Boa tarde colegas,

Estava olhando algumas fotos na net e vi esse Tiger I. Na minha opinião parece uma versão late sem zimmerit. Esse Tiger realmente existiu?

Achei o padrão de camuflagem muito loco, estou pensando em fazer o meu Tamiya assim.

 

Abraços.

Original Post
Heitor,
 
Tecnicamente não, o Tiger I Late começou a ser produzido após o Zimmerit ser obrigatório e teve sua produção encerrada antes do Zimmerit ser abolido.
 
Mas como eu sempre digo, o legal neste Hooby é fazer aquilo gostamos, então nada impede de não usar Zimmerit, só não leve num concurso ou algo assim 
 
Este padrão de camuflagem também me parece um pouco louco demais, não creio que houveram Tigers Late com base "verde" (como sugerem as rodas e chassi da imagem), com outros tons aplicados por cima, isto só aconteceu bem no final da guerra, quando Tiger I não era mais produzido. Mas novamente, o modelo é seu, então se realmente gostou por que não? 
 
Eu reservaria este tipo de pintura para um Panther G ou algo assim, no final desta página tem variantes bem parecidas (mas usando base "amarela"), este site costuma ser bastante confiável, porém sempre é bom cruzar com outras referências:
http://www.tanks-encyclopedia..../Panzer-VI_Tiger.php
 
PlastiAbraços

não precisa  ser  xiita  em  camuflagens ...pois  variavam  muito  dependendo da  disponibilidade das  tintas tempo para aplicação, eventual reuso  de  cascos ou de  torres  (não  e  impossivel  ter  um  casco  late e torre early - por  exemplo os  tiger  hibrid  da italeri...) ...até  mesmo  ha  relatos  de  um panther  na  fase  final da  defesa de  berlin  ...1945  com panzer  grey....... ja foi  dito por  tony  greenland  que  num  restauro de  um blindado  alemão encontraram  nove  tipos  e colorações  diferentes  de  tintas num  mesmo  veiculo...

so não  vale no contexto da  ww2  um  tanque  pink  rosa shocking ...que  e  coisa de abracuniano....

use este profile  acima  mesmo  e  tenha  horas de  feliz  plastimodelismo...  plastiresiabços  paulo r  morgado - sp - sp 

Rubens posted:
Heitor,
 
Tecnicamente não, o Tiger I Late começou a ser produzido após o Zimmerit ser obrigatório e teve sua produção encerrada antes do Zimmerit ser abolido.
 
Mas como eu sempre digo, o legal neste Hooby é fazer aquilo gostamos, então nada impede de não usar Zimmerit, só não leve num concurso ou algo assim 
 
Este padrão de camuflagem também me parece um pouco louco demais, não creio que houveram Tigers Late com base "verde" (como sugerem as rodas e chassi da imagem), com outros tons aplicados por cima, isto só aconteceu bem no final da guerra, quando Tiger I não era mais produzido. Mas novamente, o modelo é seu, então se realmente gostou por que não? 
 
Eu reservaria este tipo de pintura para um Panther G ou algo assim, no final desta página tem variantes bem parecidas (mas usando base "amarela"), este site costuma ser bastante confiável, porém sempre é bom cruzar com outras referências:
http://www.tanks-encyclopedia..../Panzer-VI_Tiger.php
 
PlastiAbraços

Grande Rubens,

Realmente, eu achei bastante estranho o padrão de camuflagem e o fato de não ter zimmerit. Mas como você observou não foram produzidos Tigers I Late sem zimmerit. Procurei na internet usando o número da torre, mas não encontrei nada.

Agradeço o site de referências, muito bom. Tem uns padrões de camuflagens muito legais.

Gostaria de ter mais tempo para poder montar todos os modelos que tenho vontade kkk. Essa semana só consegui limpar alguns links das esteiras do King Tiger do GB. Mas acho que nesse final de semana arrumo um tempo pra montar ele.

Abraços.

paul morgado posted:

não precisa  ser  xiita  em  camuflagens ...pois  variavam  muito  dependendo da  disponibilidade das  tintas tempo para aplicação, eventual reuso  de  cascos ou de  torres  (não  e  impossivel  ter  um  casco  late e torre early - por  exemplo os  tiger  hibrid  da italeri...) ...até  mesmo  ha  relatos  de  um panther  na  fase  final da  defesa de  berlin  ...1945  com panzer  grey....... ja foi  dito por  tony  greenland  que  num  restauro de  um blindado  alemão encontraram  nove  tipos  e colorações  diferentes  de  tintas num  mesmo  veiculo...

so não  vale no contexto da  ww2  um  tanque  pink  rosa shocking ...que  e  coisa de abracuniano....

use este profile  acima  mesmo  e  tenha  horas de  feliz  plastimodelismo...  plastiresiabços  paulo r  morgado - sp - sp 

Com certeza, os alemães no final da guerra estavam usando tudo que podiam. 

Mas não tenho intenção de pintar de rosa não kkkkkk

Como você e o Rubens disseram, o que vale é se divertir.

Abraços

Heitor. posted:
 

Gostaria de ter mais tempo para poder montar todos os modelos que tenho vontade kkk. Essa semana só consegui limpar alguns links das esteiras do King Tiger do GB. Mas acho que nesse final de semana arrumo um tempo pra montar ele.

Abraços.

Kkkk, então somos dois, a correria é tanta que nem tive tempo de tirar boas fotos do KV5 terminado do GB Militaria, muito menos do Tortoise Meng que agora só falta pintar...

A quantidade de modelos que tenho vontade de montar é tamanha, que acabo escolhendo baseado nos GBs, estou com dúvidas cruéis de qual será o próximo do GB Militaria, pois em muitos casos temo não acabar no prazo... Já o GB anual que é mais extenso, focou num tema que praticamente não monto... Então agora também preciso arranjar tempo, para revirar as Kitkumbas e ver se encontro algo que se enquadre 

Ou talvez até encontre algo interessante lá no GPC, neste final de semana 

PlastiAbraços

Heitor. posted:

Boa tarde colegas,

Estava olhando algumas fotos na net e vi esse Tiger I. Na minha opinião parece uma versão late sem zimmerit. Esse Tiger realmente existiu?

Achei o padrão de camuflagem muito loco, estou pensando em fazer o meu Tamiya assim.

 

Abraços.

Esse padrão parece mais dos Panthers ou dos Kingtigers.

 

Heitor, boa noite.

Um pequeno histórico referente à pintura dos veículos alemães na Segunda Guerra.

A partir de uma normativa de 18 de fevereiro de 1943, todos os veículos que foram encomendados às indústrias alemãs seriam pintados com uma camada básica de Dunkelgelb RAL 7028 (amarelo escuro). Apenas pequenos equipamentos e, podemos dizer, portados no interior dos veículos, deviam manter sua cor anterior.

Sobre essa pintura básica Dunkelgelb, seriam aplicadas faixas Rotbraun RAL 8017 (vermelho-castanho) e Olivgrun RAL 6003 (verde oliva).

As tintas Rotbraun e Olivgrün eram entregues às unidades, tanto na linha de frente quanto na retaguarda, na forma de pasta, acondicionadas em latas de 2kg e 20kg, para uso com pistola de pulverização ou pincel. Elas poderiam ser diluídas com gasolina ou água, embora o uso desta última levasse a desbotamento muito rápido. O trabalho de aplicação era realizado pelas tripulações ou oficinas de manutenção das unidade e, muitas vezes, veículos com cores e padrões de camuflagem muito diferentes prestavam serviço na mesma unidade.

Para padronizar e melhorar os padrões de camuflagem, em 19 de agosto de 1944, foi ordenado que todos os veículos saíssem pintados da fábrica. O padrão, Hinterhalt-Tarnung (camuflagem de emboscada), ainda usava uma cor base de Dunkelgelb, com listras de Rotbraun e Olivgrün.

Dependendo do campo de batalha, sobre cada cor, pequenos pontos das outras duas cores eram aplicados, buscando a criação de uma aparência de sol brilhando através de folhagem da floresta. Surgiu o padrão "emboscada", cujo nome não representava corretamente o objetivo conceitual por trás do padrão de camuflagem.

Em meados de setembro de 1944, os veículos começaram a deixar as fábricas em seu primer de óxido vermelho, com apenas uma camuflagem esparsa. Em 31 de outubro de 1944, uma camuflagem mais elaborada em Dunkelgelb, Rotbraun e Olivgrün começou a ser aplicada nas fábricas sobre o primer de óxido vermelho. Além disso, Dunkelgrau poderia ser usado se Dunkelgelb estivesse indisponível. Apesar desta ordem, nunca houve qualquer evidência de que Dunkelgrau foi realmente usado.

Em 20 de dezembro de 1944, foi ordenado que se usasse uma camada base de Dunkelgrün (verde escuro), com um padrão de borda dura de Dunkelgelb e Rotbraun.

 

O sistema de camuflagem final usado pelos Tigres foi o de três cores
pedido em 18 de fevereiro de 1943, embora alguns veículos já estivessem sendo pintados neste sistema ao final de 1942.

A cor de base era Amarelo Escuro, e os veículos saíam da fábrica com essa pintura base. Duas cores adicionais, Olive Green (RAL 7008) – de o primeiro esquema de cores do norte da África - e Red Brown (RAL 8017) foram especificadas como cores contrastantes para permitir qualquer esquemas de cores a serem pintados. O Olive Green era um pouco acinzentado em baixo contraste e o vermelho-marrom tinha tons marrom-avermelhados.

Devido à falta de padronização na diluição, método de aplicação e outros fatores, as cores variaram tremendamente e os efeitos do desgaste e de combate as alteraram ainda mais.

Os padrões de camuflagem preferidos eram grandes "nuvens" de alto contraste ou esquemas de bandas que quebravam a forma dos tanques permitindo que eles se misturassem melhor com a área circundante. É o princípio básica da técnica de camuflagem.

 

Assim, apesar da padronização, em teoria, de pintura dos veículos militares alemães, quanto ao Tigers I, a pintura em três cores, sendo a básica a Dunkelgelb RAL 7028,  foi comum a esses veículos até o final da guerra.

Como o kit é seu, você o monta e pinta como quiser, mas querendo alguma autenticidade, use as três cores, com o amarelo escuro por base.

Claro, como foi postado, sua montagem pode sugerir que o modelo foi um veículo recuperado a partir de peças de diferentes versões do veículo. Nas oficinas de recuperação da Henschel, de fato, surgiram alguns Tigers I, com aspectos híbridos, a partir de veículos que sofreram danos extensos demais para serem recuperados nas oficinas de manutenção das unidades. Mas para isso, como o Morgado postou, existe o híbrido da Italeri.

Quanto ao zimmerit, a postagem do Rubens elimina qualquer dúvida.

 

Mas o consenso geral é que um modelista deve escolher uma cor que ache que parece “certa” e ficar com ela. Simples, na verdade, mas cada um tem uma ideia do que quer que seu modelo seja. Desde que não seja pink...

Pesquise, mas não permita que isso tire o prazer da montagem. E quem lhe diz isso é um plastimodelista que vê no processo de pesquisa um prazer muito maior que a montagem em si.

Grande abraço e esperando a montagem...

fernando frota melzi posted:
Heitor. posted:

Boa tarde colegas,

Estava olhando algumas fotos na net e vi esse Tiger I. Na minha opinião parece uma versão late sem zimmerit. Esse Tiger realmente existiu?

Achei o padrão de camuflagem muito loco, estou pensando em fazer o meu Tamiya assim.

 

Abraços.

Esse padrão parece mais dos Panthers ou dos Kingtigers.

 

Realmente Fernando, lembra as pinturas do King Tigers e Panthers no final da guerra.

 

artemius111 posted:

Heitor, boa noite.

Um pequeno histórico referente à pintura dos veículos alemães na Segunda Guerra.

A partir de uma normativa de 18 de fevereiro de 1943, todos os veículos que foram encomendados às indústrias alemãs seriam pintados com uma camada básica de Dunkelgelb RAL 7028 (amarelo escuro). Apenas pequenos equipamentos e, podemos dizer, portados no interior dos veículos, deviam manter sua cor anterior.

Sobre essa pintura básica Dunkelgelb, seriam aplicadas faixas Rotbraun RAL 8017 (vermelho-castanho) e Olivgrun RAL 6003 (verde oliva).

As tintas Rotbraun e Olivgrün eram entregues às unidades, tanto na linha de frente quanto na retaguarda, na forma de pasta, acondicionadas em latas de 2kg e 20kg, para uso com pistola de pulverização ou pincel. Elas poderiam ser diluídas com gasolina ou água, embora o uso desta última levasse a desbotamento muito rápido. O trabalho de aplicação era realizado pelas tripulações ou oficinas de manutenção das unidade e, muitas vezes, veículos com cores e padrões de camuflagem muito diferentes prestavam serviço na mesma unidade.

Para padronizar e melhorar os padrões de camuflagem, em 19 de agosto de 1944, foi ordenado que todos os veículos saíssem pintados da fábrica. O padrão, Hinterhalt-Tarnung (camuflagem de emboscada), ainda usava uma cor base de Dunkelgelb, com listras de Rotbraun e Olivgrün.

Dependendo do campo de batalha, sobre cada cor, pequenos pontos das outras duas cores eram aplicados, buscando a criação de uma aparência de sol brilhando através de folhagem da floresta. Surgiu o padrão "emboscada", cujo nome não representava corretamente o objetivo conceitual por trás do padrão de camuflagem.

Em meados de setembro de 1944, os veículos começaram a deixar as fábricas em seu primer de óxido vermelho, com apenas uma camuflagem esparsa. Em 31 de outubro de 1944, uma camuflagem mais elaborada em Dunkelgelb, Rotbraun e Olivgrün começou a ser aplicada nas fábricas sobre o primer de óxido vermelho. Além disso, Dunkelgrau poderia ser usado se Dunkelgelb estivesse indisponível. Apesar desta ordem, nunca houve qualquer evidência de que Dunkelgrau foi realmente usado.

Em 20 de dezembro de 1944, foi ordenado que se usasse uma camada base de Dunkelgrün (verde escuro), com um padrão de borda dura de Dunkelgelb e Rotbraun.

 

O sistema de camuflagem final usado pelos Tigres foi o de três cores
pedido em 18 de fevereiro de 1943, embora alguns veículos já estivessem sendo pintados neste sistema ao final de 1942.

A cor de base era Amarelo Escuro, e os veículos saíam da fábrica com essa pintura base. Duas cores adicionais, Olive Green (RAL 7008) – de o primeiro esquema de cores do norte da África - e Red Brown (RAL 8017) foram especificadas como cores contrastantes para permitir qualquer esquemas de cores a serem pintados. O Olive Green era um pouco acinzentado em baixo contraste e o vermelho-marrom tinha tons marrom-avermelhados.

Devido à falta de padronização na diluição, método de aplicação e outros fatores, as cores variaram tremendamente e os efeitos do desgaste e de combate as alteraram ainda mais.

Os padrões de camuflagem preferidos eram grandes "nuvens" de alto contraste ou esquemas de bandas que quebravam a forma dos tanques permitindo que eles se misturassem melhor com a área circundante. É o princípio básica da técnica de camuflagem.

 

Assim, apesar da padronização, em teoria, de pintura dos veículos militares alemães, quanto ao Tigers I, a pintura em três cores, sendo a básica a Dunkelgelb RAL 7028,  foi comum a esses veículos até o final da guerra.

Como o kit é seu, você o monta e pinta como quiser, mas querendo alguma autenticidade, use as três cores, com o amarelo escuro por base.

Claro, como foi postado, sua montagem pode sugerir que o modelo foi um veículo recuperado a partir de peças de diferentes versões do veículo. Nas oficinas de recuperação da Henschel, de fato, surgiram alguns Tigers I, com aspectos híbridos, a partir de veículos que sofreram danos extensos demais para serem recuperados nas oficinas de manutenção das unidades. Mas para isso, como o Morgado postou, existe o híbrido da Italeri.

Quanto ao zimmerit, a postagem do Rubens elimina qualquer dúvida.

 

Mas o consenso geral é que um modelista deve escolher uma cor que ache que parece “certa” e ficar com ela. Simples, na verdade, mas cada um tem uma ideia do que quer que seu modelo seja. Desde que não seja pink...

Pesquise, mas não permita que isso tire o prazer da montagem. E quem lhe diz isso é um plastimodelista que vê no processo de pesquisa um prazer muito maior que a montagem em si.

Grande abraço e esperando a montagem...

Boa tarde Artemius,

Espetacular explicação sobre pintura dos veículos alemães na 2ºGM. Seus posts no GB sempre tem um histórico dos veículos muito bem escrito. 

Também gosto de realizar pesquisas. A maioria fotos e desenhos com a finalidade de corrigir alguns detalhes nos kits. Claro que saber um pouco da história do veículo ajuda muito em vários detalhes da construção e pintura e principalmente acabamento. 

No momento, a etapa que mais me prende a atenção é o  weathering. Um modelista que tenho como referência é o Michal Rinaldi. Sua técnica de uso da tinta óleo é impressionante. 

Abraços

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