Montagem para iniciantes - SdKfz 7 - 1/72

Resolvi fazer este GB da forma mais didÁtica possÍvel, passando informaÇÕes mais claras e descrevendo melhor cada passo. Vai ser mais voltado para os iniciantes, então me perdoem os que jÁ conhecem o que vai ser dito.

O Kit inscrito no GB serÁ acompanhado de um canhão 88 mm Flak 18, jÁ que os dois formavam uma dupla das mais conhecidas da segunda guerra.

Os modelos



Algumas fotos de referÊncia para quem não conhece.








[

Original Post
O primeiro passo para se montar um modelo é tirar as peças das arvore. Pode parecer estranho, mas fazer isto corretamente vita um monte de problemas e trabalho desnecessário.

O método mais conhecido e que todo iniciante usa é simplesmente torcer ou balançar a peça até que ela se solte. Isto é muito arriscado pois pode deformar ou mesmo quebra a peça. Então vamos a métodos um pouco mais "sofisticados"

1- Usar um estilete

É o método mais barato e funciona bem, os incoveninetes além, do risco de cortar o próprio dedo (que modelista já não fez isso?) tem problemas em peças pequenas. Como nem sempre é possível apoiar a peça sobre uma superfície de apoio as vezes ao forçar o corte se quebra a peça. Assim é melhor sempre usar uma lâmina nova para este serviço. ( Ok a minha não é exatamente nova, mas eu uso outros métodos)







2- Usar um alicate de corte plano ou reto.

Esta é uma solução mais segura e em muitos casos dá um corte bem limpo. Mas lembre-se de que tem de ser um alicate de corte reto, os de corte oblíquo não servem. O incoveniente é que nem sempre há espaço para se inserir o alicate e as vezes quando o plástico é muito macio a peça pode sofrer algum dano. Em plásticos muito macios a solução 1 é mais recomendada. Um bom alicate também não é barato, mas vale o investimento.





3- Pinça cortadora

Esta solução junta as duas primeiras numa só e é a minha preferida. Infelizmente nunca vi uma ferramenta destas por aqui que tivesse um mínimo de qualidade, só importando. As vantagens são claras, tem o alcance de um estilete e a facilidade de corte do alicate, só não recomendo para cote de peças muito grossas, ai é melhor usar o alicate.







Cortadas as peças vamos a mais chata tarefa do modelismo, acertar as rebarbas que ficaram dos pontos de ancoragem das peças nas árvores. Por melhor que seja o seu corte sempre sobra uma ou outra rebarba para tira, aqui vou usar as rodas que acabei de cortar.
Para isso vou usar uma lixa de bloco que pode ser comprada em casas que vendem produtos para manicura, se tiver vergonha peça a sua mulher, namorada, irmã, mãe para comprar. Como o nome diz é uma lixa que vem colada num bloco e que facilita bastante o manuseio. No meu caso é uma de 4 lados com 4 lixas diferentes variando da mais grossa até a que serve para o polimento.

O segredo aqui é não fazer força. A lixa é feita para se acomodar ao contorno das unhas e se você fizer força vai acabar com uma superfície arredondada. Claro que para superfícies curvas é muito recomendada.

Existem alternativas como lixas de unha comum, ou mesmo limas. Fica a critério de cada um ver com o que se adapta melhor.

Então com toda paciência do mundo acertamos as rodinhas.



Este kit é bem antigo (se você for esperto e só comprar coisa novas vai escapar deste tipo de coisa) e também tinha rebarbas internas. Neste caso as lixas não resolvem. Então aqui temos duas abordagens.

Rebarba que não se alcança com a lixa e em furos irregulares se resolve com diferentes tipos de estiletes.





Neste caso um estilete de ponta mais fina.





Já no caso de furos redondos sempre vem a idéia de se enfiar o estilete e rodar. Isso pode funcionar, mas a mão tem de ser muito firme. Qualquer inclinação no estilete e o furo vai ficar deformado.

Neste caso o melhor é usar pequenas brocas de cabeça redonda que se compra em lojas que vendam material para relojoeiro/ourivesaria. O melhor é ter diversos tamanhos já que elas custam muito barato.





Aqui têm várias e de outros formatos para usos mais específicos, que explicarei depois.





Serviço pronto vamos guardar estas rodinhas já que peças pequenas tem o mau hábito de sumir da bancada quando não estamos olhando. Para isso é sempre bom ter uns potinhos, de preferência com tampa.




Neste intervalo uma palavra sobre as colas que vão ser usadas.

As colas para estireno são fusoras, ou seja, elas colam fazendo com que o plástico das duas peças que se pretende juntar, derreta e se misture. Quando a cola evapora o plástico unido volta a endurecer e a união esta formada. Um erro muito comum dos iniciantes, ao ver que uma peça não fica no lugar, é adicionar mais cola. Isso só vai fazer o plástico derreter mais e piorar as coisas, além do risco de acabar deformando a peça. Então paciência e espere a cola evaporar para a união ficar firme. Se for preciso prenda as duas peças enquanto a cola "seca". Vamos ver isso mais adiante.

Nesta montagem vamos usar dois tipos de cola.




Ambas são colas líquidas, mas com viciosidades diferentes. Isto quer dizer que uma é mais "grossa" que a outra.

A Revell é bem mais espessa.



Já a Polly é líquida como água.




Mas porque dois tipos de cola?

Elas vão ter funções diferentes de acordo com as suas características. A cola "grossa" evapora mais lentamente, então derrete mais o plástico e com isso fornece uma junção mais forte, além disso, permite que se cole superfícies maiores. Já a cola mais "fina", por evaporar mais depressa, derrete menos o plástico e por isso é indicada para peças muito pequenas que poderiam se deformar com o uso de uma cola mais forte.

Além destes dois tipos existem outros tipos de cola. Cola para estireno em forma de gel, mais forte ainda por evaporar mais lenmtamente, e as colas tipo superbonder. Tudo vai depender da experiência e adaptação de cada um.

Como alternativa barata para a cola mais fina pode-se se usar um líquido usado par dentistas para fazer moldes de acrílico. O JET. Lembre-se que para este uso voçê só precisa do líquido e não do pó que é vendido separadamente.





Dica: Se ao colar uma peça a cola se espalhar por onde não devia, resista a tentação de tirar o excesso passando o dedo ou alguma outra coisa. Ela já vai estar amolecendo o plástico e a chance de arruinar algum detalhe é grande. O melhor é na fazer nada e esperar que ele evapore, acredite os danos serão menores e mais fáceis de reparar. Se o excesso for muito grande tente remover apenas encostando-se à cola a ponta de um papel absorvente.


Dica 2 – Para iluminar a bancada eu uso aquelas lâmpadas eletrônicas, dão boa iluminação e não faz você se sentir como se estivesse numa sauna. Eu prefiro as amarelas (2700K) de 23 w.






Por enquanto é isso, espero que seja de alguma utilidade porque está dando um trabalho danado. Maneiro !!!!
quote:
Originalmente publicado por Marcello Pelliccione:
Augusto, excelente iniciativa! Também sugiro armazenar o mesmo "tutorial" para iniciantes em algum outro site, pois aqui não ficará fixo, e fatalmente vai desaparecer com o tempo.


Olhaí, Senhor Presidente.
Fala com o Ed para que fique armazenado no Site da APRJ, né?
Eu estou começando a aprender agora e ainda não montei nenhum kit. Pois estou querendo aprender um pouco antes de começar e fazer" caca". E justamente esses dias, bem quando vc começou esse topico, eu estava até pensando:- Pô! Eu nem sei por onde começa.. sei que a primeira coisa seria tirar as peças (agora já sei que vcs chamam de "arvore",rsrs) e será que tem um jeito especial para isso? É logico que eu sabia que se torcesse as peças elas sairiam, mas seria esse o jeito certo??? Será que depois não ficaria uma rebarba e não poderia??? Ou teria mesmo que ficar.. Sei que essas duvidas podem parecer tão bestas pra vcs que já estão na arte á tanto tempo( e a gente acaba ficando até com vergonha de perguntar..) E justamente aparece esse trabalho tão legal que vc, Augusto está fazendo e começa bem pela duvida que eu tinha( é logico que vão aparecer mais milhoes de duvidas, mas já vi que aqui vou conseguir matar todas, rsrs
Cara!! Vc está de parabens pela iniciativa pela utilidade que ela tem para nós iniciantes e que queremos fazer da forma mais correta. E parabens principalmente pela humildade de se dispor á gastar seu tempo e dedicação em passar adiante seu conhecimento da forma mais básica e clara possivel. Obrigado!!
Putz! Se eu não conseguir aprender como se faz, desse jeito aqui, então terei que desistir hahaha
Um grande abraço!!
Bom pelo que estou vendo a recepção foi boa Legal !!!, agradeço a todos pelas palavras de incentivo o que só aumenta a responsabilidade. Tomara que de conta do recado.

Antes de prosseguir com a montagem vou tocar numa dúvida por que passa todo mundo que inicia, pintar as peças antes ou depois de tirar da árvore?

Existe uma tendência natural de no início se preferir pintar as peças ainda na árvore, ela fornece um modo fácil de segurar a peça firme durante a pintura, eu mesmo no começo fazia assim e ainda tem pessoas que preferem este método.

No entanto com o tempo se percebe que este método tem algumas desvantagens. A mais óbvia, como já vimos é que depois de retirada da árvore a peça sempre precisa de um acabamento para acertar as rebarbas, além disto os encaixes nem sempre são precisos e precisam de ajustes, seja cortando a peça, seja preenchendo as frestas com produtos especiais que veremos mais a frente. As colas fusoras em geral atacam as tintas e este é mais um problema. Assim diante de tantos perigos Maneiro !!!! é mais seguro montar tudo primeiro, fazer os ajustes necessários e só depois iniciar a pintura. Neste ponto você deve estar coçando a cabeça e pensando como se pode pintar todo um modelo depois de montado? Claro que existem exceções, como interiores, mas no geral um modelo pode sim ser todo pintado depois de montado, é isso que vamos ver aqui.

A regra de ouro é: O que você não consegue pintar depois de montado, ninguém cosegue ver. Maneiro !!!!

Apenas como um exemplo inicial, coloco estas fotos de um Panzer III 1/72 mostrando como estava antes e depois de pintado.






Bom por hoje é isto, desculpem se não foi uma parte muito ilustrada, mas esta semana está difícil, e de qualquer forma era preciso abordar este tema.

Ps. Talvez este tópico esteja tomando um rumo um tanto diferente de um Gb convencional, se for assim não vejo problema em mudar o tópico para outra seção.

Ps2. Como é uma montagem voltada para iniciantes qualquer pergunta é pertinete. Coloquem suas dúvidas sem qualquer reserva, isto aqui é local para aprender (tanto quanto eu possa ensinar) e quem não pergunta não aprende.
Essa realmente é uma questão do tipo ovo e galinha. Maneiro !!!!
Já vi vários montadores prós com opiniões diferentes. Quando comecei a montar segui a dica do Augusto e comecei a montar tudo antes e depois pintar. Achei interessante esse ponto sobre cola e tinta não se darem bem, e comecei a fazer o mesmo. É muito mais fácil reparar um excesso de cola numa peça ainda não pintada do que numa pintada. Como eu disse quando comecei o Augusto me deu essa dica, e dando uma olhada nos livros do Alex Clark vi que ele também montava assim. Mas recentemente dando uma folheada no livro do Mig Jimenes, ele diz que não se deve montar a esteira antes de pintar. Então acho que cada um deve fazer o que achar mais confortável.

BTW, Augusto muito boa a iniciativa. Merece virar artigo com certeza.
Vamos retomar o projeto montando os rodeios.

Como este modelo permite vou colocando os rodeios sem nenhuma cola para verificar todos os ajustes



Com todas as peças no lugar vem a hora de usar a cola bem líquida que ajuda muito no processo. Aqui basta usar um pincel comum, nem é preciso limpar depois, este tipo de cola evapora muito rápido e não deixa qualquer resíduo nos pelos. Às vezes fica um pouco de plástico derretido grudado neles, mas ai é só mergulhar novamente na cola que tudo fica limpo novamente.





Com o pincel embebido em cola basta encostar nos pontos de contato da roda com o eixo que por capilaridade a cola vai se depositar nas reentrâncias formando uma soldagem limpa ainda que não muito resistente.



Aqui os rodeios já montados



Fazemos então uma verificação se tudo está certo, caso haja algum problema a fraca soldagem vai permitir que se desmonte as rodas sem muitos problemas. Primeiro verificamos o alinhamento com uma régua de alumínio



Para verificar se todas as rodas estão tocando igualmente o solo nada melhor que uma superfície de vidro que, aliás, é o que forra a minha bancada. É resistente, fácil de limpar e boa para apoiar coisas que se precisa cortar.





Terminada a suspensão traseira vamos dar uma olhada nos photoetch. Photoetch são pequenas placas metálicas esculpidas com eletro-corrosão que permitem uma grande fineza de detalhes em peças planas, principalmente quando se trata de grelhas e afins. Não são acessórios baratos (muitas vezes custam mais do que o modelo) e nem fáceis de se trabalhar.

Aqui a folha feita especialmente para este kit fabricada pela PART.



Separar as peças de photoetch das arvores é um trabalho que deve ser feito com muito cuidado principalmente quando são peças muito pequenas. Elas tendem a sair voando e somem. Minha forma preferida é passar um estilete cortando a ligação entre a peça e a arvore. Cuide de manter a peça sempre bem presa para evitar que saia voando por ai.



Depois de cortadas, as rebarbas que ficam podem ser removidas com uma lima bem fina. Lembrando sempre de usar a lima no sentido do comprimento da peça, pois elas são muito delgadas e amassam com muita facilidade.





Para que tenham volume peças de photoetch tem de ser dobradas, em geral a marca das dobras é indicada por uma linha serrilhada ou em baixo relevo. Veja aqui o novo painel de instrumentos.



Para dobraduras simples como esta podemos usar novamente a régua de alumínio usando o estilete como ferramenta de dobra.







Aqui uma prévia de como vai ficar o painel




Painéis de photoetch em geral são acompanhados por desenhos dos instrumentos feitos em acetato.



O acetato deve ser cortado, colado por trás do painel e ter sua parte de trás pintada com a cor de fundo dos instrumentos, mas isto veremos depois.

Aqui uma comparação inicial entre o painel de instrumentos original do modelo e o do set de photoetch.



Para dobraduras um pouco mais complexas existem ferramentas especiais, mas que custam os olhos da cara.

http://www.ares-server.com/Ares/Ares.asp?MerchantID=RET...ype=Product&ID=83682

Eu fiz a minha versão tabajara a partir de uma idéia inicial do Claude explicada aqui

http://www.webkits.com.br/news/templates/news.asp?articleid=239&zoneid=28

Mas ligeiramente melhorada.

Aqui dobrei uma caixa que fica abaixo do painel de instrumentos





Por enquanto é isso, tem mais fotos, mas agora cansei Legal !!!

Ps. Aqui tem um artigo meu de como se dobrar uma esteira em photoetch do mesmo fabricante, e que pode ser interessante para entender um pouco melhor este tipo de acessório, infelizmente está em inglês.


http://www.onthewayuk.com/reviews/PART/partPz4tracksrev.htm
Se todos tivessem o empenho que você está colocando nesse tópico, iria ser muito mais fácil para os iniciantes e também para os mais veteranos, pois sempre estamos aprendendo não importa o nível, sempre há informações novas.
Agora, só não pode deixar esse tópico morrer na limpesa depois. Tem que ir para a área de artigos em? Captou ???

P.S. Eu tenho esse set de PE, mas não tenho o kit. Tá difícil achar.
Continuando

Colei o fundo do painel de instrumentos na cabine, mas como é uma peça muito frágil coloquei um reforço de estireno pra dar mais firmeza.




Vamos então colar a caixinha que foi dobrada no painel que vai na cabine, para isso vamos usar uma outra cola.

A Tekbond é uma cola tipo Superbonder, mas de uso industrial. Como vantagens ela fornece uma colagem mais resistente, não cristaliza como as bonders normais, e pode ser encontrada em várias viscosidades. Neste caso vamos usar a mais fina que é líquida como água.



Existem varias formas de aplicar esta cola e vou apresentar a maneira mais simples que encontrei.

Primeiro pingo uma gota de cola numa superfície descartável, neste caso uma tampinha de batata em lata. A vantagem é que as bonder não grudam neste tipo de superfície e para tirar os resíduos basta uma pequena torcida na tampa que tudo se solta.



Para aplicar a cola não dá para usar um pincel, pois a cola vai endurecer as cerdas, então faço um pequeno laço usando uma agulha de acupuntura torcida com um alicate de bijuteria.



Colocando a ponta em forma de laço na cola o liquido vai formar uma pequena película ali, do mesmo modo que aqueles brinquedos de fazer bolinha de sabão. (será que isso ainda existe?).





Basta então transportar isso para o ponto de colagem. Tocando com o laço na peça o líquido, por ter baixa viscosidade, vai correr pela junta e dar uma colagem bem limpa.




Neste ponto soltei o casco do veículo da arvore, e é uma boa hora para mostra como tirar restos dos pontos de amarração.

Veja que aqui neste pára-lama ficamos com um ponto bem pronunciado



O primeiro passo é reduzir a protuberância usando uma lima. A lima é muito útil nestes casos, pois sendo rígida permite que se aplique o desbaste apenas no ponto protuberante se afetar as áreas adjacentes.

Para dar o acabamento eu uso esta lixa chamada Flexifile, nada mais é que uma tira de lixa presa a um garfo. Isso permite que ela se deforme acompanhando as superfícies curvas.




O resultado final é este.




Na próxima atualização vou dar uma parada para falar um pouco de ferramentas.
Caramba Augusto!

Ainda não tinha visto este tópico, simplesmente espetacular esta sua idéia de detalhar o passo a passo.

Parabéns pelo trabalho e pricipalmente pela paciência de fotografar e explicar tão bem cada etapa.

Muito legal mesmo Captou ???

PlastiAbraços
Nada além do merecido.

Acho um post como esse paradigmático.

Marca uma visão positiva, aberta sobre o hobby, e não a que muitos vimos, e que o trata quase como uma sociedade iniciática, fechada, cheia de toques e segredos...

Só quero ver é pintar esses rodeiros montados! Maneiro !!!! Maneiro !!!!
Aqui usando a lima e uma lixa macia para tarefas diferentes

A lima, como vimos, é muito boa para tirar partes protuberantes como esta marca de molde nas rodas





Já no caso dos farois, em que se pretende arredondar uma superfície e acertar o erro do molde, veja que a peça da esquerda esta com as metades ligeiramente deslocadas, usamos uma lixa macia que ajuda a conformar a peça.



quote:
Originalmente publicado por Paulo do Rio:
quote:
Originalmente publicado por Brettas:
Estou ajudando na montagem e quando falo pra ele que o meu jeito pode ser mais fácil ele me diz que gostou mais da forma que o Augusto fez.
É isso aí!
Brettas


Santo de casa não faz milagres! Maneiro !!!!


Paulo,
Você tem razão, mas o trabalho do Augusto está muito legal e o Tiago está gostando.
Vou deixar ele seguir e fazer do jeito que acha.
Um abraço,
Brettas
Oi Tiago

Que bom que você esteja acompanhando. Veja como eu faço, veja como o seu pai faz, e depois faça do seu jeito. Vai acabar ensinando para nos dois. Maneiro !!!!

Vamos agora colar o painel de acetato.

O primeiro passo é recortar o painel, para isso pode-se usar qualquer boa tesoura, eu uso esta daqui.




Na época que comprei esta, me custou o preço de um bom kit, mas valeu cada centavo. Hoje certamente se encontra por um preço bem mais em conta. O corte é absolutamente preciso e o fio, apesar dos muitos anos de uso, ainda está perfeito.

Para colar o acetato vamos usar a boa e velha cola branca.



Como a cola é um pouco grossa eu diluo misturando uma gota com um pincel molhado em água com detergente, para aumentar a fluidez.






Basta espalhar a mistura com o pincel, a vantagem da cola branca é que ela permite tempo para posicionar corretamente o painel e seca de forma transparente. Assim mesmo que algum borrão escape do controle será praticamente invisível.



Colocado o acetato uma gota de tinta branca no lado oposto conclui o serviço





O painel de instrumentos foi colado no painel do veículo usando Tekbond com a mesma técnica que já expliquei antes.

Quando fui desbastar o piso aonde vão os pedais dei uma bobeada e acabei atingindo partes do kit que não devia. Este é um dos problemas das limas, é preciso ter cuidado pois elas marcam o kit com muita facilidade.




Boa hora para falar de massa Putty. O putty é uma massa macia feita para corrigir pequenas falhas ou imperfeições no kit. Em contato com o ar ela endureça podendo então ser lixada. Devido a sua fórmula ela derrete ligeiramente o plástico de forma promover a aderência, por isso muito cuidado ao usar grandes quantidades, pois pode deformar o modelo.

Existem diversas marcas de putty importadas e nacionais. Eu costumo usar estas duas, se bem que ultimamente tenho preferido usar a da Humbrol, já que a da Tamiya tem me dado problemas, por derreter demais o plástico.




Para aplicar o putty pode-se usar vários tipos de ferramentas ou mesmo palitos de dente, eu uso esta espátula de manicura.




Sempre antes de usar eu descarto a parte do putty que fica logo na boca do tubo porque em geral ela está ressecada.






Tirada a primeira camada o putty esta novamente macio. E pode ser aplicado no modelo.








Agora é deixar secar. Mais para frente vamos ver como retirar o excesso.

Por hoje é isto.
Caraca, Augusto, só agora ví esse tópico. Humm.. O que..??

Duas observações:

1) Quem conseguir montar um kit 1/72 observando os cuidados que vc ressaltou, montará qualquer kit plástico sem sustos e com grande qualidade, afinal, um bom acabamento na montagem corresponde a metade do sucesso de um trabalho. Não adianta conhecer e aplicar várias técnicas de weathering, desgastes, scratching, malabarismo com bolinhas, e um monte de papagaiadas, se a montagem foi mal acabada. Captou ???

2) Pela quantidade de Photoetcheds desse kit, se vc aproveitar tudo que está alí, esse veículo ficará espetacular!!! Ta loco sô !!!!

Manda brasa aí, e espero que os inciantes e até os mais experimentados aprendam bastante com o seu tutorial.
Concordo !!!!
Concordo !!!!

São raros os modelistas que se dispõem a partilhar conhecimentos, demonstrando seus trabalhos e suas técnicas.
A maioria dos assim chamados Doutos sobem em seus tijolinhos de vaidade e apontam milhares de erros dos outros e não expõem seus imaculados traseiros às seringas das críticas aos seus ausentes trabalhos.

Atitudes como esta do Augusto deveriam ser repetidas por todos aqueles que tem um pouco mais de experiência para aumentar o nível do modelismo nacional, seja em quantidade, seja em qualidade...

Digo e repito, Augusto: não deixe este tópico ser tragado pelo Buraco Negro!!!

Transforme isto em um belo de um Artigo !!!!


O modelismo tupiniquim agradece !!!!

quote:
São raros os modelistas que se dispõem a partilhar conhecimentos, demonstrando seus trabalhos e suas técnicas.
A maioria dos assim chamados Doutos sobem em seus tijolinhos de vaidade e apontam milhares de erros dos outros e não expõem seus imaculados traseiros às seringas das críticas aos seus ausentes trabalhos.


Pois é seu Serra, aqui no Rio mesmo havia um grupo de "iniciados" que escondia seus pretensos conhecimentos a sete chaves, foi este um dos motivos de criarmos nossa associação.

Este hobby deve ser veículo de diversão e integração e não uma passarela para desfile de vaidades.

De certa forma este tópico foi inspirado no tempo e esforço que você tem dedicado a dividir sua experiência aqui.
Augusto,
voltando à questão das marcas de injeção do estireno, como você resolve quando as marcas estão em cima de superfícies que não lisas.

Um exemplo prático: arrisquei-me a montar uma ambulância e abaixo dos estribos laterais havia as marcas de injeção. Claro que elas só seriam vistas se alguém levantasse o veículo para ver embaixo, mas, como o estribo representa aquelas ranhuras anti-derrapantes, lixar e colocar putty iria destruir o alto relevo. Imagino também que uma sujada, tipo lama, poderia encobrir o problema.

Obrigado e abraço,
Geraldo Ribeiro
Enquanto estou aqui dobrando mais um dos photoetch e pensando nos próximos passos, vamos ver um pouco das ferramentas.

Nenhum iniciante deve se assustar com isso, o jogo básico de ferramentas com que se pode fazer praticamente tudo não custa caro nem é difícil de se conseguir.

Para começar estas são mais do que suficientes



Da lixa de bloco e dos estiletes já falei, além delas tem a velha lixa de unha de papel que é boa para lixar peças mais brutas e lixas de polimento de unha. Elas servem para acabamento da peça deixando a superfície bem lisa. Normalmente tem três gramaturas: desbaste, acabamento e polimento. Servem também para restaurar o brilho em peças transparentes e podem ser encontradas em qualquer casa de produtos de manicura.

Além dos estiletes que já mostrei existe também o bisturi cirúrgico que pode ser comprado em lojas que vendem produtos médicos.



A vantagen do bisturi é que as lâminas em geral são mais afiadas (cuidado redobrado com eles) além de terem uma grande variedade de formas, como esta em gancho, por exemplo, que é muito útil.

Além do jogo básico se pode gastar um pouco mais (na verdade um bocado mais) com um bom jogo de alicates e tesouras.



Da tesoura e do alicate de corte reto já falei, vamos ver os outros

Este aqui é ideal para pegar pequenas peças alem de dobrar arames e outros em formas circulares, é com ele que eu faço os pegadores de “bonder” que mostrei antes.



Estes aqui são os de ponta lisa, servem para fazer dobras retas em arames ou outras peças, vamos ver isso em uso daqui a pouco.



O de cabo azul é um alicate tesoura que serve para cortar chapas finas, mas como isso eu nunca vi por aqui vou deixar de fora. O meu é importado.

Bom, quem lida com peças pequenas como eu tem de ter um bom jogo de pinças. Evite as compradas em camelo ou similares, compre boas pinças em casa de fornitura pois elas são baratas, as minhas custaram 6 ou 7 reais cada.



Outra pinça boa de se ter para qualquer escala é a chamada pinça cruzada, ela é excelente para segurar peças quando se pinta ou cola e não se tem uma terceira mão. 





Finalmente vou mostrar estas duas ferramentas, ainda que nunca tenha visto por aqui, são importadas. Ambas são excelentes para segurar pequenas peças (vide os faróis mais atrás neste tópico), para isto basta colocar a peça que se quer segurar entre as pinças e deslizar o anel na direção da peça, ele força as pinças a se fecharem e prende a peça com firmeza.




Num próximo intervalo vamos falar das lixas de papel, que não podem faltar na bancada.
Parabéns Augusto.
Estou acompanhando seu tópico e realmente está muito bom.
Louvável sua atitude de explicar tudo bem detalhadamente e passo a passo.
Mesmo porque, para quem nunca montou, ficar vendo só técnicas de acabamento não ajuda muito, pois o básico fica de lado.
E, como já mencionado por outro colega, um bom kit começa com uma boa montagem, que é a base de tudo.
Diria que um serviço limpo é quase que 70% de um trabalho bem apresentado.
Confesso que até eu estou aprendendo alguma coisa, já que cada um de nós tem seus 'vícios' e 'maneiras' de montar.

Continue assim. Meus mais sinceros parabéns.
Gde abs.
Paulo.
Excelente a iniciativa e a descrição da montagem, abrangendo as diversas técnicas empregadas na confecção de um modelo.

Um ótimo tópico, que merece mesmo ser transformado em artigo, pois com certeza ajudará muita gente. Não sei onde o Augusto pretende publica-lo, mas sugiro que, além de transformar em artigo e disponibilizar na internet, que seja transformado também em um PDF, de forma a poder ser impresso por quem quiser. Aliás, isto me dá uma outra idéia, que vou amadurecer e depois abrirei um tópico para descreve-la. Maneiro !!!!

Parabéns ao Augusto pela iniciativa. Realmente, houve um período negro do hobby, onde os detentores do conhecimento guardavam para si o que sabiam. Hoje, com o advento da internet e a boa vontade daqueles que querem dividir seu conhecimento, ficou muito mais fácil para os iniciantes conhecerem técnicas básicas e mais avançadas, aplicando-as em seus modelos.

Bom, chega de poluir o tópico, cuja finalidade é outra. Mais uma vez, parabéns!

[ ]s

Sidney
Pessoal, mais uma vez obrigado pelas palavras de incentivo.

A coisa vai andar meio de lado por estes dias. No dia 12 minha mulher vai passar(como todo ano) 10 dias com os pais em sampa. Por isso estas semanas são dedicadas a ela.

Mas a partir do dia 12 vão ser 10 dias de comer todas as pizzas e sanduiches que eu conseguir aguentar, ver todos os filmes de guerra que estão empilhados por aqui, e, é claro, dar um bom adianto na montagem. Maneiro !!!!
quote:
10 dias de comer todas as pizzas e sanduiches que eu conseguir aguentar, ver todos os filmes de guerra que estão empilhados por aqui, e, é claro, dar um bom adianto na montagem.



ehehehehehehehehehhehe
10 dias sem a Dona Encrenca e plástico na cachola...

Desta vez, o artigo, o kit, o passo-a-passo e o escambau saem...

Acompanhando, Augusto !!!!
Voltando ao batente vamos ver como lixar o putty aplicado lá atrás.

A situação era esta



O primeiro passo e reduzir o putty usando uma lixa de papel 400 ( 400 é a granulação da lixa, quanto menor o número mais grossa é a lixa, quanto maior mai fina ela é).

Para evitar de atingir outras partes do modelo eu dobro a lixa de forma a reduzir a área de contato.





O resultado é este



Passamos então a fase de acabamento, e neste ponto vou usar uma lixa 600 com água. O lixamento com água permite um acabamento melhor, praticamente sem qualquer marca. Para isso é preciso uma lixa que seja resistente a água, conhecida com lixa d'água (wet and dry em inglês). Não tente usar uma lixa comum pois ela vai se desfazer assim que for molhada.





A idéia é retirar todo o excesso de putty deixando apenas a parte que preenche a marca.



Aqui o serviço acabado.



Dica: Lixe sempre com movimentos circulares e sem fazer muita pressão. Vá secando a parte lixada para ver o progresso e molhe novamente a lixa para continuar.

Neste caso eu usei umas lixas da Tamiya que são excelentes. Podem ser usadas tanto secas como molhadas, ainda que molhando ela diminua muito a vida útil.

Estas são as granulações mais utilizadas:



Mas é possível encontar lixas muito boas por aqui, prefira sempre as lixas d'água




Ps. Uma boa prática e marcar os pedaços de lixa usados, para se saber a granulação de cada um. Eu uso uma caneta de marcar CD que resiste a água.

Vamos ver agora uma outra forma de se aplicar o putty, neste caso será apenas uma demonstração já que a área afetada não será visível no modelo pronto.

O problema é preencher esta fenda.



Aplicar o putty na forma já vista não sria o ideal já que as áreas afetadas são de difícil acesso, então vamnos ver a forma alternativa.

A primeira coisa que precisamos e um vidro de Acetona, neste caso o bom e velho removedor de esmalte que se encontra em qualquer farmácia.



Colocamos então uma porção de putty e o removedor para serem misturados, para isso eu utilizo este pequeno prato de louça com divisões que se encontra em lojas de material para pintura/artesanato.



Usando um pincel vamos misturando o removedor e o putty aos poucos.



Até obter uma pasta bem líquida



Usando então o pincel aplicamos a mistura na fenda




Algumas observações sobre este método:

A mistura seca muito rápido, mas basta adicionar um pouco mais de removedor para recuperar a consistência ideal.

Ao secar esta mistura sofre bastante retração, em geral é preciso aplicar mais de uma demão. Espere secar a demão anterior para verificar se precisa aplicar outra.


Terminada a aplicação basta limpar o pincel com um pouco de removedor limpo



Um hábito que tenho é depois de usar alguma substância química com o pincel, lava-lo em água misturada com detergente de cozinha, ajuda a conservar os pelos.



Aqui a vantagem do pratinho de louça, é muito fácil de limpar.




Ps. Esqueci de tirar uma foto de tudo já aplicado, depois coloco aqui.
Olá Augusto,

Não poderia deixar de parabenizá-lo!!! Excelente!!!
Hoje, por coincidência, mexendo em meus cacarecos, encontrei um kit que comprei alguns anos atrás, fechadinho, embalagem intacta. Trata-se de um #75 Remington Arms T-Bird Stock Car. Ao abrir a caixa pensei: "Dio Santo, por onde começo?". Pois bem, aí surgiu Augusto e seu maravilhoso passo a passo.

Tenho comigo um pensamento que julgo ser muito acertado. A pessoa realmente sábia, fala pouco e escuta mais. Afinal, temos duas orelhas e apenas uma língua. Essa é a comprovação anatomo-evolutiva de minha tese!

Brincadeiras a parte, continuarei acompanhando atentamente seu trabalho.

Abraços
Sem palavras... Ta loco sô !!!!

O mais legal aqui não é só aprender como montar um kit, mas aprender a ter MÉTODO, LIMPEZA, e SEQUÊNCIA, eu mesmo estou acompanhando esse passo-a-passo como se fosse um bom livro.

Se juntar esse artigo com o do Panzerserra de wheatering e chipping, tá pronta a primeira enciclopédia tupiniquim de modelismo!

Algum editor por aí?
Olá... é o meu primeiro post neste fórum.

Mas já tenho lido muitos outros tópicos daqui sobre muitas coisas...

Li dois explendidos sobre duas caravelas... feitas em maderia... que fiquei maravilhado.

Montei apenas um kit a muitos anos atrás e vendo tudo que tem aqui... de repente está me dando uma vontade danada de comprar um e tentar.

Estou achando ótimo este tópico.

Vou acompanha-lo mais de perto.

Belissímo trabalho e melhor ainda a vontade em querer ajudar os iniciantes.

Abraços!
O mais legal aqui não é só aprender como montar um kit, mas aprender a ter MÉTODO, LIMPEZA, e SEQUÊNCIA, eu mesmo estou acompanhando esse passo-a-passo como se fosse um bom livro

Para falar a verdade minha montagem é bem menos organizada do que isso, mas como o objetivo e ser o mais didático possível, está indo assim. É a velha história: Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Maneiro !!!!

KPN

O objetivo aqui é mesmo dar uma ajuda a quem esta começando, ou recomeçando. Se for útil para alguém como você, então o objetivo está atingido.

Mais uma coisa, podem perguntar a vontade. Neste caso nenhuma pergunta, por mais banal que possa parecer, deve deixar de ser feita. Se você tem dúvida pode ter a certeza de que não está sozinho. PERGUNTE. Legal !!!
Finalmente de volta ao batente.

Agora vou mostrar como retirar a segunda forma de aplicação do putty. Com um cotonete molhado na mesma acetona usada para diluir o putty vamos esfregando o local e retirando o excesso.








Como esta parte serviu apenas para demonstrar a técnica já que não vai ficar nada visível, não me preocupei em fazer uma segunda aplicação para corrigir as pequenas falhas. Aqui dá para ver como era antes e depois.





Nota: Esta técnica exige paciência, só para ter uma idéia eu gastei isso de cotonetes para este pequeno pedaço.



Nota 2 : Estas fendas eram um pouco grandes e talvez fosse melhor diminuí-las um pouco antes de aplicar o putty diluído, mas acho que valeu como demonstração.

Esta parte que começa agora não é bem uma voltada para iniciantes, e nem mesmo essencial para o modelo. Serviu mais para minha diversão e para mostrar mais algumas ferramentas.

No sete de photoecth vem esta peça para colocar na ponta do eixo, mas sem nenhuma instrução de como fazê-lo e nem mesmo as peças para prendê-la no lugar. Então o remédio foi improvisar.




A primeira providência foi cortar as pontas do eixo. Para isso eu utilizei serras de photetch. São serras muito delgadas, da espessura de uma peça em photetch que permitem serrar uma peça com um mínimo de perda de material.

Aqui estão dois jogos diferentes que eu tenho.





O primeiro jogo (espessura maior e dentes maiores) se destina a cortar peças mais grossas, o segundo mais fino serve tanto para corte como para fazer linhas finas em baixo relevo, como se pode fazer em aviões.

Devido a baixa espessura elas são muito frágeis e devem ser manipuladas com cuidado, Qualquer esforço a mais pode empenar e arruinar a serra.

As formas estranhas são na verdade muito úteis permitindo que se corte ou risque pecas em posição difícil sem afetar as áreas no entorno.

Usei a serra mais fina para cortar as pontas do eixo que foram coladas nas rodas. A ponta do eixo foi então lixada para uma forma boleada.







A ponta cortada não foi bem medida e ficou curta para o que eu pretendia , então coloquei uma peça para prolongar e colei a peça de photoetch usando Tekbond a técnica já mostrada aqui.



Hora então de fazer os furos no eixo para prender as rodas. Para isso marquei a posição do furo usando uma canta pilot de ponta bem fina.




Para fazer os furos o ideal é uma broca helicoidal, e neste caso em particular uma broca beeeeem fina. Para se ter um exemplo da espessura das brocas usadas nesta escala temos esta foto. A broca gigante a direita tem (acredite) 2mm de diâmetro. A menor tem 0,2. A que vou usar tem 0,40mm. E é a segunda da direita para esquerda.



Para manipular este tipo de broca o ideal é uma furadeira manual (também chamada de porta brocas manual) Existem diversos modelos por ai, mas prefira sempre as mais leves e em que o mandril (peça que pega a broca) feche a zero. Isso significa que ele pega mesmo as brocas de menor diâmetro.
A que eu uso é esta






Estas brocas são muito frágeis e quebram com facilidade, o segredo é pressionar o mínimo possível mantendo a rotação. Se a broca ficar presa no plástico nunca tente puxá-la. Vá girando no sentindo inverso fazendo uma leve tração, e ela acaba saindo. Também é importante segurar o porta brocas da maneira correta.





É possível usar estas brocas numa furadeira elétrica, para isso é preciso um adaptador já que dificilmente estas furadeiras pegam brocas tão pequenas.





No entanto eu não recomendo usar a furadeira elétrica com brocas menores que 0,5mm já que aumenta muito a chance de ela se quebre.

Feitos os furos verifiquei que o eixo era muito fino para a peça que estava na roda e coloquei então uns espaçadores que depois foram também furados.



As rodas foram então presas no eixo usando um pedaço de alfinete cortado como pino.



Finalmente no set vinha uma barra de ligação entre as rodas que francamente não me pareceu nada convincente. Sets de photoetch são bons para representar superfícies planas, mas para peças com volume, principalmente de forma cilíndrica, elas não resolvem.



Então resolvi substituí-la por um fio de cobre.



A primeira coisa é fazer o fio ficar reto, e neste caso usei uma técnica muito simples explicada pelo Dr. Serra aqui mesmo faz tempo. É simples e funciona muito bem. Basta tracionar o fio de cobre, sem exagerar muito na força, que ele fica retificado. Para isso eu usos dois alicates. Pego uma ponta do fio com cada um e dou uma leve esticada.



O resultado



Quando o fio é muito fino existe uma outra forma de fazer isto, que eu vou explicar mais para frente.

Então cortei o fio no comprimento certo, dobrei as pontas, passei pelos furos das peças que estavam coladas nas rodas e.....

Temos um conjunto de rodas móveis.



Agora você, com razão, vai perguntar: Afinal para que serviu isso tudo se é um modelo estático? Bom, fora o fato de me divertir um bocado e de poder mostrar mais algumas ferramentas não serve para nada. Ó pra você.. !!! Maneiro !!!!

Até a próxima Legal !!!
Quanto à retifica de arames, vale a pena também mostrar aquela outra técnica que você mesmo mostrou um tempo atrás aqui com duas placas de vidro. Para arames de maior espessura acho que funciona melhor.
Sobre as serras de PE a mais fina é aquela da Hasegawa que você indicou na Luckymodels, ou aquela é a mais grossa? Fiz o pedido dela, mas já faz mais de um mês e ainda está em Available. Que saco !!!!
Marcos acho boa idéia, conte com meu voto.

Agora a montagem vai ser menos explicada já que estou apenas repetindo o que já foi mostrado. A idéia é acelerar para chegar na fase de pintura

O set de photoetch tinha um detalhes internos nos armários mas isso ia demandar uma enorme cirurgia no kit que foge ao escopo aqui, além disto eu pretendo colocar o modelo com o 88 no reboque e não fazia sentido abrir os armários.

Depois eu coloco umas fotos destes detalhes.

No momento ele está assim.



No
Prosseguindo a montagem vamos a mais algumas coisa que podem ser interessantes. Preferi substituir as alavancas de cambio do set de photoetch por outras feitas de fio de cobre. Para colar peças metálicas volto a usar a Tekbond, mas desta vez outro tipo.



A Tekbond 200 tem consistência de gel e é muito pratica para certos casos. Para aplicar basta encostar a peça na cola e depois posicioná-la. Como a cura é mais lenta dá tempo para pequenos acertos e a alta viscosidade mantém as peças pequenas no lugar facilitando muito o trabalho.









Vou aproveitar a cola para fazer também as bolinhas que ficam no topo da alavanca de cambio. Para isso uso uma agulha bem fina para pegar um pouco da cola e encosto na ponta do fio de cobre. A tensão interna do líquido faz com que assuma a forma esférica. Com um pouco de prática é bem fácil de fazer.











No set de photoetch vem uma peça para fazer uma alça que passa por trás dos bancos.




Mas este é o tipo de peça que não fica bom devido a forma chata ( o mesmo problema das alavancas de mudança) então o jeito é fazer outra com fio de cobre. O difícil aqui é acertar a dobra no comprimento exato. Como temos a peça já na medida vou utilizá-la com gabarito.

Coloco a peça numa superfície de madeira e com dois alfinetes marco o local da dobra.







Com os alfinetes no lugar mantenho o fio preso usando uma régua de alumínio e dobro as pontas com um estilete.



Depois é só cortar as pontas no tamanho desejado.

Esta técnica pode também ser útil para se fazer àqueles suportes de lona que tem nos caminhões. Permite que se faça todos com o mesmo tamanho e raio de curvatura.

Por hoje é isto

Ps. Se estiver ficando muito monótono, por favor, me avisem
Augusto,
Não sei o que dizer, a respeito da sua apresentação e detalhamento de cada etapa, quisera eu ter a paciência que você tem...
Com relação a montagem, sem comentário, principalmente nesta escala, pra mim a 1/35, já está complicando devido a vista, imagina 1/72 então... Maneiro !!!!
Parabéns...

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