simplesmente torcer ou balançar a peça até que ela se solte. Isto é muito arriscado pois pode deformar ou mesmo quebra a peça. Então vamos a métodos um pouco mais "sofisticados"

1- Usar um estilete

É o método mais barato e funciona bem, os incoveninetes além, do risco de cortar o próprio dedo (que modelista já não fez isso?) tem problemas em peças pequenas. Como nem sempre é possível apoiar a peça sobre uma superfície de apoio as vezes ao forçar o corte se quebra a peça. Assim é melhor sempre usar uma lâmina nova para este serviço. ( Ok a minha não é exatamente nova, mas eu uso outros métodos)







2- Usar um alicate de corte plano ou reto.

Esta é uma solução mais segura e em muitos casos dá um corte bem limpo. Mas lembre-se de que tem de ser um alicate de corte reto, os de corte oblíquo não servem. O incoveniente é que nem sempre há espaço para se inserir o alicate e as vezes quando o plástico é muito macio a peça pode sofrer algum dano. Em plásticos muito macios a solução 1 é mais recomendada. Um bom alicate também não é barato, mas vale o investimento.





3- Pinça cortadora

Esta solução junta as duas primeiras numa só e é a minha preferida. Infelizmente nunca vi uma ferramenta destas por aqui que tivesse um mínimo de qualidade, só importando. As vantagens são claras, tem o alcance de um estilete e a facilidade de corte do alicate, só não recomendo para cote de peças muito grossas, ai é melhor usar o alicate.







Cortadas as peças vamos a mais chata tarefa do modelismo, acertar as rebarbas que ficaram dos pontos de ancoragem das peças nas árvores. Por melhor que seja o seu corte sempre sobra uma ou outra rebarba para tira, aqui vou usar as rodas que acabei de cortar.
Para isso vou usar uma lixa de bloco que pode ser comprada em casas que vendem produtos para manicura, se tiver vergonha peça a sua mulher, namorada, irmã, mãe para comprar. Como o nome diz é uma lixa que vem colada num bloco e que facilita bastante o manuseio. No meu caso é uma de 4 lados com 4 lixas diferentes variando da mais grossa até a que serve para o polimento.

O segredo aqui é não fazer força. A lixa é feita para se acomodar ao contorno das unhas e se você fizer força vai acabar com uma superfície arredondada. Claro que para superfícies curvas é muito recomendada.

Existem alternativas como lixas de unha comum, ou mesmo limas. Fica a critério de cada um ver com o que se adapta melhor.

Então com toda paciência do mundo acertamos as rodinhas.



Este kit é bem antigo (se você for esperto e só comprar coisa novas vai escapar deste tipo de coisa) e também tinha rebarbas internas. Neste caso as lixas não resolvem. Então aqui temos duas abordagens.

Rebarba que não se alcança com a lixa e em furos irregulares se resolve com diferentes tipos de estiletes.





Neste caso um estilete de ponta mais fina.





Já no caso de furos redondos sempre vem a idéia de se enfiar o estilete e rodar. Isso pode funcionar, mas a mão tem de ser muito firme. Qualquer inclinação no estilete e o furo vai ficar deformado.

Neste caso o melhor é usar pequenas brocas de cabeça redonda que se compra em lojas que vendam material para relojoeiro/ourivesaria. O melhor é ter diversos tamanhos já que elas custam muito barato.





Aqui têm várias e de outros formatos para usos mais específicos, que explicarei depois.





Serviço pronto vamos guardar estas rodinhas já que peças pequenas tem o mau hábito de sumir da bancada quando não estamos olhando. Para isso é sempre bom ter uns potinhos, de preferência com tampa.




Neste intervalo uma palavra sobre as colas que vão ser usadas.

As colas para estireno são fusoras, ou seja, elas colam fazendo com que o plástico das duas peças que se pretende juntar, derreta e se misture. Quando a cola evapora o plástico unido volta a endurecer e a união esta formada. Um erro muito comum dos iniciantes, ao ver que uma peça não fica no lugar, é adicionar mais cola. Isso só vai fazer o plástico derreter mais e piorar as coisas, além do risco de acabar deformando a peça. Então paciência e espere a cola evaporar para a união ficar firme. Se for preciso prenda as duas peças enquanto a cola "seca". Vamos ver isso mais adiante.

Nesta montagem vamos usar dois tipos de cola.




Ambas são colas líquidas, mas com viciosidades diferentes. Isto quer dizer que uma é mais "grossa" que a outra.

A Revell é bem mais espessa.



Já a Polly é líquida como água.




Mas porque dois tipos de cola?

Elas vão ter funções diferentes de acordo com as suas características. A cola "grossa" evapora mais lentamente, então derrete mais o plástico e com isso fornece uma junção mais forte, além disso, permite que se cole superfícies maiores. Já a cola mais "fina", por evaporar mais depressa, derrete menos o plástico e por isso é indicada para peças muito pequenas que poderiam se deformar com o uso de uma cola mais forte.

Além destes dois tipos existem outros tipos de cola. Cola para estireno em forma de gel, mais forte ainda por evaporar mais lenmtamente, e as colas tipo superbonder. Tudo vai depender da experiência e adaptação de cada um.

Como alternativa barata para a cola mais fina pode-se se usar um líquido usado par dentistas para fazer moldes de acrílico. O JET. Lembre-se que para este uso voçê só precisa do líquido e não do pó que é vendido separadamente.





Dica: Se ao colar uma peça a cola se espalhar por onde não devia, resista a tentação de tirar o excesso passando o dedo ou alguma outra coisa. Ela já vai estar amolecendo o plástico e a chance de arruinar algum detalhe é grande. O melhor é na fazer nada e esperar que ele evapore, acredite os danos serão menores e mais fáceis de reparar. Se o excesso for muito grande tente remover apenas encostando-se à cola a ponta de um papel absorvente.


Dica 2 – Para iluminar a bancada eu uso aquelas lâmpadas eletrônicas, dão boa iluminação e não faz você se sentir como se estivesse numa sauna. Eu prefiro as amarelas (2700K) de 23 w.






Por enquanto é isso, espero que seja de alguma utilidade porque está dando um trabalho danado. Maneiro !!!!
quote:
Originalmente publicado por Marcello Pelliccione:
Augusto, excelente iniciativa! Também sugiro armazenar o mesmo "tutorial" para iniciantes em algum outro site, pois aqui não ficará fixo, e fatalmente vai desaparecer com o tempo.


Olhaí, Senhor Presidente.
Fala com o Ed para que fique armazenado no Site da APRJ, né?
Eu estou começando a aprender agora e ainda não montei nenhum kit. Pois estou querendo aprender um pouco antes de começar e fazer" caca". E justamente esses dias, bem quando vc começou esse topico, eu estava até pensando:- Pô! Eu nem sei por onde começa.. sei que a primeira coisa seria tirar as peças (agora já sei que vcs chamam de "arvore",rsrs) e será que tem um jeito especial para isso? É logico que eu sabia que se torcesse as peças elas sairiam, mas seria esse o jeito certo??? Será que depois não ficaria uma rebarba e não poderia??? Ou teria mesmo que ficar.. Sei que essas duvidas podem parecer tão bestas pra vcs que já estão na arte á tanto tempo( e a gente acaba ficando até com vergonha de perguntar..) E justamente aparece esse trabalho tão legal que vc, Augusto está fazendo e começa bem pela duvida que eu tinha( é logico que vão aparecer mais milhoes de duvidas, mas já vi que aqui vou conseguir matar todas, rsrs
Cara!! Vc está de parabens pela iniciativa pela utilidade que ela tem para nós iniciantes e que queremos fazer da forma mais correta. E parabens principalmente pela humildade de se dispor á gastar seu tempo e dedicação em passar adiante seu conhecimento da forma mais básica e clara possivel. Obrigado!!
Putz! Se eu não conseguir aprender como se faz, desse jeito aqui, então terei que desistir hahaha
Um grande abraço!!
Bom pelo que estou vendo a recepção foi boa Legal !!!, agradeço a todos pelas palavras de incentivo o que só aumenta a responsabilidade. Tomara que de conta do recado.

Antes de prosseguir com a montagem vou tocar numa dúvida por que passa todo mundo que inicia, pintar as peças antes ou depois de tirar da árvore?

Existe uma tendência natural de no início se preferir pintar as peças ainda na árvore, ela fornece um modo fácil de segurar a peça firme durante a pintura, eu mesmo no começo fazia assim e ainda tem pessoas que preferem este método.

No entanto com o tempo se percebe que este método tem algumas desvantagens. A mais óbvia, como já vimos é que depois de retirada da árvore a peça sempre precisa de um acabamento para acertar as rebarbas, além disto os encaixes nem sempre são precisos e precisam de ajustes, seja cortando a peça, seja preenchendo as frestas com produtos especiais que veremos mais a frente. As colas fusoras em geral atacam as tintas e este é mais um problema. Assim diante de tantos perigos Maneiro !!!! é mais seguro montar tudo primeiro, fazer os ajustes necessários e só depois iniciar a pintura. Neste ponto você deve estar coçando a cabeça e pensando como se pode pintar todo um modelo depois de montado? Claro que existem exceções, como interiores, mas no geral um modelo pode sim ser todo pintado depois de montado, é isso que vamos ver aqui.

A regra de ouro é: O que você não consegue pintar depois de montado, ninguém cosegue ver. Maneiro !!!!

Apenas como um exemplo inicial, coloco estas fotos de um Panzer III 1/72 mostrando como estava antes e depois de pintado.






Bom por hoje é isto, desculpem se não foi uma parte muito ilustrada, mas esta semana está difícil, e de qualquer forma era preciso abordar este tema.

Ps. Talvez este tópico esteja tomando um rumo um tanto diferente de um Gb convencional, se for assim não vejo problema em mudar o tópico para outra seção.

Ps2. Como é uma montagem voltada para iniciantes qualquer pergunta é pertinete. Coloquem suas dúvidas sem qualquer reserva, isto aqui é local para aprender (tanto quanto eu possa ensinar) e quem não pergunta não aprende.
Essa realmente é uma questão do tipo ovo e galinha. Maneiro !!!!
Já vi vários montadores prós com opiniões diferentes. Quando comecei a montar segui a dica do Augusto e comecei a montar tudo antes e depois pintar. Achei interessante esse ponto sobre cola e tinta não se darem bem, e comecei a fazer o mesmo. É muito mais fácil reparar um excesso de cola numa peça ainda não pintada do que numa pintada. Como eu disse quando comecei o Augusto me deu essa dica, e dando uma olhada nos livros do Alex Clark vi que ele também montava assim. Mas recentemente dando uma folheada no livro do Mig Jimenes, ele diz que não se deve montar a esteira antes de pintar. Então acho que cada um deve fazer o que achar mais confortável.

BTW, Augusto muito boa a iniciativa. Merece virar artigo com certeza.
Vamos retomar o projeto montando os rodeios.

Como este modelo permite vou colocando os rodeios sem nenhuma cola para verificar todos os ajustes



Com todas as peças no lugar vem a hora de usar a cola bem líquida que ajuda muito no processo. Aqui basta usar um pincel comum, nem é preciso limpar depois, este tipo de cola evapora muito rápido e não deixa qualquer resíduo nos pelos. Às vezes fica um pouco de plástico derretido grudado neles, mas ai é só mergulhar novamente na cola que tudo fica limpo novamente.





Com o pincel embebido em cola basta encostar nos pontos de contato da roda com o eixo que por capilaridade a cola vai se depositar nas reentrâncias formando uma soldagem limpa ainda que não muito resistente.



Aqui os rodeios já montados



Fazemos então uma verificação se tudo está certo, caso haja algum problema a fraca soldagem vai permitir que se desmonte as rodas sem muitos problemas. Primeiro verificamos o alinhamento com uma régua de alumínio



Para verificar se todas as rodas estão tocando igualmente o solo nada melhor que uma superfície de vidro que, aliás, é o que forra a minha bancada. É resistente, fácil de limpar e boa para apoiar coisas que se precisa cortar.





Terminada a suspensão traseira vamos dar uma olhada nos photoetch. Photoetch são pequenas placas metálicas esculpidas com eletro-corrosão que permitem uma grande fineza de detalhes em peças planas, principalmente quando se trata de grelhas e afins. Não são acessórios baratos (muitas vezes custam mais do que o modelo) e nem fáceis de se trabalhar.

Aqui a folha feita especialmente para este kit fabricada pela PART.



Separar as peças de photoetch das arvores é um trabalho que deve ser feito com muito cuidado principalmente quando são peças muito pequenas. Elas tendem a sair voando e somem. Minha forma preferida é passar um estilete cortando a ligação entre a peça e a arvore. Cuide de manter a peça sempre bem presa para evitar que saia voando por ai.



Depois de cortadas, as rebarbas que ficam podem ser removidas com uma lima bem fina. Lembrando sempre de usar a lima no sentido do comprimento da peça, pois elas são muito delgadas e amassam com muita facilidade.





Para que tenham volume peças de photoetch tem de ser dobradas, em geral a marca das dobras é indicada por uma linha serrilhada ou em baixo relevo. Veja aqui o novo painel de instrumentos.



Para dobraduras simples como esta podemos usar novamente a régua de alumínio usando o estilete como ferramenta de dobra.







Aqui uma prévia de como vai ficar o painel




Painéis de photoetch em geral são acompanhados por desenhos dos instrumentos feitos em acetato.



O acetato deve ser cortado, colado por trás do painel e ter sua parte de trás pintada com a cor de fundo dos instrumentos, mas isto veremos depois.

Aqui uma comparação inicial entre o painel de instrumentos original do modelo e o do set de photoetch.



Para dobraduras um pouco mais complexas existem ferramentas especiais, mas que custam os olhos da cara.

http://www.ares-server.com/Ares/Ares.asp?MerchantID=RET...ype=Product&ID=83682

Eu fiz a minha versão tabajara a partir de uma idéia inicial do Claude explicada aqui

http://www.webkits.com.br/news/templates/news.asp?articleid=239&zoneid=28

Mas ligeiramente melhorada.

Aqui dobrei uma caixa que fica abaixo do painel de instrumentos





Por enquanto é isso, tem mais fotos, mas agora cansei Legal !!!

Ps. Aqui tem um artigo meu de como se dobrar uma esteira em photoetch do mesmo fabricante, e que pode ser interessante para entender um pouco melhor este tipo de acessório, infelizmente está em inglês.


http://www.onthewayuk.com/reviews/PART/partPz4tracksrev.htm
Se todos tivessem o empenho que você está colocando nesse tópico, iria ser muito mais fácil para os iniciantes e também para os mais veteranos, pois sempre estamos aprendendo não importa o nível, sempre há informações novas.
Agora, só não pode deixar esse tópico morrer na limpesa depois. Tem que ir para a área de artigos em? Captou ???

P.S. Eu tenho esse set de PE, mas não tenho o kit. Tá difícil achar.
Continuando

Colei o fundo do painel de instrumentos na cabine, mas como é uma peça muito frágil coloquei um reforço de estireno pra dar mais firmeza.




Vamos então colar a caixinha que foi dobrada no painel que vai na cabine, para isso vamos usar uma outra cola.

A Tekbond é uma cola tipo Superbonder, mas de uso industrial. Como vantagens ela fornece uma colagem mais resistente, não cristaliza como as bonders normais, e pode ser encontrada em várias viscosidades. Neste caso vamos usar a mais fina que é líquida como água.



Existem varias formas de aplicar esta cola e vou apresentar a maneira mais simples que encontrei.

Primeiro pingo uma gota de cola numa superfície descartável, neste caso uma tampinha de batata em lata. A vantagem é que as bonder não grudam neste tipo de superfície e para tirar os resíduos basta uma pequena torcida na tampa que tudo se solta.



Para aplicar a cola não dá para usar um pincel, pois a cola vai endurecer as cerdas, então faço um pequeno laço usando uma agulha de acupuntura torcida com um alicate de bijuteria.



Colocando a ponta em forma de laço na cola o liquido vai formar uma pequena película ali, do mesmo modo que aqueles brinquedos de fazer bolinha de sabão. (será que isso ainda existe?).





Basta então transportar isso para o ponto de colagem. Tocando com o laço na peça o líquido, por ter baixa viscosidade, vai correr pela junta e dar uma colagem bem limpa.




Neste ponto soltei o casco do veículo da arvore, e é uma boa hora para mostra como tirar restos dos pontos de amarração.

Veja que aqui neste pára-lama ficamos com um ponto bem pronunciado



O primeiro passo é reduzir a protuberância usando uma lima. A lima é muito útil nestes casos, pois sendo rígida permite que se aplique o desbaste apenas no ponto protuberante se afetar as áreas adjacentes.

Para dar o acabamento eu uso esta lixa chamada Flexifile, nada mais é que uma tira de lixa presa a um garfo. Isso permite que ela se deforme acompanhando as superfícies curvas.




O resultado final é este.




Na próxima atualização vou dar uma parada para falar um pouco de ferramentas.
Caramba Augusto!

Ainda não tinha visto este tópico, simplesmente espetacular esta sua idéia de detalhar o passo a passo.

Parabéns pelo trabalho e pricipalmente pela paciência de fotografar e explicar tão bem cada etapa.

Muito legal mesmo Captou ???

PlastiAbraços
Nada além do merecido.

Acho um post como esse paradigmático.

Marca uma visão positiva, aberta sobre o hobby, e não a que muitos vimos, e que o trata quase como uma sociedade iniciática, fechada, cheia de toques e segredos...

Só quero ver é pintar esses rodeiros montados! Maneiro !!!! Maneiro !!!!
Aqui usando a lima e uma lixa macia para tarefas diferentes

A lima, como vimos, é muito boa para tirar partes protuberantes como esta marca de molde nas rodas





Já no caso dos farois, em que se pretende arredondar uma superfície e acertar o erro do molde, veja que a peça da esquerda esta com as metades ligeiramente deslocadas, usamos uma lixa macia que ajuda a conformar a peça.



quote:
Originalmente publicado por Paulo do Rio:
quote:
Originalmente publicado por Brettas:
Estou ajudando na montagem e quando falo pra ele que o meu jeito pode ser mais fácil ele me diz que gostou mais da forma que o Augusto fez.
É isso aí!
Brettas


Santo de casa não faz milagres! Maneiro !!!!


Paulo,
Você tem razão, mas o trabalho do Augusto está muito legal e o Tiago está gostando.
Vou deixar ele seguir e fazer do jeito que acha.
Um abraço,
Brettas
Oi Tiago

Que bom que você esteja acompanhando. Veja como eu faço, veja como o seu pai faz, e depois faça do seu jeito. Vai acabar ensinando para nos dois. Maneiro !!!!

Vamos agora colar o painel de acetato.

O primeiro passo é recortar o painel, para isso pode-se usar qualquer boa tesoura, eu uso esta daqui.




Na época que comprei esta, me custou o preço de um bom kit, mas valeu cada centavo. Hoje certamente se encontra por um preço bem mais em conta. O corte é absolutamente preciso e o fio, apesar dos muitos anos de uso, ainda está perfeito.

Para colar o acetato vamos usar a boa e velha cola branca.



Como a cola é um pouco grossa eu diluo misturando uma gota com um pincel molhado em água com detergente, para aumentar a fluidez.






Basta espalhar a mistura com o pincel, a vantagem da cola branca é que ela permite tempo para posicionar corretamente o painel e seca de forma transparente. Assim mesmo que algum borrão escape do controle será praticamente invisível.



Colocado o acetato uma gota de tinta branca no lado oposto conclui o serviço





O painel de instrumentos foi colado no painel do veículo usando Tekbond com a mesma técnica que já expliquei antes.

Quando fui desbastar o piso aonde vão os pedais dei uma bobeada e acabei atingindo partes do kit que não devia. Este é um dos problemas das limas, é preciso ter cuidado pois elas marcam o kit com muita facilidade.




Boa hora para falar de massa Putty. O putty é uma massa macia feita para corrigir pequenas falhas ou imperfeições no kit. Em contato com o ar ela endureça podendo então ser lixada. Devido a sua fórmula ela derrete ligeiramente o plástico de forma promover a aderência, por isso muito cuidado ao usar grandes quantidades, pois pode deformar o modelo.

Existem diversas marcas de putty importadas e nacionais. Eu costumo usar estas duas, se bem que ultimamente tenho preferido usar a da Humbrol, já que a da Tamiya tem me dado problemas, por derreter demais o plástico.




Para aplicar o putty pode-se usar vários tipos de ferramentas ou mesmo palitos de dente, eu uso esta espátula de manicura.




Sempre antes de usar eu descarto a parte do putty que fica logo na boca do tubo porque em geral ela está ressecada.






Tirada a primeira camada o putty esta novamente macio. E pode ser aplicado no modelo.








Agora é deixar secar. Mais para frente vamos ver como retirar o excesso.

Por hoje é isto.
Caraca, Augusto, só agora ví esse tópico. Humm.. O que..??

Duas observações:

1) Quem conseguir montar um kit 1/72 observando os cuidados que vc ressaltou, montará qualquer kit plástico sem sustos e com grande qualidade, afinal, um bom acabamento na montagem corresponde a metade do sucesso de um trabalho. Não adianta conhecer e aplicar várias técnicas de weathering, desgastes, scratching, malabarismo com bolinhas, e um monte de papagaiadas, se a montagem foi mal acabada. Captou ???

2) Pela quantidade de Photoetcheds desse kit, se vc aproveitar tudo que está alí, esse veículo ficará espetacular!!! Ta loco sô !!!!

Manda brasa aí, e espero que os inciantes e até os mais experimentados aprendam bastante com o seu tutorial.
Concordo !!!!
Concordo !!!!

São raros os modelistas que se dispõem a partilhar conhecimentos, demonstrando seus trabalhos e suas técnicas.
A maioria dos assim chamados Doutos sobem em seus tijolinhos de vaidade e apontam milhares de erros dos outros e não expõem seus imaculados traseiros às seringas das críticas aos seus ausentes trabalhos.

Atitudes como esta do Augusto deveriam ser repetidas por todos aqueles que tem um pouco mais de experiência para aumentar o nível do modelismo nacional, seja em quantidade, seja em qualidade...

Digo e repito, Augusto: não deixe este tópico ser tragado pelo Buraco Negro!!!

Transforme isto em um belo de um Artigo !!!!


O modelismo tupiniquim agradece !!!!

quote:
São raros os modelistas que se dispõem a partilhar conhecimentos, demonstrando seus trabalhos e suas técnicas.
A maioria dos assim chamados Doutos sobem em seus tijolinhos de vaidade e apontam milhares de erros dos outros e não expõem seus imaculados traseiros às seringas das críticas aos seus ausentes trabalhos.


Pois é seu Serra, aqui no Rio mesmo havia um grupo de "iniciados" que escondia seus pretensos conhecimentos a sete chaves, foi este um dos motivos de criarmos nossa associação.

Este hobby deve ser veículo de diversão e integração e não uma passarela para desfile de vaidades.

De certa forma este tópico foi inspirado no tempo e esforço que você tem dedicado a dividir sua experiência aqui.
Augusto,
voltando à questão das marcas de injeção do estireno, como você resolve quando as marcas estão em cima de superfícies que não lisas.

Um exemplo prático: arrisquei-me a montar uma ambulância e abaixo dos estribos laterais havia as marcas de injeção. Claro que elas só seriam vistas se alguém levantasse o veículo para ver embaixo, mas, como o estribo representa aquelas ranhuras anti-derrapantes, lixar e colocar putty iria destruir o alto relevo. Imagino também que uma sujada, tipo lama, poderia encobrir o problema.

Obrigado e abraço,
Geraldo Ribeiro
Enquanto estou aqui dobrando mais um dos photoetch e pensando nos próximos passos, vamos ver um pouco das ferramentas.

Nenhum iniciante deve se assustar com isso, o jogo básico de ferramentas com que se pode fazer praticamente tudo não custa caro nem é difícil de se conseguir.

Para começar estas são mais do que suficientes



Da lixa de bloco e dos estiletes já falei, além delas tem a velha lixa de unha de papel que é boa para lixar peças mais brutas e lixas de polimento de unha. Elas servem para acabamento da peça deixando a superfície bem lisa. Normalmente tem três gramaturas: desbaste, acabamento e polimento. Servem também para restaurar o brilho em peças transparentes e podem ser encontradas em qualquer casa de produtos de manicura.

Além dos estiletes que já mostrei existe também o bisturi cirúrgico que pode ser comprado em lojas que vendem produtos médicos.



A vantagen do bisturi é que as lâminas em geral são mais afiadas (cuidado redobrado com eles) além de terem uma grande variedade de formas, como esta em gancho, por exemplo, que é muito útil.

Além do jogo básico se pode gastar um pouco mais (na verdade um bocado mais) com um bom jogo de alicates e tesouras.



Da tesoura e do alicate de corte reto já falei, vamos ver os outros

Este aqui é ideal para pegar pequenas peças alem de dobrar arames e outros em formas circulares, é com ele que eu faço os pegadores de “bonder” que mostrei antes.



Estes aqui são os de ponta lisa, servem para fazer dobras retas em arames ou outras peças, vamos ver isso em uso daqui a pouco.



O de cabo azul é um alicate tesoura que serve para cortar chapas finas, mas como isso eu nunca vi por aqui vou deixar de fora. O meu é importado.

Bom, quem lida com peças pequenas como eu tem de ter um bom jogo de pinças. Evite as compradas em camelo ou similares, compre boas pinças em casa de fornitura pois elas são baratas, as minhas custaram 6 ou 7 reais cada.



Outra pinça boa de se ter para qualquer escala é a chamada pinça cruzada, ela é excelente para segurar peças quando se pinta ou cola e não se tem uma terceira mão. 





Finalmente vou mostrar estas duas ferramentas, ainda que nunca tenha visto por aqui, são importadas. Ambas são excelentes para segurar pequenas peças (vide os faróis mais atrás neste tópico), para isto basta colocar a peça que se quer segurar entre as pinças e deslizar o anel na direção da peça, ele força as pinças a se fecharem e prende a peça com firmeza.




Num próximo intervalo vamos falar das lixas de papel, que não podem faltar na bancada.
Parabéns Augusto.
Estou acompanhando seu tópico e realmente está muito bom.
Louvável sua atitude de explicar tudo bem detalhadamente e passo a passo.
Mesmo porque, para quem nunca montou, ficar vendo só técnicas de acabamento não ajuda muito, pois o básico fica de lado.
E, como já mencionado por outro colega, um bom kit começa com uma boa montagem, que é a base de tudo.
Diria que um serviço limpo é quase que 70% de um trabalho bem apresentado.
Confesso que até eu estou aprendendo alguma coisa, já que cada um de nós tem seus 'vícios' e 'maneiras' de montar.

Continue assim. Meus mais sinceros parabéns.
Gde abs.
Paulo.
Excelente a iniciativa e a descrição da montagem, abrangendo as diversas técnicas empregadas na confecção de um modelo.

Um ótimo tópico, que merece mesmo ser transformado em artigo, pois com certeza ajudará muita gente. Não sei onde o Augusto pretende publica-lo, mas sugiro que, além de transformar em artigo e disponibilizar na internet, que seja transformado também em um PDF, de forma a poder ser impresso por quem quiser. Aliás, isto me dá uma outra idéia, que vou amadurecer e depois abrirei um tópico para descreve-la. Maneiro !!!!

Parabéns ao Augusto pela iniciativa. Realmente, houve um período negro do hobby, onde os detentores do conhecimento guardavam para si o que sabiam. Hoje, com o advento da internet e a boa vontade daqueles que querem dividir seu conhecimento, ficou muito mais fácil para os iniciantes conhecerem técnicas básicas e mais avançadas, aplicando-as em seus modelos.

Bom, chega de poluir o tópico, cuja finalidade é outra. Mais uma vez, parabéns!

[ ]s

Sidney
Pessoal, mais uma vez obrigado pelas palavras de incentivo.

A coisa vai andar meio de lado por estes dias. No dia 12 minha mulher vai passar(como todo ano) 10 dias com os pais em sampa. Por isso estas semanas são dedicadas a ela.

Mas a partir do dia 12 vão ser 10 dias de comer todas as pizzas e sanduiches que eu conseguir aguentar, ver todos os filmes de guerra que estão empilhados por aqui, e, é claro, dar um bom adianto na montagem. Maneiro !!!!
quote:
10 dias de comer todas as pizzas e sanduiches que eu conseguir aguentar, ver todos os filmes de guerra que estão empilhados por aqui, e, é claro, dar um bom adianto na montagem.



ehehehehehehehehehhehe
10 dias sem a Dona Encrenca e plástico na cachola...

Desta vez, o artigo, o kit, o passo-a-passo e o escambau saem...

Acompanhando, Augusto !!!!
Voltando ao batente vamos ver como lixar o putty aplicado lá atrás.

A situação era esta



O primeiro passo e reduzir o putty usando uma lixa de papel 400 ( 400 é a granulação da lixa, quanto menor o número mais grossa é a lixa, quanto maior mai fina ela é).

Para evitar de atingir outras partes do modelo eu dobro a lixa de forma a reduzir a área de contato.





O resultado é este



Passamos então a fase de acabamento, e neste ponto vou usar uma lixa 600 com água. O lixamento com água permite um acabamento melhor, praticamente sem qualquer marca. Para isso é preciso uma lixa que seja resistente a água, conhecida com lixa d'água (wet and dry em inglês). Não tente usar uma lixa comum pois ela vai se desfazer assim que for molhada.





A idéia é retirar todo o excesso de putty deixando apenas a parte que preenche a marca.



Aqui o serviço acabado.



Dica: Lixe sempre com movimentos circulares e sem fazer muita pressão. Vá secando a parte lixada para ver o progresso e molhe novamente a lixa para continuar.

Neste caso eu usei umas lixas da Tamiya que são excelentes. Podem ser usadas tanto secas como molhadas, ainda que molhando ela diminua muito a vida útil.

Estas são as granulações mais utilizadas:



Mas é possível encontar lixas muito boas por aqui, prefira sempre as lixas d'água




Ps. Uma boa prática e marcar os pedaços de lixa usados, para se saber a granulação de cada um. Eu uso uma caneta de marcar CD que resiste a água.

Vamos ver agora uma outra forma de se aplicar o putty, neste caso será apenas uma demonstração já que a área afetada não será visível no modelo pronto.

O problema é preencher esta fenda.



Aplicar o putty na forma já vista não sria o ideal já que as áreas afetadas são de difícil acesso, então vamnos ver a forma alternativa.

A primeira coisa que precisamos e um vidro de Acetona, neste caso o bom e velho removedor de esmalte que se encontra em qualquer farmácia.



Colocamos então uma porção de putty e o removedor para serem misturados, para isso eu utilizo este pequeno prato de louça com divisões que se encontra em lojas de material para pintura/artesanato.



Usando um pincel vamos misturando o removedor e o putty aos poucos.



Até obter uma pasta bem líquida



Usando então o pincel aplicamos a mistura na fenda




Algumas observações sobre este método:

A mistura seca muito rápido, mas basta adicionar um pouco mais de removedor para recuperar a consistência ideal.

Ao secar esta mistura sofre bastante retração, em geral é preciso aplicar mais de uma demão. Espere secar a demão anterior para verificar se precisa aplicar outra.


Terminada a aplicação basta limpar o pincel com um pouco de removedor limpo



Um hábito que tenho é depois de usar alguma substância química com o pincel, lava-lo em água misturada com detergente de cozinha, ajuda a conservar os pelos.



Aqui a vantagem do pratinho de louça, é muito fácil de limpar.




Ps. Esqueci de tirar uma foto de tudo já aplicado, depois coloco aqui.
Olá Augusto,

Não poderia deixar de parabenizá-lo!!! Excelente!!!
Hoje, por coincidência, mexendo em meus cacarecos, encontrei um kit que comprei alguns anos atrás, fechadinho, embalagem intacta. Trata-se de um #75 Remington Arms T-Bird Stock Car. Ao abrir a caixa pensei: "Dio Santo, por onde começo?". Pois bem, aí surgiu Augusto e seu maravilhoso passo a passo.

Tenho comigo um pensamento que julgo ser muito acertado. A pessoa realmente sábia, fala pouco e escuta mais. Afinal, temos duas orelhas e apenas uma língua. Essa é a comprovação anatomo-evolutiva de minha tese!

Brincadeiras a parte, continuarei acompanhando atentamente seu trabalho.

Abraços
Sem palavras... Ta loco sô !!!!

O mais legal aqui não é só aprender como montar um kit, mas aprender a ter MÉTODO, LIMPEZA, e SEQUÊNCIA, eu mesmo estou acompanhando esse passo-a-passo como se fosse um bom livro.

Se juntar esse artigo com o do Panzerserra de wheatering e chipping, tá pronta a primeira enciclopédia tupiniquim de modelismo!

Algum editor por aí?
Olá... é o meu primeiro post neste fórum.

Mas já tenho lido muitos outros tópicos daqui sobre muitas coisas...

Li dois explendidos sobre duas caravelas... feitas em maderia... que fiquei maravilhado.

Montei apenas um kit a muitos anos atrás e vendo tudo que tem aqui... de repente está me dando uma vontade danada de comprar um e tentar.

Estou achando ótimo este tópico.

Vou acompanha-lo mais de perto.

Belissímo trabalho e melhor ainda a vontade em querer ajudar os iniciantes.

Abraços!
O mais legal aqui não é só aprender como montar um kit, mas aprender a ter MÉTODO, LIMPEZA, e SEQUÊNCIA, eu mesmo estou acompanhando esse passo-a-passo como se fosse um bom livro

Para falar a verdade minha montagem é bem menos organizada do que isso, mas como o objetivo e ser o mais didático possível, está indo assim. É a velha história: Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Maneiro !!!!

KPN

O objetivo aqui é mesmo dar uma ajuda a quem esta começando, ou recomeçando. Se for útil para alguém como você, então o objetivo está atingido.

Mais uma coisa, podem perguntar a vontade. Neste caso nenhuma pergunta, por mais banal que possa parecer, deve deixar de ser feita. Se você tem dúvida pode ter a certeza de que não está sozinho. PERGUNTE. Legal !!!
Finalmente de volta ao batente.

Agora vou mostrar como retirar a segunda forma de aplicação do putty. Com um cotonete molhado na mesma acetona usada para diluir o putty vamos esfregando o local e retirando o excesso.








Como esta parte serviu apenas para demonstrar a técnica já que não vai ficar nada visível, não me preocupei em fazer uma segunda aplicação para corrigir as pequenas falhas. Aqui dá para ver como era antes e depois.





Nota: Esta técnica exige paciência, só para ter uma idéia eu gastei isso de cotonetes para este pequeno pedaço.



Nota 2 : Estas fendas eram um pouco grandes e talvez fosse melhor diminuí-las um pouco antes de aplicar o putty diluído, mas acho que valeu como demonstração.

Esta parte que começa agora não é bem uma voltada para iniciantes, e nem mesmo essencial para o modelo. Serviu mais para minha diversão e para mostrar mais algumas ferramentas.

No sete de photoecth vem esta peça para colocar na ponta do eixo, mas sem nenhuma instrução de como fazê-lo e nem mesmo as peças para prendê-la no lugar. Então o remédio foi improvisar.




A primeira providência foi cortar as pontas do eixo. Para isso eu utilizei serras de photetch. São serras muito delgadas, da espessura de uma peça em photetch que permitem serrar uma peça com um mínimo de perda de material.

Aqui estão dois jogos diferentes que eu tenho.





O primeiro jogo (espessura maior e dentes maiores) se destina a cortar peças mais grossas, o segundo mais fino serve tanto para corte como para fazer linhas finas em baixo relevo, como se pode fazer em aviões.

Devido a baixa espessura elas são muito frágeis e devem ser manipuladas com cuidado, Qualquer esforço a mais pode empenar e arruinar a serra.

As formas estranhas são na verdade muito úteis permitindo que se corte ou risque pecas em posição difícil sem afetar as áreas no entorno.

Usei a serra mais fina para cortar as pontas do eixo que foram coladas nas rodas. A ponta do eixo foi então lixada para uma forma boleada.







A ponta cortada não foi bem medida e ficou curta para o que eu pretendia , então coloquei uma peça para prolongar e colei a peça de photoetch usando Tekbond a técnica já mostrada aqui.



Hora então de fazer os furos no eixo para prender as rodas. Para isso marquei a posição do furo usando uma canta pilot de ponta bem fina.




Para fazer os furos o ideal é uma broca helicoidal, e neste caso em particular uma broca beeeeem fina. Para se ter um exemplo da espessura das brocas usadas nesta escala temos esta foto. A broca gigante a direita tem (acredite) 2mm de diâmetro. A menor tem 0,2. A que vou usar tem 0,40mm. E é a segunda da direita para esquerda.



Para manipular este tipo de broca o ideal é uma furadeira manual (também chamada de porta brocas manual) Existem diversos modelos por ai, mas prefira sempre as mais leves e em que o mandril (peça que pega a broca) feche a zero. Isso significa que ele pega mesmo as brocas de menor diâmetro.
A que eu uso é esta






Estas brocas são muito frágeis e quebram com facilidade, o segredo é pressionar o mínimo possível mantendo a rotação. Se a broca ficar presa no plástico nunca tente puxá-la. Vá girando no sentindo inverso fazendo uma leve tração, e ela acaba saindo. Também é importante segurar o porta brocas da maneira correta.





É possível usar estas brocas numa furadeira elétrica, para isso é preciso um adaptador já que dificilmente estas furadeiras pegam brocas tão pequenas.





No entanto eu não recomendo usar a furadeira elétrica com brocas menores que 0,5mm já que aumenta muito a chance de ela se quebre.

Feitos os furos verifiquei que o eixo era muito fino para a peça que estava na roda e coloquei então uns espaçadores que depois foram também furados.



As rodas foram então presas no eixo usando um pedaço de alfinete cortado como pino.



Finalmente no set vinha uma barra de ligação entre as rodas que francamente não me pareceu nada convincente. Sets de photoetch são bons para representar superfícies planas, mas para peças com volume, principalmente de forma cilíndrica, elas não resolvem.



Então resolvi substituí-la por um fio de cobre.



A primeira coisa é fazer o fio ficar reto, e neste caso usei uma técnica muito simples explicada pelo Dr. Serra aqui mesmo faz tempo. É simples e funciona muito bem. Basta tracionar o fio de cobre, sem exagerar muito na força, que ele fica retificado. Para isso eu usos dois alicates. Pego uma ponta do fio com cada um e dou uma leve esticada.



O resultado



Quando o fio é muito fino existe uma outra forma de fazer isto, que eu vou explicar mais para frente.

Então cortei o fio no comprimento certo, dobrei as pontas, passei pelos furos das peças que estavam coladas nas rodas e.....

Temos um conjunto de rodas móveis.



Agora você, com razão, vai perguntar: Afinal para que serviu isso tudo se é um modelo estático? Bom, fora o fato de me divertir um bocado e de poder mostrar mais algumas ferramentas não serve para nada. Ó pra você.. !!! Maneiro !!!!

Até a próxima Legal !!!
Quanto à retifica de arames, vale a pena também mostrar aquela outra técnica que você mesmo mostrou um tempo atrás aqui com duas placas de vidro. Para arames de maior espessura acho que funciona melhor.
Sobre as serras de PE a mais fina é aquela da Hasegawa que você indicou na Luckymodels, ou aquela é a mais grossa? Fiz o pedido dela, mas já faz mais de um mês e ainda está em Available. Que saco !!!!
Marcos acho boa idéia, conte com meu voto.

Agora a montagem vai ser menos explicada já que estou apenas repetindo o que já foi mostrado. A idéia é acelerar para chegar na fase de pintura

O set de photoetch tinha um detalhes internos nos armários mas isso ia demandar uma enorme cirurgia no kit que foge ao escopo aqui, além disto eu pretendo colocar o modelo com o 88 no reboque e não fazia sentido abrir os armários.

Depois eu coloco umas fotos destes detalhes.

No momento ele está assim.



No
Prosseguindo a montagem vamos a mais algumas coisa que podem ser interessantes. Preferi substituir as alavancas de cambio do set de photoetch por outras feitas de fio de cobre. Para colar peças metálicas volto a usar a Tekbond, mas desta vez outro tipo.



A Tekbond 200 tem consistência de gel e é muito pratica para certos casos. Para aplicar basta encostar a peça na cola e depois posicioná-la. Como a cura é mais lenta dá tempo para pequenos acertos e a alta viscosidade mantém as peças pequenas no lugar facilitando muito o trabalho.









Vou aproveitar a cola para fazer também as bolinhas que ficam no topo da alavanca de cambio. Para isso uso uma agulha bem fina para pegar um pouco da cola e encosto na ponta do fio de cobre. A tensão interna do líquido faz com que assuma a forma esférica. Com um pouco de prática é bem fácil de fazer.











No set de photoetch vem uma peça para fazer uma alça que passa por trás dos bancos.




Mas este é o tipo de peça que não fica bom devido a forma chata ( o mesmo problema das alavancas de mudança) então o jeito é fazer outra com fio de cobre. O difícil aqui é acertar a dobra no comprimento exato. Como temos a peça já na medida vou utilizá-la com gabarito.

Coloco a peça numa superfície de madeira e com dois alfinetes marco o local da dobra.







Com os alfinetes no lugar mantenho o fio preso usando uma régua de alumínio e dobro as pontas com um estilete.



Depois é só cortar as pontas no tamanho desejado.

Esta técnica pode também ser útil para se fazer àqueles suportes de lona que tem nos caminhões. Permite que se faça todos com o mesmo tamanho e raio de curvatura.

Por hoje é isto

Ps. Se estiver ficando muito monótono, por favor, me avisem
Augusto,
Não sei o que dizer, a respeito da sua apresentação e detalhamento de cada etapa, quisera eu ter a paciência que você tem...
Com relação a montagem, sem comentário, principalmente nesta escala, pra mim a 1/35, já está complicando devido a vista, imagina 1/72 então... Maneiro !!!!
Parabéns...
Mais uma vez obrigado por todas as palavras gentis. Legal !!!

Estou terminando o interior

As grades da parte traseira foram substituídas pelos PE. A montagem destes PEs, da forma como vem, é muito trabalhosa e o resultado não é lá estas coisas, pelo menos com a minha capacidade de lidar com eles.

Resolvi também tirar o volante de PE e voltar com o volante original do kit. O de PE era fino demais e ficou meio estranho.






Aí Augusto

Tem um ditado que diz, "Quem sabe faz, quem não sabe ensina". Eu nunca acreditei muito nisso e voce vem mostrar que sabe fazer e sabe ensinar simplesmente porque é didático. Me passa a impressão que a mesma paciência que tem para montar e detalhar voce também tem para explicar e mostrar. Qualidade importante para nós que estamos aprendendo sem ver ao vivo.

Parabéns e continue assim,
Estou acompanhando atentamente,

"Divino Mestre" como diria um grande humorista.

Abs

Sérgio Martins
Fala Augusto!

Eu vi que vc usa um alicate(sprue cutter) de cabo laranja para cortar as pecas da arvore. Estou querendo comprar um parecido na Spruebrothers. O seu modelo é um desses modelos da Xuron?

Xuron 410A Ultraflush Cutting Shear


Xuron 420T Angled High Precision Shear
Esses dois modelos sao mais baratos que o da Tamyia mas nao tenho certeza se são os mais indicados. Voce poderia me indicar um modelo?

Muito Obrigado
Miguel
quote:
Seu gugu tá um perigo! Muito bom material didático, até para alguns modelistas mais experientes, não existe cachorro velho que não aprenda truque novo!

Parabéns Augusto!

Joker

[quote]


Faço as palavras do Joker as minhas
Augusto belo tutorial, Parabens....
Legal foram as ferramentas usadas...muito legal
+ uma vez parabéns.

[]s
Renato
Hora de lidar com as esteiras a parte mais chata de kits nesta escala. As soluções aqui podem não ser exatamente as mesmas para escalas maiores, então eu sugiro uma olhada nestes artigos.

http://www.webkits.com.br/news/templates/news.asp?articleid=81&zoneid=24

http://www.webkits.com.br/news/templates/news.asp?articleid=394&zoneid=14

As lagartas que vem no modelo, não são grande coisa e não vou utilizá-las, mas como este tipo de lagarta em forma de cinta é a solução preferida, principalmente por iniciantes, vamos ver como trabalhar com elas.



Para separar das árvores usamos o mesmo alicate de corte reto que foi mostrado aqui



Em geral este tipo de lagarta tem em geral pinos para servirem de trava (existem outros sistemas também)



O primeiro passo é passar os pinos pelos furos e inverter a posição da lagarat para que a parte interna fique virada para fora.



Assim podemos usar uma pinça para cabar de puxar os pinos para a posição correta.






Agora precisamos fixar a junta. Antes disso é recomendável retirar todos os materiais inflamáveis da bancada.



O negócio então é aquecer uma peça metálica de preferência que tenha uma superfície curva. Não é preciso aquecer muito.



Com a lagarta presa encostamos a parte curva nos pinos pressionando levemente. É importante a parte curva para garantir que o metal tocará apenas o pino sem atingir a lagarta.





Com a lagarta fechada é hora de mexer no modelo para poder ajustá-la da melhor forma. Em geral os dentes da roda tratora não encaixam na lagarat o que dá uma pe´ssima aparência. (a lagarta fica afastada da roda). Então o negócio aqui e retirar os dentes que ficarão em contato com ela.

Primeiro marco os dentes que serão retirados, observar fotos do veículo real é importantes nesta fase.



Usando mais uma vez o alicate de corte reto, retiro os dentes.



Neste caso, como em muitos outros, a esteira ficou tencionada demais.



O aspecto real deveria ser este



Existem várias formas de contornar este problema. Pode-se colara as esteiras nas rodas, ou usar pequenos calços para forçá-la para baixo. Mas neste caso eu faria isto com linhas.

Primeiro passa-se a linha por um elo da lagarta (claro que vai se usar uma linha com a cor mais parecida possível com a da lagarta, eu usei uma clara para dar contraste)



Passamos a linha por dentro das rodas



F azemos um nó em volta do eixo. Neste caso apenas tracionei a linha com os dedos já que não vou usar esta lagarta.





Colocando a linha em dois ou três pontos se consegue uma aparência bem realista.

Neste caso como a lagarta é um pouco curta a junta sofre alguma deformação. O segredo é deixar a junta na parte de baixo e usar um pouco de “lama” ou “sujeira”. Pode-se também encher a falha com cola branca. Depois de pintado vai aparecer muito pouca coisa.

Por estes problemas é que prefiro as esteiras injetadas, montadas em partes, conhecidas como Link and Length , o que significa elos e trechos contínuos. Vamos ver isso na próxima atualização.
quote:
Por estes problemas é que prefiro as esteiras injetadas, montadas em partes, conhecidas como Link and Length , o que significa elos e trechos contínuos. Vamos ver isso na próxima atualização.


Prezado Augusto,

Concordo 100% e já aboli definitivamente as lagartas e tb as rodas em vinil. Além da questão do aspecto que vc mencionou, tenho receio de como esse material irá se comportar ao longo do tempo, já que existem casos onde ele "derreteu".

De qualquer maneira, a sua explicação sobre o uso das lagartas de vinil é preciosa.

Abraços,

Paulo Roberto
A alternativa para a lagarta de borracha, neste caso, é um substituto em resina.




Lagartas de resina, principalmente nesta escala, são muito difíceis de trabalhar. Infelizmente neste caso não há como fugir deste trabalho, mas eu não recomendo para ninguém que não tenha bastante experiência com este material.

Como a resina não pode ser colada com as colas fusoras de estireno restam duas opções: Cola tipo bonder ou cola branca. A bonder funciona bem, mas deixa muito pouco tempo para posicionar corretamente as peças. Já a cola branca, que também funciona bem, demora muito para curar e dá uma junta mais frágil. Neste caso, em que o bom alinhamento é importante, eu preferi a cola branca.

Primeiro dei uma lixada nas rodas de forma a retirar qualquer diferença entre elas, é importante para que a lagarta, que é rígida, fique plana.




Testado o alinhamento começo a colar os links, um a um, começando pelas rodas tratoras ou tensoras.







Feitas as rodas vamos aos trechos longos.






As peças individuais são coladas uma ou duas por vez e então eu deixo a cola branca secar bem antes de passar para as próximas. Isto porque a cola demora muito a dar resistência, e posicionar os elos sem afetar os demais é muito difícil. Com isso toda esta última semana foi gasta apenas na montagem das lagartas, que ainda não estão completas.

Caso estas esteiras fossem de estireno o trabalho seria facilitado já que a cola própria tem todas as vantagens. Dá tempo para posicionamento das peças, seca rápido e forma uma junta bem resistente.
quote:
Originalmente publicado por Valter:
Lagarta de resina link by link
colada com cola branca

Jesus... Maria... José...

esse kit depois de pronto, nunca poderá
cair no chão, será uma tragédia

Augusto, pode depois de colado e posicionado
e seco, soldar com gotas de bonder????


Boa Pergunta, pois a soldagem com a cola branca fica muito frágil e com o tempo não pode soltar ????

Abraços Borelli
quote:
esse kit depois de pronto, nunca poderá
cair no chão, será uma tragédia


A cola branca usada é a mesma do início do tópico. A junta que ela proporciona é maleável mas não frágil. Neste sentido uma junta com superbonder, apesar de mais dura (e por isso mesmo), é mais frágil.

Lembrem-se que o vidro é muito mais duro que o plástico e no entanto quebra com muito mais facilidade.

Saindo da física e voltando ao modelo, eu passo sim um pouco de Tekbond 721, mas apenas nas juntas entre os elos de forma a dar mais rigidez no conjunto.(ainda vou mostrar isso)

Eu tenho alguns modelos de resina montados quase que só com cola branca e nunca tive problemas de soltar as peças,
Augusto,

Se me permite uma sugestão, em casos assim costumo usar silicone no lugar de cola branca.

Dá quase o mesmo resultado, também é relativamente fácil de tirar se houver problema e pode ser usada com materiais diferentes.

Apenas o posicionamento fica mais fácil por ter mais consistência, seca um pouco mais rápido e também permite alguma "flexibilidade".

PlastiAbraços
Quando eu uso estes tipos de materiais diferentes, eu faço uma colagem por etapas;

Eu estabilizo a colagem com bonder, mas não confio na rigidez da bonder, pois é um ótimo adesivo de contato , mas com baixa resistência, como disse o Augusto.

Eu colo com bonder, para estabilizar as peças e, depois, "soldo" tudo com Araldite Hobby (10 minutos), pois o epóxi é muito resistente e apresenta uma certa flexibilidade, o que torna o trabalho perene e seguro.



Manipule o araldite em uma placa de plástico e, com um palito fininho, vá "costurando" as junções com mínimas porções de epoxi rápido....

É o melhor casamento entre os dois mundos das colas : a rápida e a resistente...

E isto serve para plástico, resina, metal, o caray !!!!
Rubens

O silicone me parece muito viscoso para um bom resultado, mas é uma sugestão.

Serra

Eu detesto mexer com araldite, e muito pegajosa e viscosa, difícil de esconder nesta escala. Vale lembrar a Tekbond oferece uma resistência bem maior que a bonder comum, já que é para uso industrial. Em par com a cola branca funciona muito bem.

Mas fica ai mais uma sugestão válida.

Como eu já disse tem vários caminhos para se obter o mesmo resultado.
Falta pouco agora para entrar na fase de pintura, mas antes falata acrescentar uns poucos detalhes.

O veículo real tem umas alças laterais para facilitar o acesso ao veículo mas no kit elas são representadas apenas por peças sólidas de plástico.





Vou substituir isso por alças feitas de fios de cobre. O primeiro passo é retirar as peças sólidas e fazer os furos para colocar as novas alças. Os furos foram feitos com a broca já mostrada anteriormente então não vou repetir esta parte.



Para fazer as alças cortei vários pedaços de fios de cobre esticado como já mostrei antes.



Para dobra as alças sempre do mesmo tamanho uso a seguinte técnica

Primeiro num alicate liso e cônico eu faço uma pequena marca com caneta pilot , na posição que tem largura que eu quero.



Coloco o fio de cobre no alicate seguindo a marca.



Então, segurando firme, dobro as pontas com os dedos.





Depois só encaixar nos furos feitos. Eu colei tudo com tekbond 721, que dá uma junta forte e sem marcas.





Claro que não é tão simples assim, as vezes as dobras não ficam perfeitas ou os furos não foram feitos igualmente espaçados, mas com um pouco de paciência e fazendo pequenos ajustes dá para se conseguir um bom resultado. Numa escala maior isso é muito mais fácil de fazer.

Vale também lembrar que, como para quase tudo nesse hobby, existe uma ferramenta específica para fazer estas alças. Quem sabe um dia compro uma.

http://www.ares-server.com/Ares/Ares.asp?MerchantID=RET...ype=Product&ID=83139

Tem também para fazer círculos, um dia, quem sabe, pego está também.


http://www.ares-server.com/Ares/Ares.asp?MerchantID=RET...ype=Product&ID=83374
quote:
Só o volante é que parece estar em outra escala, tá desarmonioso em relação ao resto.


Essas fotos muito próximas distorcem um pouco as proporções, o volante realmente é meio grosso mas não tanto quanto na foto e vai ficar ainda menos visível quando pintado de preto. De qualquer forma é melhor que o de photoetch que era apenas uma barra chata.
Faz tempo que não passo por aqui, está ficando muito bom mesmo. Agora fiquei com mais medo da esteira do meu Que saco !!!!
Mas fazer o que né, a que vem no kit é ridícula.
Augusto tá dando gosto ver essa montagem. continue postando. O meu devo reativar em breve, já que arrumei aquelas telinhas.
quote:
Originalmente publicado por Augusto:
quote:
Augusto, você poderia passar a borda desse volante de PE numa gota de teckbond, como fez com as alavancas.
Só uma sugestão.


Eu tentei isso, mas fica irregular e o efeito é mais desagradável a vista do que o volante do modelo.


Seu Gugu, o senhor pintou esse volante com a C.A. ao redor? Talvez depois de receber uma tinta ficasse melhor, já que daria uma dimensão ao volante, já que a C.A. é transparente.
Últimos passos antes de entrar na pintura.

Tinha deixado os olhais que suportam o para brisa do kit original mas eram absurdamente grossos, troquei pelo de PE, ficou bem melhor.

Antes



Depois



Coloquei as maçanetas nas tampas traseiras.



Aqui, só como curiosidade , uma experiência que estou fazendo para dar mais realismo a capota.

Vamos aos que espero sejam os detalhes finais da montagem.

A luz notek tinha um pino absurdamente grosso, Usei uma parte do próprio pino para fechar o buraco de dei acabamento com uma lixa. Depois substitui o resto do pino por um fio de cobre.








Fiz também as antenas nos para-lamas do mesmo modo que foram feitas as alavancas de mudança.





Espero ter tempo neste fim de semana para começar a falar de pintura.
Não é não, eu mesmo levei um bom tempo para descobrir o que é.

Trata-se de um farol de comboio. Ele projeta um facho de luz certa distância na frente do veículo. Assim o motorista mesmo no escuro consegue manter a distância de segurança sem precisar ligar os faróis, basta manter o facho sempre logo atrás do veículo a sua frente.
Augusto parabéns.
Tenho que confessar que entrei no forum com uma finalidade, montar meu compressor, para uso em madeiras, metal, desenhos e etc, mas depois desse tópico, como não me embreagar com essa cachaça.
Essa atitude só enriquece o Hobby, porque aumenta o leque de pessoas fascinadas querendo aprender e também divulgar, e com isso, maiores as chances de virerm novas lojas, produtos e consequentemente melhores preços.
Parabéns.
Desde já muito obrigado por este excelente tutorial. No entanto estou com algumas duvidas. Sendo eu um iniciado apenas utilizo pincel na pintura. Como voçê já colou todas as peças, pintando a pincel não irão ficar zonas de dificil acesso por pintar? Esse tipo de construção não serve só para quem pinta a aerografo?
Continuação de um excelente trabalho
Que bom que estejam apreciando o trabalho e peço mais uma vez desculpas pela falta de atualizações. Quase sempre eu faço esta montagem aproveitando as manhãs de sábado onde a luz ajuda nas fotos. Infelizmente tenho trabalhado quase todos os sábados e isto esta me deixando sem tempo.

A pintura eu vou fazer basicamente usando aerógrafo mas vários detalhes vão ser pintados com pincel. Sei que tem muita gente que só usa pincel e pensei mesmo em fazer este modelo usando apenas o pincel, mas como faz muito tempo que não faço isso não sei se ia ficar bom. Além disso aerógrafo é um passo quase que obrigatório para quem quer evoluir na qualidade dos modelos. Ainda assim como alguns detalhes vão ser feitos com pincel acho que vai dar para ter uma idéia de como fazer.

Aproveitando vou colocar um texto que já estava pronto.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Bom esta parte será apenas teórica já que vou falar de alguns conceitos. Não tinha certeza se devia passar por este estágio, mas como estou sem tempo para fotos lá vai.

Desde que eu me lembro tenho ouvido que antes da pintura de deve dar uma lavada no modelo, de preferência com água e sabão neutro. O objetivo é livrar o plástico de agentes desmoldantes e outras impurezas que possam interferir com a adesão da tinta. O fato é que eu nunca lavei um kit na vida e mesmo usando tintas acrílicas, que são conhecidas pela baixa capacidade de aderência, nunca tive qualquer problema.

Neste caso meu conselho é: Lave o modelo, prudência e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém como já dizia minha santa avozinha. No entanto muito cuidado para não perder pequenas peças que podem se soltar no banho, recomendo fazer isso numa bacia ou pelo menos numa pia com tampa.

Outra coisa muito falada é o primer, então vamos entender o que é isso e para que serve. O primer é basicamente um promotor de adesão, ele permite aumentar a aderência de uma tinta a uma determinada superfície aumentando assim sua resistência.

No caso de pintura com tintas automotivas, que não aderem bem ao plástico o primer é fundamental, sem ele a pintura vai se soltar ao menor esforço. Não vou entrar em detalhes aqui, pois não é a minha praia e tem gente muito mais gabaritada aqui apara falar sobre isso.

No caso das tintas acrílicas o primer pode ser de alguma ajuda, mas dependendo da qualidade da tinta não é necessário.

No caso de tintas esmalte é totalmente dispensável.

No entanto usa-se o termo primer para descrever um outro processo que nada tem que ver com a adesão da trinta. Um efeito que se pode notar fazendo qualquer experiência é que tintas claras mostram muito mais os detalhes e, por conseguinte, os defeitos, do que tintas escuras. Então uma forma de se verificar com facilidade pequenos defeitos na montagem é dar uma primeira camada de tinta clara e fosca, ou semi-fosca, sobre o modelo, em geral um cinza claro. Isso vai ajudar a identificar pequenos defeitos principalmente se o plástico for escuro. Além disso, vai facilitar a cobertura quando se usar tintas como o amarelo e o branco que são de difícil aplicação sobre fundos escuros. Se esta tinta cinza for um primer real (promotor de adesão) melhor ainda. Deve-se apenas ter o cuidado de fazer uma camada bem fina para não encobrir pequenos detalhes do modelo sob as várias camadas de primer+tinta.

Ai vem a pergunta: Eu uso primer? Nunca.

Por que? Porque tenho uma preguiça danada, mas eu recomendo que se use. Maneiro !!!!
quote:
Ai vem a pergunta: Eu uso primer? Nunca.

Por que? Porque tenho uma preguiça danada, mas eu recomendo que se use.


É isso aí Augusto,
Também nunca usei e pelo mesmo motivo!
Costumo passar um cinza claro nas regiões onde quero ver se aconteceu algum problema. Como você explicou acima.
Aproveito aqui para lhe agradecer o apoio e a carona no domingo. Gostei muito de conhecer o pessoal da APRJ e espero revê-los em outubro.
Grande abraço,
Brettas
Finalmente de volta ao trabalho.

Descobri que durante este tempo parado um link da esteira sumiu, felizmente tinha feito um molde de silicone para esta eventualidade e fiz um link extra com JET.





Antes de começar a pintura é preciso isolar algumas áreas e para isso vou usar um produto conhecido como máscara líquida. Muitos já devem ter ouvido falar de Maskol, que é o produto importado mais conhecido fabricado pela Humbrol, no entanto existem similares nacionais bem mais em conta. Neste caso vou usar a máscara líquida da Corfix.



Estas máscaras líquidas são terríveis para os pinceis, se secar entre os pelos será uma luta para limpar depois. Um truque que aprendi aqui no fórum foi mergulhar o pincel em água com detergente antes de colocar no líquido da máscara. Isto evita que ele grude nos pelos.



Aqui uma pequena demonstração de como funciona.

Pegue o líquido com o pincel.



Espalhe uma camada generosa no local que pretende proteger.




Quando ele perder a coloração já estará seco, o que acontece em alguns minutos. Quando o serviço estiver pronto é só levantar uma das bordas e puxar.






Cuidado porque estas máscaras são frágeis, depois de aplicada sempre tome cuidado para não esbarrar nelas.

Usando a máscara protegemos o vidro e os instrumentos antes de iniciar a pintura.






Vamos então a pintura utilizando o aerógrafo. Neste caso vou usar tinta acrílica da Tamiya que considero a melhor tinta específica para o Hobby. Muito fácil de trabalhar e permite pequenos retoques sem deixara qualquer marca. Ideal para iniciantes.



O primeiro passo para uma boa pintura é usar corretamente a tinta, e a primeira coisa a fazer é misturar bem o conteúdo do pote. Repita este mantra: Misturar, misturar, misturar. E quando estiver cansado misture mais um pouco. Antes de usar a tinta todo o pigmento, aquela coisa mais grossa que fica no fundo do vidro, deve estar totalmente dissolvido. Nenhum sinal dele deve aparecer quando você tira o misturador do pote.

Como eu disse, misture.



Até que a coisa saia assim.



Agora passamos ao solvente, neste caso álcool isopropílico, que pode ser encontrado em lojas que vendem produtos químicos ou eletrônicos, é usado para limpeza de contatos elétricos. Existe um diluente próprio da Tamiya para estas tintas, mas a diferença de resultado não compensa o gasto extra.

Primeiro coloco o diluente no copo do aerógrafo




Depois vou acrescentando a tintas aos poucos sempre mexendo bem.



Até atingir uma consistência bem líquida quase como água. Ou, como alguns gostam de falar, como leite.


Obs. Se o seu aerógrafo não permite destacar o copinho como o meu, faça a mistura em um outro pote e depois coloque no aerógrafo.

Com uma tinta assim bem diluída vou usar uma pressão baixa, pouco menos de 15 lbs. Ajuste a pressão sempre com o gatilho do aerógrafo pressionado, ou seja, soltando ar. (lógico que antes de por a tinta)


Antes de usar a mistura no kit é sempre bom fazer um teste sobre alguma sucata para ver se não deu nenhum problema na diluição.

Então começamos a pintura. A dica aqui é manter o aerógrafo sempre em movimento, eu fico o tempo todo fazendo pequenos círculos, isso evita o acúmulo de tinta em um só lugar e os incômodos escorrimentos. No começo este movimento contínuo pode parece um pouco difícil, mas com o tempo você automatiza este procedimento e vai começar a fazer mesmo sem perceber.

Com a tinta assim diluída o cobrimento vai ser lento, não tenha pressa. Vá mudando a ponto de aplicação de forma a distribuir igualmente a tinta sem tentar cobrir uma única área de uma só vez.







Como se pode ver tintas acrílicas não aderem bem as partes de metal, então vamos suspender a pintura por enquanto para tratar estas aéreas antes de atingir a cobertura final.

Hora de limpar o aerógrafo, uma das tarefas mais chatas porém muito importante para quem usa esta ferramenta.

Depois de tirar todo a tinta do copo eu encho com o solvente e misturo com um pincel grosso para dissolver tudo o que já estiver meio seco ali..





Com o copo ainda cheio recue a agulha de forma a deixar o bico do aerógrafo totalmente livre, isto vai facilitar a saída de pequenos pedaços de tinta eventualmente já secos. Só então pressione o gatilho.



Depois de uma ou duas borrifadas recoloco a agulha no lugar e continuo a operação de limpeza. Repita o procedimento até que o solvente saia totalmente limpo. Controlo isso usando um pedaço de papel absorvente na frente do jato.


Algumas pessoas recomendam um procedimento chamado retrolavagem. Eu não faço isso nem recomendo fazer, mas como em quase tudo no hobby é uma questão de opção pessoal.

Continua....
Caro Augusto,

Uma dica que eu vi num folder de um fabricante de tintas, é que, quando voçê põe o solvente no copo do aerógrafo para dissolver o que ficou (sempre com pincél de cerdas macias), o importante é jogar o conteúdo do mesmo fora, sem borrifá-lo nem que tenha que fazê-lo mais de uma vez. E só quando estiver bem limpo, aí sim enchê-lo com o solvente e seguir o procedimento borrifando quantas vezes for necessário até que o líqüido saia limpo.
Segundo eles esse procedimento, apesar de cansativo asegura vida longa ao aerógrafo e seus componetes pois reduzem ao máximo a posibilidade de um corpo sólido passar pelo sistema o que pode causar o entupimento e o desgaste da agulha.
Já quanto a retro-lavagem eles à aconselham só se o solvente em questão tiver qualidades lubrificantes.
quote:
o importante é jogar o conteúdo do mesmo fora, sem borrifá-lo nem que tenha que fazê-lo mais de uma vez


Ruba

Acho que este é mesmo o procedimento correto, mas existem 3 motivos para eu não fazer assim.

1- Se você mexer bem a tinta e usar bem diluída a chance de ficar algum resíduo sólido no copo é mínima.

2- O Meu aerógrafo em particular retém aos resíduos no fundo do próprio copo.

Veja a foto:



3- Para esvaziar sempre o copo teria de ter um recipiente para receber o solvente, e seria mais uma tranqueira na minha bancada.

Dito isto acho que a sua observação é muito válida e recomendo que se faça assim como você descreveu.
Para facilitar a adesão da tinta acrílica sobre as partes em metal vou usar um primer para metais da Corfix. Ele pode ser encontrado em várias cores e eu recomendo uma cor neutra como o cinza o que vai interferir menos com a tinta de cobertura. Comprei este vermelhão nem sei porque, mas como é o que está à mão vai este mesmo.




O primer é bastante grosso e deve ser diluído com água para ficar mais fácil de aplicar usando um pincel.





Agora é deixar secar e prosseguir com a pintura.

Incluir Resposta

Curtidas (1)
Wolf
×
×
×
×