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Rússia e Bielorrússia realizam maior manobra militar conjunta

O cenário do atual exercício militar lembra um blockbuster americano – um grupo de insurgentes se organiza para derrubar os governos russo e bielorrusso. Veja três razões pelas quais seguir a maior manobra conjunta já realizada pelos dois países.

 

1. Um dos maiores exercícios militares russos de todos os tempos

Durante os exercícios militares Zapad-2017, Rússia e Bielorrússia trazem mais de 12.700 militares ativos aos campos de batalha para aperfeiçoar a cooperação. As manobras, que visam sobretudo contrapor ameaças terroristas, tiveram início nesta quinta-feira (14) e seguem até a próxima quarta (20).Os desenvolvimentos serão monitorados diariamente pelos meios de comunicação internacionais e poderão ser acompanhados pela TV ou internet.

 

2. Tenha uma ideia de como os militares lidam com terroristas

No exercício, os militantes declaram três Estados independentes (Veishnoriya, Vesbaniya e Lubenia) nos territórios dos países e depois usam todas as suas forças e poder de fogo para derrubar os regimes governantes. Um dos Estados autoproclamados, porém, tenta não só derrubar o governo, mas também abocanhar uma parte dos territórios de países vizinhos.

O objetivo é justamente que Rússia e Bielorrússia se unam para lutar contra uma ameaça interna capaz de trazer instabilidade e desordem para a Europa Oriental.

 

3. Novos veículos blindados da Rússia entrarão em ação

Ministério da Defesa russo incluiu no atual exercício cerca de 700 blindados pesados para eliminar os terroristas. Mas essa é apenas uma amostra em solo.

Além desses veículos, a frota naval mais poderosa da Rússia, a do Norte, também participará das manobras, bem como dos mais recentes caças e helicópteros – modelos como Su-35, Su-30SM, Mi-28 e Mi-35 poderão ser vistos em ação.

eu acho engraçado  todo mundo  falr  das manobras  russas  mas  ficam calados quando  os  orientais  fazem  na  fronteira  tb  manobras a ponto de alemaes (imagina  o que  um russo deve   pensar  de um alemão na  fronteira armado)  tambem terem  saido da alemanah  pra  fazer  manobras la -  http://www.dw.com/en/germany-t...an-border/a-36177511

 

Presidente da Lituânia se queixa das manobras Zapad 2017 ao secretário-geral da ONU

A presidente da Lituânia Dalia Grybauskaite se queixou dos exercícios conjuntos russo-bielorrussos Zapad 2017 ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

 
"A simulação de um conflito real com os países membros da OTAN, as dimensões e cenários encobertos das manobras, o posicionamento de tropas e material e a tática indicam o caráter agressivo e de ofensiva das manobras Zapad", informou o serviço de imprensa da presidente citando Dalia Grybauskaite.
As manobras causaram preocupações nos países da OTAN e entre as autoridades da Ucrânia. O vice-ministro da Defesa da Rússia, Aleksandr Fomin, já havia declarado em entrevistas anteriores que os exercícios são de caráter defensivo, vai ser treinada a luta contra terroristas apoiados do estrangeiro.

Legal mas pergunto se a Rússia teria condições de enfrentar a OTAN por um período prolongado ? Estão bem equipados, treinados, talvez bem motivados afinal na Rússia tudo funciona todos comem bem,  mas e a logística pra manter isso tudo funcionando, será que com o desmonte da URSS eles ainda teriam logística e suprimentos para uma guerra total prolongada. Lembro que no funal de 1944 os aliados estavam entrando em pânico por que o estoque de munições estava acabando, a guerra havia estourado o cronograma  inicial . E isso por que estocaram munição por muito tempo e ainda tinham  a indústria dos USA produzindo será que a Rússia sozinha hje aguentaria o tranco ?

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REZENDE posted:

Legal mas pergunto se a Rússia teria condições de enfrentar a OTAN por um período prolongado ? Estão bem equipados, treinados, talvez bem motivados afinal na Rússia tudo funciona todos comem bem,  mas e a logística pra manter isso tudo funcionando, será que com o desmonte da URSS eles ainda teriam logística e suprimentos para uma guerra total prolongada. Lembro que no funal de 1944 os aliados estavam entrando em pânico por que o estoque de munições estava acabando, a guerra havia estourado o cronograma  inicial . E isso por que estocaram munição por muito tempo e ainda tinham  a indústria dos USA produzindo será que a Rússia sozinha hje aguentaria o tranco ?

Rezende, além de suas ótimas colocações, fez a pergunta primaz, será mesmo que eles "aguentam o tranco".

Como mero observador, percebo que hoje o pensamento é um pouco diferente da era soviética, quando se pensava como uma "grande concha de retalhos", onde todos aqueciam (com suprimentos e pessoal) a Rússia, e esta supria (bélica e tecnologia) as necessidades das republicas do bloco.

Sem os suprimentos, que ajudariam a manter e sustentar por mais tempo um armistício,  vejo os armamentos atuais da Rússia até mais robustos, fortes e objetivos que na era soviética (muitos ainda sem análogos no mundo), sendo projetados e construídos para custar pouco, durar muito e provocar o maior impacto possível no primeiro ataque (emprego). 

Outra grande mudança na Rússia é a propaganda de seus armamentos. Mas nos é divulgado apenas uma pequena parcela do que realmente existe (em geral está à venda) em equipamento e tecnologia, então podemos imaginar o que mais não é divulgado. Isto que alias faz parte da guerra psicológica, onde não se sabe responder se eles realmente "aguentam o tranco", por via das duvidas, é melhor fazer como os próprios russos, “não atirar a primeira pedra”, afinal, neste caso, é mais prudente “não pagar para ver”.

Abs

Castro

Cabeça da série do projeto 677 Lada, o submarino diesel-elétrico Sankt Petersburg completou todos os testes básicos a que foi submetido pelo Ministério de Defesa da Rússia. Assim, a embarcação está pronta para ser construída em série.

O objetivo principal dos submarinos Lada é a busca e destruição de submarinos inimigos, e a grande discrição do Sankt Petersburg é uma das suas vantagens para essas tarefas, tornando-o próximo de ‘invisível’ perante ameaças hostis.

Durante os testes no mar Báltico e nas propriedades da Frota do Norte, o Sankt Pereburg apresentou suas qualidades poderosas como “caçador”, informou o site do canal Zvezda.

Em duelos com os submarinos e navios de superfície, o Sankt Peterburg foi o primeiro a detectar o inimigo virtual, permitindo-lhe ocupar uma posição favorável para atacar e abrir fogo contra o inimigo de surpresa. 

No início de 2018, o lançamento do segundo submarino do projeto Lada, o Kronshtadt, no estaleiro em São Petersburgo, que será seguido pelo submersível de nome Velikie Luki. No total, se fabricarão quatro submarinos de propulsão diesel-eléctrica clássica e cinco melhorados, com propulsão independente de ar.

Sankt Peterburg possui passagens para torpedos de 533 de milímetros, compatíveis com mísseis de cruzeiro do sistema Kalibr-PL. O submarino ensaiou disparos com mísseis no ano passado.

Além disso, o submarino é capaz de disparar simultaneamente a partir dos seis passagens. O sistema de recarga rápida permite o lançamento de seu arsenal de 18 projéteis contra o inimigo, sejam mísseis ou torpedos, em pouco tempo.

A variante de exportação, Amur 1650, foi proposta para a licitação do projeto 75i, que envolve a construção de seis submarinos para a Marinha indiana.

Piloto de testes russo sobre piloto norte-americano que caiu com caça russo: "eu o avisei"

Magomed Tolboyev, piloto de testes, herói da Federação Russa, presidente honorário do espetáculo aéreo MAKS disse que ele estava em contato com o tenente-coronel Eric Schulz há um mês.

“Eu conversei com ele, eu falei a ele há um mês: não faça o que fazemos. Eu mostrei os “dead loops”, mas disse: não faça isso. Este é nosso avião, querido, sabemos o que fazer com ele. Primeiro você precisa saber o que está fazendo. “Um Cossaco é apenas um Cossaco em seu cavalo”.

Acabei de avisá-lo: você não pode fazer isso. A diferença é de 1 grau, exatamente um grau. Ele era um bom cara, ele voava bem, mas seu destino foi esse. Ele era experiente, sem dúvida. Devemos prestar homenagem: pilotos americanos e ingleses — são ótimos pilotos, nós os apreciamos e nunca falamos mal deles como profissionais

Mas há algumas sutilezas muito profundas, que só nós, os pilotos de teste conhecemos. Eu disse a ele: “você perecerá, você não pode fazer o que eu faço”. Esta é a realidade.”

De acordo com Tolboyev, existe nos Estados Unidos desde 1967, um esquadrão equipado com tecnologia soviética, sobre o qual os pilotos elaboram elementos individuais de acrobacias aéreas.

Na véspera dos exercícios em Nevada, um caça russo caiu, de acordo com algumas versões - SU-27 ou SU-30. O acidente da aeronave militar ocorreu na base aérea secreta da Força Aérea dos EUA "Zona 51". No comando do caça estava o tenente-coronel Eric Schulz, ele morreu.

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Papel aceita tudo, mesmo...(ou tela...)...

Ele só não falou quantos russos se estatelaram tentando fazer a mesma coisa, até que pegassem o jeito da coisa......alias, eles nunca falam...

... e como se acidentes em vôos de testes fossem nada corriqueiros...

vamos dar aos russos seus méritos...mas sem exageros...

Edilson

 

 

 

Antonov An-124 pousa em Porto Alegre

O segundo maior avião cargueiro do mundo pousou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da manhã desta segunda-feira (25). O Antonov 124 trouxe uma carga de 30,4 toneladas para a Celulose Riograndense, com sede em Guaíba. A carga é composta de painéis de 17,2 metros de comprimento, que serão utilizados nas caldeiras da empresa.

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Jaguar (Edilson C. Araujo) posted:

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Papel aceita tudo, mesmo...(ou tela...)...

Ele só não falou quantos russos se estatelaram tentando fazer a mesma coisa, até que pegassem o jeito da coisa......alias, eles nunca falam...

... e como se acidentes em vôos de testes fossem nada corriqueiros...

vamos dar aos russos seus méritos...mas sem exageros...

Edilson

 

 

 

Realmente os pilotos americanos tem muito a aprender com os russos .

Em exercícios, Rússia e Bielorrússia exibem novo aparato militar contra terroristas 

Manobras contaram com 700 blindados e 13.000 soldados de ambos os países
Manobras militares conjuntas, realizadas de 14 a 20 de setembro, apresentaram uma série de novos sistemas e veículos do Exército projetados para combater a ameaça do Estado Islâmico.

Cerca de 700 blindados, entre leves e pesados, participaram dos recentes exercícios militares Rússia-Bielorrússia, ao lado de 13 mil militares. O foco do Zapad-2017 foi testar como os países estão preparados para lidar com potenciais ameaças terroristas.

Durante o período, além de máquinas já conhecidos, novos equipamentos militares foram exibidos pela primeira vez ao público.

 

Lançador Múltiplo de Foguetes Polonez 

Lançador múltiplo Polonez na 8ª Exposição Internacional de Armas e Equipamentos Militares, em MinskÉ um novo sistema russo-bielorrusso destinado a substituir os lançadores múltiplos de foguetes da época soviética Uragan e Smertch, ainda usados no Exército bielorrusso.

Polonez tem dois lançadores com foguetes de 300 mm capazes de atingir alvos a uma distância de até 200 km. Cada míssil pesa cerca de 750 quilos e, segundo Vadim Kozulin, professor da Academia de Ciências Militares, possui três ogivas diferentes.

“Esses são sistemas com navegação GPS e o dobro do alcance dos mísseis Smertch. Mas ainda não se sabe se os novos mísseis terão ou não o poder de fogo devastador do sistema anterior. A potência pode ter sido perdida ao aumentar o alcance”, explica.

Embora tenha sido revelado em 2015, esta foi sua primeira aparição pública.

 

BMPT-72, o Exterminador-2

BMPT-72, ou Exterminador-2, em ação durante o Zapad-2017

Uma das revelações militares mais esperadas era o chamado Exterminador-2. Projetado como apoio ao T-14, já havia surpreendido os visitantes da exposição militar Army-2017, em agosto, na região de Moscou, e agora provou o quão devastador pode ser ao lado dos tanques T-72B3, T-80 e T-90.

O Exterminador é projetado especialmente para conflitos urbanos. Carrega quatro lançadores de mísseis Ataka 9M120, dois canhões 2A42 de 30 mm, dois lançadores de granadas AG-17D e uma metralhadora coaxial PKT de 7,62 mm.

No entanto, embora mais barata, a versão modernizada do Exterminador-1 tem poder de fogo reduzido. Os fabricantes extraíram o chassi e as placas de armadura pesada do T-90, alterando-os pelo do T-72. Algumas armas do modelo anterior também foram retiradas, como, por exemplo, os lançadores automáticos AGS-17.

“Dentro de alguns meses, o Ministério da Defesa russo anunciará quantas dessas unidades de apoio serão fabricadas para o Exército. Isso será anunciado como parte do novo programa militar para o período de 2018 a 2025”, afirma Kozulin.

 

Blindado de patrulha e reconhecimento Caiman

Modelo do blindado exposto em feira em Minsk

Outro recém-chegado para os militares da Bielorrússia é o Caiman, um veículo blindado de patrulha e reconhecimento. Pode não ser a máquina mais temida de todos os tempos, mas ainda tem função garantida diante de possíveis ameaças.

Esse veículo foi feito para operações de escuta e sabotagem, bem como de patrulha em áreas urbanas. Pode transportar até seis homens armados e tem alcance de mil km. Pode inclusive superar obstáculos aquáticos ou ‘nadar’ a velocidade de até 8 km/h.

Também pode ser equipado com uma metralhadora pesada ou com um lança-granadas. Como mostraram os testes militares, sua armadura é capaz de suportar o impacto direto com projéteis de 7,62 mm perfuradores de blindagem.

 

4 superaeronaves da Maks 2017 Maior salão russo do setor abriu na terça-feira (18) em Jukóvski, próximo a Moscou. 

Maior salão aéreo internacional da Rússia já tem seus queridinhos.
 

MiG-35

Um MiG-35 na MAKS 2015. / Foto: Vladímir Astapkovich/RIA Nôvosti

O maior destaque do salão neste ano é o novo avião MiG-35. O caça de múltiplas funções da geração 4++ vem para substituir o MiG-29 não só na Rússia, mas no mundo todo.

Neste ano, visitantes e especialistas do setor poderão conferir o novo avião no centro de exposições e avaliar suas habilidades.
A modificação do MiG-35S atinge velocidade de 2.700 km/h graças aos novos motores com empuxo vetorado. Diversas soluções técnicas também ajudarão a reduzir sua visibilidade nos radares de potenciais inimigos. 


O MiG-35 é um dos melhores aviões de combate no mundo, segundo o principal piloto de testes desse modelo, Mikhail Beliaev. A aeronave será entregue às Forças Aéreas da Rússia nos próximos anos.



Mi-171SH-VN

Outro destaque que estreia no show é o helicóptero das Forças Aeroespaciais da Rússia Mi-171SH-VN.



A nova versão do helicóptero Mi-171 foi empregada nas operações russas na Síria. O Mi-171SH-VN foi adaptado para as condições climáticas mais áridas do Oriente Médio.


O helicóptero pode levar até 13,5 toneladas de carga e atingir velocidades de até 280 km/h.


A parte inferior da aeronave é coberta por blindagem Kevlar e ela é equipada com sistemas de armamento rádio-eletrônico modernos que podem neutralizar mísseis inimigos.

Su-57 - PAK FA

PAK FA / Vitáli Kuzmin [CC BY-SA)
Este caça estreou mundialmente no MAKS 2011 e, desde então, voa com motores do caça Su-34, de geração 4++.


Durante o Salão deste ano, porém, o fabricante mostrará a versão PAK FA com novo motor de quinta geração “Izdelie-30”, segundo o analista militar do jornal Izvêstia, Aleksêi Ramm.


Com o novo motor, a aeronave poderá atingir velocidade de cruzeiro supersônica.

 

Su-34

O Sukhôi Su-34, usado para atacar combatentes na Síria / Foto: Vadim Savitsky/Global Look PressO novo avião de múltiplas funções pode realizar manobras aéreas acrobáticas e atingir alvos equipados com armas de alta precisão.



No show aéreo, as Forças Aeroespaciais da Rússia mostrarão pela primeira vez um combate aéreo entre os dois Su-34 a baixa altitude.


"O Su-34 é uma aeronave fora do comum.  Externamente, ela é muito semelhante a um caça, mas, na realidade, é um bombardeiro que pode transportar até oito toneladas de bombas de alta precisão ou mísseis de cruzeiro", explica o analista militar Dmítri Safônov.


O avião pode voar sete mil quilômetros sem reabastecimento e alcançar alvos frontalmente, destruindo tudo o que estiver pelo caminho.

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2 anos da Rússia na Síria: ISIS encolhendo, Irã e Turquia entram em ação e risco de conflito com US à espreita 

Este sábado marca o fim do segundo ano da operação militar da Rússia na Síria. Vimos alguns contratempos, algumas vitórias importantes, o potencial para acabar com o conflito sangrento e o risco de uma rápida descida em um conflito entre a Rússia e os EUA.

A campanha da Rússia na Síria foi lançada oficialmente em 30 de setembro de 2015, após várias semanas de preparar uma base de operações perto de Latakia e transportar ativos militares lá.

Bombardeiros táticos russos Su-24 na base aérea de Hmeimim na região de Latakia, na Síria. © Ramil Sitdikov

Atuando sob solicitação do governo sírio, Moscou disse que seu envolvimento era necessário para evitar que as forças jihadistas assumissem o país e o transformassem em um grande foco de terrorismo, o que ameaçaria a Rússia e outros países.

RT analisa os principais eventos que aconteceram ao longo do segundo ano da campanha da Síria.

 

Captura de Aleppo

Em setembro de 2016, as forças do governo sírio com o apoio aéreo russo iniciaram uma operação para capturar Aleppo, uma vez que a capital de fabricação da Síria. A cidade na época era dividida em partes aproximadamente iguais, com a metade ocidental controlada pelas forças de Damasco e a parte oriental ocupada por vários grupos armados que se opunham a eles. Entre os militantes do chamado lado "rebelde", havia uma presença significativa de jihadistas incondicionais do grupo mais conhecido como Frente de Al-Nusra.

O intercâmbio dos grupos foi uma fonte constante de tensão entre os EUA e a Rússia, com Washington acusando Moscou de atacar grupos "moderados" em Aleppo e Moscou queixa-se de que os EUA não conseguiram pressionar os "bons" rebeldes para ficarem livres de "mal " Terroristas " . Este fracasso foi citado pela Rússia como um dos principais fatores que levaram ao colapso de um cessar - fogo acordado pelas duas nações sob a administração Obama, o que levou à ofensiva de Aleppo.

 

A natureza da luta urbana combinada com a relutância dos grupos rebeldes para permitir que civis saíssem de sua parte da cidade resultasse em um grande número de mortes. A culpa das vítimas civis foi diretamente colocada na Rússia por políticos ocidentais e mídia tradicional, com termos como "crimes de guerra" e "barbárie" usados liberalmente .

A cobertura ou operação acusatória aumentou em um crescendo em dezembro de 2016, quando os chamados " jornalistas civis " bombardearam o público ocidental com "últimos despedidas da Aleppo destruída pela Rússia". O chamado desesperado provou ser ridículo, como dias ou semanas depois as mesmas pessoas foram evacuadas com segurança da cidade.

A realidade dos meses de Aleppo após a sua captura pelo Exército sírio é que centenas de milhares de pessoas deslocadas retornaram lá , apesar dos problemas residuais que qualquer cidade que durasse anos de batalhas teria.

 

Palmyra perda e recaptura

Ao ganhar terreno no oeste da Síria, as forças de Damasco sofreram um revés em Palmyra, uma cidade antiga e culturalmente significativa na parte central do país. O grupo islâmico do grupo terrorista (IS, anteriormente ISIS / ISIL) acumulou uma força forte e retomou a cidade, que havia perdido em março de 2016.

A libertação de Palmyra foi uma conquista chave para a campanha da Rússia em 2016, de modo que perder Palmyra de volta aos mesmos jihadistas foi uma humilhação, mesmo que durasse apenas alguns meses. Em março, Damasco foi capaz de liberar forças suficientes anteriormente envolvidas no cerco de Aleppo para empurrar IS para fora de Palmyra.

 

Operação Deir ez-Zor

 

O foco atual para Damasco e Rússia é o governador de Deir ez-Zor, no leste da Síria. A capital provinciana homônima permaneceu sob o cerco SI há anos, com os militantes que controlam a parte rural da província e os arredores da cidade e os leais do governo que ocupam o centro. Com linhas de fornecimento cortadas pelo bloqueio, a guarnição teve que confiar em ardutos de alta altitude para continuar lutando.

O bloqueio foi finalmente levantado no início de setembro de 2017, um desenvolvimento que a Rússia considera um ponto de viragem para derrotar IS na Síria. No momento, cerca de 87% do território sírio está sob controle de Damasco, de acordo com a estimativa do Ministério da Defesa da Rússia.

O grupo islâmico ainda controla partes de Raqqa, uma cidade considerada sua "capital síria", mas espera-se que caia nas mãos de forças predominantes das Forças Democráticas da Síria (SDF) apoiadas pelos EUA antes do final do ano.

A ofensiva de Deir ez-Zor também marcou a perda mais significativa dos militares russos em sua história moderna. O tenente-general Valery Asapov, membro sênior do grupo de conselheiros russos que ajudaram o exército sírio, foi morto junto com dois assessores no bombardeio. Isso aumentou o número de tropas russas mortas durante a operação relatada pelo Ministério da Defesa a 35.

Enquanto IS continua a ser uma ameaça credível em algumas partes da Síria e não hesita em picar as tropas leais a Damasco e as milícias curdas, a atenção do grupo aparentemente mudou para outras partes do mundo, como a Líbia. E com este inimigo comum, menos derrotado, o futuro torna-se incerto sobre se outros partidos do conflito podem superar suas diferenças, especialmente com os americanos se juntando à ação em pleno andamento.

 

Botas dos EUA no chão

As muitas promessas de eleição quebradas do presidente dos EUA, Donald Trump, incluíram mudar a política da era de Obama na Síria e chegar a um acordo com a Rússia para derrotar o IS. O que aconteceu em vez disso é mais envolvimento dos EUA na Síria e um risco crescente de um conflito armado com a Rússia.

A nova campanha da Síria da administração dos EUA começou com um incidente em Khan Shaykhun, uma pequena cidade no governador de Idlib, controlada pelos rebeldes.

O incidente foi descrito pela Casa Branca como um ataque de armas químicas pelo governo sírio, com a mídia apoiando de forma crítica a narrativa enquanto descarta evidências e argumentos em contrário . Até agora, nenhuma inspeção no local do site de ataque alegado por inspetores internacionais foi realizada.

Trump pediu o incidente para obter um momento de louvor doméstico quase universal, quando ele ordenou uma alocação de mísseis Tomahawk para destruir a base aérea a partir da qual o suposto ataque foi lançado. Ele mesmo se gabou disso ao visitar o presidente chinês, Xi Jinping, que não comentou se ele apreciava o entretenimento depois do jantar .

A prova de força de Tomahawk teria um efeito mínimo sobre as capacidades militares de Damasco. Ele também abriu o caminho para uma presença muito mais forte dos EUA no solo na Síria. Sob Obama, limitava-se a missões em pequena escala de forças de operações especiais, mas Trump permitiu que o Pentágono enviasse os fuzileiros navais dos EUA junto com artilharia e outras armas pesadas, ocupando de fato uma parte da Síria.

Não é como se os vôos da coligação norte-americana através do espaço aéreo sírio fossem mais legais, mas a nova implantação fez com que o desrespeito dos EUA ao direito internacional fosse ainda mais flagrante.

 

Conflito com a Rússia em ascensão

Os americanos estão apoiando a Força Democrática da Síria, uma coalizão de milícias dominadas por combatentes curdos, que os EUA escolheram sobre os turcos para sitiar Raqqa. A decisão esticou ainda mais as relações de Washington com o aliado da OTAN, que vê qualquer empoderamento dos curdos na Síria ou no Iraque como um apoio indireto aos guerrilheiros curdos no seu próprio território. O apoio americano das milícias curdas não é nada novo, mas o movimento de Trump parece ter alienado Ankara o suficiente para implicar que a Turquia talvez precise abater os aviões de guerra fabricados na América.

O apoio das milícias americanas na Síria vai além de armas e treinamento. Ao longo dos últimos meses, as forças americanas atacaram tropas leais a Damasco em várias ocasiões por alegadamente violarem fronteiras de zonas controladas pelos EUA.

A US Air Force A-10 Thunderbolt-2 © Hamad I Mohammed

Mais importante ainda, o SDF tem sua própria agenda, que vai além de derrotar IS, e isso contrasta com o exército sírio. Os campos petrolíferos no governador de Deir ez-Zor podem ainda estar sob controle jihadista, mas qualquer lado consegue capturá-los terá melhores chances de mantê-los e aproveitar a extração no futuro.

A tensão entre os jogadores locais aparentemente derrama seus apoiantes estrangeiros. O tom do Ministério da Defesa russo informa sobre a campanha síria tornou-se cada vez mais hostil em relação aos EUA neste mês. Moscou colocou a culpa em Washington por desencadear a ofensiva jihadista surpresa da semana passada do governador de Idlib, que colocou três dúzias de tropas da polícia militar russa em risco de serem capturadas ou mortas.

A mídia russa informou que a acusação ocorreu depois que a inteligência sobre as posições das unidades, que a Rússia informou aos EUA, foi compartilhada com um grupo "moderado" e mais tarde vazou para os islâmicos.

Os militares russos disseram que os bombardeios SDF de posições do exército sírio em Deir ez-Zor ameaçaram os conselheiros militares russos e ameaçaram retaliação . E um alto diplomata russo atribuiu a morte do general russo à "hipocrisia" americana, com Washington rejeitando a assentação.

Alguns relatórios indicam que as tropas americanas no terreno poderiam ter sido mortas por aviões de guerra russos, uma acusação de que Moscou nega .

No entanto, o risco de um confronto militar direto entre a Rússia e os EUA na Síria parece estar aumentando.

 

A paz é possível

No lado positivo, mudanças dramáticas nas atitudes são possíveis no conflito sírio, como evidenciado pela aproximação da Rússia com a Turquia. No ano passado, as duas nações pareciam estar à beira de uma guerra de tiroteio, depois que o turco derrubou um avião de guerra russo em novembro de 2015. Agora, Moscou e Ankara parecem ter superado suas diferenças e estão trabalhando em conjunto com o Irã ao parar a guerra na Síria.© Mikhail Klimentiev

A espectacular transformação foi evidenciada nos últimos dias da batalha por Aleppo. Foi o acordo trilateral entre a Rússia, a Turquia eo Irã que permitiu a negociação do fim das hostilidades e uma evacuação dos que não queriam viver sob o controle de Damasco.

Mais tarde, os mesmos negociadores negociaram as chamadas zonas de escalação, um mecanismo contínuo destinado a conter a violência na Síria e eventualmente levar a uma trégua a nível nacional.

O plano está progredindo, com alguns momentos difíceis, como a última ofensiva jihadista de Idlib, mas parece ter conseguido conter a violência na Síria. Alguns observadores dizem que isso equivale a uma partição do país, uma alegação de que Moscou nega fortemente .

A Rússia diz que parar a violência e reduzir o sofrimento humanitário é necessário para dar aos sírios a chance de falar como eles querem viver.