Poderia ser, mas parte do material mostrado é americano e não alemão, e todos estão com o mesmo padrão.

Ainda assim o padrão alemão bate com as fotos, inclusive na existencia da linha preta separando as cores.

Pre-war, 1927-1937

Between 1927 and 19 July 1937, German tanks were painted in the Buntfarbenanstrich (colorful paint pattern). The pattern used three colors: RAL Nr. 17 Erdgelb-matt (matte earth yellow), RAL Nr. 18 Braun-matt (matte brown), and RAL Nr. 28 Grün-matt (matte green). The colors were sprayed onto the vehicle in the wavy pattern, with a different pattern for each vehicle. The borders were to be either feathered, or bordered by one to three centimeter wide stripes of RAL Nr. 5 Schwarz-matt (matte black).

 

pessoal embora  tenha material alemão  o EB na época  seguia a doutrina  francesa  e por isto eu opinaria que é o padrão  camuflado  francês com  a linha preta de separação de  cor  -   vou perguntar ao Adler  Homero  que   um dos melhores historiadores do período -- se não o melhor -- para  ver o que ele diz

CLEDSONSALES posted:

É impressão minha ou esse Ansaldo é camuflado?

Sim Cledson, foi o que eu citei, parece que não havia um esquema do Exército Brasileiro, então a cor que saia de fábrica, só recebia o brasão do EB e do regimento.

Como citou o Augusto:

"Os CV 33 parecem estar ainda com o padrão de camuflagem italiano, que seria um verde escuro com as manchas num marrom ferrugem."

Rogerio77 posted:
CLEDSONSALES posted:

É impressão minha ou esse Ansaldo é camuflado?

Sim Cledson, foi o que eu citei, parece que não havia um esquema do Exército Brasileiro, então a cor que saia de fábrica, só recebia o brasão do EB e do regimento.

Como citou o Augusto:

"Os CV 33 parecem estar ainda com o padrão de camuflagem italiano, que seria um verde escuro com as manchas num marrom ferrugem."

Pensei uma coisa e escrevi outra, na verdade era o contrário, o veículo marrom ferrugem com as manchas verdes.

Só para completar a informação dos Thornycroft: foram 12 viaturas recebidas em 1938 para levar no dorso as peças de artilharia Saint-Chamond.

 

Dos Henschel foram recebidas 5 unidades para rebocar os Schneider 155mm do 1º Grupo de Obuses.

 

Quanto ao Kfz.15, pode ser a viatura que foi embarcada no vapor "Cuiabá" em 1939 e ficou retida junto ao navio por um tempo no Canal da Mancha

Sobre os Krupp 1 1/4 não vi nenhum registro de recebimento no EB, o mesmo para os transportes de munição e os carros comando.  O que está confirmado foram os 88, Kfz 7 e pelo menos dois reboques comando, sendo que um foi para Fernando de Noronha e outro ficou aqui no Rio e ainda deve existir pois foi adaptado em carroceria de Mercedes.

As pinturas tem tudo a ver com a alemã e foram aplicadas em fábrica, mais tarde foram repintados com "verde EB" uma tinta esmalte importada para não pegar mal com os verdadeiros aliados. Um detalhe, o EB não tinha verba para pinturas sofisticadas portanto só comprava esse verde. 

Quanto aos Thornycroft, é um assunto polêmico pois também vi os documentos de chegada mas não aparecem os modelos. Os das fotos lembram mais marcas francesas inclusive pelos para choques, estou pesquisando e depois informo. O mesmo sobre os Henschel. que tinham a carroceria curta. 

O cara de branco certamente é o Gen Dutra.

Interessante os 88 rebocados por Chevrolets já que os Kfz ficaram em Natal e Fernando de Noronha.

Abraço

João

JEP Annoni posted:

Observem que estes aqui tem duas metralhadoras.

E este aqui tem só uma!

Alguem tem mais imagens destes dois carros.

[]s

JEP

Eu acho que é o ângulo da foto.

Na foto inferior o brilho do paralama esquerdo é paralelo, mas o "capô" não é paralelo ao paralama - ele desce em ângulo.

Eu acredito que o brilho paralelo é do cano da metralhadora, que pelo ângulo da foto ficou coincidente com o paralama... o que acham?

João Henrique posted:

Não podemos esquecer que um dos carregamentos foi apreendido pela Marinha Britânica sendo a carga devolvida para o porto de envio, neste caso Portugal.

Pena que o documento não está legível pois poderia ser melhor identificado pela data e equipamento.

Abraço

João

Sei que em 1939/1940 foram DOIS os carregamentos de armas que os ingleses apreenderam a caminho do Brasil, e ambos foram liberados a pedido dos americanos.

 

após o segundo carregamento ter sido apreendido, ficou decidido que não seriam enviados mais carregamentos para o Brasil, ficando o material estocado aguardando condições de ser enviado para cá.

 

 

Rogerio77 posted:
Anderson Salafia posted:

após o segundo carregamento ter sido apreendido, ficou decidido que não seriam enviados mais carregamentos para o Brasil, ficando o material estocado aguardando condições de ser enviado para cá.

Mas, depois de ter condições, não vieram, certo ?

Acho que nunca vieram... até porque logo depois azedaram as coisas na relação Brasil-Alemanha e os USA (após 7 de dezembro de 1941) passaram a ser os fornecedores de armamentos.

A história é a seguinte: os contratos de compras para 1080 peças de artilharia diversas, assim como sobressalentes e munição, com as fábricas alemãs previam entregas até 1943 mas com o início da guerra (que a bem da verdade, pegou a indústria bélica alemã de surpresa pois o planejamento era exatamente para um provável conflito somente após 1942) assim, todos os contratos foram modificados inclusive pelo fato de serem pagos com valores de bonus fornecidos pelos próprios alemães. Exemplo concreto são os 324 Krupp L34 7,5cm adquiridos do qual foram entregues apenas 64 depois de setembro de 1939 (e perigou de nem poderem ser usados pois o último carregamento a bordo do vapor Siqueira Campos, apreendido em Lisboa pela marinha britânica em novembro de 1940 tinha ferramentas, colimadores e culatras não só para os 7,5 como para os 28 Flak 88 L56 que só chegaram no verão de 1941, via Lisboa e Nova Iorque depois de uma longa negociação envolvendo os americanos) o restante foi absorvido pela Wehrmacht.  

rioartykrupp75mmpicture

MuarNas fotos acima, a primeira de canhões Krupp hipomóveis do EB e a segunda de um muar turco com a blindagem de um canhão alemão, observe a camuflagem identica aos outros veículos adquiridos da Alemanha.  

A título de refrência, as fotos abaixo são de artilharia do EB.   75mm EBKrupp 7,5cm na Vila Militar, RJ.  

75mmEmbora sem confirmação, provavelmente manobras de aceitação de um Krupp 7,5cm      

88Uma rara visão de uma bateria completa de Flak 88, provávelmente na Vila Militar, RJ.

             Minneapolis-Moline GTX 6 x 6 Artillery Tractor, nine of which saw service with the Brazilian Land Forces.

Um trator de artilharia Mineapolis-Molina GTX 6x6 dos nove comprados pelo EB.

hotchkiss-brazil-police-1960-1024x859Embora feita em 1960, a foto mostra uma Harley com side car adaptado para uma metralhadora Hotchkiss. As polícias militares receberam material descarregado do EB em seu início.

No caso dos CV33 35 serie II adquiridos da Itália, em 1938 consta que foram adquiridas 23 unidades sendo 18 armadas com  duas metralhadoras Madsen calibre 7mm e cinco armados com uma Breda calibre 13,2mm.

Na verdade, o governo Norte Americano pretendia fornecer armas para o EB mas antes de 1941 sua indústria era incipiente (basta comparar a área industrial bélica alemã, principalmente a da Krupp, que tinha uma área construída maior que a Inglaterra). Após 1941 a primeira compra não foi de armas americanas, embora viessem da lá, foram 100 canhões Vickers BL 6 Mk XIX 1916 de 152,5mm de fabricação inglesa pagos a peso de ferro velho. Um foi perdido durante o desembarque no porto do Rio e o restante diatribuído prioritáriamente (assim como os 88) para o Norte, Nordeste e Fernando de Noronha como defesa costeira. Fato interessante é que, como não havia munição o EB desenvolveu um programa de reforma e repotenciamento destas armas que garantiu não só seu uso efetivo como aumentou sua mobilidade, cadencia de tiro e alcance, coisa que surpreendeu seus antigos donos americanos. Estas armas aturaram na I Guerra e um deles, ainda com as rodas de metal originais (depois trocadas por pneus), pode ser apreciado no Museu Conde de Linhares, RJ.

152,5Peça instalada em Fernando de Noronha para defesa costeira ainda com as pesadas rodas de metal utilizadas na I Guerra Mundial.

Mesmo depois da  declaração de guerra ao Eixo pelo governo brasileiro, o fornecimento de armas, munição e outros meios bélicos sempre foi muito limitado pois a prioridade eram os britânicos e outros aliados já em combate.

Vargas foi muito hábil em negociar o uso de Natal pela troca por material bélico, coisa que preocupava o Departamento de Estado americano pois poderia desequilibrar a frágil política entre o Brasil e Argentina. Os portenhos não tiveram a mesma facilidade de negociação com os alemães simplesmente porque não tinham crédito e matérias primas em quantidade como a nossa, ficaram mais com uniformes, capacetes e a mesma ilusão de poder.

Outro detalhe, as motos que aparecem são ou da marca Indian ou Harley Davidson americanas, compradas normalmente por importadores civis para o EB e para a famosa Polícia Especial, a guarda pessoal de Getúlio inspirada nas milicias SA. 

Abraço

João

Attachments

Fotos (9)
João Henrique posted:

 

             Minneapolis-Moline GTX 6 x 6 Artillery Tractor, nine of which saw service with the Brazilian Land Forces.

Um trator de artilharia Mineapolis-Molina GTX 6x6 dos nove comprados pelo EB.

 

Que monstro bacana !!! Eu nunca tinha visto este mastodonte, fui procurar referência e, pelo que entendi, foram fabricados só para atender ao EB, e só os que operaram aqui, então achar kit disso nem pensar. Vejam o que diz o Expedito nesta matéria.

Davi Jones posted:
Augusto posted:

Quem será o cara de Branco no Kfz 15? O presidente Vargas?

O local parece o Bairro da Glória no Rio de Janeiro.  A moto com side-car parece alemã.

A estatua ao fundo é a do Mal. Deodoro da Fonseca, na frente do Passeio Público (existe ate hoje). Ainda não havia o Aterro do Flamengo, e esses desfiles seguiam pela Av. Beira Mar, provavelmente entrando na Av. Rio Branco.

Valls

João Henrique posted:
CLEDSONSALES posted:

Detalhe para o capacete desses soldados, pois é o padrão Ingles.

Gledson, o capacete era mais do formato do exército norte americano e dos fabricados em São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Herança do capacete francês da primeira guerra, com vinco no meio, até pouco anos atrás usados pelos corpos de bombeiros!

Guacyr. posted:
João Henrique posted:
CLEDSONSALES posted:

Detalhe para o capacete desses soldados, pois é o padrão Ingles.

Gledson, o capacete era mais do formato do exército norte americano e dos fabricados em São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Herança do capacete francês da primeira guerra, com vinco no meio, até pouco anos atrás usados pelos corpos de bombeiros!

Capacete francês

  

Capacete corpo de bombeiros:

Capacete EB 1940

 

Guacyr. posted:
João Henrique posted:
CLEDSONSALES posted:

Detalhe para o capacete desses soldados, pois é o padrão Ingles.

Gledson, o capacete era mais do formato do exército norte americano e dos fabricados em São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Herança do capacete francês da primeira guerra, com vinco no meio, até pouco anos atrás usados pelos corpos de bombeiros!

Ué, o Corpo de Bombeiros não usa mais esse capacete com  quebra-telhas não?

Brumbar posted:
Guacyr. posted:
João Henrique posted:
CLEDSONSALES posted:

Detalhe para o capacete desses soldados, pois é o padrão Ingles.

Gledson, o capacete era mais do formato do exército norte americano e dos fabricados em São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Herança do capacete francês da primeira guerra, com vinco no meio, até pouco anos atrás usados pelos corpos de bombeiros!

Ué, o Corpo de Bombeiros não usa mais esse capacete com  quebra-telhas não?

Os do Rio e os de SP, operacionalmente usam capacete mais modernos apropriados para bombeiros, com viseira de segurança incorporada.

O antigo acho que ainda é usado cerimonialmente:

JeanFabricio posted:
JEP Annoni posted:

Observem que estes aqui tem duas metralhadoras.

E este aqui tem só uma!

Alguem tem mais imagens destes dois carros.

[]s

JEP

Eu acho que é o ângulo da foto.

Na foto inferior o brilho do paralama esquerdo é paralelo, mas o "capô" não é paralelo ao paralama - ele desce em ângulo.

Eu acredito que o brilho paralelo é do cano da metralhadora, que pelo ângulo da foto ficou coincidente com o paralama... o que acham?

Sobre a dúvida que surgiu a respeito do armamento usado nos CV-33 tankette brasileiros, com cano duplo ou simples, a algum tempo fiz um review do kit da Bronco 1/35 para a APRJ onde eu comentei sobre isso:

"Dos 23 blindados, 18 eram equipados com 2 metralhadoras Madsen de 7mm e os outros 5 com uma única metralhadora Breda de 13,2mm."                                     

Para mais detalhes leiam no final do review o texto sobre o uso dos CV-33 no Brasil:

http://www.aprj.com.br/index.p...itaria&Itemid=53

 

Sim, mas eu me referi a quando eles ainda eram operacionais e esse quartel ainda era do Exército. Era uma unidade de artilharia de costa, se não me engano. Era o 18 GACOSM.

http://www.rioquepassou.com.br...-inicio-dos-anos-40/

Quando eu voltava da PUC passava quase todo dia na rua lateral que faz esquina com a Bartolomeu Mitre, e quando o sinal fechava ficava contando todos os detalhes dos canhões. As rodas eram de pneu e tinham umas rampas atras de cada roda, para absorver o recuo, já que eles não têm a pá.

Valls

Bertolin, os livros do Expedito valem mais como referência fotográfica do que pelos textos, que são inundados de opiniões pessoais, achismos levados como verdades e ufanismo exagerado.

 

Além do mais, o próprio autor se confunde um pouco quando da identificação das fotos. Basta notar o livro do M41 dele, onde o M41A1 e o M41A3 estão com as identidades trocadas.

Hudy, você comprou o livro do M41?! Porque, se tivesse comprado, observaria que a nota do autor na página 17 explica o uso da nomenclatura do M41 no referido livro. E quando você diz "são inundados de opiniões pessoais, achismos levados como verdades e ufanismo exagerado", acho que está falando de outro autor, porque os livros do Expedito são baseados todos em muita pesquisa, em relatórios oficiais do EB e contatos com os autores do projeto, como o Cel. Tourinho, que escreveu o prefácio do livro, que pode ser considerado o 'pai' do projeto de modernização do M41. Acho que seria legal respeitar um dos pouquíssimos autores que tenta resgatar a história militar do EB e colocá-la em livros para que não se perca em sucatas do esquecimento. E também concordo no ponto das imagens, elas são como um 'walkaround' que pode ajudar (e muito) os plastimodelistas com foco nos veículos militares brasileiros. Abraço.

Béliko Toledo,

 

Desculpe a franqueza, mas compro e leio livros de assuntos militares e posso te afirmar que os do Expedito são os mais fracos. Se você não gostou do que eu disse, sinto muito, mas é o que vejo e, como historiador e pesquisador do tema, veja inúmeros equívocos e achismos (isso mesmo) nas obras do Expedito.

 

Muitas vezes falta a ele a prova documental, mas ouviu de não sei quem que tal coisa foi de tal forma e coloca lá nos seus livros como se fosse verdade e não como se fosse relato.

 

Não é preciso ser um grande crítico de nada, mas apenas ter um pouco de senso para ver que ele adora endeusar muitos projetos "sem futuro" e "plunct-plact-zum" dos anos 70 e repetir sempre que o Brasil deveria isso ou aquilo naquele tempo e que hoje é dependente por causa disso ou daquilo e fica chorando o leite derramado.

 

Quando o assunto é História não existe o "e se...", o famoso "what if". É o que houve sem conjecturar o que poderia ter acontecido se tal coisa tivesse sido diferente. Por que aí deixa de ser história e passa a ser achismo e "mãezismo diná".

Conheço o Expedito há muito tempo e inclusive já tive divergências em relação a afirmações ou entendimentos que ele expõe ou escreve, e já disse isso para ele diretamente em mais de uma ocasião, sempre no nível profissional.

Tenho todos os livros dele e certamente terei todos os que ele vier a escrever sobre o tema, e também recortes dos artigos dele em revistas especializadas.

Também possuo uma extensa coleção de literatura especializada no tema, além de ter trabalhado na área, coincidentemente nos "anos dourados" de nossa indústria de defesa, por muito tempo e tive a oportunidade de conhecer pessoal de toda ela.

Cada autor tem seu estilo e sua forma de compor e escrever suas obras. Tem todo o direito de colocar nelas sua visão, seu entendimento e até sua paixão. Assim como a fidelidade da informação que conseguiu apurar, em um país como o nosso, deficiente na conservação de nossa memória, sobretudo em uma área vista com desprezo pela maioria. A compra e a leitura não é obrigatória.

E, por fim, concordo integralmente com a critica que ele expõe de que, por descaso e falta de visão, um segmento industrial de ponta, que gerava divisas, empregos e desenvolvia tecnologia, foi eliminado, deixando o mercado para os concorrentes e nos transformando de exportadores em importadores de equipamento usado.

Valls

Valls, concordo plenamente com você quando diz que "Cada autor tem seu estilo e sua forma de compor e escrever suas obras. Tem todo o direito de colocar nelas sua visão, seu entendimento e, até, sua paixão."

Porém, escrever da forma como lhe convier também traz o ônus da crítica e, neste caso, o Expedito não é adepto à crítica, mesmo que a mais tímida e construtiva com relação a sua obra.

Tive contato por e-mail com ele há alguns anos e ele sempre foi muito seco quanto aos questionamentos que fiz e nunca retornou quando o assunto era um pedido de melhor explicação de determinada coisa ou acesso a alguma fonte que ele afirmava ter em seu arquivo pessoal.

Quando se tem um trabalho de divulgação de conhecimento, o próprio método nos faz expor as fontes para que outras pessoas possam chegar a mesma conclusão ou conclusões diferentes.

Não é o caso dele, que esconde e guarda a sete chaves documentos que hoje são banais e que, com o avançar da digitalização do acervo do AHEx e do CPDOC-FGV, por exemplo, vão se tornar disponíveis a qualquer um. Já divulguei dezenas de fotos e de documentos dos acervos de ambas instituições aqui na WK.

Neste tópico mesmo, eu fiz uma afirmação e, quando questionado sobre ela, apresentei a documentação de onde tirei a informação, não fiquei dizendo que estavam em meus arquivos e que não compartilharia tal dado por que não era de meu interesse que mais pessoas tivessem acesso as mesmas informações que eu.

Quanto aos livros do Expedito, eu tenho o do FT-17, Tamoyo e o dos blindados no Haiti.

Compro, leio, faço uma triagem, comparo com o que já tenho e vou guardando apenas as informações novas e comprovadas.

Quanto ao Béliko, lembrei agora que você é que faz os desenhos dos livros. Por isso tanta defesa...

A pesquisa é um desenvolvimento pessoal. O resultado é carregado desta "pessoalidade". Gostaria que mais e mais livros sobre o tema fossem publicados, cada um com sua "pessoalidade". Pois só assim, estaríamos mais próximos à verdade.

Quanto ao prof. Expedito, o conheci pessoalmente num evento do 5°RCC. Pareceu-me uma pessoa afável e de fino trato. Como pesquisador, ele também me parece razoável, pois não li discrepâncias em suas obras.

Publicar bibliografia é para livros acadêmicos. Os dele tratam de livros de memória viva (ele realmente visita os quartéis de nosso Brasil e colhe a história oral, vivida e não documentada).

Por fim, a pesquisa é aberta. Poderás hoje mesmo, divulgar os resultados das suas, atender e dirimir algumas dúvidas, como por exemplo: Sabes informar sobre a Vtr TE 2 1/2ton remuniciadora do blindado experimental XLF-40?

É isso. Boa sorte em suas pesquisas e por gentileza, seja vidraça e publique-as. Nos aproxime da verdade.

PS* Ninguém me deu procuração para nada aqui.

Sosenka, se queres algo meu para criticar, aqui vai um artigo acadêmico republicado com minha autorização em um site sobre a FEB:

http://www.portalfeb.com.br/o-...compras-fried-krupp/

 

Além disto há também uma matéria publicada na revista Tecnologia e Defesa sobre os Krupp 88mm do EB. E estou escrevendo um artigo para a mesma publicação sobre a família M108/109.

Hudy,

Personalidade cada um temos a nossa. E ele não foge à regra.

Num país como o nosso, onde assuntos militares não têm nenhuma importância, seus livros são uma iniciativa válida.

Eu, como avido consumidor desse tipo de "literatura", certamente serei assíduo dos seus também, onde você poderá esclarecer ou mesmo corrigir qualquer discrepância ou incorreção que ele tenha incluído nos dele.

Valls

Bom, já que me deste cancha, vamos lá (Ficaremos somente na tua introdução):
Sobre:
..."Desde o início da década de 1930, diversos países no mundo passavam por crises políticas e econômicas. Neste meio destacaram-se os países europeus, egressos da primeira grande guerra que durara quatro anos, mas cujas consequências ainda se faziam presentes. Buscando contornar as dificuldades econômicas, a Alemanha implantou uma política comercial que facilitava a importação de matéria-prima e a exportação de seus produtos industrializados. Para que esta política tivesse o efeito esperado, o governo alemão teve que estender seus laços comerciais para os países da América Latina e Leste Europeu, países estes que não dispunham de um parque industrial desenvolvido, capaz de suprir as suas necessidades de materiais manufaturados. "...

1) Quem disse isso?

Sobre:

..."pesadamente prejudicada pela crise de 1929."...

2) Se esta crise foi importante, por que ela aparece magicamente só agora no texto?

Sobre:

..." a Alemanha dispôs-se a negociar diferentes tipos de produtos."...


3) Foi só a Alemanha? Holanda, Itália, França e Inglaterra não? Hum...

Sobre:

..." no caso o café, que sofria constantemente com pesadas desvalorizações no mercado internacional, prejudicando a já onerada balança comercial do país."...

4)  Quem disse isso? Falamos de canhões ou de economia? Parece que estais enchendo linguiça com estas inserções...

   Bom, é isso. Tire aí tuas conclusões e veja o que fazes se é correto. Isto que escreveste, talvez se aproxime de um relatório, pois passa longe de um artigo acadêmico.

Abyssus abyssum invocat

 

 






..."

estou acompanhando e me parece discussao de bar. sosenka esta procurando sarna para se coçar 

nao sou historiador, trabalho com TI mas gosto muito de historia e gabaritei todas as provas de historia nos vestibulares.

Até onde sei, historia nao é ciencia exata e cada um faz a interpretacao pessoal dos fatos historicos, inclusive quem viveu os mesmos, e estes podem registrá-los de acordo com suas convicções.

Por exemplo, hoje metade considera golpe contra a dilma, outra metade tem visao divergente. Daqui 50 anos os relatos sobre os fatos que estamos vivendo agora será como? Sempre haverá divergências sobre um mesmo fato.

assim historia não se fica criticando falando: tal autor esta errado. E sim: na visao de tal autor. Porque muitas "provas" sao relatos pessoais de pessoas que viveram os fatos, e olhando a crise politica atual, podemos ver que pessoas diferentes fazem relatos diferentes...

Pois é, mestre Hudy, como ilustrador do Expedito (e o super Gilson Marôco o foi antes de mim)  eu tenho acesso à sua biblioteca e aos arquivos que ele tem em seu poder (além de acho uns quase mil modelos montados), isso sem contar a pesquisa de campo que ele faz para os trabalhos. Acompanhei a finalização do livro do "Tamoyo", ajudei no do "M41" e no livro do "M113" todas as ilustras foram minhas. No prelo, pra sair, está o do "M8 Greyhound" com ilustrações do Gilson e minhas. Pude ver toda a documentação e fotos que ele usou para esses livros e, por isso, posso afirmar que tudo o que ele escreve está sustentado por bases sólidas e a sua opinião é a de um expert no assunto. E, para finalizar, quem daqui não defenderia um amigo que trabalha corretamente?! Ah, além de publicitário, wargamer e plastimodelista também faço História na UFJF. Sem mais. Abraço.

Venho, por esta, pedir desculpas aos demais membros por esta celeuma - que acho que fui eu quem começou... mas não podia ficar calado. Sou novo no Webkits e, depois de vinte anos parado, estou voltando à bancada... ainda que aos poucos. Pelo pouco que naveguei pelo fórum já deu pra ver que vou reaprender e aprender muito por aqui. Meu super obrigado e abraços!

Longe de mim querer sarna para me coçar... Mas vento que sopra lá, sopra cá. É um pandareco publicar algo neste país. Depois que se acaba sua pesquisa, ao se publicar, ela já não vale nada. O quê vale é a diagramação, gramatura, formato... E depois sofre-se a dura crítica que não aplicamos a nós mesmos. Isso foi só para demonstrar o quanto temos que aprender. E este aprendizado passa por escrever livros com falhas, incompletos, já que a natureza humana é com falhas, incompleta...

PS* Não há celeuma, tão somente um burilamento.
PSS* Até agora não tratamos de história, somente do rigor científico da escrita.

Valls, não pretendo publicar livros sobre o assunto, mas os artigos eu vou publicando aos poucos onde forem sendo abertos os espaços para tal.

Sosenka, recebo de bom grado suas críticas ao texto. Esta é uma versão reduzida feita às pressas voltada à postagem no site de um artigo escrito no início da graduação, por isto muita coisa ficou sem referências e possui as falhas típicas de alguém que apenas havia começado neste mundo, ao contrário de quem se orgulha de ter mais de vinte anos de pesquisa, escreve em nível próximo e não aceita crítica. O conteúdo em si é sobre relações comerciais, necessidades de material bélico por parte do EB e a conjectura político-econômica.

Quando este artigo foi publicado no site eu recebi vários e-mails elogiando e criticando o texto. Respondi a cada um deles com educação e, quando me perguntaram onde eu havia conseguido determinada informação, enviei a documentação digitalizada onde constava a informação para a pessoa ver com os próprios olhos e tirar suas conclusões.

Vale lembrar, porém, que em momento algum eu afirmei escrever melhor que o Expedito. Criticar o estilo de alguém não quer dizer que eu escreva melhor, escrevo diferente, vai do gosto de cada um, como bem disse o Valls e eu dei minha opinião quanto ao estilo dele levando em consideração minha visão baseada na minha formação acadêmica. Se eu tivesse criticado o Zaloga, por exemplo, o burburinho teria sido bem menor. Se você parar para ler o meu artigo completo, verá inclusive que eu sito o Expedito. Não gosto da forma como ele escreve e de muito do que ele escreve, mas se tinha informação válida, a gente aproveita.

Mas veja que a maior crítica que fiz na minha resposta mais longa foi ao fato de ele não compartilhar coisas básicas, como fonte documental. Ora, se eu digo que determinada coisa foi de tal forma e eu tenho como provar isso, qual o problema de apresentar a prova? Qual a razão de não querer que outros possam ter acesso a mesma informação que eu? E isso é que é prejudicial. Ainda tem muita coisa que ele esconde a sete chaves, mas que em pouco tempo vai estar disponível para todo mundo devido a digitalização dos acervos dos arquivos públicos.

Se você parar para ver, eu já publiquei aqui dezenas de fotos de viaturas do EB que estavam nos arquivos do AHEx e do CPDOC-FGV, manuais de viaturas, documentos, fotos do meu acervo pessoal e por aí vai. Perdi alguma coisa com isso? Não.

Agora, sou consumidor da pesquisa dele, comprei e continuarei comprando os livros dele e tenho todo o direito de dizer o que acho dos livros dele e que são, em muitos aspectos, fracos, que valem mais pelas fotos que pelos textos. É minha opinião pessoal e opinião de consumidor. Não é porque ele é um dos poucos que escreve sobre o assunto que eu tenho que aceitar e achar o máximo tudo que ele escreve. Tem coisa boa? Tem, e muita. Tem coisa não tão boa? Também tem.

Então pronto.

Bom, o fato do não compartilhamento é, talvez, só e somente só, para garantir o ineditismo da obra. Por que eu a passaria e matar minha pesquisa?
Existe um custo por trás de uma pesquisa (deslocamento, estadia, tempo, dinheiro...). Por que se passaria gratuitamente? Ele a está vendendo às fatias, conforme as possibilidade.
A formatação acadêmica é válida somente para a academia. Quem faz a criança que a batize do jeito que quiser. Mas faça com linguagem culta, onde se possa entender o que se quer transmitir;
Nenhuma crítica é construtiva, por maior que seja a sinceridade em seu bojo;
Quem é Zaloga?

É isso. Rodamos, rodamos e não saímos do lugar.

Rogerio77 posted:
CLEDSONSALES posted:

É impressão minha ou esse Ansaldo é camuflado?

Sim Cledson, foi o que eu citei, parece que não havia um esquema do Exército Brasileiro, então a cor que saia de fábrica, só recebia o brasão do EB e do regimento.

Como citou o Augusto:

"Os CV 33 parecem estar ainda com o padrão de camuflagem italiano, que seria um verde escuro com as manchas num marrom ferrugem."

Roger, eu imagino que sejam as cores Italian Olive Green com manchas Italian Sand ou Italian Dark Brown.

Valls posted:
 

152,5

Faz uns anos havia um quartel de artilharia no Leblon, na Bartolomeu Mitre, onde hoje é o 23 BPM, com vários desses canhões cobertos com lonas, que eram visíveis da rua.

Valls

Esses velhos canhões deveriam ser derretidos em Volta Redonda e transformados em geladeiras e doados ao nosso povo carente.

Minha opinião modesta sobre os Livros do Expedito:

Tenho todos os livros que ele ja lançou, recebi alguns de presente do grande artista  Gilson que ainda me presenteou com dedicatória de alguns volumes! E como o Valls, comprarei os demais.

Parabéns a ele pela iniciativa em escrever e pesquisar sobre o tema, ainda mais em nosso país onde os militares e os assuntos a eles relacionados se limitam ao Regime militar, o desfile de 7 de setembro, ao serviço militar obrigatório e o mais novo: a pergunta que  nos fazem sempre, se vamos ou não tomar o poder...

Todo o entorno das forças armadas inclusive as empresas de material militar não têm a devida deferência.

Voltando aos livros:

Penso que alguns dos livros carecem de uma diagramação/revisão melhor, pois encontramos muitos trechos que sào oriundos de manuais e documentos dando a impressão que o livro acabou virando uma colcha de retalhos. Mesmo assim, são válidos como fonte de informação e de imagens. 

No mais, é o que de melhor temos.

CLEDSONSALES posted:

É impressão minha ou esse Ansaldo é camuflado?

 

 

cledson eu nao me arriscaria afirmar isto pode ser  sobra  e em tempo o filme  que vc mostrou  muito legal mas nao aparecem os 2 tipos de cabine nas fotos acima aparece  a   cabine inclinada e  a reta   - os soldados  dormiam  em redes  e  usavam  os  ansaldo de esporas???  KKKK  eo Jeep idem  e  no  filme mostra jeep Bantaan  que muito  afirmavam  nao  terem  vindo para o brasil e  eu  dizia  que sim pois  há  um  preservado com  um colecionador   em  Pernambuco enfim  segue o baile e fico aqui  bebendo meu 12   anos e vendo

Augusto posted:

O mais interessante nestas fotos é o Kfz 15, nunca tinha visto nenhuma referencia sobre a existência de um destes no EB.

A pintura desse Kfz.15 seria o famoso cinza alemão ou verde? 

Imagino que Panzer Gray, pois acredito que esses carros nem foram pintados no Brasil, devem te vindo com o mesmo padrão Alemão, só que não consigo identificar marcações nele. 

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CLEDSONSALES posted:
Augusto posted:

O mais interessante nestas fotos é o Kfz 15, nunca tinha visto nenhuma referencia sobre a existência de um destes no EB.

A pintura desse Kfz.15 seria o famoso cinza alemão ou verde? 

Imagino que Panzer Gray, pois acredito que esses carros nem foram pintados no Brasil, devem te vindo com o mesmo padrão Alemão, só que não consigo identificar marcações nele. 

pessoal  o  programa  coloriza automaticamente  levando  em conta  uma matiz  de  cinza para o  tom  e cor  mais  provavel  lembrem-se que os  ft  17 na epoca tb eram marrons

A cor mais provável a partir de uma base conhecida, serve para colorizar aquilo que já sabemos que cor deve ter, não para descobrir uma cor que não sabemos qual é.

jgap posted:

 riscaria afirmar isto pode ser  sobra  e em tempo o filme  que vc mostrou  muito legal mas nao aparecem os 2 tipos de cabine nas fotos acima aparece  a   cabine inclinada e  a reta   - os soldados  dormiam  em redes  e  usavam  os  ansaldo de esporas???  KKKK  eo Jeep idem  e  no  filme mostra jeep Bantaan  que muito  afirmavam  nao  terem  vindo para o brasil e  eu  dizia  que sim pois  há  um  preservado com  um colecionador   em  Pernambuco enfim  segue o baile e fico aqui  bebendo meu 12   anos e vendo

JG, vi o vídeo e vi uns Ford GP, mas nada do Bantam. Embora eu saiba que o EB usou, até agora não vi imagens dele...

Hudy Jatai posted:
jgap posted:

 riscaria afirmar isto pode ser  sobra  e em tempo o filme  que vc mostrou  muito legal mas nao aparecem os 2 tipos de cabine nas fotos acima aparece  a   cabine inclinada e  a reta   - os soldados  dormiam  em redes  e  usavam  os  ansaldo de esporas???  KKKK  eo Jeep idem  e  no  filme mostra jeep Bantaan  que muito  afirmavam  nao  terem  vindo para o brasil e  eu  dizia  que sim pois  há  um  preservado com  um colecionador   em  Pernambuco enfim  segue o baile e fico aqui  bebendo meu 12   anos e vendo

JG, vi o vídeo e vi uns Ford GP, mas nada do Bantam. Embora eu saiba que o EB usou, até agora não vi imagens dele...

Tem um video da "Pathe" que aparece o Bantam vou localizar

PORTARIA Nº 023-DMB, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1998

 

NORMAS REGULADORAS PARA CLASSIFICAÇÃO, REGISTRO E IDENTIFICAÇÃO

DOS VEÍCULOS OFICIAIS NO ÂMBITO DO MINISTÉRIO DO EXÉRCITO - NORCRIVE

O CHEFE DO DEPARTAMENTO DE MATERIAL BÉLICO, no uso das atribuições que lhes são conferidas pela Portaria Ministerial nº 597, de 18 de setembro de 1998 (R-57), resolve:

Art 1º Aprovar as Normas para Classificação, Registro e Identificação dos Veículos Oficiaisno Âmbito do Ministério do Exército (NORCRIVE).

Art 2º Revogar a portaria nº 001-DMB, de 07 defevereiro de 1983.

Art 3º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação

 

 

........................UM PONTO DE PARTIDA...............não sei se esta em vigor, mas faz referëncias a outras...uma boa pesquisa...UM ABRAÇO.

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