Apesar de toda animação, o velho "Tora, Tora, Tora" continua ganhando de goleada. A turma na Model Warships e na SteelNavy caiu de porrada nesse filme. Tirando alguns exageros, eles tem razão. Por exemplo, assim como no "Pearl Harbor", a velocidade dos aviões é irreal. Zeros e Dauntless voando como F-18s!

De qualquer maneira, a turma dos videogames vai gostar.

Original Post

Paulo,

Já começa mal quando vc lê nos créditos que o diretor é o mesmo de "Independence Day".

Olha, por nada não, mas sou aficionado nessa batalha. Tenho vários livros sobre ela. Inclusive "The Shattered Sword", que abarca o lado japonês mais profundamente e com muito mais material histórico a apoiá-lo, revisando alguns conceitos e "lendas" formadas ao longo de décadas em que o único livro japonês sobre a batalha era "Midway", do Cmte Mitsuo Fuchida.

Um dos erros de cara que notei foi o mergulho dos Dauntless em que se desviam de aviões sendo abatidos. Se estiver correto - suponho que seja o Lt. Richard "Dick" Best - nada mais errado. Apesar de apenas três aparelhos (Best e seus dois alas) terem atacado o Akagi, enquanto todo os demais 28 Dauntless do Enterprise, por um erro de comando do Cdr Clarence W MacClusky (recentemente promovido a comandante do Grupo Aéreo e inexperiente em bombardeios de mergulho, pois originário da caça), eles o fizeram sem oposição de Zeros e com parca resposta da defesa AAe.

Outro blockbuster à la Pearl Harbour.

Mas, tirando contadores de rebites e historiadores amadores, como eu, o público atual nem sabe muito da História por trás da batalha. Menos ainda se interessa.

Valerá pela diversão tipo videogame. 

Paulo, lamento...

Depois de Das Boot, Stalingrado (1993), Tora, Tora, Tora, Os Nus e os Mortos, Thin Red Line e Cruz de Ferro, que criaram um padrão para contar coisas de/sobre homens e combate bélico, os filmes sobre guerra nunca mais foram os mesmos.

Atualmente, são grandes exposições de efeitos especiais, glorificação de incompetentes e histórias muito mal contadas...

Nem vou desfiar alguns dos filmes péssimos que tivemos nos últimos 40-50 anos pois teremos as polêmicas de sempre, mas é uma lista tão grande que, em parte, explica o porque do gênero ter caído no ostracismo.

Periodicamente é revivido, mais para preencher grades de programação de operadoras de canais fechados do que pela qualidade cinematográfica.

Grande abraço.

Guilherme (AMME) posted:

Eu vi esse trailer, Paulo!

Nem acreditei!

A temática da II Guerra está voltando!

E não é só esse aí não!

Para nossa alegria (sem alusão à música), há um outro lançamento para este ano com a mesma temática: DAUNTLESS

segue o trailer:

 

Grande abraço!

Guilherme.

Pareceu mais coerente. Vou pesquisar a respeito depois.

O mesmo sucedeu com o gênero western.

Rastros de Ódio, Shane, Rio Vermelho, Vera Cruz, Rio Bravo, Os imperdoáveis, 3:10 to Yuma e o espetacular Matar ou Morrer foram criadores de padrões que a indústria cinematográfica teve enorme dificuldade em tentar seguir.

Tentou, pelas refilmagens marginais e temas polêmicos, ganhar espaço mas o que conseguiu foi enterrar mais o gênero.

E falo isso com muita pena pois sou fã do gênero.

Lucianocf posted:

Mas, tirando contadores de rebites e historiadores amadores, como eu, o público atual nem sabe muito da História por trás da batalha. Menos ainda se interessa.

Valerá pela diversão tipo videogame. 

Oi Luciano,

Verdade verdadeira! Essa turma de Hollywood não tem Lei Rouanet e nem a possibilidade de repartir os prejuízos com o contribuinte, como acontece em um grande e belo país da América Latrina. Sendo assim, o filme tem que dar lucro, nem que para isso vc sacrifique a verdade histórica. Por exemplo, em Top Gun os Migs faziam rir aqueles com algum conhecimento de aviação. Só que esses não encheriam nem uma fila do cinema. A maioria estava lá pela ação, pela música, pelos artistas, pelo romance ou outra coisa qualquer. A massa não foi lá admirar operações a aviação embarcada em um CVN. E aquele monte de garotas no cinema estava lá para ver homens bonitos, suados e ligeiramente vestidos.

Essas coisas é que amenizam as minhas críticas. Não adianta um filme certinho que não dê lucro. Para saber mais sobre temas assim o caminho são os livros, como o que vc mencionou. Hollywood fica para a diversão, só isso.

[  ]s

Meu caro Artemius,

Acredito que Hollywood vem refletindo a sociedade em si, que também mudou bastante (não sei se para melhor). Ainda tem gente por lá fazendo coisa boa, mas certamente, como vc mencionou, não na quantidade que havia no passado.

Por falar em western, meu falecido pai era fã do gênero, tanto em filmes como em livros, e acabei seguindo seus passos.

Falando em filmes de guerra, aqui vai uma cena inesquecível. Sem tiros.

 

[  ]s

paulors posted:

Apesar de toda animação, o velho "Tora, Tora, Tora" continua ganhando de goleada. A turma na Model Warships e na SteelNavy caiu de porrada nesse filme. Tirando alguns exageros, eles tem razão. Por exemplo, assim como no "Pearl Harbor", a velocidade dos aviões é irreal. Zeros e Dauntless voando como F-18s!

De qualquer maneira, a turma dos videogames vai gostar.

"Tora Tora Tora" é acima de tudo um EXCELENTE documentário que também consegue ser um EXCELENTE FILME!!!!  reune o preciosismo histórico com uma narrativa que agrada aos "mais antigos"...

 

já hoje, é evidente que as novas gerações vão preferir Zeros e Wildcats voando como Tie Fighters e X-wings no hiper espaço!

 

mas enfim, é um filme para as massas (i.e. público americano que começa a conviver com a realidade de uma nova "guerra fria" em meio às tensões com China e Russia!) e certamente vai fazer sucesso.

 

É aguardar para conferir.

 

Já Pearl harbor.....  ali FORÇARAM FEIO com aquele papo de pilotos de caça terem sido alocados para voar os bombardeiros do histórico reide contra Toquio!!!

Lucianocf posted:

Paulo,

Já começa mal quando vc lê nos créditos que o diretor é o mesmo de "Independence Day".

Olha, por nada não, mas sou aficionado nessa batalha. Tenho vários livros sobre ela. Inclusive "The Shattered Sword", que abarca o lado japonês mais profundamente e com muito mais material histórico a apoiá-lo, revisando alguns conceitos e "lendas" formadas ao longo de décadas em que o único livro japonês sobre a batalha era "Midway", do Cmte Mitsuo Fuchida.

Um dos erros de cara que notei foi o mergulho dos Dauntless em que se desviam de aviões sendo abatidos. Se estiver correto - suponho que seja o Lt. Richard "Dick" Best - nada mais errado. Apesar de apenas três aparelhos (Best e seus dois alas) terem atacado o Akagi, enquanto todo os demais 28 Dauntless do Enterprise, por um erro de comando do Cdr Clarence W MacClusky (recentemente promovido a comandante do Grupo Aéreo e inexperiente em bombardeios de mergulho, pois originário da caça), eles o fizeram sem oposição de Zeros e com parca resposta da defesa AAe.

Outro blockbuster à la Pearl Harbour.

Mas, tirando contadores de rebites e historiadores amadores, como eu, o público atual nem sabe muito da História por trás da batalha. Menos ainda se interessa.

Valerá pela diversão tipo videogame. 

Sem falar na idade dos atores interpretando os personagens. Um combatente na Segunda Guerra tinha em média 18 a 20 anos. Um oficial superior, 25 a 30 ou até menos. Um general ou almirante, uns 40 a 50 talvez (se russo, menos ainda)? Enfim, ainda aguardo um filme que  represente isso corretamente. E , sim, me incomodam bastante esses exageros da computação gráfica.

Abs, Ivan

Prezados,

Vejam essa foto do pequeno Shoho sob ataque da viação embarcada da US Navy na batalha do Mar de Coral. Foi o primeiro porta-aviões japonês afundado na Segunda Guerra. Reparem no vazio ao redor do navio e dos aviões. Essa é a realidade. Só que algo assim é chato, sem graça e não enche cinema.

under attack 1

under attack 1 cópia

Lembro de um comentário que li sobre as filmagens do clássico "A Batalha da Inglaterra". Depois de filmarem vários combates entre Spitfires, Hurricanes, Heinkels, Dorniers e Messerschmitts, o diretor achou tudo sem graça, sem emoção. Aí resolveram refilmar tudo incluindo nuvens no céu. Ficou outra coisa, muito melhor.

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Ivan P posted:
Lucianocf posted:

Paulo,

Já começa mal quando vc lê nos créditos que o diretor é o mesmo de "Independence Day".

Olha, por nada não, mas sou aficionado nessa batalha. Tenho vários livros sobre ela. Inclusive "The Shattered Sword", que abarca o lado japonês mais profundamente e com muito mais material histórico a apoiá-lo, revisando alguns conceitos e "lendas" formadas ao longo de décadas em que o único livro japonês sobre a batalha era "Midway", do Cmte Mitsuo Fuchida.

Um dos erros de cara que notei foi o mergulho dos Dauntless em que se desviam de aviões sendo abatidos. Se estiver correto - suponho que seja o Lt. Richard "Dick" Best - nada mais errado. Apesar de apenas três aparelhos (Best e seus dois alas) terem atacado o Akagi, enquanto todo os demais 28 Dauntless do Enterprise, por um erro de comando do Cdr Clarence W MacClusky (recentemente promovido a comandante do Grupo Aéreo e inexperiente em bombardeios de mergulho, pois originário da caça), eles o fizeram sem oposição de Zeros e com parca resposta da defesa AAe.

Outro blockbuster à la Pearl Harbour.

Mas, tirando contadores de rebites e historiadores amadores, como eu, o público atual nem sabe muito da História por trás da batalha. Menos ainda se interessa.

Valerá pela diversão tipo videogame. 

Sem falar na idade dos atores interpretando os personagens. Um combatente na Segunda Guerra tinha em média 18 a 20 anos. Um oficial superior, 25 a 30 ou até menos. Um general ou almirante, uns 40 a 50 talvez (se russo, menos ainda)? Enfim, ainda aguardo um filme que  represente isso corretamente. E , sim, me incomodam bastante esses exageros da computação gráfica.

Abs, Ivan

Ivan, se me permite uma intersecção, baseada nos mais de 30 anos que leio assiduamente sobre a batalha.

À época desta, basicamente a US Navy estava combatendo com pessoal de carreira. Havia pilotos mais novos, reservistas convocados, mas em geral eram militares que em sua maioria egressos da Academia Naval de Annapolis. A média de idade girava em torno de 22/26 anos, mais ou menos. 

Os principais comandantes de esquadrão ou grupo aéreo eram todos oficiais de carreira com média de 10 a 20 anos de serviço ativo. Clarence McCluscky (CAG do Enterprise), salvo falha grande de memória, tinha cerca de 15 anos. Dick Best contava 10 anos de serviço em Midway (tinha 32 anos), assim com John S. Tatch, criador da famosa "Tatch Wave". 

Já entre os oficiais superiores temos homens de idade superior a 50 anos (em média 55). Spruence tinha 56; Halsey, 58; Nimitz, 53 (superior deles ).

Estou lendo nesse momento "Crash of Carriers - The True Story of The Marianas Turkey Shoot of WWII", de Barret Tillman, e como muitos outros historiadores, há todo um capítulo reservado a fornecer informações sobre a biografia desses homens. Segundo recordo, todos os comandantes de Grupo-Tarefa de Porta-aviões da 5.ª Frota tinham idade entre 52 e 56 anos.

Isso tudo digo pois os autores que tenho livro sobre o assunto sempre fazem questão de detalhar as biografias dos combatentes.

Os alistados durante o conflito, recém entrados na vida adulta, muitos "largando" faculdade para combater, começaram a chegar à linha de frente a partir do final de 1942. No livro do Tillman, que acabei de citar, aí sim a média de idade caí muito, com pilotos recém egressos do longo treinamento com média entre 18 a 21 anos de idade.

Abraços,

 

Lucianocf posted:
Ivan P posted:
Lucianocf posted:

Paulo,

Já começa mal quando vc lê nos créditos que o diretor é o mesmo de "Independence Day".

Olha, por nada não, mas sou aficionado nessa batalha. Tenho vários livros sobre ela. Inclusive "The Shattered Sword", que abarca o lado japonês mais profundamente e com muito mais material histórico a apoiá-lo, revisando alguns conceitos e "lendas" formadas ao longo de décadas em que o único livro japonês sobre a batalha era "Midway", do Cmte Mitsuo Fuchida.

Um dos erros de cara que notei foi o mergulho dos Dauntless em que se desviam de aviões sendo abatidos. Se estiver correto - suponho que seja o Lt. Richard "Dick" Best - nada mais errado. Apesar de apenas três aparelhos (Best e seus dois alas) terem atacado o Akagi, enquanto todo os demais 28 Dauntless do Enterprise, por um erro de comando do Cdr Clarence W MacClusky (recentemente promovido a comandante do Grupo Aéreo e inexperiente em bombardeios de mergulho, pois originário da caça), eles o fizeram sem oposição de Zeros e com parca resposta da defesa AAe.

Outro blockbuster à la Pearl Harbour.

Mas, tirando contadores de rebites e historiadores amadores, como eu, o público atual nem sabe muito da História por trás da batalha. Menos ainda se interessa.

Valerá pela diversão tipo videogame. 

Sem falar na idade dos atores interpretando os personagens. Um combatente na Segunda Guerra tinha em média 18 a 20 anos. Um oficial superior, 25 a 30 ou até menos. Um general ou almirante, uns 40 a 50 talvez (se russo, menos ainda)? Enfim, ainda aguardo um filme que  represente isso corretamente. E , sim, me incomodam bastante esses exageros da computação gráfica.

Abs, Ivan

Ivan, se me permite uma intersecção, baseada nos mais de 30 anos que leio assiduamente sobre a batalha.

À época desta, basicamente a US Navy estava combatendo com pessoal de carreira. Havia pilotos mais novos, reservistas convocados, mas em geral eram militares que em sua maioria egressos da Academia Naval de Annapolis. A média de idade girava em torno de 22/26 anos, mais ou menos. 

Os principais comandantes de esquadrão ou grupo aéreo eram todos oficiais de carreira com média de 10 a 20 anos de serviço ativo. Clarence McCluscky (CAG do Enterprise), salvo falha grande de memória, tinha cerca de 15 anos. Dick Best contava 10 anos de serviço em Midway (tinha 32 anos), assim com John S. Tatch, criador da famosa "Tatch Wave". 

Já entre os oficiais superiores temos homens de idade superior a 50 anos (em média 55). Spruence tinha 56; Halsey, 58; Nimitz, 53 (superior deles ).

Estou lendo nesse momento "Crash of Carriers - The True Story of The Marianas Turkey Shoot of WWII", de Barret Tillman, e como muitos outros historiadores, há todo um capítulo reservado a fornecer informações sobre a biografia desses homens. Segundo recordo, todos os comandantes de Grupo-Tarefa de Porta-aviões da 5.ª Frota tinham idade entre 52 e 56 anos.

Isso tudo digo pois os autores que tenho livro sobre o assunto sempre fazem questão de detalhar as biografias dos combatentes.

Os alistados durante o conflito, recém entrados na vida adulta, muitos "largando" faculdade para combater, começaram a chegar à linha de frente a partir do final de 1942. No livro do Tillman, que acabei de citar, aí sim a média de idade caí muito, com pilotos recém egressos do longo treinamento com média entre 18 a 21 anos de idade.

Abraços,

 

Luciano,

Concordo com as suas observações e obrigado pelos esclarecimentos. O meu comentário foi um pouco mais genérico e não específico para o filme. Já vi muitos documentários sobre a Segunda Guerra, e continuo vendo, e o que sempre me chama a atenção é quão jovens a maioria desses combatentes, independente do posto, eram. Pelo menos, nos meus 58 anos, é como me parecem. Sem dúvida, uma geração que fez um imenso sacrifício e pelo qual merecem o nosso respeito. Quanto aos filmes, é apenas um detalhe que creio deveriam caprichar um pouco mais. Mas talvez seja o preço para se colocar um Tom Hanks ou outro grande ator no filme e assim torná-lo mais atraente para o público em geral.

Abs, Ivan

paulors posted:

Meu caro Artemius,

Acredito que Hollywood vem refletindo a sociedade em si, que também mudou bastante (não sei se para melhor). Ainda tem gente por lá fazendo coisa boa, mas certamente, como vc mencionou, não na quantidade que havia no passado.

Por falar em western, meu falecido pai era fã do gênero, tanto em filmes como em livros, e acabei seguindo seus passos.

Falando em filmes de guerra, aqui vai uma cena inesquecível. Sem tiros.

 

[  ]s

Rapaz, até eu me emocionei com a cena!

Pior que nunca tive oportunidade de assistir a esse clássico. Hora de corrigir isso.

 

Ivan P posted:
 

Luciano,

Concordo com as suas observações e obrigado pelos esclarecimentos. O meu comentário foi um pouco mais genérico e não específico para o filme. Já vi muitos documentários sobre a Segunda Guerra, e continuo vendo, e o que sempre me chama a atenção é quão jovens a maioria desses combatentes, independente do posto, eram. Pelo menos, nos meus 58 anos, é como me parecem. Sem dúvida, uma geração que fez um imenso sacrifício e pelo qual merecem o nosso respeito. Quanto aos filmes, é apenas um detalhe que creio deveriam caprichar um pouco mais. Mas talvez seja o preço para se colocar um Tom Hanks ou outro grande ator no filme e assim torná-lo mais atraente para o público em geral.

Abs, Ivan

Ivan, desculpe se pareceu que quis lhe dar uma aula de história.

É meu jeito chato de ser . Acho que já li e leio tanto sobre isso que não consigo refrear esse hábito de querer "mostrar como as coisas realmente foram".

Nunca me esquecerei que começou no dia em que, assistindo "As Minas do Rei Salomão" (ambientado na África), com Richard Chamberlain, notei que os alemães usavam não os fuzis Kar 98, mas Lee Enfield Mk III...

Foi o fim da minha inocência com filmes de guerra...

Abs,

Luciano

"Rastros de Ódio, Shane, Rio Vermelho, Vera Cruz, Rio Bravo, Os imperdoáveis, 3:10 to Yuma e o espetacular Matar ou Morrer " todos esses filmes foram dirigidos por grandes realizadores do passado que infelizmente já se foram (com a honrosa exceção de Clint Eastwood  de "Os Imperdoáveis ). Quanto a "Midway" dirigido por Roland Emmerich (que por sinal é alemão ) deve ser melhor do que o anterior feito em 1975 e que era uma colcha de retalhos com partes de vários filmes , inclusive "A batalha britânica " (de 1969 ) e "mergulhando para o inferno " produção japonesa de 1963 feita pela Toho com Toshiro Mifune como piloto de um Kawamishi N1K2 Shinden-kai e realizado por Inoshirô Honda , o mesmo diretor dos filmes do monstro Godzilla 

Olá LucianoCF, tudo bem?

Também sou um grande admirador da Batalha de Midway (minha preferida da WWII), até porque nasci em 4 de junho... , algo profético eu diria para quem acredita em vidas passadas!

Tenho alguns livros em português, tinha uns em inglês sem serem devidamente lidos como deveriam, mas não chego ao seu nível de conhecimento e profundidade, por isso gostaria de sugerir que a gente fizesse um novo tópico ou vamos por esse aqui mesmo, só com Midway e kits plásticos e/ou modelos die cast usados na batalha como tópico de estudos, caso você aceite minha ideia.

Por exemplo, eu tenho alguns aviões japoneses die cast 1/72 usados em Pearl Harbour, e que assumo que tenham sido usados também em Midway, mas não tenho certeza disso, logo, estão na coleção (vide foto abaixo deles na estante), porém sem certeza de que realmente representem as aeronaves japonesas usadas na batalha.

Bora fazer esse tópico???

Abs,

Sérgio Carvalho U-1

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Fotos (1)

Boa noite a todos,

Gostei do trailer. Vou assistir ao filme. Realmente não espero fidelidade histórica total. Mas espero uma história bem escrita e minimamente crível. E se este e outros filmes estimularem as pessoas a irem atrás de mais conhecimento, de entenderem melhor o que foi a batalha de Midway ou qualquer outra, já tá valendo. Isso me lembra o Corações de Ferro. O filme foi muito bem na minha opinião, extremamente realista, até no momento em que o Sherman foi atingido por aquela mina na encruzilhada. Aí a coisa desandou. Nesta linha poderíamos citar N filmes.

Em Hollywood a máxima que vale já foi discutida acima. Tem q dar lucro. E se pra dar lucro, tem que torcer a história, em frente. Quer fidelidade total? Leia o livro.

Abraço a todos. 

Sérgio U-Boat Man posted:

Olá LucianoCF, tudo bem?

Também sou um grande admirador da Batalha de Midway (minha preferida da WWII), até porque nasci em 4 de junho... , algo profético eu diria para quem acredita em vidas passadas!

Tenho alguns livros em português, tinha uns em inglês sem serem devidamente lidos como deveriam, mas não chego ao seu nível de conhecimento e profundidade, por isso gostaria de sugerir que a gente fizesse um novo tópico ou vamos por esse aqui mesmo, só com Midway e kits plásticos e/ou modelos die cast usados na batalha como tópico de estudos, caso você aceite minha ideia.

Por exemplo, eu tenho alguns aviões japoneses die cast 1/72 usados em Pearl Harbour, e que assumo que tenham sido usados também em Midway, mas não tenho certeza disso, logo, estão na coleção (vide foto abaixo deles na estante), porém sem certeza de que realmente representem as aeronaves japonesas usadas na batalha.

Bora fazer esse tópico???

Abs,

Sérgio Carvalho U-1

Oi, Sérgio, tudo bem?

Desculpe não responder antes.

Realmente é profético ter "Nascido em 4 de junho"  e ainda por cima ser apreciador de história militar.

(...)

"Tenho alguns livros em português, tinha uns em inglês sem serem devidamente lidos como deveriam, mas não chego ao seu nível de conhecimento e profundidade, por isso gostaria de sugerir que a gente fizesse um novo tópico ou vamos por esse aqui mesmo, só com Midway e kits plásticos e/ou modelos die cast usados na batalha como tópico de estudos, caso você aceite minha ideia."

(...)

Sim, vamos discutir a respeito, pode ser aqui ou em outro tópico. Porém, não acredito que seja tão profundo meu nível de conhecimento sobre a batalha. Gostaria de ter conseguido ler todos os livros a respeito, tenho muitos em formato digital, mas haja tempo para tanto...

Agora, meu interesse não se resume apenas a Midway (é a principal), mas sobre todas as batalhas aeronavais da 2.ª Guerra. Acho que ainda falta um livro realmente decente sobre Mar de Coral, tenho um mais "simples", os dois do Eric Hammel sobre Salomões Orientais (24/25 de agosto. 1942) e Santa Cruz (26 de outubro, 1942), e len(tamente)do Marianas (19/20 de junho, 1944), do Barret Tillman.

(...)

"Por exemplo, eu tenho alguns aviões japoneses die cast 1/72 usados em Pearl Harbour, e que assumo que tenham sido usados também em Midway, mas não tenho certeza disso..."

(...)

Pode ter certeza de que boa parte era datada de PH. O livro "Shattered Sword" dedica um capítulo para analisar a situação material da 1.ª Frota Móvel de Ataque, e a questão da reposição de perdas é abordada. Na verdade, os grupos aéreos de todos os PA japoneses estavam com complemente abaixo (Akagi e Kaga) ou no limite (Soryu e Hiryu) de sua capacidade de aparelhos embarcados, fato agravado pelas enormes perdas no Mar de Coral.

Abs,

Luciano

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StaffaFernando Manfio
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