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Tive um problema bem chato na minha minha última montagem.

Como queria fazer um tanque totalmente sujo e empoeirado dei literalmente um belo banho nele com tinta a óleo (Acrilex) beeem diluída com Ecosolv e deixei secando quietinho de um dia para outro.

No dia seguinte quando peguei na mão levei um susto vendo as peças, principalmente rodas e suspenção, simplesmente se soltarem totalmente.

A princípio acreditei que o Ecosolv nas partes onde ele ficou um pouco "empossado" tivesse tido algum tipo de reação com a cola, mas olhando melhor além disso percebi que as peças estavam na verdade também corroídas. Aqueles pinos de fixação que as peças tinham haviam desaparecido juntamente com algumas pequenas partes das peças na região onde tinham sido coladas.

Vai piorar.

Depois de lixar e limpar as partes afetadas, ao tentar colar novamente no lugar descobri que nem com "reza brava" as várias colas que usei funcionavam.

Lembrando muito aquelas peças de "resina" ching ling que também são um parto para fixar.

Percebi também que alguns eixos das rodas haviam encolhido.

Antes de postar aqui dei uma fussada na net, principalmente no Youtube, procurando por algum caso similar mas não encontrei nada.

Pra mim foi uma total e infeliz novidade.

Alguém daqui já passou por isso ou tinha conhecimento desse problema?

[]s.



OBS: O kit é um Italeri.

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Eu também já tive experiências desagradáveis com washing e weathering feitos com tintas a óleo...
A aguarrás, solvente dessas tintas, tende a ressecar demais o estireno. Quanto mais baixa é a qualidade desse plástico, pior é o ressecamento. Eu usei, em alguns casos, o Varsol como solvente, onde o ressecamento é mais suave... mas também presente.
Hoje, só faço washing e weathering com tintas acrílicas. Aplico uma camada de X-20A sobre a área e uso a tinta com pincel fino. O resultado é o mesmo e bem mais seguro (inclusive para seu nariz e pulmões).

Zé Victor

Quando  terminaste a pintura você passou verniz e deixou secar bem ?

    Nunca tive problema com tinta a oleo,mas uso de forma controlada e misturo até com aguarras e secante de  cobalto que seca quase em instantes a tinta a óleo. Como trabalho com tintas automotivas inclusive o primer que é solvido em thiner nunca encolhi ou derreti plástico.Em esteiras de borracha uso Tamiya enamel como primer e depois tinta automotiva e verniz no meu caso automotivo.

Zé Victor, pelo descrito, você deu praticamente um banho no kit com Ecosolv, que não tem cheiro, mas que continua sendo um diluente, ou seja, em quantidade, vai atuar negativamente em quase todos os materiais plásticos, inclusive estireno.

Ele, por conta do seu odor mais suave, substitui, na pintura, e no plastimodelismo, a terebentina, que tem um odor característicamente forte e que não deve ser utilizada em ambientes fechados, sem ventilação. Sem controle, a terebentina pode levar a irritação na pele e olhos, danos aos pulmões, sistema respiratório e sistema nervoso central, e quando ingerido, falência renal. Ou seja, não é para se brincar com ela.

Assim, o Ecosolv veio ajudar aos plastimodelistas, além, é claro, aos pintores.

Mas, ao trabalhar com wash, que é uma técnica muito antiga, juntamente com o dry brush, e que visa, fundamentalmente, criar contrastes no kit, tem-se que estar atendo ao fato que o wash pressupõe uma tinta muuuuuuuto diluída e aplicada em áreas bem contidas, escorrendo pelas linhas e contornos do kit. Alguns minutos após a aplicação, inicia-se a remoção, de preferência com um pincel, do excesso do wash que não assentou nas linhas ou ao redor de peças.

Se não fizer isso, pode acabar com um kit arruinado, no que tange a pintura, enegrecido se feito com tinta escura, ou sofrendo perdas físicas nas peças, como foi no teu caso.

Abs.

Last edited by artemius111

Zé,

Nunca tive grandes problemas com Ecosolv, no máximo atacou a pintura base, porém nunca o usei em demasia.

Lavou o kit com àgua e detergente antes de montar e pintar? Algumas marcas como Italeri costumam usar na injeção bastante graxa lubrificante que pode reagir, mas normalmente, no máximo o primer ou a pintura não pegam bem.

As lagartas estavam instaladas no kit e também usou nelas? Tempos atrás apliquei um wash em lagartas Italeri, não lembro se usei Ecosolv, Aguarrás ou algo parecido, mas elas ficaram molengas, como se fossem derreter e soltaram um pouco de material viscoso, esperei um bom tempo até secarem, mas ficaram quebradiças e imprestáveis. Estavam fora do kit, se estivessem nele, provavelmente seria mais trágico.

Uma vez usei uma tinta spray que teoricamente era compatível com plástico, não sei exatamente qual diluente usava, mas acabou "descolando" e "derretendo" parte dele, devia ter testado antes num sprue do mesmo, pois era de um plástico meio diferente (Matchbox).

Infelizmente, de vez em quando aparecem algumas surpresas inexplicáveis, faz parte do processo.

PlastiAbraços

@Rubens posted:


Lavou o kit com àgua e detergente antes de montar e pintar?

Sim. Estava bem lavadinho e seco..

As lagartas estavam instaladas no kit e também usou nelas?

Não. Por sorte ainda nem tinha mexido nas lagartas.

Infelizmente, de vez em quando aparecem algumas surpresas inexplicáveis, faz parte do processo.

É a vida. Vamos em frente.

Como o kit já escapou (por pouco, muito pouco) de um pisoteamento no fim da semana vou ver o que consigo fazer com ele.

[]s.

Como um eminente cientista falou ; A diferença entre o remedio e o veneno é a dose correta.

  Bom o estrago já foi feito,ao meu ver não foi a tinta a oleo e sim excesso de solvente,estes sem cheiro são perigosos pois você acha que é fraquinho e empurra  o frasco todo. Bom  qual cola foi usada para colar as peças, em ultimo caso se usa bonder,não sei como ficaram as partes danificadas para talvez dar uma ideia.

Bom a Bonder não derrete o plastico  as da Tamiya dependendo da quantidade derrete o plastico ou seja funde ai  só se o solvente derreteu a parte mais fragil da peça,ai tem de remendar  tentar fazer outra.

@Rogerio77 posted:

Zé, queremos ibagens. Faz fotos do estrago aí, do geral e de detalhes, fica melhor de termos ideia do que aconteceu e do que pode ser feito. Se dá pra fazer algo ...

Quando eu voltar pro meu "cafofo" (mais pro fim de semana) vejo isso.

[]s.

Last edited by Zé Victor
@Rogerio77 posted:

Essa é nova pra mim. As bonders secam tão rápido, pra quê acelerar ainda mais ?

Depende Rogério.

Existem variações entre elas de tempo de secagem e viscosidade.

A que usei nesse malfadado kit foi a 200, que é bem grossa mas tem um tempo de secagem maior, dando a oportunidade de fazer correções no posicionamento das peças.

Aliás ela é indicada para uso em carpintaria.

A 725 é a de uso mais comum com uma secagem rápida. E temos a 721 com uma secagem também rápida mas de uma viscosidade bem maior, ralinha mesmo. Ótima para vedar aquelas frestinhas chatas. Fuselagem de avião por exemplo.

Tem outras, mas as que conheço e uso são essas.

Se bem que no momento só tenho a 200 em casa.

Usando a 200 o acelerador é uma mão na roda. Creia.

[]s.

@Rogerio77 posted:

E aí, tens as "ibagens" pra pôr na tela ?

Nossa Rogèrio! Passei o fim de semana inteiro brigando para remontar esse kit e nem lembrei de fotografar.

Foram 2 dias que só parei para comer e dormir. Ontem nem o celular liguei.

Não ficou lá uma Brastemp e sendo bonzinho comigo mesmo, acho que deu para quebrar o galho.

Sou lerdo para montar mas assim que terminar posto algumas fotos. JURO!!

Me desculpe mesmo.

[]s.

"A 725 é a de uso mais comum com uma secagem rápida. E temos a 721 com uma secagem também rápida mas de uma viscosidade bem maior, ralinha mesmo. Ótima para vedar aquelas frestinhas chatas. Fuselagem de avião por exemplo."

Na verdade menor, quanto menos viscosa mais escorre.





Last edited by Augusto

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