marcante que vocÊ teve na aviaÇão?

No meu caso foi com aviaÇão de caÇa.

Quando o aeroporto de BrasÍlia tinha o mirante que se podia ficar ao ar livre vendo os aviÕes ,eu estava no rumo da torre  apreciando a  vista quando de repente sÓ ouvir o estrondo...2 mirages em formaÇão vindo por trÁs de mim indo  no sentindo da base aÉrea de BrasÍlia ;passaram muito baixo  sobre a base e fizerem uma curva à direta e novamente outra passagem sobre a base agora na perpendicular  da pista principal do aeroporto e comeÇaram a fazer outra curva à direita para novamente fazer outro rasante sobre a base ,mas desta vez o 2º mirage que estava um pouco mais atrÁs do ala  abriu bastante  essa curva e os 2 voltaram no sentido do aeroporto.Passou o 1º Mirage e para minha grande surpresa o 2º mirage fez um looping bem em cima do mirante do aeroporto onde eu estava  localizado.Jamais esquecerei esse dia e depois descobri que era o dia  do Aviador.

Pena que  rasantes de caÇas da FAB são raros de acontecer nos dias atuais

 

Não pude registrar com alguma filmadora ,pois naquela Época era complicado ter esse tipo de equipamento ,mas ficou guardado na minha memÓria esse momento  inesquecÍvel.

Last edited by GDA
Original Post

Os meus momentos (pois foram mais de um) tambem foram com os Mirage, pois sou natural de Anapolis, e quando a base foi implantada eu tinha meus 3/4 anos de idade...

 

Me lembro que nos 7 de setembro eles faziam o sobrevoo do desfile em Brasilia, e quando terminava de passar na TV (o de Brasilia) era se esperar uns 5 minutos e eles vinham rasantes, abaixo dos predios da cidade, no eixo da avenida onde aconteciam os desfiles, e era de tirar o folego o som e a velocidade da cena...

 

Os outros momentos foram quando vi pela primeira vez os Thunderbirds voando (em Brasilia), e tambem quando eu vi pela primeira vez os Blue Angels aqui em San Francisco (eles fazem show anualmente aqui)...

 

Edilson

1992. Uma manhã de domingo no Aeroclube de Nova Iguaçu.

Fui até lá atrás de um voo de planador. Não haveria tal voo. Se me lembro eram feitos aos sábados e além disso, o tempo estava frio e um pouco encoberto naquele final de maio.

Fiquei frustrado, pois nunca tinha voado e aquela seria a ocasião. Enquanto eu pegava todos queles papeis sobre cursos de pilotagem (com os preços que eu sabia serem absolutamente proibitivos para mim) minha ex-mulher conversava com o pessoal que estava lá fazendo um churrasco. Vários casais, paraquedistas, pilotos amadores e profissionais, gente que respirava aviação. A turma se sensibilizou com o meu caso e decidiram que eu voaria naquela manhã de qualquer jeito!

Eu tinha alguma grana já separada para pagar pelo voo e só era preciso agora o avião e o piloto. Falaram em Boero. PQP! Nunca tinha ouvido falar coisa boa de um Boero, mas se voava, então servia!

Foram chamar o Comandante Sílvio. O cara tava roncando no hangar, já que tinha tomado umas-e-outras na noite anterior e ainda estava meio "porrado". Tremenda figura"

Combinamos o voo. Minha grana dava pra pouca coisa, mas eu ia afinal, voar! Caminhamos em direção ao pátio das aeronaves e solenes, dormiam o Boero amarelo e branco, umas duas outras aeronaves às quais não dispensei muita atenção e ELE. Um aviãozinho vermelho e branco, de asas baixas. Eu não tirara os olhos do pequenino desde que chegara ao aeroclube. E qual não foi minha surpresa ao ouvir: -Empurra pela raiz da asa! Era o PT-DHN, um Piper Cherokee mais velho que eu. Minha sorte despertou a inveja de alguns que queriam a todo custo aproveitar e tirar uma casquinha no velhote! Mas O Comandante não permitiu. Seríamos nós e o November voando.

Entrei na cabine. O velho guerreiro não estava em sua melhor forma. Algumas borrachas soltas na porta, estofado preto um pouco poído, alguns buracos no painel de instrumentos denunciavam a falta de instrumentos não essenciais - rádio por exemplo.

Porta fechada, motor ligado, cinto afivelado, lá se foi o Cherokee fazer a única coisa que sabia. Em poucos metros, suas rodas já não tocavam mais a pista de Nova Iguaçu. Abaixo de nós apenas as casas simples da região. Inclina para a direita, inclina para esquerda, sobe, desce... Tirei algumas fotos, observei as montanhas ao longe. Absorvia cada segundo. O calor a bordo, as variações do ronco do motor, as nuvens, a sensação física do voo, os instrumentos, o movimento da coluna do manche. Era preciso guardar tudo na mente, pois eu não sabia quando - e se - aquele momento se repetiria. O Sílvio apimentou a experiência: simulou uma perda. Acho que ele queria ver se eu amarelava. Ou então queria saber de que eu era feito. Sequer fiquei tenso. Na realidade, nunca em toda minha vida até então, tinha estado tão calmo.

Pousamos. Foram curtos vinte minutos andando no céu.

"Social" de praxe com a turma do churrasco, piadas, fotos, palavras de incentivo para fazer o curso de pilotagem, "causos" contados pelos que ali estavam confraternizando e eu não conseguia prestar atenção a quase nada do que era dito. Eu estava "para dentro". Meus olhos não saiam do PT-DHN, agora de novo adormecido. Já minha cabeça girava mais rápido que uma turbina de Boeing! Acho que se me amarrassem na asa do Boero, o conjunto quebrava a barreira do som!

Eu minha ex saímos do aeroclube e fomos para uma birosca em frente onde ficava também o ponto do ônibus. Pedimos um refrigerante. Devo ter tomado um único gole e comecei a chorar convulsivamente.

Naquele dia, eu havia descoberto que tivera razão todo o tempo. Minha vida era voar e saber que isso não seria possível por problemas de saúde e falta de grana foi - sem exagero - como uma sentença de morte dada a um inocente. Não havia jeito, eu já sabia disso, mas precisava ter tirado a prova.

Hoje, mais de vinte anos depois, não importa mais. Eu não seria irresponsável em pensar em voar com dores articulares, perda auditiva e uma visão cada vez pior - se isso fosse possível.

Ficou a lembrança daquela manhã, do ronco do motor e da pista de pouso se afastando do velho Cherokee. Acho que o meu espírito estará sempre voando com ele.

 

Dia 27 de janeiro de 2013 foi o dia mais triste da história de Santa Maria. Neste dia estava na casa dos pais da minha mulher e soube do incêndio da boate Kiss assim que acordei. Fui procurar na internet notícia dos nossos conhecidos e, graças a Deus, quem tinha ido para lá estava bem. Sabia da mobilização que já estava rolando, mas ia deixar a patroa na rodoviária, pois ela ia voltar para a cidade onde estudava. Assim que o ônibus saiu do box o telefone tocou, o esquadrão estava acionando todos os pilotos. Corri para a base. fui um dos primeiros pilotos a chegar e já havia um Blackhawk pré-voado no pátio esperando pra ser guarnecido.  Lembro que me avisaram no caminho pra pegar o pessoal no centro da cidade e levar direto pro HPS em Porto Alegre, pensei: "Caceta! Onde fica esse hospital ? "Não fazia idéia de carro, ainda mais voando! saquei o GPS do carro e entreguei pro meu copiloto " Bora ! No caminho a gente acha esse lugar ". 

 

Demos a partida no helicóptero e mal taxiamos, decolando da própria taxiway e curvando para o centro da cidade. Pousamos no campo de futebol da Brigada Militar, a zph do esquadrão para emergências  na cidade. Já havia duas ambulâncias nos esperando. Foram embarcados dois pacientes graves. Portas fechadas, macas em segurança e decolamos em potência máxima para POA. Me preocupei em fazer a pilotagem mais suave da minha vida para não agravar o estado das vítimas a bordo. 50 minutos depois já estava circulando sobre o parque da redenção ingressando na final pra pouso na área delimitada pelos bombeiros. Era um campo de futebol de saibro, já a 20ft pro toque a nuvem de terra subiu com o sopro do rotor e engoliu a aeronave "brownout !!" Pra sair tinha três alternativas: arremeter, o que ia demandar mais tempo pro atendimento, aproximar com mais velocidade, mas não tinha espaço pois tinha as traves do gol na minha frente ou pousar mais brusco com o raciocínio anterior, mas poderia agravar o estado do pessoal a bordo. Optei por nenhuma das três alternativas e prossegui a aproximação dentro da nuvem no feeling confiando na informação do rádioaltímetro sabendo que não podia avançar mais que vinte metros. Logo vi o chão pela bolha e pus a aeronave no solo com toda a suavidade possível, já reduzindo os motores para que a nuvem baixasse. Logo tudo ficou claro a minha volta e as ambulâncias se aproximaram para o desembarque dos pacientes. Cabine pronta e motores acelerados, decolei com uma nova nuvem de terra a minha volta e voltei direto para Santa Maria para reabastecer.  Ao chegar vi toda a estrutura montada, com diversos helicópteros dos operadores do RS dando apoio, aviões de transporte de Canoas e da Basm e o avião da presidente. Estacionei no final da base e corri de volta ao esquadrão. 

 

Lá chegando encontrei o operações " Tá pronto?" "Reabastecendo" " ok, assim que terminar decola de novo" "Ciente" no banheiro vi a minha cara cheia de terra e a barba por fazer. Corri de volta pro helicóptero com a mesma tripulação. Decolamos e prosseguimos pro campo da brigada novamente. Forma embarcadas mais duas vítimas.  Dessa vez precisei fazer só metade das coordenações pois já havia uma ponte aérea Santa Maria-poa praticamente estabelecida com as aeronaves envolvidas na operação. A adrenalina estava um pouco mais baixa e tive tempo de olhar pra trás e ver o pessoal da cabine. Havia uma menina novinha enrolada na coberta isolante e um cara da minha idade gordinho e barbudo. O médico foi o voo inteiro ventilando o cara com o balão. Torci para que esse cara sobrevivesse. Novo pouso no parque da redenção, desta vez a brigada tinha molhado o campo e não levantou a nuvem de terra da primeira vez. Feito o desembarque tocamos de volta pra base pra reabastecer. Lá chegando fui rendido por uma nova tripulação.  Já era umas cinco da tarde e a situação estava mais calma. A partir de então os EVAMs seriam com os C-105 Amazonas configurados como UTI. Lavei a cara troquei de roupa e fui pro Farrezão, onde foi montado o centro de atendimento, pois uma amiga enfermeira estava pedindo gente pra doar sangue. Lá chegando parecia cena de guerra. Doações encerradas, tudo bem, amanha a gente tenta de novo. Havia uma fila de caixões e outra fila para o estádio onde os corpos estavam sendo reconhecidos. Vou embora, já tinha muita gente sofrendo e eu não tinha o que fazer nesta hora. Fui logo pra casa tentar descansar. Pelos próximos três dias estive dando o pronto do sobreaviso no nascer do sol. Foi preciso apenas mais um voo, eu era a equipe reserva, não tive que decolar. 

 

Oito meses depois estava na rotina normal do esquadrão. Estava no corredor indo buscar um documento que tinha mandado pra impressora. Cruzei com o comandante Que estava acompanhado por um casal de senhores e um garoto. O comandante me parou e me apresentou para a família. "este foi um dos pilotos que decolou naquele dia". A mãe me deu um abraço forte e começou a chorar agradecendo. O garoto foi salvo por um dos helicópteros e estava bem na minha frente. Não consegui lembrar se estava no meu primeiro voo. Abracei a mãe e a felicitei que tudo tinha dado certo. 

 

 

Eu tive 3 momentos emocionantes na aviação, foi na caça, eu fui soldado da BANT, em 2004 realizei meu grande sonho, voei de Xavante, logo depois veio um voo de Mirage III e um tempo depois foi no A-29, foi fantástico!!

Emocionante era tirar serviço de operações em 2008 em Natal com o soldado Rommel de auxiliar e uma kombi que não engatava a primeira e a terceira ...
Originally Posted by Rafael:
Emocionante era tirar serviço de operações em 2008 em Natal com o soldado Rommel de auxiliar e uma kombi que não engatava a primeira e a terceira ...

 

kkkkkkk...Aquela Kombi era demais, fiquei sozinho num "prego" uma vez às 3 da manhã quando fui buscar um rádio lá na sala AIS do aeroporto, empurrei a danada por metade do pátio até fazer ela pegar, era segunda e quarta, primeira marcha e terceira era apenas uma lenda...kkkkkkkk!!!

Emocionante também eram as aulas de violão com o Tenente Rafael Pelizzon...kkkkkkk...ainda tá tocando, meu amigo????

Abração!!!

Originally Posted by ROMMEL VANZANER:
Originally Posted by Rafael:
Emocionante era tirar serviço de operações em 2008 em Natal com o soldado Rommel de auxiliar e uma kombi que não engatava a primeira e a terceira ...

 kkkkkkk...Aquela Kombi era demais, fiquei sozinho num "prego" uma vez às 3 da manhã quando fui buscar um rádio lá na sala AIS do aeroporto, empurrei a danada por metade do pátio até fazer ela pegar, era segunda e quarta, primeira marcha e terceira era apenas uma lenda...kkkkkkkk!!!

 

Essa é a FAB !!!

Para mim foi em novembro de 1991 quando fui do Hospital Geral de SP para o na época BAvEx, em Taubaté e voei no Esquilo do EB, com suas portas abertas.

 

Detalhe: um calor de 35° e eu com amigdalite e febril (38.5°C).  

Apesar de já ter voado algumas vezes, o momento mais chegado que tive com um avião foi me abrigar da chuva, era um temporal e fazia um frio da zorra, sob a calda de um Hercules C-130 qdo de serviço no PAMA-GL como aluno do CFC. Se vc ficar sob a calda e olhar pra cima parece um rabo de baleia

1) A explosão sônica dos F-5 sobre a cidade do Rio de Janeiro, ao interceptarem o Vulcan inglês, que invadiu o espaço aéreo, durante a Guerra das Malvinas. 

 

2) O meu primeiro vôo panorâmico de helicóptero sobre a cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

 

3) Levei minha filha para ver o Mirage, o F-5 e o AMX em um vôo conjunto em plena orla da praia da Barra da Tijuca. Foi muito lindo ver os 3 juntos, voando bem devagar.

 

Abraço

marcelo 

Foram dois:

 

- quando voei a primeira e única vez num Fokker-100 e foi logo após aquele acidente horrível em SP: avião barulhento, chacoalhador e apertado. NUNCA MAIS!

 

- um pouso num Boeing da VASP no aeroporto de Brasília. O f.d.p. do piloto não pousou, ele caiu na pista uns 50 metros APÓS AQUELAS FAIXAS BRANCAS!

 

Como vocês podem perceber, aviação não chega a me emocionar.

Bem, voei poucas vezes, mas uma me chama atenção:

Foi nos idos de 1993, quando saímos de Bariri/SP(onde moro) e fomos para Bauru, para abastecer um Bandeco da FAB que fazia lançamento de paraquedistas. Foram pouco mais de 15 minutos de vôo. Mas o que me chamou a atenção foi quando passamos acima das núvens, a imagem não sai da minha lembrança...

Parecia que se descesse alí, sairia andando...

 

Uma magnífica sensação de liberdade...


Foi algo parecido com isso:

Originally Posted by Eduardo Boldo:

Bem, voei poucas vezes, mas uma me chama atenção:

Foi nos idos de 1993, quando saímos de Bariri/SP(onde moro) e fomos para Bauru, para abastecer um Bandeco da FAB que fazia lançamento de paraquedistas. Foram pouco mais de 15 minutos de vôo. Mas o que me chamou a atenção foi quando passamos acima das núvens, a imagem não sai da minha lembrança...

Parecia que se descesse alí, sairia andando...

 

Uma magnífica sensação de liberdade...


Foi algo parecido com isso:

 

Tenho a mesma lembrança, do meu primeiro voo, na ponte aérea Rio-SP no velho Electra...

1. Ver um Catalina da FAB pousando e decolando da lagoa. Década de 70.

2. Ver um S-2 fazendo uma decolagem do SDU. Década de 90.

3. Ver o Vulcan "detido" do Galeão. Década de 80.

4. Primeiro voo, como passageiro, num 707 em 1975.

A primeira vez que voei na vida foi num King Air. O interessante foi que eu não pousei junto com o avião! Eu saltei de paraquedas(AFF - salto-livre). Foi a coisa mais maluca que fiz em toda minha vida, foi aí que percebi que preferia voar dentro do avião rs!

 

O salto foi feito em Resende com mais 3 amigos malucos. Lembro que o pouso foi um desastre, o paraquedas me arrastou pela grama e fiquei com os dois joelhos inchados por uma semana. O paraquedas caiu na pista e eu por muito pouco não fui lixado pelo concreto!

 

A foto do meu perfil é no momento que eu estava voltando para o hangar. Isso foi há uns 10 anos atras.

 

Abs

Last edited by Miguel Angelo

Todas as minhas qualificações nas aeronaves como piloto militar na AvEx sempre foram inesquecíveis, pois representavam um salto profissional muito grande na minha nova especialização dentro do EB. Alguns ainda se sentiam como um adolescente que foi aprovado para sua 1ª CNH. Hoje, na R/R, continuo ainda com essa satisfação quando concluo as qualificações em outras anv de asa rotativa não operadas pela Força Nacional.

 

Abração

Bem foram vários momentos, mas quatro se destacam:

 

1- Quando existia o evento Portões Abertos na BASC, fui sorteado para um voo de 737 pela orla do Rio. Eu nunca havia voado ! Então aquilo era sensacional.

 

2- No mesmo Portões Abertos consegui ir até os T-27 da Esquadrilha da Fumaça ( naquela época pintados de vermelho ) e tive toda a aeronave livre para fotos !! Como era criança nos dois casos acima foram inesquecíveis.

 

3-Também no mesmo evento pude tirar uma foto com macacão ( ainda azul ) , capacete e máscaras colocados a bordo de um A-1. A foto tenho até hoje e sempre me volta o passado de sonhos...mas por alguns motivos ( e que morrerei me arrependendo )não pude concretizá-lo.

 

A quarta e última foi quando pude estar ( fazia parte do saudoso RA Defesa, hoje a muito bem desenvolvida Revista Operacional ) a bordo do USS Carl Vinson em 2010.

Decolagem de C-2 Greyhound do Galeão , pouso no USS, ficar o dia todo lá, ver toda rotina operacional do navio, ver demonstrações aéreas e por volta das 17/18 horas ser catapultado e retornar!

Um detalhe desse dia e que está na lembrança 100%. Pousamos no porta-aviões, você percebe que está taxiando. A aeronave para. Começa a abrir a rampa traseira para desembarcarmos e ao chegar na metade tem um F-18E acionado logo em frente e piloto fazendo sinal de OK pra vocês. Isso a pouquíssimos metros ( se foram 10/15m foram muitos).

 

Em tempo, o depoimento do Rafael é algo sensacional ! Parabéns pelo texto e sobretudo pelo trabalho realizado.

 

Abraços.

Abs.

Já voei um bocado, até tive aulas de pilotagem, filei voos inclusive no Xavante na Base Aérea de Santa Cruz, num 22/04, mas o que me espantou mais, quando em um prédio no Rio, saí do elevador, e corredor era bastante janelado, bem no centro, em frente ao Edifíceo Av Central, era como se estivesse vendo um disco voador ou dinossauro, um dirigível, aquele da Goodyear, passando a altura do andar que estava, talvez uns 100m, fiquei catatônico, quando recobrei, entrei na sala da firma que prestava serviços, e falei que tinha um Zeppelin lá fora, ninguém acreditou, apostaram, ganhei uns 300 reais. 

Meu primeiro salto de paraquedas. Subimos a 12 mil pés. Parecia que estava indo para o abate. Me pindurei na asa do bicho me larguei e selei. E lá fui eu, com um cara de cada lado. Queda de +- 40 segundos, acionamento e que silêncio. Depois 1000 600 300 e chão, ajoelhei e levantei rápido.

Essa nunca vou esquecer mesmo.

O registro do salto é o meu avatar.

 

Ayres

Last edited by Ayres

Não lembro o ano, apenas a cena.

 

Bairro de Val-de-Cans, Avenida Júlio César, uma via de mão dupla que liga a Av. Almirante Barroso ao Aeroporto Internacional de Belém. Estava de bicicleta no canteiro central aguardando a passagem dos carros para atravessar. Escuto o ronco de um motor. Olho à esquerda e vejo uma aeronave branca e vermelha realizando loopings. Fico impressionado com a audácia do piloto: O avião parece que vai se espatifar contra o solo, visto o ângulo de mergulho. Some atrás das árvores. Fico esperando fogo e fumaça preta. Mas pra minha surpresa e alegria, a aeronave reaparece e realiza mais um looping. Pelos meus cálculos, não deve ter passado a mais de 10 metros do chão.

Já conhecia o modelo: Um inconfundível T-6... Mas só depois de alguns anos descobri o nome do piloto, Coronel Braga. 

Decolar de CGH num Dassault Falcon 10 do meu ex-patrão, em 1993. 

 

O bicho subiu como foguete!

 

Descemos numa fazenda no norte de MG.  Loucura loucura loucura.

Para mim foi quando vi um show da esquadrilha da Fumaça na minha cidade (anos 80 ou início dos 90) com os Tucanos na pintura vermelha e branca.

 

Foi a primeira vez que vi um show da Fumaça e fiquei maravilhado!

...quando descobri que adoro aviação! Desde os 5 anos de idade...

 

Maior decepção, quando fui barrado no exame de vista para ser piloto...

 

Hoje aos trancos e barrancos consigo ficar perto das aeronaves com a fotografia. Mas cada dia mais difícil pois não é fácil manter contato com a FAB para manter uma relação legal e ter acesso aos eventos.

 

Mas faço o que posso para manter vivo essa paixão!

 

 

Abraços,

 

Matte

 

 

Last edited by Matte

 Em 17 de outubro de 1996 fui a um evento no Campo dos Afonsos, onde tive o prazer de conhecer pessoalmente o Brigadeiro Magalhães Motta. Minha mãe o conheceu por ser contadora de um amigo dele, o saudoso Coronel Jardim, ex-piloto de B-25 e um senhor da melhor qualidade. Na época ela contou a ele sobre minha paixão com a aviação e o militarismo, ele ficou muito feliz em saber e disse que queria me conhecer. Eu até comprei o livro da biografia dele, o ótimo "Força Aérea Brasileira como eu a vi"

Neste evento no Musal finalmente o conheci e ele me perguntou como eu tive paciência de ler todo o livro dele ? Hehehe, era muito bem humorado. Ele foi andando pela base e eu o seguindo e conversando o máximo que minha timidez e admiração permitiam. Num certo ponto ele foi a junção da grade que separava o público do P-47 que estava estacionado e havia girado o motor. Eu então parei e ele me disse "venha !", eu não acreditava que estava "do outro lado do alambrado", ele foi seguindo em direção ao gigantesco Thunderbolt e eu o seguindo. Ele não parava de falar e nós subimos na asa do bicho !!! Eu não acreditava, olhava para as asas a cauda e tentava ouvir o que o Brigadeiro dizia, pois eu já não conseguia conter minha euforia...

 

 

 

 

As vezes eu percebia que minha mãe havia me seguido e fotografado vários momentos. Minha mãe sempre foi 1.000. No meio das palavras já meio distorcidas na minha cabeça eu ouço o Brigadeiro me ensinando como se entrava num P-47. Levanta esta alça, coloca o pé neste buraco na fuselagem e passa a perna. Eu disse que entendi, e ele falou, "então vá em frente ", CA CE TA DA !!!   Não podia estar acontecendo, mas aconteceu, eu entrei no cockpit de um P-47 Thunderbolt em plenas condições de vôo !!! 

 

 

 

Aí eu não o ouvia mais, estava em transe, ouvia só coro de anjos. Me lembro que uma das coisas que fiz primeiro foi olhar para trás, para saber se era realmente tão bom assim uma capota gota, e descobri que não fazia diferença com aquela imensa chapa de blindagem atrás da cabeça. Meu transe só foi quebrado quando minha mãe, vendo o grande momento, se empolgou e subiu na asa para tirar as fotos acima. O problema foi que ela pisou naquele quadrado vermelho na raiz do flap e o Brigadeiro ficou branco. Enquanto ele, outros militares e eu a alertavamos, ela, sem entender o que acontecia, sapateava o quadrado vermelho. Que vergonha mamãe, sorte que ela sempre foi magra ...

Pra mim sem dúvida foi a única oportunidade que tive de visitar um porta aviões americano aqui no Rio.  Não lembro que ano foi, mas foi o USS Constellation, e ele tinha à bordo F-14, A-6, A-7, Prowler e os primeiros F-18.  

Foi um momento único poder ver de perto e poder tocar essas feras.

Em torno de agosto de 2000, num domingo, eu saindo do banho, enrolado na toalha e meu celular (diga-se de passagem, um TIJOLÃO, Motorola), toca e do outro lado, uma voz madura, perguntando se falava com o Elmo Rosario, pensei, "Pronto! Lá vem esses políticos...", pois era época de eleições. Respondi afirmativamente e do outro lado a pessoa disse que se chamava José Varela e que era veterano do 1º Grupo de Caça e perguntou se eu tinha, ou queria informações de João do Rosário (outro veterano, que ele achou ser meu parente). Ouvindo aquilo, respondi que não, que eu era um entusiasta da aviação e tinha muito interesse nos veteranos, nesse momento o celular deu aviso de que iria descarregar e eu pedi pra ele ligar dali a 1 minuto, pois eu iria trocar as baterias e pensei: "perdi essa oportunidade!", quando o telefone toca novamente e o sr. Varela volta a falar comigo. Perguntei como eu poderia encontrá-lo, como poderia encontrar os outros veteranos e ele foi muito solícito, me passando, inclusive, seu telefone de casa.

 

Em outubro de 2000, consegui me encontrar com vários veteranos, em seu almoço mensal, no Clube da Aeronáutica. Conheci alguns pilotos e uma grande parte do pessoal de terra. Fui muito bem acolhido e guarda uma foto, que tirei em coletivo com eles.

 

Dos que estão na foto, poucos ainda estão vivos, ou em condições de locomoção (como diz o Luis Gabriel, filho de um dos veteranos, "O fulano não faz mais vôo solo"). Uma grande pena, mas eles tiveram uma boa vida, sobreviveram a uma guerra e puderam chegar até avançada idade e morrer naturalmente.

 

Sou muito grato e feliz, por ainda conhecer vários deles! Penso nas gerações que não terão essa oportunidade e nas gerações atuais, que não dão o mínimo valor a essas pessoas.

 

Pra mim, esse foi o momento mais emocionante, em meu contato com a FAB.

 

Esqueci de mencionar como o sr. Varela conseguiu meu número: todas as semanas, eu frequentava a biblioteca do Musal e já conhecia a equipe que guarnecia o local, Sgto Márcia, Ten. Eduardo e Sd Júnior. A sargento pediu um contato meu, para quando tivesse algum evento em que ela pudesse contar comigo e, um belo dia o Varela apareceu lá, para ver alguns documentos. Ela lembrou-se de mim e meu entusiasmo pelo Senta a Pua, copiou meu nº num papel e deu pra ele dizendo "Liga pra esse rapaz aqui, que ele vai gostar muito!". Depois disso, voltei lá para agradecer a sargento. Pena essa equipe não estar mais por lá! 

Last edited by Elmo

Posso citar duas ocasiões que me marcaram na aviação. Em meados da década de 80, assim como hoje , minha cidade sedia o 3o. Grupo de Artilharia Antiaérea. Na época,a unidade era equipada com canhões Oerlikon de 35 mm e pelo menos, duas vezes por ano, eram realizados treinamentos de acompanhamento de aeronaves com os canhões bem como as estações de radar que equipavam os mesmos. Quando ficávamos sabendo dos exercícios, dávamos um jeito de acompanhar de perto os treinamentos mas isto era bem difícil pois não tínhamos acesso aos locais onde ficavam os canhões, pois ficavam no quartel ou no aeroporto da cidade. Algum tempo depois,devido às reclamações da populacão por causa do barulho dos caças, o treinamento foi transferido para um depósito de uma empresa de material de construção afastado da cidade. Detalhe: esta empresa era do pai de um amigo que assim como eu, adora tudo que voava.

Não preciso dizer que desta vez tínhamos acesso vip ao local. Ficávamos ao lado das baterias o dia todo acompanhando os F-5 que vinham de Canoas. Vinham dois de uma tacada só e era rasante que não acabava mais sem falar do barulho que faziam. Lembro que local havia uns eucaliptos que rodeavam o terreno, e de repente, os F-5 sumiam. Minutos depois, surgiam por de trás das árvores sem aviso.. Sem mentira. Chegava a balançar a copa das árvores. Quanta aula matava. Tudo para ver os F-5 de perto. Minha mãe nem desconfiava.

Outro momento foi quando,presenciei a vinda do Cel Braga aqui em Caxias. Nunca esqueci a apresentacão dele com seu T-6 e sua simpatia depois da apresentação. Um verdadeiro herói.

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