Olá amigos:

Eu queria umas dicas sobre como posso fazer pra transformar um USS CV-6 Enterprise em um CV-5 Yorktown, sendo que o modelo é die cast, da marca Planeta De Agostini na escala 1/1100, ou seja, já veio montado e pintado.

Tenho 2 modelos iguais, sendo que comprei um repetido justamente para transformar um dos Enterprises originais no Yorktown.

Eu vi os esquemas de pintura do USS Yorktown em Midway, e pela cor cinza mais escuro em que veio o USS Enterprise, acho que se pintar uma faixa das laterais do casco e a ilha em cinza claro, vai ficar bom para o tamanho da escala.

Não espero uma fidelidade 100%, até porque precisaria alterar uns detalhes da ilha, mas dá pra fazer alguma coisa para que um modelo ficar um pouco diferente do outro, como por exemplo acrescentar uns botes salva-vidas no USS Yorktown. Falando nisso, se alguém tive botes sobrando pra vender na escala 1/700 eu acho que vou precisar de alguns bem pequenos.

Vejam as fotos do USS Enterprise como é o modelo die cast 1/1100 (base preta com caracteres em japonês) e o esquema que devo fazer para transformar no USS Yorktown (kit na 1/350 como referência visual).

A ideia é mascarar com fita crepe onde não é pra pegar a tinta cinza claro, e usar tinta spray tipo Colorgin, num tom de cinza claro fosco e rezar para que a pintura não fique descamada com a pintura original.

Alguém já fez algo parecido, de pintar sobre um modelo já pintado "de fábrica"?

Como não estou com meu aerógrafo operacional no momento, vou ter que usar a tinta sprey de lata, ou caso alguém faça esse tipo de serviço podemos conversar.

Abraços e obrigado pelas sugestões!

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Sérgio,

Não tenho experiência na pintura de metal, mas uma combinação de máscara Tamiya com pintura em aerógrafo deve funcionar.

O Enterprise  em 1942 teve apenas dois esquemas de pintura - todo em Sea Blue ou todo em Navy Blue, com superfícies horizontais em Deck Blue. Resumindo, todo azul. Como seu modelo.

Já o Yorktown teve apenas um esquema - Sea Blue do fundo do casco até a linha do piso do hangar e Ocean Gray daí para cima, com Deck Blue nas superfícies horizontais. Como nas fotos que vc postou do 1/350.

Seria o caso de mascarar o casco do seu Yorktown da linha do piso da hangar para baixo e também o convés de vôo, aplicando cinza no restante.

Vamos ver se aparece algum colega com experiência em pintura em metal.

[  ]s

Vejo muito video de gente restaurando matchbox (um dos meus outros hobbies).  Vários desmontam, retiram todo a tinta e repitam. Um trabalhão, mas acho que no caso do navio deve ser ainda mais complicado (senão inviável pelos detalhes),Tem um excelente tutorial aqui na webkits que mostra o trabalho de pintura em um diecast de um opala.

Oi Guto, valeu!

Eu tenho vários modelos militares em die cast, entre navios, aviões e tanques, mas esse é o primeiro que eu tenho a ideia de refazer a pintura, para fazer os 3 porta-aviões usados em Midway, sendo que tenho um Akagi nessa escala e vários aviões.

Essa linha de navios da Eaglemoss / De Agostini na escala 1/1100 é muito legal para quem não tem tempo e espaço, pois permite que você faça alguns melhoramentos apesar do bem tamanho reduzido, mas já vem com um nível de detalhamento interessante, se você não for muito exigente.

Meu medo é justamente esse da pintura original ficar "enrugada" após aplicar a outra tinta sobre ela, e estragar o modelo.

Abs,

Sèrgio Carvalho

Bom dia,

tenho uma coleção também de 1/1200 e 1/1250, várias marcas. Uns muito bons em detalhes outros razoáveis e alguns grotescos. Como gosto de padronizar os cinzas navais por marinha, peguei um dos grotescos, atenção são todos em metal !!!!! deixei na soda caústica, a tinta foi se soltando, o que restou limpei a base de acetona ou escova de pasta de dentes e ficou em estado bruto. É preciso então, usar um primer para metal. No caso usei um PRIMER COLORGIN  SPRAY tom cinza em todo o navio, que fica uniforme e ai é o trabalho de paciência com muito pincel no. 0, 00 e até 000. Ficam como novos. A tinta final é a da Humbroll, esmalte, bem diluidas.

Espero ter ajudado.

Abraço

 

Olá Mario, tudo bem?

Agradeço sua resposta.

Acho que não dá pra colocar ele na soda cáustica, pois tem partes em plástico também e acho que pode corroer ele.

Vou tentar usar direto a tinta Colorgin cinza claro sobre a tinta original e ver no que dá.

Se eu puder posto aqui as etapas dessa transformação.

Abs,

Sérgio Carvalho

Olá Sérgio

Eu sempre coloquei meus kits mal pintados e reformados na soda. Ela não afeta o plástico. Mas não irei insistir, e aqui vai uma sugestão: pegue um sprue já sem peças, pinte , espere umas 48 horas e vc verá que a tinta sairá. Mas com luvas, pois a soda queima a pele.

Um balde com água que cubra a peça e ai vc joga uns 10 pedaços de soda em escama. O resíduo que ficar esfregue uma escova de dentes usada e ficará tudo limpo. Mas caso não queira testar, o COLORGIN É O PRIMER, não o cinza. Ele naturalmente já é cinza. Não esqueça COLORGIN PRIMER e aplique a uma distância de 30 cm do modelo, para não ficar escorrido. Tente cobrir tudo na primeira camada, bem pulverizado. Boa sorte amigo.

Cuidado!
 
Metal, Soda e Plástico reagem, não sei exatamente em que condições, mas já vi muita gente perder kits (plástico) por usar panelas (metal).
 
Talvez, se for possível desmontar o modelo completamente (separando o metal de plástico), seja possível.
 
Daí bastaria colocar o que é plástico num recipiente plástico e o que é metal em algo metálico?
 
Sinceramente não sei, certa vez reformei um carrinho em metal, mas não me arrisquei, tentei pintar por cima e não deu aderência, mas depois uma lixadinha a tinta pegou.
 
Uma alternativa para soda é fluido de freio, que eu saiba não reage nem com plástico nem com metal, mas o ideal é testar antes ou se basear na experiência de alguém.
 
PlastiAbraços

Olá amigos!

Aqui vão as fotos do resultado desse minha ideia idiota de tentar fazer as coisas com pressa, ansiedade e falta de jeito... mas enfim, paguei pela falta de paciência e falta de jeito com as coisas. Vou passar o que fiz e porque fiz, nessa tentativa de fazer a mudança de navio CV-6 USS Enterprise para o CV-5 USS Yorktown, tudo em meio dia de trabalho em cima da miniatura.

O CONCEITO DIE CAST:

Como eu não tenho tempo, espaço físico para expor kits grandes montados e nem condições operacionais para montar e pintar, já faz uns 3 anos que optei por ir trocando alguns kits plásticos por miniaturas die cast, o que para ser sincero atende muito bem as minhas expectativas. Sei que não vão ser miniaturas com grande detalhamento, cores às vezes um pouco fora do FPS padrão original, etc, etc, etc...  mas elas me fazem muito feliz por tê-las e é isso que mais me importa. Cansei de ter um monte de caixas no armário e nada na estante, então parti para garimpar o que eu gostaria de ter e em escalas que a minha estante suportasse abrigar uma boa coleção. Finalmente eu passaria de box modelista para um digno apreciador/proprietário de maquetes representativas e de alto valor histórico/sentimental.

Com isso, adquiri aviões da U.S. NAVY modernos na escala 1/72, aviões usados contra os U-Boats na Batalha do Atlântico (e até aqui no Brasil) na escala 1/144, e também os famosos blindados e helicópteros 1/72 vendidos nas nossas bancas de jornal.

PORQUE O USS YORKTOWN:

Assim, entre as temáticas que eu coleciono, uma em especial é a "Batalha de Midway", que aconteceu justamente no dia do meu aniversário: 4 de junho de 1942 (calma lá... em nasci em 1963...kkkkk), então fui adquirindo aeronaves die cast na escala 1/72 de várias marcas, e porta-aviões japoneses e americanos da marca Eaglemoss na escala 1/1100, sendo que assim eu conseguiria colocar na estante quase todos as miniaturas die cast encontradas à venda (fora outras também desejadas dessa batalha, mas de menor relevância e sem espaço na estante pra elas).

Nesse caso, a Eaglemoss tem o USS Enterprise e pensei cá com meus botões, com uma miniatura dele repetida eu vi que poderia fazer um USS Yorktown, desprezando as pequenas diferenças de construção entre as duas embarcações irmãs, uma vez que o conceito é ter o mais parecido possível do navio original, mas sem ser "xiita radical". Ou seja, lembra muito o navio original? Então serve!

ATENÇÃO! NÃO FAÇA ISSO EM CASA! - ERROS COMETIDOS :

Os nobres colegas poderão ver o resultado final meio catastrófico nas fotos, mas segue um tutorial do que NÃO FAZER, caso você também tenha uma ideia como essa minha, principalmente sem tempo e paciência.

1 - Mascaramento com fita crepe de quinta categoria... errei o básico cacet...! Usei uma fita não muito boa e ainda por cima não apliquei bem no local e aí vazou um pouco de tinta cinza claro por baixo da fita. Se eu tivesse calma ia fazer bem devagar e talvez até teria aberto o pacote de fita 3M que eu não quis abrir de preguiça, e usei uma fita que a minha esposa usa pra prender o tapete higiênico dos cachorros.. já viu a merd... que deu né? Não a dos cachorros... a que eu fiz mesmo! Usem fita de qualidade por favor!!!

2 -  O mascaramento no deck podia ter ficado bem melhor, se eu tivesse descolado todos os aviões para passar a fita com mais calma, ao invés de só uns 4 e aí fiquei com medo deles quebrarem todos, pois 2 quebraram o pino de fixação e 2 saíram de boa. Optei por fazer a máscara por baixo das asas de aviões em escala 1/1100 e por cima deles... de óculos e com pressa... Essa foi de doer, mas até que deu um pouco certo.

3 - Usei tinta cinza claro fosca spray direto no metal e plástico, e o tom da tinta era mais claro do que eu queria, mas tudo bem... pra isso a gente conta com o "efeito escala" e depois fiz um wash meia boca pra escurecer um pouco o tom e não ficar tão ruim... Já sei, já sei... devia ter usado o primer cinza, mas a preguiça e pressa me fez usar uma lata de tinta que eu já tinha aqui em casa de um trabalho de escola da minha filha... Ela tirou nota 10! Já o pai nessa pintura...

4 - Fora a questão do tom da tinta um pouco mais claro do que o correto, algo que eu até não me importei muito, meu maior erro nessa pintura toda foi usar a tinta spray à uma distância menor do que o indicado, o que ocasionou alguns excessos e quase pôs tudo à perder, mas eu ainda salvei um pouco a coisa antes de fod... com tudo! Paciência e a lata à pelo menos 30cm de distância poderiam ter feito uma grande diferença no resultado final. A tinta de baixo não reagiu com a tinta spray e acho que dei muita sorte nisso!

5 - Para fazer com que essa miniatura do USS Yorktown não fosse descartada direto para o lixo, consegui ter um pouco de paciência comigo mesmo e tentei fazer uns efeitos e washes com lapiseira grafitte, lápis preto aquarelado e caneta preta para marcar CD, para ver se ficava menos ruim...Até que ficou menos pior do que eu imaginava...

CONCLUSÃO:

Crianças, não façam isso em casa! Da próxima vez vou ter mais calma e cuidado. Pode não ser o melhor modelo do USS Yorktown do mundo (ainda mais na diminuta escala 1/1100), até porque mais nenhum idiota fez o mesmo que eu até esse momento, mas ele agora está na minha estante fazendo companhia ao USS Enterprise, representando um dos porta-aviões heroicos afundados na Batalha de Midway!

Vejam as fotos do resultado final do USS Yorktown, o esquema de cores usado como referência, e os 2 navios juntos como efeito comparativo entre eles, e por favor NÃO COMENTEM nada! Já basta olhar para ele pra me sentir um traste como modelista... kkkk

Abraços!

Sérgio Carvalho U-1

 

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Fotos (10)
Sérgio,
 
Após ler todo seu relato, tive a impressão que você tinha praticamente perdido seu modelo, mas sinceramente não me pareceu assim tão ruim... Que tamanho tem um destes, uns 20 cm?
 
De qualquer modo, se não estiver satisfeito, mais para frente pode tentar de novo com mais calma 
 
Interessante seu conceito de die-cast, tenho um pensamento parecido, mas no meu caso são coleções complementares, gosto muito de carros esporte mas como não tenho tempo, paciência, conhecimento, nem espaço para montar kits 1/25, optei por ter alguns 1/43...
 
Idem para mais uma ou outra coisa, a grande vantagem é que ocupam menos espaço e também parecem sempre novos 
 
Parabéns e PlastiAbraços

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